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Posts na categoria "Índices"

Por que os alunos da Escola João Costa (SC) ainda desenvolvem atividades de recorte e pintura no Ensino Fundamental?

14 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Minha filha está no 3º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal João Costa e a maior parte do tempo ao invés dos professores ensinarem o assunto, eles ficam dando coisas para recortar, e pintar. Eles estão formando pessoas para a vida, para o mundo! O tempo de jardim de infância já passou. É por isso que quando terminam o Ensino Médio e tentam entrar numa faculdade, eles têm dificuldades. Só o que falta é educação para estas crianças.

De Isabel Morini, 40 anos, empresária de Joinville (SC)

Resposta:

Nossa escola desenvolve um projeto focado na alfabetização e aprender de forma lúdica é muito mais interessante porque assim as crianças aprendem brincando. Dessa forma eles apropriam do conhecimento de verdade e não apenas o decoram. Muitos pais, infelizmente, ainda não compreendem os novos métodos de ensino.

O Ideb da Escola João Costa nas séries iniciais (1ª a 4ª série) era de 5,7 em 2009 e passou a ser 6,4 em 2011. Esse índice é prova de que nosso método de ensino tem dado bons resultados.

Por Brígida Erhardt, diretora da Escola Municipal João Costa

Existe algum índice que avalie a qualidade do ensino nas escolas públicas?

06 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de saber por que não é criado um padrão de qualidade para as escolas da rede pública? E tendo este padrão, porque não é planejado a curto, médio e longo prazo metas a serem cumpridas para uma educação de qualidade?

De Lisiane Martini Macedo, 38 anos, dona de casa de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Em 2007, foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador, que mede a qualidade da educação, foi pensado para facilitar o entendimento de todos sobre os resultados e estabelecido numa escala que vai de zero a dez. A partir deste instrumento, o Ministério da Educação traçou metas de desempenho bianuais para cada escola e cada rede de ensino até o ano de 2022. A lógica é a de que cada instância evolua de forma a contribuir, em conjunto, para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em termos numéricos, isso significa progredir da média nacional 3,8, registrada em 2005 na primeira fase do ensino fundamental, para um Ideb igual a 6,0 em 2022, ano do bicentenário da Independência.

Entenda mais sobre o funcionamento do Ideb e consulte o índice da sua escola.

Por Ministério da Educação

Qual é a taxa de abandono escolar dos estados brasileiros?

27 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Estou fazendo um trabalho para o colégio, e gostaria de saber qual o índice de abandono escolar nos estados do Brasil?

De Gabriela Fagundes, 17 anos, auxiliar administrativo de Gravataí (RS)

Resposta:

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza para download os seguintes indicadores educacionais da Educação Básica: média de alunos por turma, média de horas-aula diária, taxas de distorção idade-série, taxas de rendimento e taxas de não-resposta (TNR). Os dados sobre taxas de abandono estão disponíveis no item taxas de rendimento.

Segundo os dados de 2011 a taxa de abandono escolar dos estados do Brasil é:

Rondônia
Ensino Fundamental: 3
Ensino Médio: 11,6

Acre
Ensino Fundamental: 3,4
Ensino Médio: 11,8

Amazonas
Ensino Fundamental: 5,8
Ensino Médio: 10,4

Roraima
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 7,4

Pará
Ensino Fundamental: 5,1
Ensino Médio: 17,7

Amapá
Ensino Fundamental: 3,2
Ensino Médio: 14,5

Tocantins
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 8,6

Maranhão
Ensino Fundamental: 3,5
Ensino Médio: 13,7

Piauí
Ensino Fundamental: 3,3
Ensino Médio: 15,5

Ceará
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 11,5

Rio Grande do Norte
Ensino Fundamental: 5,4
Ensino Médio: 19,3

Paraíba
Ensino Fundamental: 6,6
Ensino Médio: 16,3

Pernambuco
Ensino Fundamental: 4,1
Ensino Médio: 10,1

Alagoas
Ensino Fundamental: 7,6
Ensino Médio: 18,7

Sergipe
Ensino Fundamental: 4,5
Ensino Médio: 13,2

Bahia
Ensino Fundamental: 5,5
Ensino Médio: 12,5

Minas Gerais
Ensino Fundamental: 2
Ensino Médio: 9,1

Espírito Santo
Ensino Fundamental: 1,7
Ensino Médio: 7,7

Rio de Janeiro
Ensino Fundamental: 2,1
Ensino Médio: 10,1

São Paulo
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 4,5

Paraná
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 6

Santa Catarina
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 8

Rio Grande do Sul
Ensino Fundamental: 1,4
Ensino Médio: 10,1

Mato Grosso do Sul
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 10,3

Mato Grosso
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 11,5

Goiás
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 6,9

Distrito Federal
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 7,3

Por que as escolas particulares não se destacam no ranking do Enem?

19 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Não podemos nos concentrar apenas no problema da educação pública. Por que o ensino privado do Rio Grande do Sul está tão mal quando vemos os resultados do Enem? Orgulhávamos-nos de ser um estado culto, mas agora nossas escolas não aparecem nem nas primeiras cem melhor classificadas nesse exame.

De Isabel Guimarães, 39, arquiteta de Porto Alegre

Resposta:

O ENEM transformou-se, aparentemente, como a maior referência em avaliação do país. Sem nunca questionar a importância de uma avaliação em nível nacional, é preciso fazer algumas considerações:

1.     O amplo leque de trabalho de uma instituição educacional, comprometida em desenvolver o que existe de mais belo num ser humano, não cabe numa prova de avaliação, restrita apenas ao domínio de conteúdos que são abordadas na prova;

2.     O ENEM, em tese, interessa pouco ao aluno da escola particular, já que prioritariamente é destinado ao aluno da escola pública.

3.     A escola particular não objetiva preparar o aluno somente para o ENEM ou vestibulares, mas está voltada para a formação de seres humanos capazes de viver e interagir num mundo em constante mudança, com competência para atuar num mercado global, oportunizando-lhe a participação em intercâmbios e convivência com outras culturas;

4.     Não concordamos com o ranking que se forma a partir dos resultados do ENEM, e não poucas vezes uma instituição relativamente bem colocada num ano, poderá ser sair mal na próxima avaliação;

5.     Temos absoluta convicção da qualidade do ensino privado gaúcho, e os alunos o têm comprovado em avaliações nacionais e internacionais;

Por Osvino Toillier, presidente do Sindicato do Ensino Privado – SINEPE/RS

Por que a campanha utiliza dados sobre o Brasil ser a 6ª economia do mundo?

07 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que essa campanha se usa do fato de Brasil ser a sexta economia do mundo, quando deveria usar o fato de sermos na melhor das hipóteses a 63° economia per capita do mundo? Essa situação não foi avaliada? Os realizadores da campanha não estão distorcendo a ideia de riqueza de nosso país?

De Diego Sandri Souto, 28 anos, comerciante de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Ao definirmos as perguntas para a campanha “A Educação Precisa de Respostas”, nossa intenção foi a de que os principais pontos envolvendo o tema fossem abordados. A primeira pergunta Por que, mesmo sendo a 6ª economia do mundo, o Brasil ainda está no 88º lugar no ranking mundial da educação? — tem a intenção de colocar em contraste dois dados sobre o Brasil. A avaliação da riqueza de um país pode ser feita pelo PIB geral e também pelo PIB per capita, e frequentemente tanto um quanto outro fator são usados em rankings econômicos.

Ao apostarmos no contraste entre o PIB geral e a posição do Brasil no ranking da educação, queremos mostrar que o Brasil teria condições para estar melhor posicionado na educação porque produz riqueza para isso e poderia administrá-la de modo a direcionar esforços para o ensino e o desenvolvimento de nossas crianças e jovens. Se usássemos o PIB per capita, poderia parecer que o país, por ter um PIB per capita tão baixo, não teria condições de melhorar a educação, que demanda esforços mas também altos investimentos financeiros.

Quanto à origem do dado sobre a 6ª economia do mundo, ele baseia-se em relatório publicado pelo Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios ao final de 2011 e amplamente divulgado internacionalmente.

A publicação pode ser lida aqui.

O jornal inglês The Guardian publicou reportagem sobre o tema: Brazil overtakes UK as sixth-largest economy

Também Zero Hora abordou o assunto: Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo, aponta entidade britânica

Existe alguma pesquisa sobre alfabetismo funcional?

11 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Existe uma pesquisa específica sobre o alfabetismo funcional, quantificando-o?

De Rudinei Modezejewski, 41 anos, consultor de empresas de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Inaf – Indicador de Alfabetismo Funcional - é um indicador que mede os níveis de alfabetismo funcional da população brasileira adulta. O objetivo do Inaf é oferecer à sociedade informações sobre as habilidades e práticas de leitura, escrita e matemática dos brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, de modo a fomentar o debate público, estimular iniciativas da sociedade civil e subsidiar a formulação de políticas nas áreas de educação e cultura. Consideramos que analfabeto funcional é aquele que, mesmo sabendo ler e escrever frases simples, não possui as habilidades necessárias para satisfazer as demandas do seu dia a dia e se desenvolver pessoal e profissionalmente. O Inaf define quatro níveis de alfabetismo:

Analfabetismo: corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços, etc.).

Nível rudimentar: corresponde à capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias ou fazer medidas de comprimento usando a fita métrica.

Nível básico: as pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações.

Nível pleno: classificadas neste nível estão as pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos em situações usuais: leem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos. Os níveis de alfabetismo acima definidos descrevem as habilidades medidas por meio da escala de alfabetismo, que inclui leitura, escrita e cálculo matemático.

Mais informações podem ser acessadas diretamente no site do Inaf.

Clique na imagem para ampliar

Por Instituto de Analfabetismo Funcional (Inaf)

Quem é melhor em educação: Rio Grande do Sul ou Santa Catarina?

20 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina qual o melhor em educação?

De Tamires Pontes

Resposta:

Essa é uma questão complicada de ser respondida, pois seria preciso uma análise histórica dos fatos para termos plena certeza de quem oferece a melhor educação. Contudo, um dos itens que podemos utilizar para responder essa dúvida é os dados de 2011 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O Ideb foi criado em 2007 e tem como principal função mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro. Para isso, seu cálculo leva em conta a combinação do resultado dos estudantes em avaliações externas de larga escala (a Prova Brasil e o Saeb), nas provas de Língua Portuguesa e Matemática, com a taxa de aprovação dos alunos.

O índice vai de zero a dez e faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), plano de governo que estabeleceu metas para o país, estados, municípios e escolas. Por essa razão, cada escola, município, estado e o país têm metas a serem atingidas. A principal meta do Brasil é chegar a 6 pontos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental até 2022. O total é equivalente à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Ideb é dividido em três etapas: Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio Regular. Os dados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul são:

Ensino Fundamental – Anos Iniciais:

Rio Grande do Sul: 5,1
Santa Catarina: 5,8

Ensino Fundamental – Anos Finais:

Rio Grande do Sul: 4,1
Santa Catarina: 4,9

Ensino Médio Regular:

Rio Grande do Sul: 3,7
Santa Catarina: 4,3

* com informações do Todos Pela Educação

Acesse o site do Ideb para mais informações

Existe diferença entre os dados comparativos de desempenho dos alunos da rede estadual e da rede municipal?

10 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de saber os dados comparativos entre os alunos das escolas municipais e estaduais de Porto Alegre. O município paga três vezes mais do que o estado, por isso as notas das escolas municipais  deveriam ser muito melhores. Caso contrário, cai por terra a teoria de que o ensino é ruim porque os professores ganham mal.

de Paulo Tietê, 75 anos, aposentado de Porto Alegre

Resposta:

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) avalia tanto as escolas do ensino estadual quanto as do ensino municipal. As planilhas com os resultados são divulgadas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Os índices são separados por município (redes: federal, estadual, municipal e pública) e por escola.

Os dados do Ideb 2011 de Porto Alegre são os seguintes:

Ensino Fundamental Regular – Anos Iniciais

Rede estadual – 4,6
Rede municipal – 4,4

Ensino Fundamental Regular – Anos Finais

Rede estadual – 3,4
Rede municipal – 3,6

Acesse o site do Ideb para mais informações sobre o índice e para fazer o download das planilhas