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14 out15:12

Mais um La Niña: produtores rurais devem ficar atentos, mas tendência não é motivo de pânico

Caio Cigana e Joice Bacelo | Zero Hora

Depois de o Estado alcançar este ano uma colheita recorde apesar da ameaça do La Niña, o retorno do fenômeno, associado a outros fatores, volta a espalhar nuvens de incerteza sobre nova safra de verão. O prognóstico climático para os últimos dois meses de 2011 indica chuva abaixo da média no Estado, especialmente na Metade Sul.

O produtor rural Daniel Mello acessa os principais sites de agrometeorologia antes de determinar as técnicas de plantio

O cenário, projetado pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do RS (Copaergs), aponta que o outubro ainda será de precipitações regulares e o período mais crítico terá início a partir da segunda quinzena de novembro. Membro do Copaergs, o meteorologista Julio Marques, do Centro de Pesquisa e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas, vê um complicador. Além do La Niña, o resfriamento das águas do Atlântico na costa do sul do país e da atmosfera sobre o Cone Sul tendem a dificultar mais a regularidade da chuva.

>> Confira na edição impressa de ZH: A partir do prognóstico foram elaboradas estratégias específicas

De olho no tempo

A prática é quase um ritual. Todos os dias, às 5h o produtor rural Daniel Mello, de Pelotas, prepara o chimarrão, liga o computador e acessa os principais sites de agrometeorologia.

É a partir dos boletins sobre o clima que são planejadas as estratégias da lida no campo. Uma rotina que vale para a agricultura e para a pecuária.

O produtor segue a recomendação técnica de plantio à risca e se vale das previsões do tempo para determinar, inclusive, a variedade de arroz a ser plantada.

- Se a estação será de estiagem, nós temos que estar preparados para isso ou iremos sofrer as consequências lá no final da safra – destaca Mello, reforçando que a diversificação com o milho e a soja é uma das estratégias que não abre mão.

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