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Qual a validade da implementação do Ensino Médio Politécnico?

12 de setembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Por que a Secretaria Estadual de Educação não se dispõe a respeitar ou até mesmo a dialogar a identidade das escolas na construção da nova proposta para o Ensino Médio Politécnico e Integrado?

De Juliano Bender, 33 anos, professor e arquiteto de Montenegro (RS)

No começo do ano foi implantado o Ensino Politécnico. No final do ano passado foi dito que não seria implantado no começo desse ano porque seria preciso um planejamento mais detalhado. Há hoje uma estatística de funcionamento e resultado provisório desse politécnico? Se não tem, posso dar um parecer: de uma turma de 32 alunos, sobram 17, dos quais mais três falam em abandonar.

Sobre os motivos também posso dar uma prévia: na reunião que houve com as diretorias das escolas e com algumas pessoas da comunidade a questão dos transporte foi levantada. Resposta: se virem. Hoje alunos e professores têm que fazer horários diferenciados, o que nem todos conseguem, porque não foi planejada nenhuma estrutura para que o projeto pudesse funcionar bem.

Estamos no meio do ano e as diretorias têm que correr atrás de professores novos porque uns querem virar políticos, alguns são transferidos ou porque simplesmente porque não foi encontrado professor disposto a dar aula. A ideia do Ensino Politécnico pode ser boa, mas para os alunos que ainda não estão trabalhando ou pensando em trabalhar. Talvez qualquer modelo de ensino funcione e melhore o nível da educação no Estado e no país, desde que professores e alunos tenham estrutura para ensinar e aprender bem, e então sim, possam ser cobrados por resultados.

De Eliseu Eduardo Lof, 41 anos, analista de sistemas de Harmonia (RS)

Mudanças serão obrigatórias para formação de crianças e jovens. Como fica a situação do Politécnico que está sendo implantado, mas que até agora não tem professores capacitados para o seu desenvolvimento de fato?

De Ana Mari Morales da Rosa

Com índices cada vez piores, para ajudar o governo Tarso implementa um Ensino Politécnico em que os professores não estão qualificados nem orientados quanto a metodologia a ser seguida. O que será que podemos fazer para mudar isso? Será que a sociedade está informada do que foi imposto aos seus filhos? Mudanças na educação sem o mínimo de orientação faz uma geração inteira não ter oportunidades.

De Carolina, 31 anos, professora de Guaíba (RS)

Como será o Ensino Médio com essas novas regras?

de Aléxia Fortes Pedrozo, 15 anos, estudante de Sapucaia do Sul (RS)

Resposta:

Ao assumir a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em janeiro de 2011, a atual gestão fez um diagnóstico da situação de educação pública no Rio Grande do Sul. O levantamento apontou altos índices de reprovação e evasão no Ensino Fundamental e no Médio e a falta de uma formação adequada para os educadores.

As primeiras medidas focaram as séries iniciais do Ensino Fundamental. A secretaria assumiu por inteiro a responsabilidade da alfabetização e do letramento, colocando o professor como protagonista do processo de aprendizagem. Foi implantada a progressão continuada para os três primeiros anos do Ensino Fundamental, conforme estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Educação.


Entenda o funcionamento da progressão continuada

A progressão continuada influencia o futuro desempenho dos alunos?

Neste caso a Seduc Investiu na formação continuada, em serviço dos docentes e em material didático. Foi criado o plano didático pedagógico, para acompanhamento de alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem. Também foi disponibilizado o professor apoiador, que juntamente com o professor da turma, faz o acompanhamento dos alunos para a consolidação da aprendizagem.

O Ensino Médio apresentava um quadro de evasão, repetência, fragmentação curricular e falta de identidade. Com o objetivo de enfrentar esta situação a Seduc convocou a Conferência Estadual do Ensino Médio e da Educação Profissional, que contou, no processo de preparação, com a participação de cerca de 35 mil professores, funcionários, alunos e pais. O processo iniciado nas escolas, passou pelas etapas municipal, regional (Coordenadoria Regional de Educação), inter-regional e estadual. Na Conferência foi pactuada a reestruturação curricular com base nas resoluções do Conselho Nacional de Educação. O objetivo da mudança foi vincular o ensino à realidade vivida pelo estudante, contribuindo para que o aluno possa desenvolver seu projeto de vida a partir das aprendizagens e das pesquisas realizadas na escola e a adequação do Ensino Médio a nova legislação.

A reestruturação curricular prevê a organização do currículo a partir de duas etapas: formação geral (núcleo comum) e diversificada. Ambas são trabalhadas pelas áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza Ciências Humanas e suas respectivas tecnologias). O Seminário Integrado é o espaço onde os estudantes aplicam os conhecimentos das áreas em forma de pesquisa. O novo currículo também busca desenvolver no aluno a capacidade de reflexão e compreensão quanto ao mundo do trabalho, para que no momento apropriado, ocorra a sua inserção consciente e qualificada. A implantação do Novo Ensino Médio iniciou em 2012, para o 1º ano e será concluída em 2014, com o 3º ano. A carga horária do Ensino Médio passou de 800 horas para 1000 horas por ano.

Na Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio o estudante cursa, na mesma escola, com a mesma matrícula e com projeto pedagógico único o Ensino Médio (português, história matemática etc.) e o curso técnico.

Por Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul


Assista a entrevista do Secretário Estadual de Educação sobre a implantação do Ensino Médio Politécnico

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