Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Como a Prefeitura de Carlos Barbosa lida com alunos especiais e com os índices de repetência?

28 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Minha sogra é professora e ela disse que para rodar um aluno é preciso dar explicação para a diretora da escola. Se forem dois alunos, a Secretária de Educação do município te chama e, de qualquer forma, é proibido rodar mais de dois. Há o perigo de ser exonerado! O que eles têm a dizer sobre isso?

A mesma coisa acontece em relação à inclusão de crianças deficientes. Elas não atingem o nível dos outros, então os alunos que estão ali só para aprontar dizem: “se vocês vão passar eles têm que me passar de ano também”. E aí, como fica?

De Mateus Schneider, 25 anos, auxiliar de engenharia de Carlos Barbosa (RS)


Resposta:

Em relação às colocações sobre reprovações, salientamos que a Secretaria de Educação em nenhum momento proibiu esta ação, a informação de que há proibição e que reverteria em exoneração não procede.

No entanto, como é de compromisso de qualquer secretaria, realizamos um trabalho de supervisão e orientação aos professores visando que sejam esgotadas todas as possibilidades de recuperação deste aluno. Quem trabalha todo o dia com a criança conhece o universo de conhecimentos e avanços que o aluno apresentou, portanto cabe a ele avaliar e decidir pela aprovação ou reprovação.

A reprovação é baseada numa sistemática de pontos de partidas e chegadas iguais, desconsiderando,  por vezes, processos individuais de desenvolvimento de aprendizagem. Porém, sabemos que os alunos chegam à escola com vivencias e pontos de partida muito diferenciados, cabendo à escola acolher as diferenças e atribuir significado a estas aprendizagens.

Esta é a mesma premissa que ampara a inclusão de crianças com necessidades especiais. Nossa sociedade não é composta de iguais, e sim de diferentes e a escola deve estar comprometida com todos os alunos e não somente parte deles. A avaliação dos alunos deve sempre prever as individualidades, ou seja, cada aluno deve ser avaliado por ele mesmo e não em relação a outros colegas.

Por Odila Bondam Carlotto, coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Carlos Barbosa

Não é possível comentar.