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25 out12:23

Luxo Póstumo: Veículos fúnebres do século 19 em busca de reforma

Rafael Diverio | rafael.diverio@zerohora.com.br

Ampulhetas, foices, coroas de louros adornam duas carruagens no curso de Construção e Restauro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Parados há mais de 40 anos, os veículos fizeram parte dos áureos tempos da Região Sul, transportando mortos abastados. Um projeto busca recuperar os carros, recontando a história da pompa fúnebre do município.

Coordenado por Luciane Pacífico Machado, estudantes do curso de Construção e Restauro, e por sua orientadora Luiza de Carvalho, o trabalho está em fase de reconhecimento iconográfico. A fase é importante, segundo Luciane, para apontar as semelhanças dos símbolos fúnebres com aqueles apontados pela maçonaria.

– Queremos mostrar a ligação desses adornos com os símbolos maçônicos. Minha tese é de que essas carruagens tenham sido encomendadas pela maçonaria – explica Luciane.

Elas trabalham em duas carruagens: uma preta e outra branca. A escura, de 1857, carregava mortos de famílias ricas. Pouco depois, em 1864, comprou-se a segunda para transportar corpos de mulheres e crianças. Os mais pobres eram conduzidos em carroças, apelidadas de bate-bate. Os veículos funcionaram até a década de 1970.

Segundo estudos das pesquisadoras, nos cortejos fúnebres, os cocheiros trajavam uniformes elegantes na mesma cor das carruagens. Os cavalos usavam capa e penacho de plumas. Tudo era administrado pela Santa Casa de Misericórdia, que também comandava o hospital e o cemitério.

>> Leia na edição impressa de ZH: Restauração de carruagens é prioridade

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