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Posts de novembro 2012

Por que houve falta de professores no Colégio Aderbal Ramos da Silva (SC)?

30 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Eu queria sabe por que as escolas públicas estão tão abandonadas, tanto de ensino quanto de bem estar. Estudo à noite no Colégio Aderbal Ramos da Silva em Florianópolis (SC), e neste ano eu passei o 3º bimestre inteirinho sem ter aula de Português, Física e Química porque os professores pegam muito atestado. Até quando vai isso?

De Pâmela, 19 anos, estudante de Florianópolis (SC)

Resposta:

A professora de Português realmente faltou muitas aulas por motivo de saúde. Depois que ela pediu licença saúde um professor substituto foi encaminhado pela Secretaria Estadual de Educação. O caso envolvendo a professora de Física é similar. Por problemas de saúde precisou se ausentar muitas vezes e agora está em licença. Não houve caso envolvendo falta de professor de Química, o caso é que essa mesma professora de Física lecionava Química em algumas turmas.

As aulas que não ocorreram em função de atestado dos professores, infelizmente, não podem ser recuperadas. Os novos professores estão priorizando os conteúdos mais importantes cientes de que agora a solução mais viável é essa.

Por Joice Turner, assessora da direção no Colégio Aderbal Ramos da Silva

Se um professor faz uma especialização em uma formação não deveria obrigatoriamente ser absorvido para atuar nessa função?

30 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Se um professor faz uma especialização numa formação que gosta e acredita, inclusive muda de nível pela mesma, ganhando um pouco mais, não deveria obrigatoriamente ser absorvido para atuar nessa função? É o meu caso, porém não consigo por que não acerto a escola que oferece essa vaga, uma vez que o processo de alteração de designação não é transparente.

De Ivanete Pavan, 45 anos, professora de Caxias do Sul (RS)

Resposta:

O professor que se especializa em alguma habilitação da área do conhecimento, poderá propor em sua escola um melhor aproveitamento dela. A escola deve gerenciar esta demanda sim, mas é importante lembrar que existem critérios estabelecidos para que os remanejos e ou transferências ocorram de forma democrática e administrativamente possível. O fato de alguém ter qualificado sua formação não o disponibiliza imediatamente ao lugar desejado. Deve ser construída essa situação.

Por Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul

Quais são as oportunidades do aluno de Licenciatura atuar como professor antes de estar formado?

29 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sempre tive o sonho de ser professor, e hoje com 33 anos resolvi realizar este sonho, vou prestar vestibular para Letras, gostaria de saber a partir de qual semestre poderei lecionar?

De Jofer Fernando da Costa, 33 anos, supervisor de vendas de Taquara (RS)

Resposta:

Todo professor está licenciado para assumir uma sala de aula ou uma classe depois de formado na área. Quando se fala em Licenciatura, que é uma formação de nível superior, o exercício da profissão vai se desenvolver após a conclusão do curso, visto que a documentação oficial da Instituição de Ensino Superior, na qual o acadêmico realizou os estudos, declara-o licenciado para exercer a profissão de professor.

Há, entretanto, situações em nosso contexto social em que um acadêmico poderá vir a assumir uma sala de aula antes da formatura. Essas oportunidades são criadas por órgãos governamentais, quando há a divulgação de vagas para contratos emergenciais, por exemplo. Eventualmente, escolas da rede particular oferecem oportunidade para alunos em final de curso. Os critérios para um aluno de licenciatura assumir essas vagas são de responsabilidade do órgão empregador.

Outra situação em que o acadêmico assumirá uma sala de aula é durante o Estágio Curricular. Trata-se do estágio(s) obrigatório(s) do curso. Eles são curriculares e estão previstos nos cursos como a oportunidade de efetuar práticas orientadas ou supervisionadas pela Instituição de Ensino Superior (IES). Essas práticas são realizadas em escolas da comunidade. O estágio ou os estágios sempre ocorrerão a partir da segunda metade do curso. Cada IES tem a liberdade de organizar seus currículos de modo que não há um semestre fixo em que o estágio ou os estágios ocorram. Desse modo, podem ser ofertados tanto no quinto, sexto, sétimo ou oitavo, considerando um curso com oito semestres.

Estágios curriculares remunerados são oportunizados a todo acadêmico por empresas via IES. Esses estágios podem compor a carga horário de horas complementares, também previstas nos currículos superiores.

Por Adila Beatriz Naud de Moura, coordenadora do Curso de Letras da Unisinos

A Escola Ministro Poty Medeiros (RS) está mal cuidada?

29 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Meu filho estuda no 6° ano na Escola Estadual de Ensino Fundamental Ministro Poty Medeiros em Porto Alegre (RS) e minha pergunta é: Por que a escola está tão mal cuidada? Os muros estão pichados, salas e classes estão com aspectos decadentes e pátio está com os brinquedos abandonados. Penso que o aspectos decadente de uma escola influencia diretamente na evolução de aprendizado dos alunos. Percebo nos cadernos de meu filho uma didática de cópia do livro para o caderno com poucos exercícios de aprimoramentos sem correções. É nítido o estado de abandono geral desta escola.

De Rubens Luis de Oliveira, 47 anos, técnico em telecomunicações de Porto Alegre (RS)

Resposta:

A escola organizou um mutirão de limpeza com alunos e professores e o muro da escola foi pintado e grafitado por profissionais. A praça estava realmente abandonada, mas há algumas semanas foi toda reformada com o repasse de verba encaminhado pela Secretaria Estadual de Educação.

As salas de aula e as classes são estragadas pelos próprios alunos. É por isso que periodicamente a escola organiza gincanas que incentivam e valorizam as turmas a manter a sala organizada e limpa.

Por Alda Maria de Souza, diretora da Escola de Ensino Fundamental Ministro Poty Medeiros

Como será a transação dos professores contratados para os professores nomeados no Rio Grande do Sul?

28 de novembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

É possível, para um Estado que precisa melhorar o ensino, fazê-lo com pessoas da Secretaria de Educação que mandam substituir professores contratados por professores recém nomeados, sem o devido preparo, a menos de 50 dias do final do ano letivo? Mesmo que o contratado também tenha sido aprovado no mesmo concurso, embora ainda não tenha sido chamado, mas possua qualificação superior ao substituto?

De Artur Pereira dos Santos, 71 anos, bancário aposentado de Porto Alegre (RS)


Minha pergunte é sobre os atuais atos que o governo vem fazendo referente à educação, colocando professores nomeados no lugar dos professores contratados, isso está certo, mas será que em novembro é uma boa hora para fazer esta troca? Será que houve planejamento da parte do governo antes de começar a fazer estas barbaridades na educação? Será que a educação vai ter uma melhora quanto a estes atos ou vai piorar cada vez mais? Será que eles pensam nos alunos prejudicados com uma troca nesta altura do ano letivo?

De Péricles Cezar Vargas de Almeida, 17 anos, estudante de Porto Alegre (RS)


Resposta:

Os professores contratados estão sendo substituídos pelos novos nomeados da maneira transparente e democrática, passando sim, pelo cunho pedagógico-administrativo.

As escolas que entenderem que deva haver um período de transição será viabilizada num espaço de 10 dias. O professor nomeado tem o direito sim de assumir suas turmas cinco dias após sua lotação na escola, pois o estágio probatório já começa a contar a partir desta data.

Por Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

Como solucionar o problema da superlotação em sala de aula?

28 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Considerem uma opinião com base na minha experiência: A superlotação em sala de aula reflete diretamente na baixa qualidade de aprendizagem, pois os alunos com dificuldade precisam de constante intervenção, acompanhamento pessoal. Fico indignada com essa cobrança sem escrúpulos para cima dos professores. As salas de aula estão cheias e o espaço físico é inadequado.

De Rosicler Maria Goedert Dal Pozzo, Joinville (SC)


Resposta:

A educação, como direito público levou o Estado a garantir as condições de acesso e permanência de todos os cidadãos, exigindo um investimento financeiro significativo nos sistemas.

Desta forma, o Estado, para garantir a oferta de acesso e a garantia de condições de permanência acaba por precarizar a oferta do setor público. A contradição entre o direito à educação e o mercado econômico, que busca o enxugamento e a otimização de recursos é uma constante, que vê a educação como custo e não como investimento. A superlotação nas salas de aula, especialmente nas etapas iniciais da Educação Básica, Educação Infantil e Anos Iniciais, cuja maior matrícula está na escola pública, tem sido uma política de vários Estados brasileiros.

Para remediar esta situação cabe à comunidade escolar exercer o seu espaço político, utilizando os mecanismos da gestão democrática da escola pública, como os Conselhos Escolares, que podem deliberar sobre as questões administrativas, financeiras e pedagógicas das instituições escolares, organizando o espaço escolar de forma a garantir os espaços de ensino-aprendizagem balizados por uma epistemologia que supere a exclusão e a reprovação escolar. Neste sentido, a comunidade escolar precisa descobrir a força que tem. Existem diretrizes legais que garantem a relação espaço físico, número de alunos, bem como equipamentos necessários e infra-estrutura mínima para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. Investir na participação da comunidade escolar é uma alternativa imprescindível, a fragmentação dos segmentos escolares: professores, técnicos, pais e alunos, nos fragiliza.

Assim, a proposta é mobilização, diálogo e organização da e na comunidade escolar, exigir o direito à educação de qualidade é uma tarefa de toda a sociedade, que precisa estar bem informada e preparada para argumentar com os sistemas educacionais.

Por Rosane Carneiro Sarturi, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Qual é a taxa de abandono escolar dos estados brasileiros?

27 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Estou fazendo um trabalho para o colégio, e gostaria de saber qual o índice de abandono escolar nos estados do Brasil?

De Gabriela Fagundes, 17 anos, auxiliar administrativo de Gravataí (RS)

Resposta:

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza para download os seguintes indicadores educacionais da Educação Básica: média de alunos por turma, média de horas-aula diária, taxas de distorção idade-série, taxas de rendimento e taxas de não-resposta (TNR). Os dados sobre taxas de abandono estão disponíveis no item taxas de rendimento.

Segundo os dados de 2011 a taxa de abandono escolar dos estados do Brasil é:

Rondônia
Ensino Fundamental: 3
Ensino Médio: 11,6

Acre
Ensino Fundamental: 3,4
Ensino Médio: 11,8

Amazonas
Ensino Fundamental: 5,8
Ensino Médio: 10,4

Roraima
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 7,4

Pará
Ensino Fundamental: 5,1
Ensino Médio: 17,7

Amapá
Ensino Fundamental: 3,2
Ensino Médio: 14,5

Tocantins
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 8,6

Maranhão
Ensino Fundamental: 3,5
Ensino Médio: 13,7

Piauí
Ensino Fundamental: 3,3
Ensino Médio: 15,5

Ceará
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 11,5

Rio Grande do Norte
Ensino Fundamental: 5,4
Ensino Médio: 19,3

Paraíba
Ensino Fundamental: 6,6
Ensino Médio: 16,3

Pernambuco
Ensino Fundamental: 4,1
Ensino Médio: 10,1

Alagoas
Ensino Fundamental: 7,6
Ensino Médio: 18,7

Sergipe
Ensino Fundamental: 4,5
Ensino Médio: 13,2

Bahia
Ensino Fundamental: 5,5
Ensino Médio: 12,5

Minas Gerais
Ensino Fundamental: 2
Ensino Médio: 9,1

Espírito Santo
Ensino Fundamental: 1,7
Ensino Médio: 7,7

Rio de Janeiro
Ensino Fundamental: 2,1
Ensino Médio: 10,1

São Paulo
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 4,5

Paraná
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 6

Santa Catarina
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 8

Rio Grande do Sul
Ensino Fundamental: 1,4
Ensino Médio: 10,1

Mato Grosso do Sul
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 10,3

Mato Grosso
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 11,5

Goiás
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 6,9

Distrito Federal
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 7,3

A Prefeitura de Cidreira não está nomeando os professores concursados?

27 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que ainda os municípios contratam se fazem concurso? Por que não nomeiam? Só vai existir qualidade na educação se as prefeituras nomearem professores com formação especifica para cada disciplina, não como vem acontecendo: está estudando ou faz um cursinho de 180 horas e já vai dar aula, em qualquer disciplina. Será que hoje vale a pena fazer uma faculdade completa? Por que pessoas que ainda estão estudando tiram as vagas de pessoas formadas que estão esperando para serem nomeadas em concurso.

De Mara, 43 anos, professora de Cidreira (RS)

Resposta:

O contrato emergencial só acontece nas escolas municipais de Cidreira quando não há mais professores para serem nomeados. O último concurso para professor foi ano passado e ainda há alguns professores de séries inicias esperando para serem chamados.

Por Vera Albuquerque, supervisora educacional da Secretaria Municipal de Educação de Cidreira

Quando será meta dos governos letrar a população?

26 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Quando será meta do Governo letrar a população? Pois só fazer projetos para alfabetizar não dá mais, a população precisa ter consciência do que lê e escreve.

De Rosemere da Rosa, 35 anos, professora de educação infantil de Montenegro (RS)

Resposta:

Já é meta do governo que todas as crianças saibam ler e escrever até os oito anos de idade. Para tanto, o MEC lançou recentemente o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

As Ações do Pacto são um conjunto integrado de programas, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizados pelo MEC e que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação continuada dos Professores alfabetizadores. Estas ações apoiam-se em quatro eixos de atuação:

I) Formação Continuada de Professores Alfabetizadores

II) Materiais Didáticos e Pedagógicos

III) Avaliações

IV) Gestão, Controle Social e Mobilização

— Nosso objetivo é fazer com que todas as crianças do nosso país, sem exceção, sejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Isso quer dizer que, com essa idade, toda criança vai ter de saber ler, escrever, interpretar um texto simples e, também, somar e subtrair e ter noções de multiplicar e dividir — disse a presidenta Dilma Roussef.

Mais informações sobre o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Por Ministério da Educação

Não seria interessante se os professores tivessem seus conhecimentos testados?

26 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sou estudante de Licenciatura em História. Costuma-se falar que o ensino nas escolas públicas, não só aqui do Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil vai mal. Culpa-se na maioria das vezes o aluno, mas não seria interessante se os professores também fossem testados? Se existissem provas semestrais/anuais para testar a qualidade de quem ensina não teríamos professores mais qualificados?

De Maiara, 18 anos, estudante/recepcionista, Flores da Cunha (RS)


Resposta:

Maiara, em verdade, embora o microcosmo da sala de aula, locus da relação professor-aluno, insira-se em um complexo macrocosmo do qual sofre os efeitos, são os maus desempenhos em avaliações externas que chamam a atenção. A sua naturalização parece ser responsável por sua própria reprodução.

Por outro lado, a própria institucionalização, necessária, da educação formal é, ainda que parcialmente, responsável pela produção de uma inércia que lhe é constitutiva e, numa época tendencialmente líquida, pode favorecer a produção de meros cumpridores de tarefas. A avaliação docente, embora não deixe de se configurar uma responsabilização em sua especificidade proposta por Forbes, pela qual cabe ao analista tocar naquilo que é mais caro ao analisando e o mobilize, para que deixe de sofrer, ressoa o poder disciplinador para a produção dos corpos dóceis de que fala Foucault.

A experiência paulista do Programa de Valorização por Mérito” que se caracteriza pela submissão voluntária do professor a um exame, para efeito de promoção, constituiu uma das tentativas de instituição da avaliação docente. Certamente a crítica ao Programa residiria no caráter voluntário da submissão à avaliação o que não promoveria a participação da totalidade do professorado paulista.

Felizmente há futuros colegas que comprovam o que Françoise Waquet, uma historiadora como você, escreveu: em tempos do mestre Google, ao contrário de não haver mais lugar para um mestre Sócrates, ele é imprescindível, porque nada substitui o laço social, fundado no amor filial e eletivo entre mestre e discípulo, a essência da relação escolar.

Por Elzira Yoko Uyeno, professora do Programa de Mestrado em Lingüística Aplicada da Universidade de Taubaté (UNITAU)