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Posts na categoria "Investimentos"

Que influência na qualidade de ensino os alunos do Programa Bolsa Família representam?

27 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Um dos critérios para a família receber os valores pagos pelo Governo Federal referente ao benefício da Bolsa Família é manter as crianças e adolescentes na escola. Sabe-se do desinteresse de alguns alunos pelos estudos e de suas afirmativas de irem à escola devido ao valor que recebem. Qual o risco que isso pode causar ao país devido à busca por melhores índices quantitativos e não qualitativos?

De Adriano Gelain Machado, 29 anos, contador de São José do Ouro (RS)

Resposta:

A sua preocupação é a de todas as pessoas que prezam os valores da justiça republicana e do regime democrático. Não é justo que qualquer criança frequente a escola por outro interesse que não o de assumir a sua condição de legítima herdeira do conhecimento acumulado pela humanidade, transmitido e transformado de geração em geração pelas práticas educativas das escolas.

Essa é uma tese pedagógica antiga que vem desde os primeiros pedagogos europeus do século XVI. Nesse sentido, a nossa educação básica envergonha a consciência de qualquer pessoa humana. Em pleno século XXI, ainda se pode ver crianças frequentando a escola pelo mísero desejo de se alimentar ou ajudar sua família a receber até os R$ 140 de renda per capita mensal do Programa Bolsa Família.

Agora, permita que um educador entre na sua seara e faça uma analogia entre o Programa Bolsa Família, a escola e o Livro Caixa com o qual o Sr., como contador, trabalha diariamente. O Sr. sabe melhor do que eu, que a saúde econômica de uma empresa aparece quando o livro caixa registra entradas maiores que saídas produzindo um saldo positivo. Na educação, o saldo positivo aparece quando o número de entrada de crianças é igual ao de saída, ou seja, quando a escola ensina e seus alunos aprendem de modo que não haja nem reprovação, muito menos evasão.

Como contador, o Sr. também sabe que um investimento bem feito começa como despesa e termina como lucro após um certo tempo. A educação é um investimento público que tem um retorno econômico extraordinário em médio prazo. Um estudo de 2011 do IPEA mostra que o investimento de R$1,00 na educação pública, após um ano, representa um ganho no PIB de R$ 1,85. Veja este estudo aqui. Será que existe um retorno desse porte em algum investimento disponível no mercado?

Agora respondo sua pergunta: Crianças que vão à escola para receber o Bolsa Família representam, de fato, risco para o aprendizado. Acho, no entanto, que risco ainda maior ocorre quando as crianças das famílias mais pobres do país permanecem fora da escola. Veja o absurdo que estou afirmando: há menos risco numa criança que não aprende dentro da escola, do que uma criança que não aprende fora da escola! É triste, mas acho que é verdade. Um artigo acadêmico recente afirma que no Programa Bolsa Família o “maior potencial para influenciar a mudança de hábitos de pensamento e criação de competências aplicam-se aos filhos das famílias beneficiárias (a frequência escolar continuada)”, mas para isso é necessário esperar “um ciclo escolar completo”.

Por Evaldo Luis Pauly, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unilasalle e especialista em políticas educacionais

O IFSul possui programas de assistência estudantil?

10 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sou aluno do curso de Engenharia Elétrica do Ifsul – Instituto Federal Sul-rio-grandense e atualmente trabalho e estudo, assim como muitas pessoas. E hoje, estou decepcionado com as politicas adotadas sobre bolsas de permanência estudantil nos Institutos Federais. Enfim, por que não há programas de assistência estudantil, onde não envolva o acesso pelo Prouni, que seja capaz de motivar o estudante à se dedicar exclusivamente aos estudos, sem ter que estar trabalhando ao mesmo tempo?

De Gederson Alvaro da Cruz, 21 anos, técnico em telecomunicações de Pelotas (RS)

Resposta:

Os institutos federais estão contemplados com recursos federais – decreto 7234/2010 – referente ao Programa Nacional de Assistência Estudantil(PNAES). Assim, o IFSul possui um Programa de Assistência Estudantil que oferece semestralmente aos estudantes, por meio de editais, os seguintes auxílios: transporte, moradia, alimentação e material escolar.

Você deve procurar, no campus Pelotas, a Coordenadoria de Assistência Estudantil (COAE) para receber informações sobre o acesso aos benefícios. Quanto às bolsas do PROUNI, elas não se aplicam às instituições federais públicas, pois são destinadas aos estudantes das universidades privadas. A DIGAE coloca-se à disposição para mais esclarecimentos.

e-mail – digae@ifsul.edu.br

Telefone – (53) 3309 1764

Por Carla Fiori, coordenadora da Diretoria de Gestão de Assistência Estudantil do IFSul

Se um professor faz uma especialização em uma formação não deveria obrigatoriamente ser absorvido para atuar nessa função?

30 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Se um professor faz uma especialização numa formação que gosta e acredita, inclusive muda de nível pela mesma, ganhando um pouco mais, não deveria obrigatoriamente ser absorvido para atuar nessa função? É o meu caso, porém não consigo por que não acerto a escola que oferece essa vaga, uma vez que o processo de alteração de designação não é transparente.

De Ivanete Pavan, 45 anos, professora de Caxias do Sul (RS)

Resposta:

O professor que se especializa em alguma habilitação da área do conhecimento, poderá propor em sua escola um melhor aproveitamento dela. A escola deve gerenciar esta demanda sim, mas é importante lembrar que existem critérios estabelecidos para que os remanejos e ou transferências ocorram de forma democrática e administrativamente possível. O fato de alguém ter qualificado sua formação não o disponibiliza imediatamente ao lugar desejado. Deve ser construída essa situação.

Por Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul

Quando será meta dos governos letrar a população?

26 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Quando será meta do Governo letrar a população? Pois só fazer projetos para alfabetizar não dá mais, a população precisa ter consciência do que lê e escreve.

De Rosemere da Rosa, 35 anos, professora de educação infantil de Montenegro (RS)

Resposta:

Já é meta do governo que todas as crianças saibam ler e escrever até os oito anos de idade. Para tanto, o MEC lançou recentemente o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

As Ações do Pacto são um conjunto integrado de programas, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizados pelo MEC e que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação continuada dos Professores alfabetizadores. Estas ações apoiam-se em quatro eixos de atuação:

I) Formação Continuada de Professores Alfabetizadores

II) Materiais Didáticos e Pedagógicos

III) Avaliações

IV) Gestão, Controle Social e Mobilização

— Nosso objetivo é fazer com que todas as crianças do nosso país, sem exceção, sejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Isso quer dizer que, com essa idade, toda criança vai ter de saber ler, escrever, interpretar um texto simples e, também, somar e subtrair e ter noções de multiplicar e dividir — disse a presidenta Dilma Roussef.

Mais informações sobre o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Por Ministério da Educação

Haverá reformas de infraestrutura nas escolas catarinenses em que foi implantado o Ensino Médio Integral?

06 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Em 2012, foi implantado em 100 escolas de Santa Catarina o Ensino Médio Integral/ Inovador. Essas escolas não receberam reformas e ampliações conforme a necessidade de cada uma delas para que pudessem atender com dignidade os jovens durante nove horas diárias. Falo de ter um refeitório para as refeições, um ginásio em condições de uso, ar condicionado nas salas, e salas ambientes para as atividades propostas na grade curricular.

Num ano em que as escolas tiveram que usar e abusar da criatividade diante da falta de recursos, pergunto: como iniciaremos o ano letivo de 2013 no que se refere à infraestrutura das escolas de Ensino Médio Integral/Inovador?

De Thalita Fusinato Wilhelm, 32, professora de Ibirama (SC)

Em Joinville temos candidatos defendendo a idéia de estudo integral, porém sabemos que nossas escolas não têm espaço suficiente para comportar a todos os alunos o dia todo.Gostaria de respostas para este tipo de planejamento e quanto aos valores para reformas e novas escolas. São coerentes? Quem os acompanha?

De Keity Kirchhoff de Araujo, 24 anos, tecnóloga em logística de Joinville (SC)

Resposta:

A Secretaria de Estado da Educação/SED está analisando a situação de cada escola e buscando solucionar os problemas pontuais, para que no início do próximo ano letivo as escolas tenham melhores condições de atender os alunos. Dessa forma estamos possibilitando a implementação de ações/atividades que contemplem a diversificação, a ampliação e a qualificação do currículo do Ensino Médio, considerando o diagnóstico elaborado pela equipe escolar.

De Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina

Por que Santa Catarina investe pouco em bibliotecas escolares?

05 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que há pouco investimento do Estado de Santa Catarina destinado à criação e manutenção e bibliotecas públicas ou bibliotecas dentro de escolas? Por que as bibliotecas não são incluídas como parte de um planejamento estratégico forte para a promoção da Educação e da cidadania? Quando bem estruturadas, bibliotecas são centros de cultura, instituições que incentivam a leitura, com espaços democráticos de convivência para toda a comunidade.

De José Paulo Speck Pereira

Resposta:

No período de 2008 a 2010 o estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED) fez várias aquisições de materiais didáticos para as bibliotecas escolares e também para compor o acervo de sala de aula, inclusive um projeto de leitura com o autor Ziraldo que gerou muitas atividades educativas nas escolas.

A revitalização das bibliotecas sempre está nos planejamentos da SED, pois acreditamos que este é um espaço privilegiado de aprendizagem. A SED adquire os materiais didáticos (livros de literatura, pesquisa e paradidáticos) com fontes orçamentárias do FUNDEB, específicos para as escolas, não podendo assim investir em bibliotecas publicas nas comunidades. Santa Catarina conta com escolas com bibliotecas bem equipadas e com trabalhos significativos na área da leitura e do letramento.

Por Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina

Como as empresas podem colaborar para minimizar os efeitos da má-educação já na fase adulta?

18 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Como as empresas podem colaborar para minimizar os efeitos da má ou falta de educação escolar já na fase adulta?

De Gerson Chequi, 35 anos, fisioterapeuta, Porto Alegre (RS)


Resposta:

Na fase adulta, medidas de curto prazo que permitem às pessoas se apropriarem de competências mínimas para permanência no mundo do trabalho estão relacionadas à educação profissional.

As empresas fazem, desde 1942, um recolhimento mensal de recursos que são destinados ao Senac e ao Senai, por exemplo, que realizam um excelente trabalho nesse sentido. Além disso, muitas empresas mantém programas próprios de incentivo à educação de seus colaboradores.

De qualquer modo, as empresas e a sociedade precisam estar unidas para priorizar uma educação de qualidade. Educação e tecnologia estão na base de um ambiente propício para o desenvolvimento das pessoas, das empresas e do país.

Por Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS

Por que a Lei do Piso Nacional não é cumprida?

18 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Por que a Lei do Piso, a valorização do magistério concretizada na remuneração mais condigna, não é aplicada? Por que continuamos ganhando tão pouco e de nós é exigido tanto?

De Rute Miriam Albuquerque

Por que o governo do estado não paga o piso a todos os professores? Foi ganho na justiça e eles não pagam. Por que ninguém encabeça esta luta?

De Marcos, 45, comerciário de, Santo Ângelo (RS)

Queria saber como o Brasil quer ir pra frente na educação se  os professores são muito desvalorizados. Nos outros países os professores têm um salário inicial de R$ 5 mil, no Brasil os professores têm um salário aproximado de R$ 800. Acho que é por isso que o nosso país não vai pra frente. Se o salário aumentasse eles teriam muito mais entusiasmo em levar o Brasil pra frente.

De Diogo, 15, estudante de São Leopoldo (RS)

Quando o governo estadual irá cumprir a lei do piso salarial estabelecido pelo governo Federal?

De Viviane Poeta Vieira, 51, orientadora educacional, Florianópolis (SC)

Resposta:

O piso nacional do magistério está em R$ 1.451,00 para 40 horas, podendo se dizer que é um valor insignificante. Mas por que, então, o governo não paga?

Em primeiro lugar, o governo estadual deve apurar um déficit superior a R$ 1 bilhão neste ano, devendo ser ainda maior no ano vindouro. Em segundo lugar, o valor do piso pode multiplicar por até cinco vezes em alguns casos, com um reflexo insuportável para as finanças. E são mais de 160 mil matrículas, entre ativos e inativos, efetivos e contratados.

Por isso, sem mexer no plano de carreira, lamento dizer, não há como pagar o piso, nem que os reajustes voltem a ser pelo INPC. Uma prova disso é a proposta apresentada pelo governo, cujo maior reajuste só será concedido  em novembro de 2014 (13,7%), dois meses antes de  findar o ano. Isso terá reflexo no ano seguinte, de forma que quem assumir o governo do Estado em janeiro de 2015, com mais o  reajuste devido nessa data, terá a folha do magistério acrescida de 19% (R$ 1 bilhão em valores de hoje).

Em terceiro e não menos importante, é a despesa com inativos que entre os professores é de R$ 150,00 para cada R$ 100,00 com ativos. A causa disso é a aposentadoria precoce de uma classe em que 87% são mulheres que trabalham 25 anos e ficam mais 30 ou 35 anos recebendo. Poderia ser argumentado que há salários com valores excessivos no setor público. De fato há para algumas categorias e estão fora da realidade brasileira, mas  que,  apesar da injustiça que proporcionam, não tem um peso tão relevante nas  finanças estaduais.

Gostaria de dar uma esperança a essa classe tão importante quanto sofrida, mas não quero ser mais um, entre tantos, a enganá-la.

Por Darcy Francisco Carvalho dos Santos, economista.

O que foi feito para terminar a greve no IFRS Canoas?

17 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sou aluno de uma escola técnica federal localizada em Canoas (RS) e há exatamente dois meses estou em greve. A não conclusão do campus é o motivo da greve. O Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Canoas foi inaugurado com 50% da obra concluída e, segundo informações, somente por motivos eleitorais. Gostaria de saber o que o governo e os responsáveis estão fazendo para terminar essa greve que irá prejudicar principalmente os alunos.

De Otávio Brasil

* A greve à qual Otávio se refere foi finalizada em 5 de setembro.

Resposta:

A antiga Escola Técnica Federal de Canoas (ETFC) hoje IFRS – Campus Canoas está inserida na fase I do Plano de Expansão. Em maio de  2006 o Ministério da Educação e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, encaminharam ao Presidente da República a minuta do Projeto de Lei que criava entre várias autarquias, a Escola Técnica Federal de Canoas/RS, na região metropolitana de Porto Alegre além de promover a constituição dos quadros efetivos e de cargos em comissão necessários ao funcionamento dessa e das outras instituições.

Embora o Poder Executivo Municipal tenha assumido o compromisso de ceder a área para a construção da ETFC já em janeiro de 2006, somente em agosto de 2008 o processo de transferência foi finalizado. A demora ocorreu, sobretudo, devido à necessidade de reverter, por distrato, a concessão da área à Fundação Riograndense de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundapes), realizada anteriormente.

Em março de 2010 foram iniciadas as compras de equipamentos para garantir a implantação do Campus Canoas do Instituto Federal Rio Grande do Sul. O investimento atenderia as necessidades dos primeiros cursos ofertados nas áreas de informática e eletrônica. Além de equipamentos de informática e de laboratório foram adquiridos também o mobiliário, bibliografia específica e diversos itens de consumo. Em 27 de agosto de 2010 Campus Canoas deu início às atividades letivas.

Atualmente o Campus Canoas do IFRS atende pouco mais de 300 alunos, quando, estando com sua estrutura finalizada, poderia atender 1200. Hoje a estrutura de funcionamento do campus corresponde a aproximadamente 40% da estrutura original prevista na implantação. A não conclusão das obras de implantação do campus impacta diretamente na não abertura de processo seletivo para oferta de vagas nos anos de 2012/2 e 2013 na modalidade PROEJA, técnico integrado, técnico subsequente e graduação, uma vez que não teremos espaço físico para acomodar os alunos.

Por Mariano Nicolao, diretor do IFRS – Campus Canoas

Como o professor pode se qualificar e dedicar mais tempo aos alunos?

11 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Por que não há no Brasil incentivos para os professores, de forma a esses se dedicarem mais aos alunos?

De Márcio Rodrigues, 17 anos, estudante de São Leopoldo (RS)

Acredito que a deficiência brasileira no que tange a educação está e estará atrelada a questões históricas, sociais, políticas e econômicas. Os questionamentos são muitos e sempre buscamos respostas para tais, mas mesmo assim sinto a necessidade de realizar minha contribuição a esta campanha. O que significa para o poder público, valorizar os professores?

De Cláudia Alves

Resposta:

O Ministério da Educação desenvolve diversas ações no sentido de valorizar os professores. Uma delas é facilitar o acesso a cursos de licenciatura: os professores têm opções de graduação na Universidade Aberta do Brasil (UAB) e nos câmpus das universidades e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Nas universidades federais, o número de matrículas em cursos de licenciatura presenciais e a distância aumentou de 112.799 em 2001 para 287.322 em 2010, de acordo com o censo da educação superior.

Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia também se voltam para a formação de docentes da educação básica. Cada um deve reservar 20% das vagas a cursos de licenciatura em Matemática, Física, Química e Biologia, para ajudar a suprir a demanda por professores dessas disciplinas.

O Ministério da Educação também investe na qualificação dos docentes em nível superior por meio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor), que oferta turmas emergenciais implementadas em cursos ofertados nas modalidades presencial e a distância, por Instituições de Educação Superior – IES.

O Financiamento Estudantil (Fies) é outra opção para estudantes de licenciatura que queiram trabalhar nas redes públicas da educação básica com jornada de, no mínimo, 20 horas semanais, depois de formados. O abatimento mensal será de 1% da dívida.

Outra facilidade para que os professores se graduem em nível superior vem do Programa Universidade para Todos (Prouni). Educadores da rede pública de educação básica que concorrem a uma bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou Pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

Além disso, o trabalho do professor, para ser bem desenvolvido, necessita tempo de preparo, estudo, planejamento, seleção de materiais adequados à aula, interação com as famílias dos estudantes e a comunidade, participação em decisões colegiadas e formação continuada. A sala de aula só pode ser agradável e proporcionar um bom ambiente de aprendizagem se a tarefa anterior for bem cumprida, se for orientada e entendida como direito do aluno e obrigação da escola. A Lei nº 11.738/2008, que instituiu o piso nacional do magistério, definiu esse direito do professor a um terço da jornada em hora-atividade, ou seja, fora da sala de aula, justamente para garantir a qualidade do ensino.

De Ministério da Educação