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Posts na categoria "Sistema de avaliação"

Quem é melhor em educação: Rio Grande do Sul ou Santa Catarina?

20 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina qual o melhor em educação?

De Tamires Pontes

Resposta:

Essa é uma questão complicada de ser respondida, pois seria preciso uma análise histórica dos fatos para termos plena certeza de quem oferece a melhor educação. Contudo, um dos itens que podemos utilizar para responder essa dúvida é os dados de 2011 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O Ideb foi criado em 2007 e tem como principal função mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro. Para isso, seu cálculo leva em conta a combinação do resultado dos estudantes em avaliações externas de larga escala (a Prova Brasil e o Saeb), nas provas de Língua Portuguesa e Matemática, com a taxa de aprovação dos alunos.

O índice vai de zero a dez e faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), plano de governo que estabeleceu metas para o país, estados, municípios e escolas. Por essa razão, cada escola, município, estado e o país têm metas a serem atingidas. A principal meta do Brasil é chegar a 6 pontos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental até 2022. O total é equivalente à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Ideb é dividido em três etapas: Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio Regular. Os dados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul são:

Ensino Fundamental – Anos Iniciais:

Rio Grande do Sul: 5,1
Santa Catarina: 5,8

Ensino Fundamental – Anos Finais:

Rio Grande do Sul: 4,1
Santa Catarina: 4,9

Ensino Médio Regular:

Rio Grande do Sul: 3,7
Santa Catarina: 4,3

* com informações do Todos Pela Educação

Acesse o site do Ideb para mais informações

Por que todas as escolas não adotam a média 7?

19 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Fui professor por 22 anos e me exonerei por não concordar com o sistema, nem com o ensino e nem com a avaliação. Foi divulgado o baixo desempenho que nossos alunos têm.  Por que não se utiliza o sistema de avaliação da média 7,0? Esse sistema nunca foi abandonado por colégios de bom ensino. O mais interessante é que o próprio Governo Federal está entrando no barco querendo aumentar o número de aulas em vez de aumentar a qualidade.

De Milton Seiffert

Resposta:

A lei 9.394/96, mais conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece no inciso I do Artigo 12 que, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica: o Projeto Político Pedagógico (PPP).

O PPP, além de ser uma obrigação legal, deve traduzir a visão, a missão, os objetivos, as metas e as ações que determinam o caminho do sucesso e da autonomia a ser trilhado pela instituição escolar.

Um dos itens a ser decidido pela escola no Projeto Político Pedagógico é a média escolar. As motivações que levam as instituições de ensino a decidir por média 5, 6 ou 7 são individuais. Para entender melhor o que leva as escolas a adotarem uma outra média seria preciso analisar caso a caso.

* Com informações da Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina

Qual a validade da implementação do Ensino Médio Politécnico?

12 de setembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Por que a Secretaria Estadual de Educação não se dispõe a respeitar ou até mesmo a dialogar a identidade das escolas na construção da nova proposta para o Ensino Médio Politécnico e Integrado?

De Juliano Bender, 33 anos, professor e arquiteto de Montenegro (RS)

No começo do ano foi implantado o Ensino Politécnico. No final do ano passado foi dito que não seria implantado no começo desse ano porque seria preciso um planejamento mais detalhado. Há hoje uma estatística de funcionamento e resultado provisório desse politécnico? Se não tem, posso dar um parecer: de uma turma de 32 alunos, sobram 17, dos quais mais três falam em abandonar.

Sobre os motivos também posso dar uma prévia: na reunião que houve com as diretorias das escolas e com algumas pessoas da comunidade a questão dos transporte foi levantada. Resposta: se virem. Hoje alunos e professores têm que fazer horários diferenciados, o que nem todos conseguem, porque não foi planejada nenhuma estrutura para que o projeto pudesse funcionar bem.

Estamos no meio do ano e as diretorias têm que correr atrás de professores novos porque uns querem virar políticos, alguns são transferidos ou porque simplesmente porque não foi encontrado professor disposto a dar aula. A ideia do Ensino Politécnico pode ser boa, mas para os alunos que ainda não estão trabalhando ou pensando em trabalhar. Talvez qualquer modelo de ensino funcione e melhore o nível da educação no Estado e no país, desde que professores e alunos tenham estrutura para ensinar e aprender bem, e então sim, possam ser cobrados por resultados.

De Eliseu Eduardo Lof, 41 anos, analista de sistemas de Harmonia (RS)

Mudanças serão obrigatórias para formação de crianças e jovens. Como fica a situação do Politécnico que está sendo implantado, mas que até agora não tem professores capacitados para o seu desenvolvimento de fato?

De Ana Mari Morales da Rosa

Com índices cada vez piores, para ajudar o governo Tarso implementa um Ensino Politécnico em que os professores não estão qualificados nem orientados quanto a metodologia a ser seguida. O que será que podemos fazer para mudar isso? Será que a sociedade está informada do que foi imposto aos seus filhos? Mudanças na educação sem o mínimo de orientação faz uma geração inteira não ter oportunidades.

De Carolina, 31 anos, professora de Guaíba (RS)

Como será o Ensino Médio com essas novas regras?

de Aléxia Fortes Pedrozo, 15 anos, estudante de Sapucaia do Sul (RS)

Resposta:

Ao assumir a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em janeiro de 2011, a atual gestão fez um diagnóstico da situação de educação pública no Rio Grande do Sul. O levantamento apontou altos índices de reprovação e evasão no Ensino Fundamental e no Médio e a falta de uma formação adequada para os educadores.

As primeiras medidas focaram as séries iniciais do Ensino Fundamental. A secretaria assumiu por inteiro a responsabilidade da alfabetização e do letramento, colocando o professor como protagonista do processo de aprendizagem. Foi implantada a progressão continuada para os três primeiros anos do Ensino Fundamental, conforme estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Educação.


Entenda o funcionamento da progressão continuada

A progressão continuada influencia o futuro desempenho dos alunos?

Neste caso a Seduc Investiu na formação continuada, em serviço dos docentes e em material didático. Foi criado o plano didático pedagógico, para acompanhamento de alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem. Também foi disponibilizado o professor apoiador, que juntamente com o professor da turma, faz o acompanhamento dos alunos para a consolidação da aprendizagem.

O Ensino Médio apresentava um quadro de evasão, repetência, fragmentação curricular e falta de identidade. Com o objetivo de enfrentar esta situação a Seduc convocou a Conferência Estadual do Ensino Médio e da Educação Profissional, que contou, no processo de preparação, com a participação de cerca de 35 mil professores, funcionários, alunos e pais. O processo iniciado nas escolas, passou pelas etapas municipal, regional (Coordenadoria Regional de Educação), inter-regional e estadual. Na Conferência foi pactuada a reestruturação curricular com base nas resoluções do Conselho Nacional de Educação. O objetivo da mudança foi vincular o ensino à realidade vivida pelo estudante, contribuindo para que o aluno possa desenvolver seu projeto de vida a partir das aprendizagens e das pesquisas realizadas na escola e a adequação do Ensino Médio a nova legislação.

A reestruturação curricular prevê a organização do currículo a partir de duas etapas: formação geral (núcleo comum) e diversificada. Ambas são trabalhadas pelas áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza Ciências Humanas e suas respectivas tecnologias). O Seminário Integrado é o espaço onde os estudantes aplicam os conhecimentos das áreas em forma de pesquisa. O novo currículo também busca desenvolver no aluno a capacidade de reflexão e compreensão quanto ao mundo do trabalho, para que no momento apropriado, ocorra a sua inserção consciente e qualificada. A implantação do Novo Ensino Médio iniciou em 2012, para o 1º ano e será concluída em 2014, com o 3º ano. A carga horária do Ensino Médio passou de 800 horas para 1000 horas por ano.

Na Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio o estudante cursa, na mesma escola, com a mesma matrícula e com projeto pedagógico único o Ensino Médio (português, história matemática etc.) e o curso técnico.

Por Departamento Pedagógico da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul


Assista a entrevista do Secretário Estadual de Educação sobre a implantação do Ensino Médio Politécnico

A progressão continuada influencia no futuro desempenho dos alunos?

11 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

A tal progressão continuada onde os alunos do Ensino Fundamental não “podem” ser reprovados não é um dos fatores que irão influir no fraco desempenho do aluno ao final das séries iniciais? Alunos que chegam a 3ª série/4º ano que mal sabem escrever o próprio nome terão condições de prestar exames para avaliação?

de Vilmar Moraes

Por que os alunos que não aprendem a ler e escrever não podem reprovar nas séries iniciais?

de Joelma, 45 anos, professora, Canoas (RS)

Resposta:

A origem da polêmica é a homologação, pelo Ministério da Educação, da resolução n.º 7, de 14 de dezembro de 2010, do Conselho Nacional de Educação, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos. Fica explícito, no artigo 30, que os três anos iniciais devem assegurar a alfabetização, o letramento e a “continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do processo de alfabetização e os prejuízos que a repetência pode causar no Ensino Fundamental [...]”.

Face à bem intencionada resolução, cabe o argumento de que, entre a norma e a sua implementação, há uma distância que pode gerar consequências, por vezes indesejáveis. Teço duas ponderações acerca de possíveis consequências nesse caso.

A primeira: a continuidade dos estudos, no sentido de evitar a retenção e a evasão, pressupõe o compromisso com o ensino e a aprendizagem. Se a reprovação é condenada pelos danos que pode causar às crianças, outros tantos prejuízos podem ser provocados pela aprovação sem aprendizagem. O risco que se corre é o do afrouxamento dos objetivos pedagógicos a serem atingidos ao longo de cada um dos anos e o do esmorecimento dos critérios de avaliação. Diante da heterogeneidade das turmas, em que crianças com diferentes conhecimentos partilham a mesma sala de aula, há de se pensar em formas de acompanhamento dos alunos que não atingirem os objetivos. Para que cada aluno possa continuar seu processo de aprendizagem, é necessário que os professores desenvolvam propostas pedagógicas e intervenções didáticas, a fim de que todas as crianças avancem, e, igualmente, que o sistema de ensino garanta a recuperação dos conteúdos paralela ao ano letivo.

Eis a segunda ponderação: se a intenção da resolução é constituir um ciclo de alfabetização e letramento, nomeando separadamente esses dois processos implicados na ação alfabetizadora, está se entendendo o primeiro como a aprendizagem do sistema de escrita de base alfabética e o segundo como a aprendizagem dos usos e das funções da linguagem escrita, a leitura e a produção de diferentes gêneros de texto. Considerando que a interação com as funções da leitura e da escrita nas diversas instâncias da vida social muito ensinam às crianças e que tais usos são culturalmente variados, essas vivências precisam ser ampliadas na escola por meio das práticas letradas que o sistema educacional valoriza e que, portanto, ensina e avalia.

Concluo, talvez para o desalento do leitor, apontando que o debate entre reprovação e aprovação torna-se secundário enquanto o ensino e a aprendizagem não forem garantidos em qualquer sistema de ensino, seja ele seriado ou ciclado. Nem repetência nem aprovação automática produzem aprendizagem. O que produz aprendizagem é o ensino.

por Luciana Piccoli, professora do Departamento de Ensino e Currículo da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)


A última pergunta já contém boa parte da resposta, pois todo aluno deve participar dos exames, justamente pelo fato de que se forem bem planejados e aplicados deverão revelar o que sabem seus respondentes. As provas, como instrumentos de avaliação, são desenvolvidas para levantar informações fidedignas sobre aquilo em torno do que foram elaboradas.

Outra coisa, o que seria o cerne da avaliação, é julgar os resultados segundo critérios bem estabelecidos. Por isso, não existe, a rigor, “condições de prestar exames” como escreveu o missivista. Ao contrário, o exame é que permitir saber se o respondente tem ou não o que chamaria de “condições”. Se as provas não revelam tudo, podem, sim, fornecer informações valiosas, de modo que alunos que sabem pouco devem ter resultados compatíveis com esse patamar. O que fazer com esses resultados é outra questão.

Com vistas à primeira pergunta, apesar dos alunos brasileiros, especialmente nos anos iniciais, apresentarem patamares de aprendizagem muito baixos, é preciso olhar os dados de avaliações externas, como é o caso da Prova Brasil, e constatar que é justamente neste segmento do ensino fundamental que se assiste, desde 2001, um crescimento significativo das médias de proficiência em leitura e resolução de problemas.

Quanto à “promoção automática”, ou “progressão continuada”, ou qualquer outra denominação que se aplique aos expedientes que não permitem a reprovação por desempenho ao final de determinados anos escolares é necessário enfrentar algumas mentiras, que repetidas podem se insinuar como verdades. Vejamos, em primeiro lugar, que o Brasil é um dos países onde mais se reprova na educação obrigatória, no caso do Ensino Fundamental e mesmo no Ensino Médio. Basta contrastar dados da Unesco com os do censo escolar para se perceber porque o Brasil é o 4º pais que mais reprova, sendo suplantado apenas por países africanos desorganizados como nações e marcados pela miséria extrema. Portanto, trata-se de uma falácia a tese de no Brasil “todo mundo passa de ano”.

Em segundo lugar, há uma crença nos benefícios da repetência, consequência da reprovação para os que não abandonam a escola após serem reprovados. Ainda que praticada com as melhores das intenções, várias pesquisas, com destaque para aquela que se encontra integrada à Prova São Paulo (denominação da avaliação externa da Rede Municipal de Ensino de São Paulo), já evidenciaram que os alunos repetentes têm ganhos de proficiência menores do que aqueles de seus colegas promovidos e que no ano anterior tinham proficiências semelhantes.

Várias causas podem levar a esta situação. A mais conhecida é que alunos repetentes, salvo exceções, são tratados pedagogicamente, para além de fatores de autoestima, como não tendo nenhum conhecimento, como se estivessem começando o ano escolar pela primeira vez. Isso significa que não se incide naquelas dificuldades que teriam levado à reprovação e nem se aproveita o que ele já saberia.

Finalmente, se existem limitações nos resultados escolares de nossos alunos a solução não está na reprovação em massa, praticada no Brasil. Onde estaria a solução é outra questão.

Por Ocimar M. Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

Existe diferença entre os dados comparativos de desempenho dos alunos da rede estadual e da rede municipal?

10 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de saber os dados comparativos entre os alunos das escolas municipais e estaduais de Porto Alegre. O município paga três vezes mais do que o estado, por isso as notas das escolas municipais  deveriam ser muito melhores. Caso contrário, cai por terra a teoria de que o ensino é ruim porque os professores ganham mal.

de Paulo Tietê, 75 anos, aposentado de Porto Alegre

Resposta:

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) avalia tanto as escolas do ensino estadual quanto as do ensino municipal. As planilhas com os resultados são divulgadas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Os índices são separados por município (redes: federal, estadual, municipal e pública) e por escola.

Os dados do Ideb 2011 de Porto Alegre são os seguintes:

Ensino Fundamental Regular – Anos Iniciais

Rede estadual – 4,6
Rede municipal – 4,4

Ensino Fundamental Regular – Anos Finais

Rede estadual – 3,4
Rede municipal – 3,6

Acesse o site do Ideb para mais informações sobre o índice e para fazer o download das planilhas

Está certo aprovar o aluno nas séries iniciais sem que ele esteja alfabetizado?

04 de setembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Está certo aprovar o aluno nas séries iniciais sem que esteja alfabetizado? Está correta a avaliação progressiva?

de Maria Salete, 63 anos, professora, de Santa Maria

Com esta nova lei que pode passar alunos de um ano para o outro, as crianças vão ficar analfabetas até chegarem ao terceiro ano do Ensino Médio. Como será seu futuro?

de Valdirene Pereira, de Campo Belo do Sul (SC)

Não seria hora de reverem essa lei que os professores não podem deixar o aluno repetir de ano? Já temos analfabetos demais saindo das escolas!

de Melanie

Se o orgão educacional esta preocupado com o rendimento dos alunos, por que o governo faz decreto para aprovar sem critérios todos os alunos?

de Sandra Regina Adão

Nota: As internautas se referem ao sistema de avaliação por ciclos. Nesse método a repetência não está prevista, pois a recuperação dos conteúdos deveria ocorrer por meio de aulas de reforço. Esse sistema ficou conhecido como progressão continuada e, muitas vezes, é chamado de aprovação automática.

Resposta:

É importante esclarecer que não há lei federal que trate do assunto, mas uma recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) para a não retenção de crianças nos três anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 3º ano). A recomendação para que as escolas organizem os três primeiros anos do Ensino Fundamental no Ciclo da Alfabetização está prevista na  Resolução nº 7 do CNE que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos.

pelo Ministério da Educação (MEC)

Ouça a explicação de Cesar Callegari, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) sobre a diferença entre aprovação automática e progressão continuada.

O que é transdisciplinaridade?

31 de agosto de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

O que é transdisciplinaridade na educação e como podemos implementá-la na educação dos brasileiros?

de Rosana Cristina Mascena

Respostas:

A transdisciplinaridade é uma forma de entender e organizar o conhecimento que se traduz no reconhecimento e integração de saberes oriundos de diferentes perspectivas teóricas, correntes, escolas e tendências. Pode acontecer dentro de uma mesma disciplina ou entre disciplinas e outras fontes de saber não reconhecidas academicamente (tradições míticas, filosóficas, religiosas e artísticas e saberes populares).

O prefixo trans diz respeito a um movimento entre, através e além das disciplinas. Significa buscar pontos em comum nos saberes disciplinares e informais; ocupar espaços livres entre as disciplinas e gerar novos conhecimentos; entender as fronteiras como espaços de troca e não como barreiras; e migrar conceitos e entendimentos entre as disciplinas e outras áreas do saber.

A atitude transdisciplinar exige ser humilde e cooperativo frente aos diferentes saberes, reconhecendo as limitações das disciplinas ou de seu campo de domínio teórico-técnico diante da realidade da complexidade. A atitude transdisciplinar convida ao exercício corajoso de buscar respostas em diferentes lugares e a partir de múltiplos olhares, de modo a permitir que a realidade seja reconhecida em sua totalidade dinâmica e inesgotável.

Conceito construído dentro do projeto estratégico Linguagem Organizacional, vinculado ao Programa de Gestão da Comunicação Interna da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


Transdisciplinaridade é um modo de relacionar os conhecimentos em todas as suas áreas. É o grande desafio da educação hoje. O conceito, no que se refere às escolas, diz respeito a saber construir o novo a partir das trocas de conhecimento percebidas em sala de aula. A transdisciplinaridade não dispensa de forma nenhuma a divisão tradicional do ensino, mas é, sem dúvida, a tábua da salvação da educação.

por José Ivo Follmann, vice-reitor da Unisinos.

Vestibular é o sistema de avaliação mais viável?

31 de agosto de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Não seria mais viável revermos as provas de seleção para o ingresso na universidade? Será que ainda no século XXI precisamos de vestibulares?

Resposta:

Enquanto a demanda de inscritos for maior que o número de vagas, esse ainda é o sistema de avaliação mais justo. Casos como o da Argentina, em que todos têm acesso à universidade mediante o término do Ensino Médio, somente postergam um problema. O mercado de trabalho não teria como suprir o número de formados se, por exemplo, todos os que se inscrevessem no vestibular conseguissem uma vaga.

por Julio Szeremeta, presidente da Comissão Permanente de Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)