Empresas de marketing vendem amigos no Facebook e Twitter
Há um potencial publicitário nas redes sociais. Muitas empresas de marketing já perceberam esse nicho de mercado e tentam lucrar com ele. A moda agora é vender “pacote de amigos” no Facebook e Twitter. Os serviços: ampliar número de seguidores no Twitter, vender de colocação na primeira página de sites de relacionamento e comprar amigos no Facebook.
A australiana «uSocial» é uma destas empresas que descobriu o potencial que as redes sociais têm como ferramenta de publicidade. No entanto, encontrar as pessoas certas a quem se dirigir é uma tarefa que pode ser complicada. A «uSocial» vende pacotes para o Facebook entre 1000 e 10 mil amigos, com preços que vão desde os 177 dólares (124 euros) a 1.167 dólares (820,59 euros).
É como se você contratasse alguém para bombar o seu perfil no Facebook. A empresa envia uma mensagem a potenciais consumidores ou público-alvo de seus clientes. A partir daqui fica a cargo do cliente e do “amigo” decidir se querem adicionar-se ou não. Ou seja, a empresa não acompanha a evolução do relacionamento.

Fico pensando se os princÃpios das redes sociais não se deturpam com estas ações de marketing. Redes sociais pressupõem diálogo direto entre dois ou mais atores, sejam eles pessoas fÃsicas ou jurÃdicas. Será que um terceiro ator entre as partes não prejudica o diálogo genuÃno? Rede é confiança, compartilhamento, troca, criação, aprendizado, autenticidade.
De que adianta ter milhares de amigos, se não dou a eles a atenção que precisam? Mais do que empresas que ajudem a encontrar público-alvo, é preciso orientar empresas a dialogar com seus “amigos”. Um fluxo de mão única não se sustenta nessa nova realidade social. Na minha opinião o que falta é pensar menos em recorde de “followers” e mais em qualificação de relacionamentos na rede.




