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Personalidades

05 mai15:24

Pelotense apita o primeiro Gre-Nal da decisão do Gaúchão

O árbitro pelotense Jean Pierre de Lima vai apitar o primeiro Gre-Nal da decisão do Gaúchão.  O jogo acontece domingo, às 16h, no Beira-Rio.

A Federação Gaúcha de Futebol definiu os dois árbitros da decisão do campeonato por meio de sorteio, na final da tarde desta quarta-feira. Leandro Vuaden, árbitro do quadro da Fifa, comanda o segundo clássico, no Olímpico, dia 15.

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04 mai17:32

Vitor Ramil fala da experiência de viver da arte em Pelotas

O Segundo Caderno de ZH desta quarta-feira (4) veio na forma de uma edição especial pautada e comentada por Luis Fernando Verissimo. Respeitado veterano do jornalismo cultural, ele sugeriu algumas reportagens, entre elas uma sobre “a arte de ficar” — a respeito de artistas que optam por permanecer morando em Porto Alegre, como ele.

O músico pelotense Vitor Ramil é um dos casos citados na matéria. Depois de seis anos morando no Rio de Janeiro, Ramil resolveu voltar a Pelotas. Só que o que para muitos seria o fim da carreira artística, para ele foi uma chance de ganhar espaço no cenário musical.

>> Jornalista Claudia Laitano conta como foi a reunião de pauta de Luis Fernando Veríssimo com a equipe do Segundo Caderno.

Viver fora traz o desejo de voltar
Por Patrícia Lima, Segundo Caderno ZH

Tem gente que usou a experiência de viver fora do Rio Grande do Sul para compreender que seria mais proveitoso voltar. Foi o caso do músico Vitor Ramil, que, depois de seis anos morando no Rio de Janeiro, decidiu retornar à terra natal, Pelotas, em busca de inspiração. Ele explica parte do processo que o levou a tomar essa decisão em seu ensaio Estética do Frio, publicado em 1992 no livro Nós, os Gaúchos, da Editora da UFRGS.

“Estou no meu apartamento em Copacabana, Rio de Janeiro, de calção e chinelos, assistindo ao Jornal Nacional na TV. Assisto a uma matéria sobre uma festa popular na Bahia. As imagens: um trio elétrico sobre um caminhão arrastando milhares de pessoas seminuas, pulando, suando, bebendo e cantando sob um céu furioso. Não consigo me imaginar atrás daquele trio elétrico. (…) Assisto a seguir a uma matéria sobre a chegada do frio no Sul. Vejo o Rio Grande do Sul. Vejo os campos cobertos pela geada na luz branca da manhã, vejo crianças escrevendo com o dedo nos vidros dos carros, vejo homens de pala andando de bicicleta, vejo águas congeladas, vejo gente esfregando as mãos, gente de nariz vermelho, vejo a expectativa de neve na Serra, vejo o chimarrão fumegando. Seminu e com calor reconheço imediatamente aquele universo como meu.”

Ramil comenta que voltar ao Sul, especialmente para Pelotas, onde nasceu, foi uma decisão artística. Segundo ele, somente aqui seria possível mexer com suas obsessões musicais e encontrar uma forma de expressão única para conciliar o legado regional com a música brasileira.

– Percebi que o mercado era fechado, as gravadoras só queriam o rock. No Rio de Janeiro, não havia espaço para o que eu queria fazer – garante.

Passar um tempo fora, no entanto, foi o que mostrou a Vitor a direção certa a tomar. Analisar o próprio processo criativo de uma perspectiva mais distanciada o ajudou a saber exatamente o que queria fazer. Depois disso, a decisão de voltar ficou cada vez mais clara:

– Voltei a viver em Pelotas, no Interior, que é de onde todos os artistas saem. Não conhecia ninguém que tivesse voltado para o Interior para construir uma carreira, para criar. Isso me deixou inseguro, claro.

O bálsamo para os medos do artista veio em seguida, com a transformação da indústria da música e a popularização dos CDs e da internet. A redução do poder das gravadoras deu a Ramil a possibilidade de divulgar seu trabalho mesmo estando no interior gaúcho.

– O que eu fiz não é fórmula de sucesso para outros artistas, mas deu certo para mim. Aqui tenho um ritmo de criação intenso – completa.

Decidir voltar também pode ser um processo familiar. A violência da capital fluminense fez com que o ator Werner Schünemann optasse por voltar a Porto Alegre após nove anos. Segundo ele, a chegada dos dois filhos à adolescência foi o principal argumento para mudar.

– Sabemos que aqui também tem violência, mas não se compara com o Rio de Janeiro. Lá existe um terror institucionalizado, praticado inclusive pelo Estado. Meus filhos não podiam sair de casa sem a escolta de um segurança ou um adulto que os acompanhasse. Eu e minha mulher achamos que eles não precisavam passar por isso e resolvemos voltar – explica.

Além de considerar a violência carioca como fator principal, Werner também se derrete pela cidade onde nasceu.

– Porto Alegre é uma capital cercada de reservas naturais, o que tem muito valor. E é linda e cheira bem. Me apaixono à primeira vista a cada vez que vejo a cidade.

A carreira de ator e cineasta continua a mesma, segundo Werner. Feliz com o desempenho nas novelas da Globo, o ator pretende manter uma conexão assídua com o Rio de Janeiro, onde tem amigos e muitos contatos profissionais. A facilidade de acesso – bastam duas horas de voo – permite que ele esteja presente tanto em reuniões relâmpago como nas extensas gravações de uma novela.

Mas, como tantos outros gaúchos, ao final de cada trabalho ou compromisso, foi aqui que ele escolheu ver o sol se pôr.

>> Confira esta reportagem na íntegra e outras sugeridas por Verissimo na edição impressa do Segundo Caderno de ZH desta quarta-feira (4).

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29 abr12:48

Schlee é entrevistado no primeiro Encontros com o Professor em Pelotas

Sancler Ebert, Zero Hora

Com muito bom humor, o papo entre Ruy Carlos Ostermann e Aldyr Schlee movimentou o primeiro Encontros com o Professor realizado em Pelotas na noite desta quinta-feira (28). Com formato de talk show, o jornalista entrevistou o escritor que falou principalmente sobre sua última obra lançada, o romance Don Frutos.

Ostermann revelou antes do encontro que o evento começa pela escolha do entrevistado. – Gosto de ter uma intimidade, mas ao mesmo tempo poder me surpreender com o que ele vai dizer, e a lei é que o entrevistado tem de falar mais que o entrevistador, estou aqui só para pontuar a conversa – relata.

O local escolhido para o bate-papo foi o auditório do Instituto Simões Lopes Neto, que ficou lotado. Ao falar do porquê de escrever um romance, Schlee revelou:

- Minha mulher acha que se o cara não escreve um romance, ele não é bom. Por isso que eu dediquei esse livro a ela. Mas continuo achando que o bom conto é mais difícil de fazer do que o romance – brincou.

Schlee ainda revelou que prefere ser mandado pelas mulheres.

- Elas mandando em mim me dá mais tempo para trabalhar – conta aos risos.

A obra do gaúcho conta os últimos meses de vida de Don Fructuoso Rivera em solo brasileiro, quando ficou exilado antes de retornar ao Uruguai.

- O meu mundo é muito pequeno, ele gira todo em torno de Jaguarão e da fronteira com o Uruguai.

Entre os outros assuntos abordados no bate-papo esteve a camiseta canarinho da Seleção Brasileira de Futebol, da qual Schlee é o criador, João Simões Lopes Neto e literatura gaúcha.

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27 abr17:12

Vitor Ramil é o grande vencedor do 20º Prêmio Açorianos de Música

Luísa Medeiros, Zero Hora

Uma fusão de imagens, cores e sons marcou a entrega do 20º Prêmio Açorianos de Música, na noite desta terça-feira (26), no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Em clima de grande espetáculo, o público foi imerso nos tons da música do Rio Grande do Sul.

O grande vencedor da noite foi o cantor e compositor Vitor Ramil, que conquistou os títulos de Disco do Ano e DVD do Ano com o álbum délibab. Délibab é um álbum de milongas em que Vitor Ramil musicou poemas do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas.

De certa forma, a premiação para o disco e para DVD com o documentário das gravações esteve em sintonia com o espírito do Açorianos, resumido no início da noite pelo colunista de Zero Hora Roger Lerina, um dos apresentadores do evento:

— A música é a única expressão que viaja no tempo sem a menor cerimônia. E o que veremos aqui, essa noite, será um desfile por esses 20 anos de boa música — disse.

Entre lembranças de outros prêmios, homenagens e entrega de troféus, passaram pelo palco do Açorianos alguns dos principais nomes da música no Estado — tanto no papel de homenageados como de premiados (veja relação completa abaixo), ou mesmo entregando troféus a outros artistas.

Grupos formados por músicos de diversas bandas fizeram homenagens a diferentes estilos musicais. Cantaram na festa nomes como os cantores e compositores Bebeto Alves e Elton Saldanha e os vocalistas Serginho Moah (do Papas da Língua), Carlinhos Carneiro (da Bidê ou Balde), Thedy Corrêa (do Nenhum de Nós) e Tati Portella (da Chimarruts, banda que arrebatou todos os prêmios do gênero Reggae).

Personalidades que ajudaram a construir o cenário musical gaúcho também foram agraciadas: o radialista Glênio Reis, o produtor cultural Carlos Branco e o produtor musical Ayrton dos Anjos, o Patinete — em um dos principais momentos da cerimônia, quando músicos como Neto Fagundes e Renato Borghetti se reuniram no palco.

Ayrton aproveitou a ocasião para dedicar o prêmio ao cantor Rui Biriva, que morreu na noite de segunda-feira e foi lembrado também em outros momentos da noite. Também houve menções especiais para a revista Noize e para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), pelos seus 60 anos. Os homenageados da noite, pelo conjunto da obra, foram os irmãos Kleiton e Kledir Ramil.


Confira os premiados da noite:

Disco do ano

délibáb (Vitor Ramil)


DVD

délibáb (Vitor Ramil)


Espetáculo

Mahavidyas (Orquestra de Câmara Theatro São Pedro)


Arranjador

Paulinho Fagundes, por Pedra Moura


Produtor musical

Marcelo Fruet, por Apanhador Só (Apanhador Só)


Produtor executivo

Andréa Ávila, por Bebeto Alves em 3D (Bebeto Alves)


Projeto gráfico

Rafael Rocha por Apanhador Só (Apanhador Só)


Disco infantil

Jogos de Inventar, Cantar e Dançar (Viviane Juguero e Bando de Brincantes)


Revelação

Gisele De Santi, por Gisele De Santi


Blues/Jazz


Compositor

Fernando Noronha, por Meet Yourself (Fernando Noronha & Black Soul)


Intérprete

Fernando Noronha, por Meet Yourself (Fernando Noronha & Black Soul)


Instrumentista

Fernando Noronha, por Meet Yourself (Fernando Noronha & Black Soul)


Disco

Meet Yourself (Fernando Noronha & Black Soul)


Instrumental


Compositor

Paulinho Fagundes, por Pedra Moura


Instrumentista

Paulinho Fagundes, por Pedra Moura


Disco

Na Cidade (Pata de Elefante)


MPB


Compositor

Nelson Coelho de Castro, por Lua Caiada


Intérprete

Gisele De Santi, por Gisele de Santi


Instrumentista

Carlos Moscardini, por délibáb (Vitor Ramil)


Disco

délibáb (Vitor Ramil)


Pop rock


Compositor

Bebeto Alves, por Bebeto Alves em 3D


Intérprete

Bebeto Alves, por Bebeto Alves em 3D


Instrumentista

Gustavo Telles, por Horizontes e Precipícios (Yanto Laitano)


Disco

Apanhador Só (Apanhador Só)


Rap


Compositor

W Negro, por Portal dos Anjos


Intérprete

W Negro, por Portal dos Anjos


Produtor

Divox, por Time dos Sonhos — Volume 2


Disco

Portal dos Anjos (W Negro)


Reggae


Compositor

Sander Fróis, por Só Pra Brilhar (Chimarruts)


Intérprete

Tati Portella, por Só Pra Brilhar (Chimarruts)


Instrumentista

Nê, por Só Pra Brilhar (Chimarruts)


Disco

Só Pra Brilhar (Chimarruts)


Regional


Compositor

Érlon Péricles, por Brinco de Princesa (Shana Müller)


Intérprete

Shana Müller, por Brinco de Princesa


Instrumentista

Paulinho Fagundes, por Origens (Ernesto Fagundes)


Disco

Brinco de Princesa (Shana Müller)

ZERO HORA


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27 abr16:50

Ex-Chefe da Unidade de Pelotas toma posse como diretor da Embrapa

Chefe-geral da Unidade Clima Temperado (Pelotas/RS) de 2008 até meados deste mês, Waldyr Stumpf Júnior foi empossado diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wagner Rossi, em solenidade realizada na última terça-feira (26), em Brasília. A solenidade de posse fez parte das comemorações do aniversário de 38 anos da Embrapa.

A nova Diretoria-Executiva é composta por três membros e terá um mandato de três anos. Maurício Lopes assumiu a diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento e Vânia Castiglioni a de Administração e Finanças.

O grupo foi selecionado após um processo seletivo coordenado por um Comitê de Busca específico e focado no mérito técnico e administrativo. Nomes de diferentes regiões do Brasil formavam a lista de indicados. O Conselho de Administração da Empresa pré-selecionou três opções para cada cargo. A decisão final foi tomada pela Presidência da República.

- É uma satisfação, uma honra muito grande, ter participado do processo e ter chegado ao fim com a nomeação – comenta Stumpf Júnior.

Para o novo diretor, a questão da segurança alimentar será um de seus principais desafios.

- Uma das grandes preocupações da presidente Dilma [Rouseff] passa pela produção de alimentos. A questão da pobreza passa pela segurança alimentar e, cada vez mais, o tema é uma questão estratégica – expõe.

Com o país fortalecendo sua posição de referência mundial na produção alimentar, o diretor analisa que “ainda há um contingente de pessoas passando fome no mundo e, de alguma forma, o Brasil e a Embrapa precisam ter um papel importante neste cenário”.


Trajetória

O agora ex-chefe-geral da Embrapa Clima Temperado destaca a trajetória do processo de gestão na Unidade como um dos fatores preponderantes que o levaram à Diretoria Executiva. Potencializar o sucesso registrado na área de transferência de tecnologia em Pelotas está entre os objetivos do novo diretor.

- Nós estamos levando uma experiência de sucesso da Embrapa Clima Temperado e da região Sul do País. O desafio é potencializar isto de uma forma institucional, buscando ações de transferência de tecnologia que permitam fazer as soluções da Embrapa serem apropriadas pelos agricultores – comenta.

- A Embrapa é uma empresa de inovação e queremos que ela, cada vez mais, atenda as demandas do Estado brasileiro – complementa.

Waldyr Stumpf Junior tem 33 anos de trabalho na área da pesquisa e está na Embrapa desde 1986. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1975, possui mestrado e doutorado em Zootecnia.

Na Embrapa Clima Temperado, foi chefe-adjunto de Desenvolvimento – 1996 a 1997 – e de Pesquisa e Desenvolvimento – 2003 a 2007. Desde 2008, ocupava a função de chefe-geral da Unidade.


Chefia da Unidade

Com a ida do atual chefe-geral para Brasília, a Chefia da Unidade será exercida interinamente pelo chefe-adjunto de Administração, José Dias Vianna Filho.

Um novo processo de seleção para a definição do novo chefe-geral deve ser encaminhando em breve. O futuro ocupante do cargo terá um mandato de três anos, prorrogáveis por mais três.

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27 abr15:06

Rui Biriva partiu deixando os palcos vazios de alegria

Eduardo Rosa, Conselho de Colaboradores

Hoje o dia não teve a mesma alegria, com certeza, pois um dos símbolos desta “saiu de cena”. Falo de um artista da música gaúcha, reconhecido nos “quatro cantos do Rio Grande do Sul” por suas músicas recheadas de reflexões sobre o sentido da vida, de bons sentimentos e também por sua mensagem de descontração.

O conheci pessoalmente durante sua passagem por Pelotas, para realizar o show de seu último CD, “Pedindo Cancha”, durante um evento de verão na praia do Laranjal, dia 23 de janeiro de 2010. Naquela oportunidade, conversei com ele sobre sua vida, carreira e o porquê do nome Biriva.

Ele explicou que “birivas” eram viajantes, tropeiros que levavam mercadorias coloniais, dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul até Sorocaba, em São Paulo, em cima de burros.

Rui da Silva Leonhardt, participou de um festival de música: a 4ª Seara da Canção, em Carazinho, no ano de 1984, onde interpretou a canção Birivas, de autoria de Airton Pimentel, sagrando-se o campeão, e a partir daí recebeu o apelido de Rui Biriva.

À época em que tive contato com o Rui, demonstrou ser uma pessoa bem acessível e humilde. O show da noite daquele sábado havia sido cancelado por problemas técnicos da organização, e mesmo assim Rui não demonstrou tristeza ou descontentamento. Com esse fato podemos até lembrar uma de suas músicas de nome Rebanho das Agonias, onde ele declama: “Não canto melancolias. Eu não sou pastor de tormentos”.

Pegou seus músicos e, num banco de cimento, embaixo de uma figueira do Laranjal, fez uma apresentação à parte para os apreciadores de suas músicas. Dentre estes, alguns de outras cidades que tinham viajado somente para vê-lo, movidos por uma admiração, tal qual aquele gaúcho apaixonado cuja história é contada em mais um sucesso do próprio Rui Biriva, “Castelhana”: “Ah eu viajei, ah eu viajei, viajei pra ver você!”.

Naquela noite, pude confirmar algo que acreditava ser verdade: Ainda podemos ser felizes mesmo quando as coisas não saem perfeitas e, no que depende de nós para promovermos essa felicidade, não devemos deixar para depois.

No dia seguinte (24), o cantor do povo gaúcho, o dono da alegria, cantou para os amantes da vida que lá estavam no Laranjal para ouvirem suas canções.

Dentre elas podemos relembrar os sucessos: Tchê Loco, Santa Helena da Serra, Birivas, Pé na Estrada, Amigo, Castelhana, Quebrando Tudo, Canção do Amigo, Festança, Das Bandas de Horizontina, Vamo Pegá e Tonto de Saudade.

Termino este texto com as próprias palavras de Rui Biriva após passar pelo primeiro procedimento médico, para a retirada do tumor do intestino em abril de 2010. Neste post, as fotos que tirei dele e com ele na praia do Laranjal, em janeiro do mesmo ano.

“Nesta fase de altas turbulências que passei nos últimos dias, com descoberta e rápida retirada de um tumor no meu intestino, refleti e repensei minha vida. Quando estamos debilitados fisicamente e mentalmente, aproveitamos para ver nossa própria trajetória como em um filme nem sempre colorido, mas completamente real.

Deus meu deu um segundo nascimento, uma nova oportunidade de rever atitudes, ações e reações. Foi uma oportunidade de renovação, de valorizar quem e o que merece. Viver mais em família e entre amigos. De ter oportunidade de corrigir erros e falhas, de tentar ser uma pessoa melhor.”

Rui Biriva morreu na noite de segunda-feira (25), aos 53 anos, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde estava internado desde 14 de abril para o tratamento de um tumor no intestino grosso. Ele foi sepultado nesta quarta-feira (27) em sua cidade natal, Horizontina.

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21 abr07:20

Rosane de Oliveira palestra na aula inaugural do Pré-Vestibular nos Bairros

Os inscritos no Programa Pré-Vestibular nos Bairros têm compromisso na próxima segunda-feira (25), às 20h, no auditório do IFSul (Praça 20 de Setembro, 455). A aula inaugural do curso preparatório gratuito contará com a participação da jornalista de Zero Hora, Rosane de Oliveira.

- Vou falar sobre a importância da educação como caminho para transformar a sociedade. E mostrar aos alunos o quanto é importante agarrar uma oportunidade com as duas mãos. Como aluna de escola pública que não teve como fazer cursinho para passar na federal e só estudou na PUC porque teve crédito educativo, acho que tenho um bom ponto de partida com os estudantes – antecipou a colunista e comentarista de política.

De acordo com a coordenadora do programa, Lisaine Matos, a aula inaugural tem como objetivo motivar os alunos para que concluam o Ensino Médio e ingressem na universidade. Este ano, 800 estudantes serão beneficiados pelo programa que visa preparar os estudantes para Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – utilizado por diversas universidades como critério de ingresso e como reconhecimento de conclusão do Ensino Médio. Desde a sua criação, em 2006, o projeto já contemplou mais de 2 mil alunos, e destes cerca de 10% já estão frequentando alguma universidade, pública ou privada. As aulas irão ocorrer em 15 núcleos distribuídos pela cidade.

Antes da aula inaugural, às 18h, na Sala dos Servidores do IFSul, será realizada a apresentação do Pré-Vestibular nos Bairros para a imprensa e prefeitos da região. Na noite de lançamento haverá também apresentação do Grupo Sincronia.




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14 abr12:11

Professor da UFPel recebe prêmio internacional por dedicação à saúde infantil

Sancler Ebert, Zero Hora

Na certidão de nascimento, São Gabriel. No endereço de casa, Pelotas. No entanto, há muito tempo o pesquisador Cesar Gomes Victora tornou-se um cidadão do mundo por sua dedicação à saúde infantil. O nome do professor emérito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos na área da epidemiologia, ramo da medicina que estuda o estado de saúde de populações e as causas de doenças e de mortes.

Pesquisador e consultor da Unicef falou à Zero Hora enquanto estava na África ministrando um curso

Tanto destaque lhe rendeu a indicação para receber o Prêmio por Contribuições Proeminentes para a Saúde Infantil Global do Programa de Pesquisa Pediátrica Mundial. A entrega da honraria acontece no próximo dia 02 de maio, em Denver, Estados Unidos.

Atualmente ministrando um curso no Malawi, na África, o pesquisador é consultor do Unicef, o fundo das Nações Unidas para a Infância e da Organização Mundial da Saúde e recentemente foi eleito presidente da Associação Internacional de Epidemiologia.

Seus trabalhos ajudam na prevenção de doenças e apontam caminhos para melhorar a saúde de crianças, adolescentes e adultos. Uma de suas marcas é dar atenção a desigualdade social em suas pesquisas. Na amostra, sempre há ricos e pobres. Com isso, Victora conseguiu em muitos momentos comprovar que formas diferentes de acesso aos serviços de saúde e o meio onde vivem as crianças interferem nas suas condições.

- O professor é incrivelmente obstinado, a gente percebe que ele gosta do que faz – conta a colega de trabalho e auxiliar de pesquisa, Carmen Moreira. – Ouvir ele falar é encantador, instigante, a fala acompanha o raciocínio rápido dele – completa.


Pesquisador luta contra a mortalidade infantil

Embora tenha realizado diversos estudos ao longo de três décadas, Victora não esconde seus xodós. Entre eles estão as coortes de nascimento de Pelotas, três estudos iniciados em 1982, 1993 e 2004, cada um com milhares de crianças, que continuam até hoje. Outro, que lhe levou ao topo dos especialistas da área é o estudo de 1985 em que demonstrou como a amamentação reduz a mortalidade infantil.

Atualmente o gaúcho se dedica ao trabalho de reduzir a mortalidade infantil e a subnutrição no mundo. Para isso, avalia diferentes estratégias em países da África e Ásia. Em cada um dos países que passa, encontra realidades diferentes e vê as estatísticas ganharem faces, nomes, apelos.

Victora confessa que acaba trabalhando mais do que gostaria, mas que busca equilíbrio entre os afazeres e o lazer. A mulher, Mariângela Silveira, também é pesquisadora da área. Enquanto ele está na África, ela hoje está no Peru.

- O pior são as viagens, passo cerca de quatro meses por ano fora de casa – comenta.

Para o amigo Fernando Barros, que junto de Victora criou o curso de Epidemiologia da UFPel, a conquista de Victora é um reconhecimento para todo o Centro de Pesquisas.

- Se um pesquisador do Centro recebe uma distinção, o local todo sente-se prestigiado – afirma ele.


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08 abr11:43

Raquel Recuero lança livro em Porto Alegre

Foi lançado na terça-feira (05) o livro “Métodos de pesquisa para Internet”, escrito pela professora do curso de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Raquel Recuero em parceria com as pesquisadoras Suely Fragoso e Adriana Amaral. O lançamento ocorreu na Loja FNAC, em Porto Alegre.

Compilada a partir das próprias experiências de pesquisa empírica das autoras, a publicação foca exemplos de perspectivas metodológicas específicas a respeito da Internet. O livro também fornece subsídios para estudos sobre outros temas em que a rede figura como lugar ou instrumento de pesquisa.

O livro “Métodos de pesquisa para Internet” também foi lançado durante a primeira edição do Encontro Regional de Jornalismo Digital – Perspectivas e Tendências, onde Raquel participou falando sobre “O Jornalismo em Rede: Desafios para a Era da Hiperconexão”. A ideia da palestra, segundo ela, foi “abordar um pouco as transformações e mudanças que o advento das redes sociais reinscritas no ciberespaço e seus modos de difusão de informações trouxeram para o jornalismo”.

O evento, ocorrido no sábado (02), reuniu professores, pesquisadores e profissionais da área de comunicação e foi uma promoção da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


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07 abr06:58

Ganhadora de promoção da RBS TV realiza o sonho de voar

O Jornal do Almoço desta quinta-feira (7) mostra um sonho que se tornou realidade nas alturas. A professora Rita de Cássia Coimbra Reis foi a vencedora do concurso cultural realizado pela RBS TV, em parceria com a NHT, e viajou pela primeira vez de avião.

Para decolar, ela foi uma das muitas mulheres que participaram da promoção respondendo a pergunta “o que você faria para voar alto?”.

A resposta de Rita, escolhida pela produção foi: “Confiaria numa piloto nota dez, porque para nós mulheres nem o céu é o limite.”

A “piloto nota dez” a que Rita se refere é Kitty Knevitz, a pelotense de 23 anos que inspirou o prêmio. Ela é co-piloto, está superando obstáculos e conquistando espaço nesse mercado de trabalho tipicamente masculino.

Simpática e animada, Rita ainda levou junto a amiga Mara. A primeira vez no céu das duas foi com a co-pilotagem de Kitty.

- Esperei 40 anos para voar! – disse Rita.

O vôo foi na manhã desta quarta-feira (6). Com muito sol, céu azul e pouco vento, a dupla pôde aproveitar para ver do alto as cidades de Rio Grande e Pelotas no passeio que durou cerca de dez minutos.

>> A repórter Sabrina Ongaratto conta mais sobre a experiência no blog da Redação da RBS TV Pelotas.

Confira no JA a reportagem completa, com as imagens da bela vista registradas pelo cinegrafista Pierre Schlee.


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