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11 abr14:23

Da zona norte à zona sul

Ademir Urrutia Caldas, Leitor-Repórter

Ao retornar ao paraíso (Pelotas), resolvi fazer um tour pela cidade. Percorri vários bairros e vilas que já existiam tempos atrás e descobri outros tantos que nem imaginava haver.

Notei que a cidade está se desenvolvendo a cada dia para a zona norte, com várias novas construções residenciais, comerciais e industriais. O trânsito flui com dificuldades devido ao aumento da população e da frota veicular naquela região.

Observei com tristeza que a zona sul, especialmente a área do porto, que já foi sinônimo de prosperidade e renda provenientes de fábricas e empresas comerciais, a cada dia degrada mais, com as mesmas construções de anos passados, decadentes, ultrapassadas e sem perspectivas de melhoras. As mesmas permanecem lá, com pinturas de paredes de anos e anos sem renovação, sem o brilho que antigamente possuíam.

A novidade é a utilização do velho prédio do frigorífico Anglo por uma instituição de ensino (a Universidade Federal de Pelotas) e as modificações feitas no cais das Doquinhas, que reúne centenas de pessoas aos fins de semana, sobretudo no verão. Creio que com a revitalização do porto da cidade pela nova administração para o transporte hidroviário de safras de grãos, minérios e frutos, bem como armazenagem, aquela área deve prosperar novamente como outrora, com novos prédios, condomínios, edifícios, hotéis, pavimentação e melhorias nas ruas com boa iluminação, incluindo os bairros adjacentes como a Balsa, o Fátima e o Navegantes.

Hoje, visitar a região do Porto à noite tanto num veículo como transeunte é muito perigoso por falta de iluminação e por ser um local ermo, sujeito a assaltos.

No que pese os esforços da administração pública em modernizar nossa cidade como um todo, vê-se que naturalmente o desenvolvimento avança para outras regiões em detrimento daquela área tão bonita, que já foi, e embora paralisada, ainda é motivo de orgulho para seus moradores.

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