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Cultura

21 out16:20

Viagem no tempo: Escavações vão contar a história de escravos no Sul

Joice Bacelo | Zero Hora

Desde quinta-feira (20), um grupo de professores e estudantes da Universidade Federal (UFPel) se reúne na senzala da charqueada Santa Bárbara, em Pelotas, no sul do Estado, para identificar a história de escravos a partir de peças do século 19. As escavações contam com a ajuda do geofísico da Universidade de São Paulo (USP), Gelvam Hartmann, que utiliza estudos em arqueomagnetismo para definir com precisão as datas das peças encontradas na senzala.

Pelos registros de antigos proprietários da charqueada, há indícios da presença negra no local desde 1790, quando os escravos que trabalhavam para os fazendeiros eram trazidos da África. Não existe documentação que comprove de que região exatamente eles vieram nem os costumes e religião que seguiam. Por isso, a iniciativa do projeto Pampa Negro, transformado em uma nova ferramenta de estudo para contar uma história ainda desconhecida.

– As escavações serão feitas até encontrarmos solo sem material, o que deve beirar um metro de profundidade. É um trabalho lento, que necessita de cuidados extras. Só podemos retirar as peças que tivermos como conservar – explica o doutor em arqueologia Cláudio Carle.

No primeiro dia de escavações dentro do local, Hartmann retirou amostras de tijolos e telhas para o trabalho que será concluído em São Paulo.

>> Veja na edição impressa de Zero Hora o trabalho que os pesquisadores ainda têm pela frente

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19 out23:31

e-Cult apresenta: Max Viana em show único em Pelotas

Deco Rodrigues | e-Cult

O cantor e compositor Max Viana, que recentemente lançou o CD “Um quadro de nós dois”, se apresenta em Pelotas nesta quinta-feira (20).

O músico apresenta o seu trabalho no palco do João Gilberto Bar e Champanharia, e estará acompanhado dos artistas gaúchos, Adriano Trindade, Eduardo Simoes e Renato Popó.

Max está cada vez mais longe de ser lembrado apenas como “filho de Djavan”. Chama a atenção no disco a habilidade do artista para compor com músicos de estilos tão distintos, como Arlindo Cruz, Jay Vaquer, Lula Queiroga, Jorge Vercillo e Dudu Falcão.

- Um momento de maturidade de minha carreira, que representa um passo adiante na composição, nos arranjos e na interpretação.

É assim que Max Viana define “Um quadro de nós dois”, seu terceiro CD que acaba de ser lançado pela Biscoito Fino. São onze canções que giram em torno de um mesmo tema: o amor.

>> Saiba mais sobre o artista no site e-Cult

O show inicia às 23h30min, no João Gilberto Bar (rua Gonçalves Chaves, 430). Antecipados à venda no Local – telefone: 3026-2140.

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19 out23:19

Freitas lança MoriMundo na Bibliotheca Pública

O escritor e jornalista Luiz Carlos Freitas faz o lançamento e sessão de autógrafos do seu romance MoriMundo (Editora Livraria Mundial) nesta quinta-feira (20), das 18h às 20h, na Bibliotheca Pública Pelotense (BPP). Um dos exemplares da obra será destinado ao acervo do local.

MoriMundo é o sexto livro publicado pelo autor. Ele já publicou O espião de almas (contos e crônicas – 1997), A revolta dos agachados (romance – 1997), Sob o olhar benevolente do pai (romance – 1999), Amáveis inimigos íntimos (romance – 2006) e Odeio muito tudo isso ( romance – 2009). Além dessas obras já editadas, ele possui outras três inéditas: Vermelho quase sangue (romance), Cão ladrando à lua (romance) e Andarilho (novela). Atualmente Freitas trabalha num novo livro, ainda sem título.

- Isso é resultado de mais de 40 anos dedicados à literatura, ao atendimento de uma vocação surgida ainda na infância, que só poderia ser despertada e aperfeiçoada com muita leitura e trabalho – ressalta o escritor.

MoriMundo, segundo Freitas, é polêmico, instigante e desafiador.

- Foram quase quatro anos de trabalho, geralmente à noite, nos feriados e fins de semana, com o objetivo de escrever um livro de ficção que retratasse a atual situação do Brasil e do mundo, apontando causas e consequências do caos social contemporâneo – diz ele – MoriMundo é um grito de alerta, um murro no estômago, um testemunho ficcional de que a civilização está retornando à obscuridade da Idade Média.

Fonte: Ascom

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19 out08:00

Documentário sobre reduto do chorinho em Pelotas tem sessão comentada na Bibliotheca Pública

O longa-metragem O Liberdade, da Moviola Filmes, vai ser apresentado nesta quarta-feira (19), às 19h30min, em sessão comentada na Bibliotheca Pública Pelotense (BPP). A entrada é franca, mediante retirada de senhas que serão distribuídas a partir das 9h de quarta-feira, na administração da BPP. Serão 200 senhas distribuídas durante todo o dia.

Após a exibição do filme a equipe da Moviola conversará com o público sobre a concepção do projeto realizado com recursos do projeto no Fundo Municipal de Cultura de Pelotas (ProCultura). Os DVDs de Marcovaldo e O Liberdade estarão a venda no local. O Liberdade também segue disponível no Bar Liberdade (rua Marechal Floriano, 753) ao preço de R$ 20.

>> Confira a sinopse do filme

Fonte: Satolep Press

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18 out11:57

Nando Reis apresenta Bailão do Ruivão em Pelotas

Deco Rodrigues | e-Cult

 O cantor e compositor Nando Reis apresenta em Pelotas o resultado do registro em DVD do show Bailão do Ruivão, em que o artista regravou sucessos populares na companhia de sua banda Os Infernais, dentro da série MTV ao Vivo. O trabalho é um projeto com músicas nacionais e internacionais que fazem parte do imaginário musical do próprio artista e de muitos brasileiros, como Agora só falta você (Rita Lee e Luis Sérgio Carlini), Could you be loved? (Bob Marley), Frevo mulher (Zé ramalho) e Severina Xique Xique (João Gonçalves e Genival Lacerda).

>> Saiba como adquirir os ingressos no site e-Cult

O show vai ser realizado no Theatro Guarany, na sexta-feira (21), às 21h.

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17 out17:11

Gagui IDV lança videoclipe "A inveja mata"

Marcelo Pires | Leitor-repórter

O videoclipe da música “A inveja mata” é a primeira produção audiovisual do músico Gagui IDV. O rapper está no cenário da música pelotense desde 1998, quando começou a se envolver com a cultura hip hop. Hoje ele se apresenta ao lado de Nego Maisson (vocal) e DJ NF. 

O videoclipe foi uma produção independente que começou no mês de agosto. De lá para cá quatro teasers foram lançados na internet, através das redes sociais. O trabalho também foi lançado na Internet e a divulgação foi feita através das redes sociais. 

- A repercussão está sendo bem legal, muito maior do que a gente esperava. Isso dá mais vontade de continuar trabalhando, evoluindo e elevando o nome do rap de Pelotas. Já dá vontade de pensar no próximo trabalho – afirma Gagui. 

A letra de “A inveja mata” fala sobre batalha, persistência e superação. O  lutador pelotense Maiquel Falcão participa do videoclipe, que foi gravado em vários pontos da cidade.

>> Clique aqui e confira “A inveja mata”


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17 out11:18

Kledir Ramil: Par ou Ímpar

 Depois de vários anos ocupados com assuntos da vida de adulto, Kleiton e eu fizemos uma viagem ao mundo da gurizada e estamos lançando Par ou Ímpar, disco inspirado nesse universo fascinante. Foi preciso “desenvelhecer” até chegar ao ponto certo, aquele estado de espírito em que a fantasia se confunde com a realidade. O universo infantil é carregado de pureza, e pureza é contagiante. Foi um mergulho transformador, uma oportunidade de resgatar o monte de coisas boas que a gente vai perdendo pelo caminho.

Kleiton e eu tivemos uma infância feliz em Pelotas, e isso foi marcante na nossa vida. Éramos dois moleques que jogavam bolinha de gude e soltavam pandorga no meio da rua. Dois guris de calça curta, curiosos com o ambiente que nos rodeava. Na calçada, na escola, em casa. Lembro dos programas de rádio, dos disquinhos coloridos e da literatura infantil. Em especial, a coleção O Mundo da Criança, os livros de Monteiro Lobato e as histórias que a Dalvinha contava pra gente dormir. Dalva, nossa mãe, cantava e imitava as vozes dos bichos, dos personagens, o que dava outra dimensão à narrativa. Ela conseguia transformar uma simples história em um espetáculo multimídia na nossa imaginação. Todos esses estímulos foram importantes para nossa formação e estão presentes em tudo o que fazemos.

Lembranças da infância aparecem o tempo todo em nossa obra (Maria Fumaça, Noite de São João, Lagoa dos Patos…), sempre em forma de “uma saudade boa”. Esse disco agora, ao contrário, não é sobre um tempo que passou, é música para as crianças de hoje. O desafio foi fazer canções para uma garotada que vive em apartamento e brinca de videogame. E foi refletindo sobre isso que surgiu o conceito do disco: a constatação de que certos assuntos e brincadeiras são clássicos. E o que é eterno convive bem com tudo, inclusive com as novas tecnologias. O mesmo se pode dizer da sonoridade de instrumentos como violão, piano e percussão. O conceito temático acabou inspirando também a concepção musical do trabalho, e tudo passou a fazer sentido.

Escrever canções para crianças é uma tradição na música popular brasileira que vem desde Braguinha, passando por Vinícius de Moraes, Chico Buarque e tantos outros. Esse disco é a nossa contribuição, somando-se a iniciativas recentes de retomar essa tradição meio esquecida entre artistas de público adulto.

Espero que vocês e seus filhos se divirtam tanto quanto nós.

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17 out10:40

Beto Porto é atração do Sete ao Entardecer

Deco Rodrigues | e-Cult

Na edição do projeto Sete ao Entardecer desta segunda-feira (17), a atração é o músico e compositor Beto Porto, que apresenta o show intitulado “De Norte a Sul”. A apresentação inicia às 18h30min, na Fábrica Cultural, e tem uma proposta diversificada ritmicamente, com poemas que expressam o cotidiano das pessoas que nasceram na Paraíba, vindo ao encontro do cotidiano dos gaúchos.

Para esta apresentação, o poeta e parceiro Antonio Carlos virá especialmente de São Paulo, cidade onde reside atualmente. Com entrada franca, o show contará ainda com a participação de grandes músicos da nossa terra.

Beto Porto possui uma grande trajetória musical na noite de Pelotas. Com mais de vinte anos de carreira, dedica-se a interpretar composições próprias e também à criação instrumental. Seu contato com a música começou cedo, aos nove anos tocou suas primeiras notas musicais no violão. A família foi sua grande influenciadora – o pai, os primos, os tios e os irmãos, possuem vocação musical.

>> Saiba mais no site e-Cult

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16 out10:35

Parada LGBT é realizada neste domingo na Bento Gonçalves

Com o tema “Pelotas e seus 200 anos, as cores e seus amores”, a 11ª edição da Parada LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais e Transgêneros) inicia às 14h deste domingo (16). Para o evento, um palco foi montado junto ao Altar da Pátria, na avenida Bento Gonçalves, onde devem ocorrer shows e manifestações. O desfile tradicional está previsto para às 17h.

A Associação LGBT pede que as pessoas levem um quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados vão ser doados para a Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, Aapecan, Lar Espírita Dona Conceição e associações de moradores do Ceval e do Dunas.


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15 out14:44

Um personagem de carne e osso: O charque do João Cardoso

Klécio Santos | Zero Hora

Personagem de obra fundamental da literatura rio-grandense, o sesmeiro João Cardoso é desvelado agora como um dos pioneiros na fabricação de charque no Estado.

Eternizado por João Simões Lopes Neto em Contos Gauchescos, com o texto O Mate do João Cardoso, ele foi, de fato, dono de terras e escravos nas margens do Rio Piratini, próximo a Pelotas, onde a indústria saladeril tornou-se a alavanca da economia gaúcha. A descoberta de que o protagonista da ficção também foi precursor na produção de charque é do livreiro e escritor Adão Fernando Monquelat, autor do livro Senhores da Carne, editado em 2010 pela Universidade Federal de Pelotas.

Obcecado pelas origens das charqueadas – ele mantém um site sobre o tema - Monquelat sempre procurou desconstruir mitos. Foi assim na obra Senhores da Carne, no qual comprovou que estancieiros abolicionistas gaúchos mantiveram escravos transferindo suas propriedades para o Uruguai. Agora, ele tenta mostrar que a primazia das charqueadas pertence ao João Cardoso retratado por Simões. Até então, a vanguarda na atividade era atribuída a José Pinto Martins, português que teria desembarcado no Sul fugindo da seca no Ceará.

– Os documentos se impõem, não tenho dúvidas de que o João Cardoso está na história e não só na ficção – afirma o escritor.

De posse de documentos que demonstram a existência de produção de charque para subsistência no Estado antes da chegada de Pinto Martins, Monquelat também reuniu junto ao Arquivo Nacional uma ampla correspondência enviada por João Cardoso às autoridades da época, na qual ele reivindicava ser “um dos mais antigos colonos do continente e o primeiro a erigir fábrica de carnes de charque, dando aos demais as ideias e noções necessárias de um ramo tão vantajoso ao Estado”.

>> Saiba mais no caderno Cultura da edição impressa de Zero Hora deste sábado (15)

Força-motriz do primeiro ciclo econômico gaúcho, as charqueadas da região de Pelotas abatiam 400 mil cabeças de gado por ano. Foi graças à pujança do setor que Pelotas passou a manter uma intensa atividade comercial, hoteleira e cultural. Em 1873, havia cerca de 40 estabelecimentos produzindo charque em escala industrial nas cercanias da cidade. Com o advento dos frigoríficos, por volta de 1910, as charqueadas foram reduzindo a produção até se tornarem obsoletas. 

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