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Como solucionar o problema da superlotação em sala de aula?

28 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Considerem uma opinião com base na minha experiência: A superlotação em sala de aula reflete diretamente na baixa qualidade de aprendizagem, pois os alunos com dificuldade precisam de constante intervenção, acompanhamento pessoal. Fico indignada com essa cobrança sem escrúpulos para cima dos professores. As salas de aula estão cheias e o espaço físico é inadequado.

De Rosicler Maria Goedert Dal Pozzo, Joinville (SC)


Resposta:

A educação, como direito público levou o Estado a garantir as condições de acesso e permanência de todos os cidadãos, exigindo um investimento financeiro significativo nos sistemas.

Desta forma, o Estado, para garantir a oferta de acesso e a garantia de condições de permanência acaba por precarizar a oferta do setor público. A contradição entre o direito à educação e o mercado econômico, que busca o enxugamento e a otimização de recursos é uma constante, que vê a educação como custo e não como investimento. A superlotação nas salas de aula, especialmente nas etapas iniciais da Educação Básica, Educação Infantil e Anos Iniciais, cuja maior matrícula está na escola pública, tem sido uma política de vários Estados brasileiros.

Para remediar esta situação cabe à comunidade escolar exercer o seu espaço político, utilizando os mecanismos da gestão democrática da escola pública, como os Conselhos Escolares, que podem deliberar sobre as questões administrativas, financeiras e pedagógicas das instituições escolares, organizando o espaço escolar de forma a garantir os espaços de ensino-aprendizagem balizados por uma epistemologia que supere a exclusão e a reprovação escolar. Neste sentido, a comunidade escolar precisa descobrir a força que tem. Existem diretrizes legais que garantem a relação espaço físico, número de alunos, bem como equipamentos necessários e infra-estrutura mínima para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. Investir na participação da comunidade escolar é uma alternativa imprescindível, a fragmentação dos segmentos escolares: professores, técnicos, pais e alunos, nos fragiliza.

Assim, a proposta é mobilização, diálogo e organização da e na comunidade escolar, exigir o direito à educação de qualidade é uma tarefa de toda a sociedade, que precisa estar bem informada e preparada para argumentar com os sistemas educacionais.

Por Rosane Carneiro Sarturi, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

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