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Por que a Escola Estadual São João Batista (RS) não pode mais oferecer a modalidade de matrícula por disciplina?

15 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Somos da EET São João Batista de Montenegro (RS), escola referência na cidade e região pela sua prática pedagógica diferenciada. A Seduc dentro de sua nova proposta está desconsiderando a identidade da Escola, sem nem mesmo abrir espaço para o diálogo.

Por que a nossa política pedagógica – com matrícula por disciplina (MpD) em regime semestral e com laboratório de aprendizagem por disciplina é considerada inviável? Nossa prática respeita a legislação e os resultados de aprendizagem dos nossos alunos têm índices acima da média estadual. A comunidade de Montenegro identifica e valoriza o São João por essa sua identidade é contrária a imposição e falta de diálogo da mantenedora.

De Juliano Bender de Montenegro (RS)

Sou professor na Escola Estadual Técnica São João Batista, em Montenegro. Temos um diferencial na escola, que é a matricula por disciplina, isto é, o aluno só refaz, quando roda, só as que rodou, e não todo o ano de novo. A Seduc nos quer tirar esse modelo implantando há 20 anos e não nos ouviu. A comunidade, incluindo pais, alunos e professores não foi ouvida e esses desejam que o sistema continue.

Portanto, pedimos um auxilio a vocês que venham conhecer a nossa escola e nos apoie nessa luta. Pois no mesmo dia de lançamento da campanha de vocês a Seduc mostrou uma escola municipal que tem o mesmo sistema que o nosso. Aguardamos contato.

De Fernando Caetano, 36 anos, professor de Montenegro (RS)

Resposta:

A questão foi abordada no dia 1º de outubro de 2012, em reunião com o secretário da Educação, o Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo e a diretora da Escola Técnica São João Batista, Juliana Cabreira. Acompanhada da sua equipe diretiva, a diretora manifestou o desejo da continuidade do sistema de matrícula por disciplina (MPD), que contradiz a concepção da reformulação do Ensino Médio que está em curso na rede pública estadual.

Azevedo reiterou que a MPD não está dentro das diretrizes curriculares do Conselho Nacional de Educação (CNE). A MPD é incompatível com a interdisciplinaridade, é epistemologicamente incompatível e a interdisciplinaridade é uma exigência do nosso momento tecnológico.

O secretário, acompanhado da secretária-adjunta Maria Eulalia Nascimento e do Diretor Pedagógica da Pasta, Silvio Rocha, explicou e esclareceu alguns pontos da reformulação do Ensino Médio Politécnico e do Ensino Médio Integrado. De comum acordo ficou decidido que a escola não terá a MPD para os novos alunos que ingressarem no Ensino Médio, mas continuará com a semestralidade do currículo. Um novo encontro será realizado entre a equipe diretiva da escola e o diretor Silvio Rocha para apontar sugestões para a solução de algumas particularidades da escola que precisarão ser adaptadas.

Por Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

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