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23 out23:29

FESTA: Pelotas vence o Caxias por 1 a 0 e está classificado na Copinha

Gabriel de Aguiar Izidoro, de Caxias | gabriel.izidoro@pioneiro.com

Podendo até mesmo perder por um gol de diferença, o Pelotas venceu o Caxias por 1 a 0, gol de Uillian Correia, em pleno Estádio Centenário, e avançou às quartas de final da Copa Laci Ughini. Agora, o Lobão enfrenta o Grêmio B, que eliminou o Guarany, de Bagé.

O Caxias até deu pinta de que poderia complicar a vida do Pelotas. Antes dos 10 minutos de bola rolando, já havia chegado duas vezes com algum perigo. Apenas por falta de capricho e lucidez na definição dos lances, deixou de ameaçar mais. Na melhor oportunidade, Bruno Hepp operou milagre em torneada de cabeça de Vinícius.

Em seguida, porém, o time da casa arrefeceu o ânimo e permitiu que os visitantes, tranquilos com o placar favorável no acumulado dos dois confrontos, se assanhassem. Aos 25, a marcação grená cometeu um vacilo grotesco e permitiu que Cleiton lançasse Raphael Paraíba livre contra o gol. Aí, foi a vez de André Sangalli voltar a brilhar, agora no Centenário, como o fez em várias oportunidades, no meio da semana, na Boca do Lobo.

Pouco depois, coube ao próprio Sangalli dar início a um drama pessoal. Uma das raras figuras positivas do Caxias na temporada, o goleiro deu um passo de arranque para apanhar uma bola fácil, quase recuada por Clodoaldo, quando desabou se contorcendo no sentido contrário.

Os socos de raiva e dor no chão denunciaram de imediato que, não só havia lesão, como ela tinha contornos de gravidade. No primeiro exame, ainda ao deitar Sangalli na maca, o médico Lisandro Pavan já comprovou: rompimento do tendão de aquiles do pé esquerdo. O garoto Sidivan entrou em seu lugar, aos 28 do primeiro tempo, e provavelmente será o defensor grená para a estreia no Gauchão 2012.

Um minuto depois, Pedro Henrique recebeu livre de Wangler, quase na risca da pequena área, mas viu o chute que poderia abrir a contagem parando nas mãos de Bruno Hepp. E também por lesão, Mateus Magro deu lugar a Felipe Gonçalves, que inclusive entrou até conferindo maior movimentação ao setor.

Aos 35, Pedro Henrique, novamente, completou bela jogada individual com um toque por cobertura que carimbou o poste pelotense. Antes do intervalo ainda houve tempo para Maicon Santana exigir boa intervenção de Hepp.

Durante a pausa nos vestiários, Pavan confirmou a necessidade de cirurgia em André Sangalli, 60 dias de imobilização pós-operatória e mais um período de recuperação, cujo mínimo estima-se em três meses, antes de se pensar na volta aos gramados. Curiosamente, o Pelotas também precisou trocar o goleiro por lesão. William Lago voltou para o segundo tempo.

Quem não voltou, ao menos com o mesmo ímpeto, foi o Caxias. Com sérias dificuldades de criação, finalização e agora até de marcação, o objetivo de vencer por três gols de diferença logo se transformou em utopia. Logo aos cinco minutos, Clodoaldo arrematou de voleio e Sidivan salvou de modo espetacular, com o pé.

O técnico Ricardo Cobalchini arriscou na última substituição disponível, acionando o atacante Vinícius Chimbica para a saída do meia Wangler. Em um time confuso e atabalhoado pela necessidade em campo, a mudança não surtiu efeito.

Pouco depois, metade da equipe grená perdeu-se em um bate-boca com alguns jogadores adversários, enquanto outros aproveitaram para cobrar rápido uma falta pela direita. Clodoaldo cruzou, a bola percorreu todo o centro da área sem ser interceptada e sobrou livre, leve e solta para Uillian Correia agradecer e só cumprimentar na saída de um Sidivan completamente abandonado.

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