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09 jul14:30

Seminário aponta soluções para mobilidade urbana de Pelotas

Com a participação de representantes dos diversos segmentos ligados ao transporte e à acessibilidade em Pelotas, ocorreu nesta sexta-feira (8) a primeira edição do Seminário de Mobilidade Urbana, numa promoção do Serviço Social do Transporte / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT). Ao apontarem sugestões para solucionar os problemas de mobilidade no trânsito local, os palestrantes demonstraram conhecimento na área e discutiram com a plateia o encaminhamento de propostas ao Poder Público.

Durante a primeira palestra da manhã, o pesquisador Luis Antonio Lindau afirmou que a mobilidade urbana requer um conjunto de medidas que passam pelo desestímulo ao uso do automóvel, pela melhoria do Transporte Coletivo e pelo incentivo ao transporte não motorizado, além da integração do uso do solo e o transporte. Para Lindau, o Transporte Coletivo eficiente é o caminho mais rápido e de menor custo para evitar o caos urbano, o que exige vontade política do gestor público.

Ao lembrar que a estrutura viária é deficiente para o crescimento acelerado da frota mundial de veículos, cuja previsão é de 2 bilhões de carros em circulação em 2030, o palestrante alertou sobre a necessidade de começar a pensar seriamente na taxação do congestionamento revertendo os recursos arrecadados para a melhoria do transporte coletivo.

Dentro das propostas, o pesquisador mencionou que com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, o país deve receber bilhões em investimentos, dos quais uma boa fatia para a infraestrutura de transportes. Os principais projetos envolvem ampliação e construção de novas vias e principalmente a implantação do sistema de Transporte Coletivo Rápido por Ônibus (BRT, na sigla em inglês), uma estrutura que permite o deslocamento rápido dos passageiros por meio de estações de transferência e corredores exclusivos. Das 12 cidades-sede da Copa, nove têm projeto nesse sentido. As propostas, segundo Lindau, não vão resolver todos os problemas, mas podem diminuir de forma considerável os gargalos da mobilidade urbana.

A implantação do BRT é o principal projeto de mobilidade urbana apresentado pelas cidades-sede da Copa para aliviar os gargalos. A proposta consiste em um sistema de ônibus que trafegam em corredores exclusivos e possuem embarque e desembarque ágil, sem degraus (a plataforma fica no mesmo nível do ônibus), maior número de portas e cobrança da tarifa fora do veículo, antes do embarque. O modelo foi implantado com sucesso em Curitiba e exportado para Bogotá, na Colômbia.

Licitações – O consultor e arquiteto Edson Marquioro debateu, durante a tarde, ações para solucionar problemas no que se refere ao trânsito em cidades como Pelotas. Diretor da empresa contratada pela prefeitura para elaborar estudos sobre o transporte coletivo no município, Marquioro revelou que o projeto já se encontra na Câmara de Vereadores e propõe a criação de uma Política Municipal de Transporte Coletivo.

O arquiteto também enfatizou a necessidade de elaboração do Plano de Mobilidade urbana em Pelotas onde será debatido, de forma democrática e participativa, a relação dos deslocamentos de pedestres, mercadorias e dos diferentes modais de transporte.

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