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Posts na categoria "Saúde"

Quem promove a saúde mental nas escolas?

06 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

O que ou quem promove a saúde mental na escola? Existem projetos sendo executados neste sentido no RS?

De Iaskara, 43 anos, professora de Canela (RS)

Resposta:

O Estado do RS tem, desde 06 de março de 2012, o decreto 48.898 que institui o Programa de Valorização e Atenção à Saúde Física e Mental dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul. Na área da Educação há o Programa Saúde na Escola (PSE) que tem no primeiro componente a avaliação clínica e psicossocial.

O Programa de Valorização e Atenção à Saúde Física e Mental dos Servidores do Rio Grande do Sul (PROSER) busca promover a melhoria na qualidade nos processos de trabalho em relação às condições e a organização das funções, por meio de diagnóstico, avaliação, intervenção e monitoramento; promover a saúde e prevenção do sofrimento físico, psíquico e emocional, entre outros.

Para conhecer mais o PROSER acesse www.sarh.rs.gov.br. A Coordenação Executiva do Programa (PROSER) é composto por Casa Civil, Secretaria de Educação, secretaria da Saúde, secretaria da Segurança Pública, secretaria da Administração e dos Recursos Humanos e pelo IPE.

Por Maribel Gil Guterres, departamento pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

Como os alunos que possuem transtornos de aprendizagem são tratados em Joinville (SC)?

04 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

É sabido que muitas crianças que estão na Educação Básica possuem sérios problemas para aprender a ler, escrever e interpretar. Não se pode exigir que estas crianças, sejam “cobradas” a acompanhar o nível das outras por simples “determinações de papel”. Pais e professores não conseguem identificar frequentemente que estas crianças não prosseguirão nos estudos, por melhor qualidade dos instrumentos material/profissional porque são clinicamente e mentalmente deficitárias desde a sua formação intra-utero. Como exemplo podemos citar: TDAH – o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, não tão conhecido pelos profissionais de educação e muitas vezes não levado a sério por estes. Ainda há dislexia, déficit do processamento auditivo, etc.

A questão é: não seria interessante que se criasse um programa, na rede estadual/municipal, para tentar identificar essas crianças – que muitas vezes são taxadas de burras, incompetentes, preguiçosas e bagunceiras (e expulsas do colégio…!) – e proporcionar uma identificação do possível transtorno e tratar junto a psicólogos, fonoaudiólogos e psiquiatras?

De Ronaldo Bezerra, 47 anos, médico psiquiatra de Joinville (SC)

Resposta:

A Secretaria de Educação desenvolve alguns programas com vistas a atender as necessidades específicas de alunos matriculados na rede regular de ensino. Esses programas desenvolvem seus trabalhos com enfoque educacional e não clínico. Dentre os programas, podemos citar:

1. Salas de Apoio Pedagógico – Destinada aos alunos com dificuldades de aprendizagem e transtornos funcionais do desenvolvimento. Muitos alunos com transtornos do déficit de atenção com hiperatividade, disortografia, disgrafia, dislalia, discalculia, dislexia, são atendidos nessas salas.

2. Salas de Recursos Multifuncionais – Destinado ao atendimento educacional especializado de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades.

3. Centros de Apoio Pedagógico – As equipes dos centros são formadas por profissionais da área da saúde e educação – Pedagogia, Educação Física, Psicologia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia. Ações desenvolvidas pelos Centros de Apoio: Atendimento aos alunos, atendimento aos pais, orientações e acompanhamento nas escolas, formação de professores e demais profissionais que atuam na educação, identificação e prescrição de recursos, equipamentos e materiais adaptados.

Cabe informar que os atendimentos aos alunos são realizados no horário oposto ao do ensino regular, isto é, em um período, o aluno frequenta o ensino regular e no outro recebe o atendimento conforme a necessidade.

Os alunos que necessitam de acompanhamento clínico são encaminhados e acompanhados por profissionais da saúde. A Secretaria de Saúde, a Secretaria de Assistência Social e instituições especializadas são nossos parceiros no processo de inclusão escolar.

Além do atendimento especializado aos alunos, pensamos ser de suma importância o desenvolvimento de outras ações (formação de professores, participação da família e da comunidade, acessibilidade, articulação intersetorial, entre outros) para garantir o acesso, permanência e aprendizagem de todos os alunos na rede regular de ensino.

Por Núcleo de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Joinville

Por que acontecem casos de violência escolar?

03 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Quais são as medidas que os governantes podem tomar para evitar essa violência quem vem crescendo contra os professores? Precisamos de uma resposta e rápido! Qual é a solução?

De Joaquim Francisco de Morais, 38 anos, eletricista industrial-farmacêutico de Nossa Senhora da Glória (SE)

Resposta:

A complexidade da violência esta na origem da própria humanidade e está vinculada a premissa de que para “educar” uma criança é preciso humilhar, ferir… A criança cresce num ambiente familiar de violência física e simbólica onde há a ausência de afeto e das mínimas condições de sobrevivência. Quando se depara em sua memória de violência qualquer cena que vivenciou acaba por colocar para fora toda a violência acumulada, não importa que seja de pais ou professores ela acaba projetando para o outro o seu sofrimento psíquico, os rancores e desamores que presenciou ao longo da sua infância e juventude.

Por Helenise Sangoi Antunes, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Pergunta:

Por que há tanto espancamento e demais agressões contra os professores e ninguém faz nada para punir o menor?

De Adrian Marchi, 33 anos, executivo de Blumenau (SC)

Resposta:

Não é tão simples assim, a criança e o jovem que agridem o professor precisam de ajuda e o professor que é agredido também. O extermínio da juventude pobre é imenso no país. A causa é a falência da família com a terceirização do mátrio e pátrio poder. Hoje os pais não querem mais cuidar dos seus filhos e delegam sempre para o outro. Este desamor vivenciado desde o ventre materno, somado à imensa desigualdade social do país são fatores a considerar nesta explosão de violência. Mas por que ninguém faz nada? Pois, a sociedade de consumo envolve e hipnotiza a todos. A indiferença em relação ao outro é o preço que estamos pagando. Um preço alto demais se considerarmos o número de famílias que perdem seus filhos pelo narcotráfico, violência, alcoolismo juvenil. O que temos que ver com isto? Tudo! Principalmente, quando não valorizamos e exigimos condições dignas de trabalho aos professores.

Por Helenise Sangoi Antunes, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

O cérebro humano foi feito para armazenar grandes quantidades de informação?

21 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

O cérebro humano foi feito para armazenar grandes quantidades de informação? Talvez seja esse o erro da educação: muito conteúdo, em pouco espaço de tempo e com pouca profundidade.

De Marcelo Milani, 30 anos, técnico em telecomunicações de Palmeira das Missões (RS)

Resposta:

Armazenar informações é apenas uma das muitas funções do cérebro  humano. Apesar de nossa habilidade em lidar com múltiplos estímulos (visuais, auditivos e sinestésicos) simultaneamente e mesmo de executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo, estamos constantemente expostos a muito mais informações do que nosso cérebro é capaz de processar.

Assim, a taxa com que novas informações podem ser armazenadas, a partir do ambiente, é limitada pela velocidade com que o cérebro pode processar informações. Por exemplo, ao ser apresentado oralmente a uma lista de dez números quaisquer, de zero a cem, dificilmente uma pessoa irá lembrar de mais de sete números. Essa limitação é determinada pela nossa memória de curto prazo.

Contudo, a aprendizagem envolve muito mais do que o simples processamento de informações ou a memorização de listas e fatos, especialmente se isolados de um contexto adequado. A aquisição de novas informações é limitada pela capacidade de processamento do cérebro, sim, mas a aprendizagem está muito mais ancorada em questões relacionadas à memória de longo prazo e às habilidades associativas do que propriamente às questões relacionadas ao processamento de informações.

Por Renata Rocha Kieling, médica pediatra e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde (área Neurociências) da PUCRS

O que é Síndrome de Burnout?

10 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Qual é o conhecimento da nossa comunidade sobre a Síndrome de Burnout? Existe alguma ação para prevenir esse mal dentro da comunidade dos professores? Existe alguma estatística? Como pode ser prevenido? Como pode ser diagnosticado? É a mesma coisa que depressão ou síndrome do pânico?

De Marcelo Kaoru Sada, 38 anos, metroviário de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Burnout é um fenômeno psicossocial que surge como uma resposta crônica aos estressores interpessoais ocorridos na situação de trabalho, sendo constituído de três dimensões relacionadas, mas independentes: exaustão emocional, despersonalização e sentimento de baixa realização profissional.

A exaustão emocional é caracterizada pela falta ou carência de energia, entusiasmo e por sentimento de esgotamento de recursos. A despersonalização faz com que o profissional passe a tratar os clientes, colegas e a organização como objetos. Já a baixa realização profissional caracteriza-se por uma tendência do trabalhador em se auto-avaliar de forma negativa, sentindo-se infeliz e insatisfeito com seu desenvolvimento profissional.

Segundo Mary Sandra Carlotto, uma das maiores especialistas no assunto, em professores, o que mais se relaciona com a exaustão emocional é a satisfação com o pagamento. Na medida em que aumenta sua satisfação, diminui seu sentimento de desgaste. Destaca-se que esta situação está mais presente nos professores mais jovens, que provavelmente possuem maiores expectativas.

Não deve ser confundido com depressão ou síndrome do pânico.

Por Rodrigo Grassi-Oliveira, M.D., Ph.D., Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS na área de Cognição Humana

O fator hormonal influencia na concentração e no aprendizado dos adolescentes?

17 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Será que não existe alguma pesquisa falando dessa dificuldade de se trabalhar com adolescentes devido ao fator hormonal em que estes passam da fase infantil para a fase adulta? Será que essa fase de turbulência não influenciaria na concentração e no aprendizado? Até agora vimos ótimos exemplos de escolas de ensino fundamental com crianças de 6 a 14 anos, fase infanto-juvenil, mas e a partir dos 15 anos? Será que a fase conhecida como “a mais complicada”, não contaria na avaliação de um bom aprendizado?

De Dayse Caroline


Resposta:

A produção do estrogênio nas meninas e da testosterona nos meninos provoca mudanças no corpo deles durante a adolescência. O aumento dos testículos, o aparecimento dos seios e o surgimento dos pêlos em ambos origina uma mudança de atitude. Eles estão muito mais focados nessas modificações e nas novas descobertas causadas por tudo isso do que no estudo em si. Também há a ação dos hormônios sexuais no cérebro, algo que gera maior agressividade nos meninos e oscilações de humor nas meninas. Já as mudanças no sistema nervoso central causam uma perda de concentração.

Tanto por razões diretas, como a ação dos hormônios, quanto por razões indiretas, as descobertas geradas a partir das mudanças corporais, podem ser fatores que ocasionam a dispersividade  dos adolescentes em sala de aula.

por Dra. Ruth Clapauch – Vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Socidade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)