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Posts na categoria "Campanha"

Por que o aluno é sobrecarregado com tantas disciplinas?

24 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que o aluno é sobrecarregado com tantas disciplinas que muitas vezes nem se quer são usadas em sua vida prática ou profissional?

De Marcos, 39 anos, autônomo – de Sapucaia do Sul (RS)


Resposta:

Prezado Marcos, sua observação é coerente. Realmente o atual currículo do Ensino Médio está sobrecarregado de informações e, muitas delas, parecem não ter aplicabilidade. No entanto, este modelo de currículo atende a demanda das universidades no modelo atual de ingresso: o concurso vestibular. Contemplar o rol de conteúdos necessários para uma formação geral do aluno e prepará-lo para a universidade tem sido o foco do Ensino Médio, propiciando o contato com todas as disciplinas curriculares, não apenas para sua formação geral, como também para subsidiá-lo para que faça uma escolha profissional adequada.

A nova proposta para o Ensino Médio prevê a junção destas disciplinas em áreas do conhecimento, organizando o processo de ensino-aprendizagem de forma a viabilizar o acesso a conhecimentos de forma articulada e significativa. O foco não está mais em acúmulo de informações e quantidade de conteúdos, mas na compreensão e no uso social desses conhecimentos, oportunizando a construção de uma visão de mundo ampla, com compreensão e respeito pela riqueza da diversidade sociocultural.

O aluno deixa de ter o papel de espectador e passa a ser protagonista de sua história, de forma reflexiva, proativa e estabelecendo inter-relações. Dessa forma, passa a ter uma visão dos elementos específicos de cada área sem perder a visão do todo. Cada vez mais precisamos de pessoas que tenham capacidade de crítica, de análise e síntese, de articulação e entendimento do ponto de vista do outro. Tudo isso precisa estar alinhado à proposta pedagógica da instituição de ensino para que, professores e alunos, construam novos saberes e, dessa forma, dêem sentido à prática a que você se refere.

Por Vânia Bittencourt, gerente pedagógica do Sistema de Ensino Dom Bosco/Pearson

As creches e as pré-escolas devem permanecer abertas durante o período de férias?

21 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de saber se tem como ser feita uma reportagem com a opinião de especialistas sobre esse projeto de lei em que as creches e pré-escolas permanecerão abertas nas férias. Achei pouca coisa sobre isso na Internet, apenas algumas reportagens falando que o projeto passou no Senado.

De Karen Ramires, professora de Canoas (RS)


Muito se fala de regime de plantão de férias na Educação Infantil devido ao fato de muitos pais não tirarem férias nos meses de janeiro e fevereiro (concordo). Muitas vezes os pais estão em casa por motivo de doença, auxilio maternidade, desemprego, etc. e preferem mandar o filho pra escola (faça chuva ou faça sol) ao invés de ensinar o seu filho a caminhar, comer, falar, entre tantas outras coisas que devemos ensinar aos nossos filhos.

Alguns pais por falta de paciência deixam os filhos com as “tias” porque não compreendem a carência emocional de seu próprio filho. Se realmente houver regime de plantão teremos as mesmas crianças que só faltam a “aula” quando estão doentes, isto porque, a escola não fica com crianças doentes. Então estas crianças não conhecerão nunca suas famílias e serão filhos do Estado para sempre. Neste sentido a minha pergunta é: Quando as crianças da Educação Infantil terão a oportunidade de conviver com seus pais?

De Helena, 37 anos, professora de Canoas (RS)

Resposta:

O trabalhador tem somente um mês de férias por ano, nem sempre esse período coincide com o recesso das creches e das pré-escolas, então é importante que elas permaneçam abertas o ano todo. Ainda assim é preciso ressaltar que essa medida não deve servir de desculpa para que a criança fique o ano inteiro longe do convívio mais próximo dos pais. No período em que os pais estiverem em férias o contato com os filhos deve ser aproveitado e intensificado – esse é um direito da criança.

É claro que os funcionários das creches e das escolas infantis também têm direitos a férias. Para um projeto como esse funcionar corretamente será preciso que as instituições se organizem no intuito de garantir férias a todos eles e ainda assim se manter as creches e pré-escolas em funcionamento. A dificuldade será planejar com a comunidade escolar a alternância do mês de férias dos pais para que a instituição possa se organizar e saber em que período haverá mais ou menos crianças e organizar as férias de seus funcionários.

Durante esse período tradicional de férias em que normalmente as creches e escolas infantis ficam com um número menor de crianças e de funcionários – que irão alternar seus períodos de férias -, seria preciso pensar em projetos diferenciados de trabalho, de caráter mais recreativo e que atendam crianças de diferentes faixas etárias num mesmo grupo. Nesse sentido, é preciso reorganizar os espaços e os recursos, para propor atividades de recreação diversificadas que garantam a qualidade do atendimento educativo.

Por Ana Cristina Souza Rangel, coordenadora do curso de Pedagogia da UniRitter

Como os professores lidam com alunos já alfabetizados na pré-escola? É pré-requisito saber ler já nessa fase da escolarização?

12 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Alfabetizei meu filho mais novo aos quatro anos e logo depois ele entrou na pré-escola. Sabendo disso a professora deveria incentivá-lo a ir além, mas não o fez. Os professores tem orientação em relação a alunos que já entra na pré-escola alfabetizados? A escola em que meu filho estuda é estadual.

De Flávia Martins, 37 anos, decoradora de Porto Alegre (RS)

Resposta:

O critério para o ingresso no 1º do Ensino Fundamental é a criança ter completado seis anos até 31 de março do ano em pauta. A pré-escola, faixa escolar para as crianças de 4 e/ou 5 anos deverá neste momento de convivência com o ambiente escolar construir outros conceitos que não especificamente os da alfabetização. Para a criança não é fundamental que já esteja alfabetizada, ou seja, não é pré-requisito para estar na pré-escola e nem para avançar se for o caso. Neste período a criança através do lúdico poderá construir seus conceitos de convivência social, construção de regras, definição de autonomia, socialização e ter o desenvolvimento de sua maturidade normalmente.

Caso a criança já tenha sido alfabetizada naturalmente ou por ajuda da família, ela ainda necessita desenvolver seu raciocínio lógico, que com certeza será por meio da convivência nesta etapa da vida escolar da criança que isso terá seu início. Lembramos que nesta faixa etária a criança necessita brincar muito.

Por Mirna Locatelli da Silva, coordenadora adjunta da Coordenação de Gestão da Aprendizagem do Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

Por que não é adotado o padrão de uso de cadeiras em círculos e a música ambiente em sala de aula?

10 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que não é adotado como padrão o uso das cadeiras em círculos, ou semicírculos?  E por que não é adotado também a música ambiente em sala de aula?

De Valmir Teles de Santana, 62 anos, aposentado de Laguna (SC)

Resposta:

A forma como a sala de aula é organizada deve ser uma decisão do professor para a realização de sua rotina de trabalho. Assim como se utilizará ou não música na sala. Para isso é necessário ter clareza dos objetivos que se quer atingir durante o trabalho pedagógico. Estes objetivos claros é que irão definir a metodologia a ser utilizada e esta poderá ou não organizar a sala em círculos ou semicírculos, utilizar ou não música. Não há uma única maneira de se atuar metodologicamente e esta escolha deve ser feita pelo professor visando melhorar a qualidade do ensino em sua sala de aula.

Por Alessandra Arce Hai, professora do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Qual é a taxa de abandono escolar dos estados brasileiros?

27 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Estou fazendo um trabalho para o colégio, e gostaria de saber qual o índice de abandono escolar nos estados do Brasil?

De Gabriela Fagundes, 17 anos, auxiliar administrativo de Gravataí (RS)

Resposta:

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza para download os seguintes indicadores educacionais da Educação Básica: média de alunos por turma, média de horas-aula diária, taxas de distorção idade-série, taxas de rendimento e taxas de não-resposta (TNR). Os dados sobre taxas de abandono estão disponíveis no item taxas de rendimento.

Segundo os dados de 2011 a taxa de abandono escolar dos estados do Brasil é:

Rondônia
Ensino Fundamental: 3
Ensino Médio: 11,6

Acre
Ensino Fundamental: 3,4
Ensino Médio: 11,8

Amazonas
Ensino Fundamental: 5,8
Ensino Médio: 10,4

Roraima
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 7,4

Pará
Ensino Fundamental: 5,1
Ensino Médio: 17,7

Amapá
Ensino Fundamental: 3,2
Ensino Médio: 14,5

Tocantins
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 8,6

Maranhão
Ensino Fundamental: 3,5
Ensino Médio: 13,7

Piauí
Ensino Fundamental: 3,3
Ensino Médio: 15,5

Ceará
Ensino Fundamental: 2,6
Ensino Médio: 11,5

Rio Grande do Norte
Ensino Fundamental: 5,4
Ensino Médio: 19,3

Paraíba
Ensino Fundamental: 6,6
Ensino Médio: 16,3

Pernambuco
Ensino Fundamental: 4,1
Ensino Médio: 10,1

Alagoas
Ensino Fundamental: 7,6
Ensino Médio: 18,7

Sergipe
Ensino Fundamental: 4,5
Ensino Médio: 13,2

Bahia
Ensino Fundamental: 5,5
Ensino Médio: 12,5

Minas Gerais
Ensino Fundamental: 2
Ensino Médio: 9,1

Espírito Santo
Ensino Fundamental: 1,7
Ensino Médio: 7,7

Rio de Janeiro
Ensino Fundamental: 2,1
Ensino Médio: 10,1

São Paulo
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 4,5

Paraná
Ensino Fundamental: 1,6
Ensino Médio: 6

Santa Catarina
Ensino Fundamental: 0,9
Ensino Médio: 8

Rio Grande do Sul
Ensino Fundamental: 1,4
Ensino Médio: 10,1

Mato Grosso do Sul
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 10,3

Mato Grosso
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 11,5

Goiás
Ensino Fundamental: 2,7
Ensino Médio: 6,9

Distrito Federal
Ensino Fundamental: 1,1
Ensino Médio: 7,3

Quando será meta dos governos letrar a população?

26 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Quando será meta do Governo letrar a população? Pois só fazer projetos para alfabetizar não dá mais, a população precisa ter consciência do que lê e escreve.

De Rosemere da Rosa, 35 anos, professora de educação infantil de Montenegro (RS)

Resposta:

Já é meta do governo que todas as crianças saibam ler e escrever até os oito anos de idade. Para tanto, o MEC lançou recentemente o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

As Ações do Pacto são um conjunto integrado de programas, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizados pelo MEC e que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação continuada dos Professores alfabetizadores. Estas ações apoiam-se em quatro eixos de atuação:

I) Formação Continuada de Professores Alfabetizadores

II) Materiais Didáticos e Pedagógicos

III) Avaliações

IV) Gestão, Controle Social e Mobilização

— Nosso objetivo é fazer com que todas as crianças do nosso país, sem exceção, sejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Isso quer dizer que, com essa idade, toda criança vai ter de saber ler, escrever, interpretar um texto simples e, também, somar e subtrair e ter noções de multiplicar e dividir — disse a presidenta Dilma Roussef.

Mais informações sobre o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Por Ministério da Educação

Por que o Conselho Municipal de Educação de Porto Alegre não autorizou o Ensino Médio no CMET Paulo Freire?

13 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

A educação precisa ser mudada dentro das escolas da rede municipal do Ensino Fundamental de Porto Alegre. O CMET Paulo Freire era pra ter o Ensino Médio, mas o Conselho Municipal da prefeitura de Porto Alegre não quis. Por quê?

De Andre Boeira, 33 anos, estudante de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº 9394/96 a Educação Infantil é de inteira responsabilidade do Município, o Ensino Fundamental deve ser compartilhado entre Estado e Município e o Ensino Médio deve ser encargo do Estado. O que havia antes de 1996 poderia permanecer como estava. Exatamente por ser a Educação Infantil de nossa responsabilidade e por ainda haver muita demanda nessa área é que o Conselho Municipal de Educação de Porto Alegre não autorizou o Ensino Médio no CMET Paulo Freire.

Por Eliane Meleti, diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre

Professor e educador têm o mesmo significado?

12 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que hoje em dia os professores se apresentam como educadores? Posso estar enganada, mas a impressão que tenho é que é constrangedor usar a palavra professor. É como se fosse a empregada doméstica que se chama de secretária do lar – a função é a mesma, só muda o nome. Ou estou errada, realmente tem diferença entre professor e educador? Gostaria que voltassem a utilizar a expressão professor, acho mais profunda e respeitosa, lembra mais a figura do mestre. O problema é que nem os alunos, e nem mesmo os professores, se vêem desta forma hoje.

De Viviane, 31 anos, supervisora de atendimento de Porto Alegre (RS)

Resposta:

A palavra educador é mais ampla do que professor. Educador é aquela pessoa que tem envolvimento com educação, sendo professor ou não.  Mas existe uma especificidade no trabalho do professor, e eu gosto de usar essa palavra, pois professor se refere a uma categoria profissional que tem uma função muito específica e intencional que é ajudar o aluno a aprender. Aprender o quê? Aprender a ser uma pessoa melhor para si e para as pessoas com quem convive e, mais especificamente, a compreender melhor o mundo em que vive, por meio de conhecimentos sistematizados pelas diversas ciências.

Por Tânia Marques, professora de Psicologia da Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Implantar o regime das escolas militares seria a solução para a educação?

08 de novembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Observa-se que escolas militares têm um grau de aproveitamento e participação ativa dos alunos bem maior do que em outras escolas, por quê? A exemplo temos o Colégio Militar de Porto Alegre RS e outros.  Poderíamos no Brasil utilizarmos o mesmo modelo de educação?

De Vanessa Tissot, 34 anos, agente comunitária de saúde de Charqueadas (RS)

Será que a disciplina poderia ajudar na formação moral e pedagógica? Não lembro de ouvir problemas com alunos de colégios militares, pelo contrário normalmente são referência. Seria esta uma solução?

De Marcelo Lermen de Oliveira, 26 anos, analista de sistemas de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Temos estado em contato com o Colégio Militar de Santa Maria, aproximando-nos a partir de um projeto de investigação-ação-formação. A nossa proposta aqui é refletir com os leitores Por exemplo, conceitos que são naturais no meio militar, como instrução, adestramento, disciplina, prêmios e recompensas (alamar, por exemplo), soariam estranhos fora daquele contexto. Impossível analisar os excelentes resultados sem considerar o preço pago.

Poderíamos falar muito mais de distanciamentos impostos pelo investimento que é feito, sob o ponto de vista material e humano. Neste sentido, talvez a transferência do modelo fosse positiva, trazendo às demais escolas públicas as condições estruturais, financeiras e acessibilidade tecnológica. Por exemplo, uma sala de aula padrão no Colégio Militar tem espaço, mobiliário, luminosidade, conforto climático, lousa branca e lousa digital, com acesso à Internet. Tudo o que o professor considerar importante como tecnologia educacional (incluindo as digitais) será colocado ao seu alcance, em busca dos melhores resultados de desempenho escolar e da formação de mais alto nível para a qual são organizadas as escolas militares.

Também é importante considerarmos que os estudantes recebem a pressão constante do bom desempenho; isto vai se tornando “questão de honra” e alimentando a competitividade. Mais uma vez sublinho que isto pode causar-nos estranhamento, por exemplo, sob o ponto de vista de uma perspectiva dialógico-afetiva de educação. É difícil afirmarmos que os estudantes das escolas militares não tenham problemas disciplinares, afetivos, de aprendizagem ou de outra natureza.

Por outro lado existe um acompanhamento psicopedagógico muito próximo dos estudantes, o que vai permitindo construir certa força quanto aos métodos de ensino e disciplinares; também os gestores se envolvem na busca da permanência do estudante na escola e do seu sucesso acadêmico.

Devemos lembrar que o turno das escolas militares é integral e que os professores constituem um quadro, se não permanente, que está compenetrado na cultura institucional e no modelo de educação. Existe um envolvimento em diferentes níveis com o aluno, desde a sala de aula, atividades de estudo até o acompanhamento psicopedagógico nas dificuldades de aprendizagem. Cabe ressaltar que são professores bem remunerados e que gozam de infraestrutura para o seu trabalho docente.

Por outro lado, temos observado que mesmo as escolas militares não vivem uma realidade à parte da sociedade, o que significa que existem tensões internas e diferentes pontos de vista, principalmente porque nela atuam professores militares e civis. Profissionais abertos à [trans] formação e profissionais resistentes, como ocorre em outro tipo de escola.

Por Adriana Moreira da Rocha Maciel, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Por que a campanha utiliza dados sobre o Brasil ser a 6ª economia do mundo?

07 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que essa campanha se usa do fato de Brasil ser a sexta economia do mundo, quando deveria usar o fato de sermos na melhor das hipóteses a 63° economia per capita do mundo? Essa situação não foi avaliada? Os realizadores da campanha não estão distorcendo a ideia de riqueza de nosso país?

De Diego Sandri Souto, 28 anos, comerciante de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Ao definirmos as perguntas para a campanha “A Educação Precisa de Respostas”, nossa intenção foi a de que os principais pontos envolvendo o tema fossem abordados. A primeira pergunta Por que, mesmo sendo a 6ª economia do mundo, o Brasil ainda está no 88º lugar no ranking mundial da educação? — tem a intenção de colocar em contraste dois dados sobre o Brasil. A avaliação da riqueza de um país pode ser feita pelo PIB geral e também pelo PIB per capita, e frequentemente tanto um quanto outro fator são usados em rankings econômicos.

Ao apostarmos no contraste entre o PIB geral e a posição do Brasil no ranking da educação, queremos mostrar que o Brasil teria condições para estar melhor posicionado na educação porque produz riqueza para isso e poderia administrá-la de modo a direcionar esforços para o ensino e o desenvolvimento de nossas crianças e jovens. Se usássemos o PIB per capita, poderia parecer que o país, por ter um PIB per capita tão baixo, não teria condições de melhorar a educação, que demanda esforços mas também altos investimentos financeiros.

Quanto à origem do dado sobre a 6ª economia do mundo, ele baseia-se em relatório publicado pelo Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios ao final de 2011 e amplamente divulgado internacionalmente.

A publicação pode ser lida aqui.

O jornal inglês The Guardian publicou reportagem sobre o tema: Brazil overtakes UK as sixth-largest economy

Também Zero Hora abordou o assunto: Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo, aponta entidade britânica