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Posts na categoria "Educação Infantil"

As creches e as pré-escolas devem permanecer abertas durante o período de férias?

21 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de saber se tem como ser feita uma reportagem com a opinião de especialistas sobre esse projeto de lei em que as creches e pré-escolas permanecerão abertas nas férias. Achei pouca coisa sobre isso na Internet, apenas algumas reportagens falando que o projeto passou no Senado.

De Karen Ramires, professora de Canoas (RS)


Muito se fala de regime de plantão de férias na Educação Infantil devido ao fato de muitos pais não tirarem férias nos meses de janeiro e fevereiro (concordo). Muitas vezes os pais estão em casa por motivo de doença, auxilio maternidade, desemprego, etc. e preferem mandar o filho pra escola (faça chuva ou faça sol) ao invés de ensinar o seu filho a caminhar, comer, falar, entre tantas outras coisas que devemos ensinar aos nossos filhos.

Alguns pais por falta de paciência deixam os filhos com as “tias” porque não compreendem a carência emocional de seu próprio filho. Se realmente houver regime de plantão teremos as mesmas crianças que só faltam a “aula” quando estão doentes, isto porque, a escola não fica com crianças doentes. Então estas crianças não conhecerão nunca suas famílias e serão filhos do Estado para sempre. Neste sentido a minha pergunta é: Quando as crianças da Educação Infantil terão a oportunidade de conviver com seus pais?

De Helena, 37 anos, professora de Canoas (RS)

Resposta:

O trabalhador tem somente um mês de férias por ano, nem sempre esse período coincide com o recesso das creches e das pré-escolas, então é importante que elas permaneçam abertas o ano todo. Ainda assim é preciso ressaltar que essa medida não deve servir de desculpa para que a criança fique o ano inteiro longe do convívio mais próximo dos pais. No período em que os pais estiverem em férias o contato com os filhos deve ser aproveitado e intensificado – esse é um direito da criança.

É claro que os funcionários das creches e das escolas infantis também têm direitos a férias. Para um projeto como esse funcionar corretamente será preciso que as instituições se organizem no intuito de garantir férias a todos eles e ainda assim se manter as creches e pré-escolas em funcionamento. A dificuldade será planejar com a comunidade escolar a alternância do mês de férias dos pais para que a instituição possa se organizar e saber em que período haverá mais ou menos crianças e organizar as férias de seus funcionários.

Durante esse período tradicional de férias em que normalmente as creches e escolas infantis ficam com um número menor de crianças e de funcionários – que irão alternar seus períodos de férias -, seria preciso pensar em projetos diferenciados de trabalho, de caráter mais recreativo e que atendam crianças de diferentes faixas etárias num mesmo grupo. Nesse sentido, é preciso reorganizar os espaços e os recursos, para propor atividades de recreação diversificadas que garantam a qualidade do atendimento educativo.

Por Ana Cristina Souza Rangel, coordenadora do curso de Pedagogia da UniRitter

Como os professores lidam com alunos já alfabetizados na pré-escola? É pré-requisito saber ler já nessa fase da escolarização?

12 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Alfabetizei meu filho mais novo aos quatro anos e logo depois ele entrou na pré-escola. Sabendo disso a professora deveria incentivá-lo a ir além, mas não o fez. Os professores tem orientação em relação a alunos que já entra na pré-escola alfabetizados? A escola em que meu filho estuda é estadual.

De Flávia Martins, 37 anos, decoradora de Porto Alegre (RS)

Resposta:

O critério para o ingresso no 1º do Ensino Fundamental é a criança ter completado seis anos até 31 de março do ano em pauta. A pré-escola, faixa escolar para as crianças de 4 e/ou 5 anos deverá neste momento de convivência com o ambiente escolar construir outros conceitos que não especificamente os da alfabetização. Para a criança não é fundamental que já esteja alfabetizada, ou seja, não é pré-requisito para estar na pré-escola e nem para avançar se for o caso. Neste período a criança através do lúdico poderá construir seus conceitos de convivência social, construção de regras, definição de autonomia, socialização e ter o desenvolvimento de sua maturidade normalmente.

Caso a criança já tenha sido alfabetizada naturalmente ou por ajuda da família, ela ainda necessita desenvolver seu raciocínio lógico, que com certeza será por meio da convivência nesta etapa da vida escolar da criança que isso terá seu início. Lembramos que nesta faixa etária a criança necessita brincar muito.

Por Mirna Locatelli da Silva, coordenadora adjunta da Coordenação de Gestão da Aprendizagem do Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

A pré-escola será obrigatória para crianças de 4 e 5 anos e pré-requisito para o ingresso no Ensino Fundamental?

25 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

A pré-escola será obrigatória para crianças de 4 e 5 anos e pré-requisito para o ingresso no Ensino Fundamental a partir de 2013?

De Fernanda Duarte, 44 anos, professora de Abelardo Luz (SC)

Resposta:

A obrigatoriedade da oferta de matrícula para a pré-escola, ingresso de crianças com 4 anos completos ou a completar até 31 de março do ano letivo, está definida na Emenda Constitucional  59, que oferece aos sistemas de ensino um prazo –  até 2016 –  para que possam se organizar para isso. Mas não há exigência legal para ingresso no Ensino Fundamental mediante pré-requisito.  Toda criança com seis anos completos ou a completar até 31 de março do ano letivo deve ser matriculada no Ensino Fundamental de Nove Anos.

Por Ministério da Educação

Por que há poucos investimentos para a Educação Infantil?

03 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Se o Brasil quer melhorar a educação, por que não começa a pensar nos menores de 6 anos que precisam de escolas? Deveriam dar estrutura e investimento para que as escolas infantis pudessem aumentar o número de crianças atendidas, principalmente para aquelas que precisam. Há tantas burocracias…

De Eliane Abreu

Por que os professores de educação infantil não são valorizados? Má remuneração, longa jornada de trabalho, baixo investimento em qualificação profissional, etc. Por que a Educação Infantil – especialmente pré escola – é esquecida quando se fala em processo de alfabetização? A criança inicia a alfabetização/letramento muito antes do Ensino Fundamental.

De Vera Lúcia dal Bosco da Silva, 43 anos, psicopedagoga clínica de Caxias do Sul (RS)

Respostas:

Formação deficiente na Pré-Escola

Uma das razões para o alto índice de defasagem verificado no Ensino Médio tem origem uma década antes. Uma das avaliações de especialistas é de que a falta da pré-escola dificulta a aprendizagem nos anos seguintes – principalmente no caso de crianças sem acesso a materiais como livros em casa.

— A escola tem uma cultura própria que começa a ser aprendida na pré-escola, como copiar do quadro, ficar mais tempo sentado, fazer exercícios. Também envolve manejar livros, relacionar a letra com o som. Muitas crianças que não passam pela Educação Infantil têm dificuldade em fazer essa adaptação, o que atrapalha a aprendizagem nos primeiros anos do Fundamental — afirma Maria Carmen Silveira Barbosa, professora da Faculdade de Educação da UFRGS e especialista em Educação Infantil.

Leia mais: Por que 34,5% dos alunos do Ensino Médio não estão na série correspondente à sua idade?

Resultados insatisfatórios

Segundo um cruzamento de dados feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), apenas 29 dos 496 municípios gaúchos, o equivalente a 6% do total, atingiram as metas para creche e pré-escola estabelecidas há mais de uma década pelo Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com o PNE, as prefeituras deveriam oferecer vagas, no ano passado, para 50% das crianças de zero a três anos e para 80% das de quatro e cinco anos. Além das 29 cidades que atingiram ambas as metas, 12 atingiram só a primeira e 169 apenas a segunda.

A maior parte dos municípios não atingiu nenhuma. Em 117 deles, quase um em cada quatro, a oferta de vagas em creches foi zero. Em consequência disso, o sistema deixa de atender no Rio Grande do Sul 62,6% das crianças de cinco anos ou menos. Conforme o levantamento do TCE, as vagas que deveriam ter sido criadas e não foram somam 188.190 – 137.409 em creches e 50.781 na pré-escolas.

A necessidade de investir no setor ganhou mais urgência com a aprovação da emenda constitucional 59, que determinou 100% de atendimento na pré-escola até 2016. No Rio Grande do Sul, isso significa a criação de 101 mil vagas. As administrações municipais afirmam que o problema é a escassez de recursos.

A partir de 2007, com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), as prefeituras começaram a receber dinheiro federal para a Educação Infantil, mas consideram os valores insuficientes. Segundo pesquisa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), cada aluno custava no Estado,em 2009,R$ 7 mil ao ano. O repasse do Fundeb é de R$ 3,7 mil para a creche de turno integral.

– O governo federal tem programas que ajudam a construir os prédios e a equipá-los, mas o custeio fica com o município. As prefeituras estão se organizando para ampliar os recursos próprios investidos no setor. Mas também fazemos o pleito de mais repasses do governo federal – diz Marcia Adriana de Carvalho, presidente da Undime/RS.

Apesar do baixo percentual de atendimento às crianças no Estado, inferior à média nacional, houve avanços de 2008 para 2011, com crescimento de 17% das matrículas no Rio Grande do Sul, contra 3,2% no país.

Leia mais:  A Educação Infantil engatinha

Que parcerias público-privada envolvendo a educação há hoje no Brasil?

25 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Qual a dificuldade de se montar escolas com parcerias público/privada?

De Marco Antônio de Jesus Dias e Silva, 47 anos, Administrador de Gravataí (RS)


Resposta:

Existem muitas parcerias como essa no Brasil hoje. Um dos programas do Ministério da Educação (MEC), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) que amplia a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica tem parcerias com escolas técnicas privadas e com os serviços nacionais de aprendizagem – SENAI, SENAC, SENAR e SENAT.

Há outras instituições privadas que têm parceria com a iniciativa pública. É o caso da Parceiros em Educação que promove e monitora parcerias no intuito de levar à educação pública a experiência e a determinação dos empresários brasileiros para complementar o contínuo desenvolvimento da educação em direção à eficiência.

O Instituto Unibanco foca suas atividades nos problemas que afetam o Ensino Médio. Utiliza-se de tecnologias e metodologias que possam aumentar a efetividade de escolas públicas que oferecem este nível de ensino.

Já a Fundação Itaú Social trabalha em parceria com as três esferas de governo, com o setor privado e com organizações da sociedade civil. As iniciativas da Fundação têm como foco a educação integral, a gestão educacional, a avaliação de projetos sociais e a mobilização social.

Cerca de 2 milhões de alunos em mais de 1.300 municípios do Brasil são beneficiados por meio dos programas do Instituto Ayrton Senna. A organização sem fins lucrativos trabalha no intuito de desenvolver o potencial das novas gerações, ajudando estudantes a ter sucesso na escola e a ser cidadãos capazes de responder às exigências do século 21.

Existem iniciativas dos próprios empresários. O engenheiro Gustavo Lermen construiu e equipou um laboratório de informática na Escola Municipal Alexandre Vieira em sua cidade natal Dom Pedrito (RS). Anualmente ele promove um concurso de Matemática entre os alunos da escola e premia o melhor com um notebook.