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Como os alunos que possuem transtornos de aprendizagem são tratados em Joinville (SC)?

04 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

É sabido que muitas crianças que estão na Educação Básica possuem sérios problemas para aprender a ler, escrever e interpretar. Não se pode exigir que estas crianças, sejam “cobradas” a acompanhar o nível das outras por simples “determinações de papel”. Pais e professores não conseguem identificar frequentemente que estas crianças não prosseguirão nos estudos, por melhor qualidade dos instrumentos material/profissional porque são clinicamente e mentalmente deficitárias desde a sua formação intra-utero. Como exemplo podemos citar: TDAH – o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, não tão conhecido pelos profissionais de educação e muitas vezes não levado a sério por estes. Ainda há dislexia, déficit do processamento auditivo, etc.

A questão é: não seria interessante que se criasse um programa, na rede estadual/municipal, para tentar identificar essas crianças – que muitas vezes são taxadas de burras, incompetentes, preguiçosas e bagunceiras (e expulsas do colégio…!) – e proporcionar uma identificação do possível transtorno e tratar junto a psicólogos, fonoaudiólogos e psiquiatras?

De Ronaldo Bezerra, 47 anos, médico psiquiatra de Joinville (SC)

Resposta:

A Secretaria de Educação desenvolve alguns programas com vistas a atender as necessidades específicas de alunos matriculados na rede regular de ensino. Esses programas desenvolvem seus trabalhos com enfoque educacional e não clínico. Dentre os programas, podemos citar:

1. Salas de Apoio Pedagógico – Destinada aos alunos com dificuldades de aprendizagem e transtornos funcionais do desenvolvimento. Muitos alunos com transtornos do déficit de atenção com hiperatividade, disortografia, disgrafia, dislalia, discalculia, dislexia, são atendidos nessas salas.

2. Salas de Recursos Multifuncionais – Destinado ao atendimento educacional especializado de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades.

3. Centros de Apoio Pedagógico – As equipes dos centros são formadas por profissionais da área da saúde e educação – Pedagogia, Educação Física, Psicologia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia. Ações desenvolvidas pelos Centros de Apoio: Atendimento aos alunos, atendimento aos pais, orientações e acompanhamento nas escolas, formação de professores e demais profissionais que atuam na educação, identificação e prescrição de recursos, equipamentos e materiais adaptados.

Cabe informar que os atendimentos aos alunos são realizados no horário oposto ao do ensino regular, isto é, em um período, o aluno frequenta o ensino regular e no outro recebe o atendimento conforme a necessidade.

Os alunos que necessitam de acompanhamento clínico são encaminhados e acompanhados por profissionais da saúde. A Secretaria de Saúde, a Secretaria de Assistência Social e instituições especializadas são nossos parceiros no processo de inclusão escolar.

Além do atendimento especializado aos alunos, pensamos ser de suma importância o desenvolvimento de outras ações (formação de professores, participação da família e da comunidade, acessibilidade, articulação intersetorial, entre outros) para garantir o acesso, permanência e aprendizagem de todos os alunos na rede regular de ensino.

Por Núcleo de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Joinville

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