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Posts na categoria "Sistema de avaliação"

Por que as escolas de Venâncio Aires mantêm o sistema de classes multisseriadas?

19 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Como o Governo Municipal quer melhorar a educação se ainda mantém escolas com classes multisseriadas, com duas, três ou mais turmas juntas no mesmo turno sendo atendidas por apenas uma professora?

Questiono o por quê disso ainda acontecer, já que se fala tanto em investimentos na educação, qualidade no ensino e efetiva aprendizagem dos alunos dos Anos Iniciais?

De Adiane Gorete Vargas, 40 anos, professora de Venâncio Aires

Resposta:

A filosofia da Secretaria Municipal de Educação de Venâncio Aires é de que as crianças devem ter o direito de estudar no seu local de convívio. O interior do Estado está se esvaziando naturalmente, então a nossa política é fechar apenas as escolas que se extinguem sozinhas por falta de alunos. É por isso que, para manter em funcionamento as escolas pequenas, a Secretaria de Educação adota o modelo de classe multisseriada.

Nossos professores são formados, estão capacitados e têm larga experiência em sala de aula multisseriada. Estudos comprovam que muitas vezes os alunos aprendem melhor entre si do que com o professor. Esse convívio entre crianças de diferentes idades é muito saudável. Acreditamos no trabalho que estamos desenvolvendo.

Por Alice Theif, coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Venâncio Aires (RS)

Por que as escolas particulares não se destacam no ranking do Enem?

19 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Não podemos nos concentrar apenas no problema da educação pública. Por que o ensino privado do Rio Grande do Sul está tão mal quando vemos os resultados do Enem? Orgulhávamos-nos de ser um estado culto, mas agora nossas escolas não aparecem nem nas primeiras cem melhor classificadas nesse exame.

De Isabel Guimarães, 39, arquiteta de Porto Alegre

Resposta:

O ENEM transformou-se, aparentemente, como a maior referência em avaliação do país. Sem nunca questionar a importância de uma avaliação em nível nacional, é preciso fazer algumas considerações:

1.     O amplo leque de trabalho de uma instituição educacional, comprometida em desenvolver o que existe de mais belo num ser humano, não cabe numa prova de avaliação, restrita apenas ao domínio de conteúdos que são abordadas na prova;

2.     O ENEM, em tese, interessa pouco ao aluno da escola particular, já que prioritariamente é destinado ao aluno da escola pública.

3.     A escola particular não objetiva preparar o aluno somente para o ENEM ou vestibulares, mas está voltada para a formação de seres humanos capazes de viver e interagir num mundo em constante mudança, com competência para atuar num mercado global, oportunizando-lhe a participação em intercâmbios e convivência com outras culturas;

4.     Não concordamos com o ranking que se forma a partir dos resultados do ENEM, e não poucas vezes uma instituição relativamente bem colocada num ano, poderá ser sair mal na próxima avaliação;

5.     Temos absoluta convicção da qualidade do ensino privado gaúcho, e os alunos o têm comprovado em avaliações nacionais e internacionais;

Por Osvino Toillier, presidente do Sindicato do Ensino Privado – SINEPE/RS

A atual situação da educação brasileira está relacionada à má aplicação do Construtivismo?

13 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que o Brasil vem adotando nos últimos tempos metodologias de educação construtivista de ensino, que na prática, os professores não sabem aplicar? Não seria uma coincidência nítida a queda da qualidade na educação com a adoção da máxima construtivista “O que importa é desenvolver o raciocínio, o conteúdo é secundário”? Respondam educadores e acadêmicos: o conteúdo é secundário?

De Alessandra Ferreira, 30 anos, bancária de Joinville (SC)

Resposta:

O conteúdo não é secundário. Entretanto, ele só é compreendido pelo aluno, efetivamente, se há raciocínio, ou seja, se o aluno desenvolve modos de pensar sobre este conteúdo. Ao mesmo tempo, ninguém desenvolve raciocínio a partir do nada, ninguém pensa sobre o nada, é preciso ter conteúdo para pensar sobre ele. Portanto, andam juntos: conteúdo e pensamento (ou, se preferir, raciocínio).

Outro aspecto que merece esclarecimento: o conteúdo em si, a informação, isso não é conhecimento. A informação está em todos os lugares (hoje mais do que nunca). Mas para que haja conhecimento é preciso um sujeito que o produza (a partir da informação). Conhecimento supõe uma construção, um protagonismo cognitivo do sujeito. É isso que os princípios do construtivismo propõem, mas que, de um modo geral, não foram devidamente compreendidos entre nós.

E não existe esta “máxima construtivista”, talvez ela seja apenas mais uma “informação” equivocada das tantas que andam por aí, já que sobre educação e ensino (assim como de escalação de time) “todo mundo entende” neste nosso país.

A queda da qualidade não se deve exclusivamente a metodologias mal aplicadas (ou à incorreta interpretação de princípios que as fundamentam), embora procedimentos pedagógicos sejam, sim, importante fator para o alcance dos objetivos que um/a professor/a se propõe. Mas a tal queda envolve uma análise mais complexa: há outras causas que precisam ser incluídas, facilmente identificadas a partir de uma análise retrospectiva, envolvendo as últimas cinco décadas da história da educação no nosso país.

Por Beatriz Terezinha Daudt Fischer, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos

Qual escola tem melhor desempenho a que adota média 7 ou a que adota média 5 ?

12 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Qual escola tem melhor desempenho a que adota média 7 ou a que adota média 5 ?

De Clesio Mota Nunes, 45 anos, empresário de São Gabriel (RS)

Resposta:

Oi Clesio. A adoção de notas por números ou conceitos é usual entre as práticas escolares, mas isolada ela diz pouco da qualidade da aprendizagem. Ou seja, são os padrões de avaliação, previamente definidos, que são importantes para se compreender a expressão do conceito. Veja, Clesio, que a avaliação dos hotéis se expressa por estrelas. Por trás de considerá-los de duas, três, quatro ou cinco estrelas há um rol de requisitos e qualidades a serem atendidos. O mesmo ocorre na escola.

Olhando matematicamente a questão poder-se-ia inferir que as escolas que adotam nota sete acenariam com maiores exigências para o estudante, pois sete é maior que cinco. Entretanto depende a que padrão corresponde um cinco ou um sete. Ou seja, pode que o cinco numa escola ou para um professor seja mais exigente que um sete na outra. Essa expressão numérica, em geral, está baseada na compreensão cumulativa da aprendizagem conteudista, onde a quantidade de informações armazenadas dariam margem a uma classificação do estudante.

Na minha opinião as notas ou conceitos representam apenas uma escala e deveriam vir acompanhadas da descrição dos objetivos alcançados pelos estudantes. O que importa mesmo é que a avaliação situe o aluno e o professor em relação ao trabalho que desenvolvem, identificando avanços e fragilidades a serem reforçadas. Este é o objetivo da avaliação.

Por Maria Isabel Cunha, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos

Por que a Escola Estadual São João Batista (RS) não pode mais oferecer a modalidade de matrícula por disciplina?

15 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Somos da EET São João Batista de Montenegro (RS), escola referência na cidade e região pela sua prática pedagógica diferenciada. A Seduc dentro de sua nova proposta está desconsiderando a identidade da Escola, sem nem mesmo abrir espaço para o diálogo.

Por que a nossa política pedagógica – com matrícula por disciplina (MpD) em regime semestral e com laboratório de aprendizagem por disciplina é considerada inviável? Nossa prática respeita a legislação e os resultados de aprendizagem dos nossos alunos têm índices acima da média estadual. A comunidade de Montenegro identifica e valoriza o São João por essa sua identidade é contrária a imposição e falta de diálogo da mantenedora.

De Juliano Bender de Montenegro (RS)

Sou professor na Escola Estadual Técnica São João Batista, em Montenegro. Temos um diferencial na escola, que é a matricula por disciplina, isto é, o aluno só refaz, quando roda, só as que rodou, e não todo o ano de novo. A Seduc nos quer tirar esse modelo implantando há 20 anos e não nos ouviu. A comunidade, incluindo pais, alunos e professores não foi ouvida e esses desejam que o sistema continue.

Portanto, pedimos um auxilio a vocês que venham conhecer a nossa escola e nos apoie nessa luta. Pois no mesmo dia de lançamento da campanha de vocês a Seduc mostrou uma escola municipal que tem o mesmo sistema que o nosso. Aguardamos contato.

De Fernando Caetano, 36 anos, professor de Montenegro (RS)

Resposta:

A questão foi abordada no dia 1º de outubro de 2012, em reunião com o secretário da Educação, o Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo e a diretora da Escola Técnica São João Batista, Juliana Cabreira. Acompanhada da sua equipe diretiva, a diretora manifestou o desejo da continuidade do sistema de matrícula por disciplina (MPD), que contradiz a concepção da reformulação do Ensino Médio que está em curso na rede pública estadual.

Azevedo reiterou que a MPD não está dentro das diretrizes curriculares do Conselho Nacional de Educação (CNE). A MPD é incompatível com a interdisciplinaridade, é epistemologicamente incompatível e a interdisciplinaridade é uma exigência do nosso momento tecnológico.

O secretário, acompanhado da secretária-adjunta Maria Eulalia Nascimento e do Diretor Pedagógica da Pasta, Silvio Rocha, explicou e esclareceu alguns pontos da reformulação do Ensino Médio Politécnico e do Ensino Médio Integrado. De comum acordo ficou decidido que a escola não terá a MPD para os novos alunos que ingressarem no Ensino Médio, mas continuará com a semestralidade do currículo. Um novo encontro será realizado entre a equipe diretiva da escola e o diretor Silvio Rocha para apontar sugestões para a solução de algumas particularidades da escola que precisarão ser adaptadas.

Por Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul

Por que os CEJAs não oferecem mais a modalidade por oficinas?

05 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Ao senhor Eduardo Deschamps: todos os alunos que estudam no Centro de Educação para Jovens e Adultos (CEJA) estão querendo saber por que não podemos mais continuar a modalidade de ensino por oficinas. A maioria dos alunos são trabalhadores, não conseguiremos concluir o Ensino Médio se for dessa maneira, precisando estar na escola todos os dias!

De Heline Cristina de Souza, 25 anos, atendente de Florianópolis

Eu queria saber e ao mesmo tempo fazer uma crítica sobre o sistema de oficina do CEJA. Estou estudando há cerca de um ano e meio pelo sistema de oficina e já estou concluindo o Ensino Médio. Foi a melhor maneira que encontrei para estudar, faço duas matérias por semana e consigo assim, conciliar escola e trabalho. Acabou esse sistema, agora é aula presencial todos os dias para os novos alunos. Porém como vai ficar quem quer estudar e não tem tempo para ir à escola todos os dias? Por que quem estuda lá geralmente são pessoas que já têm uma certa idade, são trabalhadores que estão tentando concluir o Ensino Médio! Estão dificultando por quê?

De Fabiano Vieira, 38 anos, auxiliar de manutenção na Comcap de Florianópolis

Por que a unidade Centro de Educação Jovens e Adultos (CEJA) está acabando com a forma de ensino de oficina em que o trabalhador podia estudar em casa? Este jeito estava dando certo para nós, pessoas que estão correndo atrás de um tempo perdido e de novas oportunidades. Esta pergunta vai para o senhor secretário de educação. Precisamos que as oficinas continuem, dando assim oportunidade para aqueles que têm pouco tempo.

De Edemilson C. Souza, 45 anos, técnico de manutenção de Florianópolis

Por que querem acabar com as oficinas no Centro de Educação para Jovens e Adultos (CEJA)? É a unica chance que nós depois de criar os filhos temos para concluir os estudos.Não temos mais pique nem saude para ficar em sala de aula um período inteiro para a realização de um sonho.

De Sônia Peres de Lima, 51 anos, dona de casa de Florianópolis (SC)


Resposta:

A modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) é regulamentada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais. A oferta na metodologia de Ensino por Oficinas foi estabelecida pelo Conselho Estadual da Educação (CEE) e implementada nos 36 CEJAs que eram atendidos pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina. Em 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou, por meio da Resolução nº 03/2010 e a Resolução nº 74/2010 do CEE, que todas as instituições que ofertam a EJA fizessem adequação para as metodologias de Ensino Presencial e/ou Ensino à Distância (EAD). A SED, em conformidade com a nova legislação em vigor, implementou a metodologia de Ensino Presencial nos 40 CEJAs e está em fase de implantação da oferta na modalidade EAD, para melhor atender as demandas da EJA.

Por Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina

Como tornar a escola mais atrativa para os alunos do século XXI?

05 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Aprender é fantástico, mas estudar na escola é muito chato, porque a escola está muito distante da realidade do aluno. Por que a gente aprende o que é gostoso fora da escola – esportes, música, línguas, arte, dança, informática, direção – e é obrigado a assistir aulas no colégio e mesmo na faculdade sobre assuntos sem nenhum interesse e proveito?

De Sérgio Furtado

Por que hoje nas escolas, a preocupação maior é com as horas em sala de aula do que com a qualidade dessas aulas? Adianta o aluno permanecer na escola por mais tempo, sendo que esse tempo é desperdiçado? Sou professora, mas a minha grande preocupação é: a maioria dos concursos prezam mais por assuntos que não condizem com a realidade em sala de aula, por quê?

De Roberta, 46 anos, professora de Brasília (DF)

Sabemos que o ensino reprodutivo não interessa mais e não prepara o aluno pra vida. Eu, particularmente acho que trabalhos escolares voltados para o concreto, para a prática são muito mais interessantes e produtivos. Então, como pode ter direções e coordenações pedagógicas que ainda aprovam e pedem provas como instrumentos de avaliação?

De Ivanete Pavan, 45 anos, professora de Caxias do Sul (RS)

O sistema educacional vigente valoriza muito mais o conhecimento cognitivo, pautado por uma política de verificação quantitativa – em que o acerto é premiado e o erro é duramente criticado -, do que a sabedoria integral do ser, através de um trabalho alinhado com todas as esferas de conhecimento: naturais, humanas, sociais, de expressão, espirituais e racionais.

Portanto, eu pergunto: por que não debater e incentivar um dos movimentos de mudança na educação, baseado na renovação estrutural do ensino? No século XVIII, conforme descreveu Michel Foucault no primeiro capítulo de sua brilhante obra “Vigiar e Punir”, os alunos dos internatos franceses assistiam às aulas da mesma forma, apenas com diferenças na metodologia de ensino, que os alunos do vigente ano de 2012. Sentados em filas, em espaços delimitados, com as disciplinas sendo divididas por faixas igualitárias de horário, e com ênfase apenas na matemática e no idioma oficial do país.

De Rafael Gomes Corrêa, 31 anos, professor de Educação Física de Porto Alegre (RS)

Agora no Jornal do Almoço falava-se em reformulação de currículos, em especial para o Ensino Médio. Essa reformulação deveria priorizar conteúdos significativos, bem como habilidades e competências para a vida. Hoje nos deparamos com uma educação conteudista que precisa “treinar” alunos para dar respostas sobre conteúdos que não são significativos e aplicáveis na vida cotidiana.

Não estamos nos preocupando demasiadamente com os rankings (de notas, de escolas, de alunos…) ao invés de nos preocuparmos com a qualidade dos conhecimentos trabalhados em nossas instituições de ensino? Estamos treinando ou ensinando nossos alunos?

Podemos educar sentados embaixo de uma árvore analisando o que nos cerca, só precisamos ter bem claro qual o real objetivo/metas que queremos da Educação, e isso infelizmente não somos nós educadores que decidimos, pois a educação seria muito mais significativa e interessante!

De Karina Dohms

Resposta:

Há o sentimento comum entre alunos e professores – mas em toda sociedade – de que os conteúdos aprendidos no dia a dia da escola não são significativos. Diante do século XXI, caracterizado por constantes revoluções tecnológicas, mudanças de hábitos e acesso ilimitado à informação, faz-se necessário renovar o ensino.

Não bastará, porém, apenas promover mudanças pontuais, mas sim mudar suas bases. Precisamos resgatar o sentimento de que cada dia de aula de fato contribui para a formação do aluno, de que o objetivo do ensino é, realmente, formar para a vida.

O fato é que, apesar de todos quererem e esperarem um revolução na educação (isso não é exclusividade do Brasil), as mudanças ocorridas nos últimos anos são tão recentes e vastas que estamos ainda à procura de uma solução.

Durante todo o tempo em que a humanidade teve um modo de vida minimantente estável e o conhecimento se restringia a certas instituições, foi suficiente uma concepção de ensino que visava:

a) passar os conteúdos relevantes;

b) um método de ensino expositivo;

c) uma a avaliação que meramente constata se o conhecimento foi “absorvido” pelos alunos. O objetivo do ensino era ensinar de forma competente uma lista de conteúdos.

Hoje, em um mundo dinâmico é preciso uma concepção de ensino que:

a) desenvolva habilidades;

b) tenha um método de ensino que estimule a prática;

c) uma avaliação que observe o trabalho ao aprender. O objetivo deve ser desenvolver a autonomia dos alunos em diversas áreas, principalmente no aprendizado.

Como promover essa mudança? Várias experiências estão sendo feitas. Parece não bastar somente adicionar mais conteúdos no currículo, que já está inchado. Da mesma maneira, apenas aumentar a carga horária nas escolas parece não ser suficiente: se os alunos já estão desmotivados, a tendência é, após certo ponto, as horas adicionais levarem a queda de rendimento. O uso de tecnologias tem se mostrado mais arriscado do que o imaginado, pois elas precisam ser bem utilizadas. Estimular a melhora em rankings de ensino podem ser motivadoras, mas de nada adiantarão se os alunos, no cotidiano escolar, não notarem que aprendem algo relevante para suas vidas!

Por Fábio Ribeiro Mendes, graduado em Direito e em Fisolofia. Possui experiência na área de métodos de ensino. Vencedor do Prêmio Educação RS (Sinpro/RS) em 2010.

Para saber mais: A Nova Sala de Aula, de Fábio Ribeiro Mendes (Autonomia Editora, 224 páginas). Uma amostra do livro pode ser acessada em http://www.autonomiaedu.com.br/publicacao/a-nova-sala-de-aula/

Qual é o melhor modo de fazer do Brasil um país rico em educação?

03 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Qual é o melhor modo de fazer do Brasil um país rico em educação? E qual seriam as primeiras iniciativas a ser implantadas nas escolas?

De Kizy Bruna, 18 anos, estudante de Porto Alegre

A educação foi qualificada como péssima. A arrecadação dos nossos impostos deveria ser revertida para as escolas e para os nossos professores. Como um país sem foco pode crescer?

De Francilene Ribeiro Cândido


Resposta:

Conforme reportagem publicada nos jornais do Grupo RBS no dia 30 de agosto, Por que o Brasil está em 88º lugar no ranking nacional da educação?, são muitos os nós envolvendo o déficit da educação no Brasil. Para que possamos reverter esse quadro muitos problemas precisam ser reparados. Entre eles:

- Aprimorar a gestão da educação, tanto no que diz respeito à administração escolar quanto a melhor distribuição e aplicação dos recursos financeiros;

- Tornar a carreira de professor mais atrativa. Para isso, é preciso elevar a remuneração desses profissionais;

- Agregar mais prática à teoria e ampliar o acesso dos educadores aos cursos superiores de licenciatura, visto que em muitos casos o profissional não tem a graduação adequada para dar aula;

- Elevar o investimento em educação. Atualmente 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) é gasto em educação. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) prevê um crescimento para até 10%;

- Tornar o ensino mais atraente, interativo e adequado ao mundo digital do século 21;

- Conscientização de que a educação é um dos temas mais importantes a serem debatidos entre a sociedade e o governo.

Leia: Por que o Brasil está no 88º lugar no ranking mundial da educação?

Bom exemplo:

O engajamento da comunidade do município de Tapera, norte do Rio Grande do Sul é exemplo. Desde 2010 o projeto Comece em Casa e Continue na Escola, ideia da professora aposentada Inês Bauermann, 64 anos, tem envolvido de perto as famílias na educação das crianças.

Leia: Projeto de Tapera promove participação dos pais na vida escolar

A correção de fluxo influenciará o desempenho dos alunos no Ensino Médio?

27 de setembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

O governo de Santa Catarina diz que está melhorando a educação do estado, mas cria projetos como correção de fluxo, colocando na oitava série alunos de quinta e sexta série. Além disso, esses alunos têm somente as disciplinas de Matemática, Português, Educação Física e Artes. Neste projeto os alunos só são retidos por faltas, independente de suas notas. Haverá evasão desses alunos no Ensino Médio, visto que não acompanharão os demais alunos? O que fazer para que isso não ocorra?

De Zeni

Se o currículo do Ensino Fundamental (6 ao 9 ano) fosse melhor trabalhado pela escola e pelos professores, sem a correção de fluxo, não teríamos uma melhor preparação para  o Ensino Médio?

De Acyr Osmar de Oliveira, 63 anos, professor de São José (SC)


Resposta:

A correção de fluxo permite que estudantes do 5º e do 6º ano do Ensino Fundamental com defasagem idade/ano possam adequar o fluxo de aprendizagem com a idade. Com isso, o estudante seguirá os próximos anos de estudo de acordo com sua idade. Recuperar os saberes possibilita que o aluno termine o Ensino Fundamental e ingresso no Ensino Médio com condições de permanência e aproveitamento. Não se pode associar a evasão no Ensino Médio com o programa, pois esse foi implantado este ano e ainda está em curso, sendo finalizado ao final deste ano letivo.

Por Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina

Existe algum índice que avalie as escolas particulares?

24 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Encontrei no site do MEC e do Inep a avaliação do Ideb de escolas municipais, estaduais e federais, porém não encontrei Ideb para escolas particulares. Gostaria de saber: qual o sistema de avaliação ao qual as escolas privadas são submetidas? Tenho especial interesse em saber sobre as escolas particulares de Florianópolis.

De Rosaura Gazzola, 48 anos, engenheira agrônoma de Florianópolis


Resposta:

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) avalia as escolas particulares somente por amostragem, ou seja, somente algumas instituições sorteadas participam. Os índices das escolas particulares são divulgados apenas por região.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) avalia instituições públicas e privadas e divulga os resultados por escola participante. Como o Enem não é um exame obrigatório, a avaliação de cada escola é medida apenas pelo número de alunos que prestaram a prova voluntariamente.

Não há outro índice ou exame que avalie especificamente as escolas particulares.

Os últimos resultados do Enem por escola que podem ser acessados no site do Inep são os de 2010.