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28 out11:24

"Ser mãe sempre foi o sonho dela", diz marido de gaúcha que peregrinou 530 km para dar à luz

Álisson Coelho | alisson.coelho@zerohora.com.br

A melhora do quadro de saúde de Elisiane, que saiu do coma induzido e respira sem a ajuda de aparelhos, foi acompanhada do registro de nascimento dos bebês. Desde as 15h10min de quinta-feira (27), Gustavo e Guilherme San Martins Naparo são oficialmente cidadãos nascidos em Novo Hamburgo.

Marido de Elisiane e pai dos meninos que nasceram após peregrinação de 530 km, o montador de móveis Alex Caetano Naparo, veio de Florianópolis, onde mora e trabalha, para acompanhar de perto a recuperação da mulher e dos filhos. 

Antes de registrar os gêmeos, ele conversou com Zero Hora. Leia os principais trechos da entrevista:

Zero Hora – Uma semana depois do começo pela busca por leitos, como foi acompanhar a situação?

Alex Caetano Naparo – A Elisiane sempre foi meio mulher-maravilha, não me falava que estava com dor para que eu não ficasse preocupado. Na sexta-feira, ela me ligou dizendo que a bolsa tinha rompido, mas que ainda esperariam para fazer a cesariana. No sábado, ela me dizia que ainda estava tudo normal. Falamos umas oito, nove vezes por telefone, e eu estava tranquilo. No domingo, o telefone tocou cedo. Ela estava me ligando, já se sabia da infecção, mas não se sabia se a cesariana seria em Rio Grande ou Pelotas.

ZH – Qual foi o momento mais difícil nesses dias?

Naparo – Foi quando cheguei aqui, e os médicos foram francos comigo. Até então, em Santa Vitória do Palmar (onde Elisiane esperava a chegada dos gêmeos, na companhia da mãe), diziam que estava tudo bem. Em Novo Hamburgo, o médico disse que não havia garantia de nada, que o quadro era gravíssimo. Me veio um filme na cabeça, que eu poderia perdê-la pelo sonho dela. Ser mãe sempre foi o sonho da Lisi. Eu então caí no choro.

>>> Leia a entrevista completa na Zero Hora desta sexta-feira

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