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Posts na categoria "Educação Superior"

A educação a distância é apenas para o Governo Federal cumprir metas?

30 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Será que o Ensino a Distância não é apenas para o Governo Federal cumprir metas? Isso diminui a qualificação do professor. O que é melhor: ensino a distância ou presencial? Quem aprende mais?

De Carlos, 36 anos, empresário de Porto Alegre (RS)

Resposta:

Não. No Brasil, as bases legais para a modalidade de educação a distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 9394/96). “Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.”

Essa modalidade de ensino também é regulada pelo decreto 5.622/05; pelo decreto nº 5.773/06; pelo decreto nº 6.303/07 e pelas portarias normativas nº 40/07 e nº 10/09.

Quanto à qualidade dos cursos, o artigo 13 do decreto 5.622/05 esclarece:

“Art. 13.  Para os fins de que trata este Decreto, os projetos pedagógicos de cursos e programas na modalidade a distância deverão:
I - obedecer às diretrizes curriculares nacionais, estabelecidas pelo Ministério da Educação para os respectivos níveis e modalidades educacionais; (…)”

Vale lembrar que a regulação dos cursos superiores a distância segue dinâmica semelhante àquela que acontece com os cursos presenciais. Para iniciar a oferta de um curso superior na modalidade a distância a instituição precisa ser credenciada pelo MEC para essa finalidade.

Já no caso da educação de jovens e adultos, educação especial e educação profissional compete às autoridades dos sistemas de ensino estadual e do Distrito Federal promover os atos de credenciamento de instituições para oferta de cursos a distância no nível básico e, no âmbito da respectiva unidade da Federação.

Por Ministério da Educação

Por que a Unilasalle fechou três cursos de licenciatura?

25 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Paulo Fosatti, atual reitor do Unilasalle comandou o fim de cinco cursos, sendo três deles de licenciatura (dois com destaque estadual e nacional). Vocês não acham que esta seria uma das razões para o atual estado da educação?

De Ligia Maria de Lima Nunes, 44 anos, professora de Canoas (RS)

Resposta:

O Centro Universitário La Salle – Unilasalle/Canoas vem a público prestar os esclarecimentos pertinentes em relação aos Cursos de Graduação em Ciências Econômicas, Geografia, Matemática, Psicopedagogia e Tecnólogo em Negócios Imobiliários, os quais, a partir do próximo semestre letivo (2013/01) não mais serão oferecidos.

Trata-se de decisão institucional do Unilasalle, respaldada na legislação educacional em vigor e no Regimento e Estatuto da Instituição, adotada conjuntamente com os seus Conselhos (Conselho Universitário – CONSUN, Conselho Acadêmico e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE), os quais identificaram a inviabilidade de manutenção dos cursos em referência.

Após monitoramento sistemático (por três anos), constatou-se que os cursos acima citados tiveram reduzida procura nos últimos vestibulares, situação que redundou na realização de pesquisa de mercado, a qual ratificou esta tendência de diminuição da procura por estes cursos. O número de alunos matriculados nos cursos, abaixo do ponto de equilíbrio necessário para a sua existência, torna o seu oferecimento inviável do ponto de vista educacional, institucional e econômico.

Não obstante tais considerações, o Centro Universitário La Salle assume o compromisso de que todos os alunos matriculados nos cursos em referência, concluirão suas Graduações dentro da mais absoluta normalidade, dispondo de todos os recursos educacionais necessários e sem nenhum tipo de prejuízo.

O Centro Universitário La Salle manifesta também seu compromisso de que não haverá prejuízo das atividades sociais, filantrópicas e institucionais desenvolvidas no âmbito da Rede La Salle. Todos os trabalhos de responsabilidade social estão ligados diretamente à Instituição e não a cursos específicos. As comunidades continuarão sendo atendidas pelos projetos com a mesma qualidade e responsabilidade que marcam a história do Unilasalle em mais de um século de existência na cidade de Canoas.

De Centro Universitário La Salle

Link original da notícia

O que foi feito para terminar a greve no IFRS Canoas?

17 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sou aluno de uma escola técnica federal localizada em Canoas (RS) e há exatamente dois meses estou em greve. A não conclusão do campus é o motivo da greve. O Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Canoas foi inaugurado com 50% da obra concluída e, segundo informações, somente por motivos eleitorais. Gostaria de saber o que o governo e os responsáveis estão fazendo para terminar essa greve que irá prejudicar principalmente os alunos.

De Otávio Brasil

* A greve à qual Otávio se refere foi finalizada em 5 de setembro.

Resposta:

A antiga Escola Técnica Federal de Canoas (ETFC) hoje IFRS – Campus Canoas está inserida na fase I do Plano de Expansão. Em maio de  2006 o Ministério da Educação e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, encaminharam ao Presidente da República a minuta do Projeto de Lei que criava entre várias autarquias, a Escola Técnica Federal de Canoas/RS, na região metropolitana de Porto Alegre além de promover a constituição dos quadros efetivos e de cargos em comissão necessários ao funcionamento dessa e das outras instituições.

Embora o Poder Executivo Municipal tenha assumido o compromisso de ceder a área para a construção da ETFC já em janeiro de 2006, somente em agosto de 2008 o processo de transferência foi finalizado. A demora ocorreu, sobretudo, devido à necessidade de reverter, por distrato, a concessão da área à Fundação Riograndense de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundapes), realizada anteriormente.

Em março de 2010 foram iniciadas as compras de equipamentos para garantir a implantação do Campus Canoas do Instituto Federal Rio Grande do Sul. O investimento atenderia as necessidades dos primeiros cursos ofertados nas áreas de informática e eletrônica. Além de equipamentos de informática e de laboratório foram adquiridos também o mobiliário, bibliografia específica e diversos itens de consumo. Em 27 de agosto de 2010 Campus Canoas deu início às atividades letivas.

Atualmente o Campus Canoas do IFRS atende pouco mais de 300 alunos, quando, estando com sua estrutura finalizada, poderia atender 1200. Hoje a estrutura de funcionamento do campus corresponde a aproximadamente 40% da estrutura original prevista na implantação. A não conclusão das obras de implantação do campus impacta diretamente na não abertura de processo seletivo para oferta de vagas nos anos de 2012/2 e 2013 na modalidade PROEJA, técnico integrado, técnico subsequente e graduação, uma vez que não teremos espaço físico para acomodar os alunos.

Por Mariano Nicolao, diretor do IFRS – Campus Canoas

Como o professor pode se qualificar e dedicar mais tempo aos alunos?

11 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Por que não há no Brasil incentivos para os professores, de forma a esses se dedicarem mais aos alunos?

De Márcio Rodrigues, 17 anos, estudante de São Leopoldo (RS)

Acredito que a deficiência brasileira no que tange a educação está e estará atrelada a questões históricas, sociais, políticas e econômicas. Os questionamentos são muitos e sempre buscamos respostas para tais, mas mesmo assim sinto a necessidade de realizar minha contribuição a esta campanha. O que significa para o poder público, valorizar os professores?

De Cláudia Alves

Resposta:

O Ministério da Educação desenvolve diversas ações no sentido de valorizar os professores. Uma delas é facilitar o acesso a cursos de licenciatura: os professores têm opções de graduação na Universidade Aberta do Brasil (UAB) e nos câmpus das universidades e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Nas universidades federais, o número de matrículas em cursos de licenciatura presenciais e a distância aumentou de 112.799 em 2001 para 287.322 em 2010, de acordo com o censo da educação superior.

Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia também se voltam para a formação de docentes da educação básica. Cada um deve reservar 20% das vagas a cursos de licenciatura em Matemática, Física, Química e Biologia, para ajudar a suprir a demanda por professores dessas disciplinas.

O Ministério da Educação também investe na qualificação dos docentes em nível superior por meio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor), que oferta turmas emergenciais implementadas em cursos ofertados nas modalidades presencial e a distância, por Instituições de Educação Superior – IES.

O Financiamento Estudantil (Fies) é outra opção para estudantes de licenciatura que queiram trabalhar nas redes públicas da educação básica com jornada de, no mínimo, 20 horas semanais, depois de formados. O abatimento mensal será de 1% da dívida.

Outra facilidade para que os professores se graduem em nível superior vem do Programa Universidade para Todos (Prouni). Educadores da rede pública de educação básica que concorrem a uma bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou Pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

Além disso, o trabalho do professor, para ser bem desenvolvido, necessita tempo de preparo, estudo, planejamento, seleção de materiais adequados à aula, interação com as famílias dos estudantes e a comunidade, participação em decisões colegiadas e formação continuada. A sala de aula só pode ser agradável e proporcionar um bom ambiente de aprendizagem se a tarefa anterior for bem cumprida, se for orientada e entendida como direito do aluno e obrigação da escola. A Lei nº 11.738/2008, que instituiu o piso nacional do magistério, definiu esse direito do professor a um terço da jornada em hora-atividade, ou seja, fora da sala de aula, justamente para garantir a qualidade do ensino.

De Ministério da Educação

Como as universidades podem qualificar os alunos de cursos de Licenciatura?

10 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Quem minimamente participa da rotina da escola percebe um certo tipo de descompasso entre a cultura juvenil atual e a configuração da escola, digamos, configuração tradicional. Os professores que trabalham na escola vêm ou vieram das universidades, dos cursos de licenciatura, infelizmente, pouco valorizados historicamente. Assim, como é que a universidade atualmente, em seus cursos de licenciaturas, está propiciando mecanismos para que seus acadêmicos se preparem para atuarem como futuros professores no ensino público/privado do contexto atual tanto na gestão quanto na execução?

De Vanderlei Vidal Zenero, 27 anos, universitário, Faxinal do Soturno (RS)

Não deveríamos fazer uma revisão geral nos cursos de licenciaturas? Os cursos de licenciaturas formam educadores? Como podem os cursos de graduação que formam professores não apresentarem disciplinas ligadas à neurociências?

De Alexandre Paim de Oliveira, 36 anos, professor de Canoas (RS)


Resposta:

Existe, de fato, um “certo descompasso” entre a escola e a cultura juvenil atual, que se caracteriza pela instantaneidade, pelos relacionamentos em redes sociais, o uso de tecnologias, por acesso a uma infinidade de informações pela mídia, pela banalização da violência, entre outros. A escola parece nem sempre considerar todas essa realidade dos jovens.

A universidade é responsável pela formação inicial dos professores que atuam nas escolas de Educação Básica.  Ela deve, além de atender às diretrizes advindas da legislação, planejar o currículo de seus cursos de forma a oportunizar que o estudante aprenda a ser professor para responder aos desafios da escola na contemporaneidade, incluindo as características dos alunos.

Uma das preocupações no processo de formação do estudante da Licenciatura é a presença da prática investigativa, em que o aluno aprenda a formular perguntas sobre o cotidiano em que vai se inserir, nas escolas de educação básica. Sua formação é processual, não se encerrando ao concluir a Licenciatura. As instituições de ensino de Educação Básica devem promover possibilidades de atualização aos seus professores, acompanhando as inovações associadas aos processos educacionais, quer sejam da área específica, quer sejam da de formação pedagógica.

Dentre as oportunidades que a Unisinos oferece, voltadas à qualificação dos cursos de Licenciatura e que contribuem para a aproximação dos acadêmicos com a realidade escolar, podemos destacar a participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, financiado pela CAPES e o evento TEDxUnisinos.

São ações como essas, além do que é proporcionado nas disciplinas do currículo, que, acreditamos, contribuam para a preparação dos nossos alunos de Licenciatura para atuarem nas escolas de Educação Básica. Ressaltamos, novamente, que a formação não se esgota nessa etapa inicial, dos Cursos de Licenciatura. É preciso investir fortemente na formação continuada, para que haja a permanente atualização do professor da escola de Educação Básica.

Por Profª Drª Maria Cecilia Bueno Fischer, Gerente dos Cursos de Licenciatura da Unisinos

Vestibular é o sistema de avaliação mais viável?

31 de agosto de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Não seria mais viável revermos as provas de seleção para o ingresso na universidade? Será que ainda no século XXI precisamos de vestibulares?

Resposta:

Enquanto a demanda de inscritos for maior que o número de vagas, esse ainda é o sistema de avaliação mais justo. Casos como o da Argentina, em que todos têm acesso à universidade mediante o término do Ensino Médio, somente postergam um problema. O mercado de trabalho não teria como suprir o número de formados se, por exemplo, todos os que se inscrevessem no vestibular conseguissem uma vaga.

por Julio Szeremeta, presidente da Comissão Permanente de Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)