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Posts na categoria "Tecnologia"

Como posso trabalhar com crianças de a 1 a 7 anos em aulas de Informática?

14 de dezembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Gostaria de trocar ideias sobre aulas de informática. Como trabalhar com alunos de 1 a 7 anos na informática? Tenho internet na escola, é bem lenta, mas dá para pesquisar. Que sites são bons? O que dar de aula para os alunos? Minhas ideias já estão gastas. Peço ajuda.

De Vera Lucia Moschetta, 48 anos, professora de Canoas (RS)

Resposta:

O computador possui ferramentas muito ricas  para o  trabalho  pedagógico,  inclusive  sem a utilização da internet. Nesses casos,  é  preciso fazer o planejamento  de uso dos programas  geralmente já instalados na máquina. O sistema Windows possui ferramentas como o Power Point (Office), que pode ser trabalhado de diferentes formas.

- Linguagem oral e escrita: os alunos fazem um desenho (no computador ou na folha),  e o professor coloca-os à disposição dos alunos em um slide. Cada criança montará a sua história de acordo com suas ideias, podendo usar todas as figuras, escolher algumas e deletar outras. Depois,  a imagem é salva,  e cada aluno apresenta  sua composição aos seus colegas. A atividade poderá variar de acordo com a faixa etária e objetivos do professor.  Variações de uso desse programa se aplicam na “Hora do conto”: o professor pode escanear   um livro  para colocá-lo  no  Power  Point  – o que facilita o acompanhamento da leitura por todos os alunos – ou ainda propor a montagem de livros  com desenhos dos alunos, ajudando-os a escrever  a história correspondente.

- Conhecimento de Mundo: o Power  Point possui uma ferramenta chamada hiperlink . O professor pode produzir jogos de memória ou outros similiares , dando diferentes alternativas de resposta. O aluno clica numa dessas  respostas  e aparece, como retorno, uma  mensagem  ou dica do professor.  Trata-se de mais uma possibilidade de fazer um trabalho customizado, que respeita os diferentes ritmos do aluno, ao mesmo tempo que o orienta a avançar nas suas hipóteses. O trabalho do professor será produzir slides  com a matriz inicial e com as possíveis “respostas”,  as quais são inseridas através de hiperlinks.

Outro programa bastante usado como ferramenta pedagógica é o Paintbrush (Acessório do Windows). Com ele é possível analisar a topografia das letras e dos números  e trabalhar seus diferentes traçados. O programa também é eficiente para que se trabalhe a relação numeral X quantidade. O professor coloca  na tela os numerais  a serem representados, e os alunos desenham o número de elementos correspondentes.  A operação inversa também deve ser feita: dado um número de desenhos, os alunos deverão representar a quantidade através da escrita do numeral correspondente.

Num contexto de conexão de internet limitada, ou seja, em que não rodem sites com flash e shockwave, plug ins multimidia, a criatividade é a chave. Muitas atividades de texto colaborativo, construção de blogs e até mesmo sites podem ser feitas, visto que toda a produção é realizada “offline” e, posteriormente, o conteúdo pode ser disponibilizado na internet. Também é possível aplicar os conceitos de intranet para uso local e pedagógico. A plataforma MOODLE (software livre), tradicionalmente usada para Ensino a Distância, pode ser executada em uma rede interna, reforçando a ideia de construção colaborativa do conhecimento.

Já com internet banda larga, estável, com 10 MBits ou mais, as possibilidades são quase ilimitadas. É possível colocar algum projeto que esteja sendo trabalhado pelas crianças em um Site de Video Logs, com apresentações de trabalhos gravados em vídeo (como esquetes, por exemplo), mostrando as hipóteses e os resultados de alguma experiência feita em sala de aula. As aplicações são inúmeras. Basta haver clareza dos objetivos pedagógicos. As estratégias didático-pedagógicas que são possíveis com o uso da internet (consulta a sites, uso de aplicativos, etc) tem como limite apenas a criatividade!

Por Mônica Timm de Carvalho, diretora; Ana Margarida Chiavaro, coordenadora da Educação Infantil; e Luis Carlos Motta (supervisor de informática) equipe do Colégio Israelita Brasileiro

As pesquisas online acabarão com a utilidade do livro impresso?

20 de novembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Sempre soube que a leitura é muito importante para as crianças. Sempre ouvi: ensine seu filho a ler e a escrever. Hoje meu filho traz quase todo o material de pesquisa para a internet! Por que os professores não exigem que procurem em livros e não no computador? Com essa facilidade que dizem que teremos no futuro com tudo informatizado o que será dos nossos livros?

De Rosimare Fabre, 48 anos, executiva de vendas de Criciúma (SC)

Resposta:

A leitura sempre foi importante, tanto para crianças quanto para nós adultos, e com certeza continuará sendo. O momento no qual vivemos hoje é de mudanças no comportamento da sociedade. Atividades que fazíamos anos atrás, hoje são feitas com o auxílio das tecnologias, e com a leitura não seria diferente.

A pesquisa na internet é mais dinâmica, ágil e atualizada diariamente. Por outro lado, é necessário nos certificar sobre a idoneidade das fontes de informação na internet, aspecto que com o livro impresso não é necessário. As pesquisas na internet são rápidas, mas acredito que os livros não serão substituídos pelo computador, muito pelo contrário, a internet pode auxiliar nas pesquisas e disponibilizar materiais multimídia (gráficos, vídeos, simulações, animações e jogos) que podem até incentivar as crianças a buscarem a leitura das obras como um todo.

Por isso, acredito que os livros impressos permanecerão e que a pesquisa na internet não eliminará o livro na forma como o conhecemos, nem tampouco a leitura. O que está acontecendo no dia a dia das escolas é uma mudança na forma de buscar e disponibilizar a informação.

Por Cristiane Koehler, doutoranda em Informática na Educação (PGIE/UFRGS)

Por que mesmo com a facilidade do acesso ao conhecimento o rendimento na escola ainda é baixo?

25 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Por que hoje em que o acesso ao conhecimento é mais fácil e rápido o rendimento na escola é tão baixo?

De Jeannifer Stephanie Machado da Silva, 17 anos, estagiária de Porto Alegre (RS).

Resposta:

Prezada Jeannifer,

Primeiro, é preciso efetuar uma distinção entre “informação” e “conhecimento“. O que as tecnologias digitais garantem de forma mais rápida e em grande quantidade é o acesso a informações. No entanto, para que essas informações se transformem em conhecimento o estudante-navegante precisa, resumidamente falando, se apropriar dessa informação, isto é, que ele seja capaz de atribuir significado e dar sentido a elas.

Para tanto, existem algumas condições prévias que necessariamente precisam ser atendidas, como, por exemplo, se os conhecimentos prévios do estudante lhe possibilitam construir novos conhecimentos; se ele está motivado e tem uma pergunta a fazer; dentre outras. Assim, é preciso considerar que a garantia de “acesso às informações” não pode ser considerada suficiente para que ocorram as aprendizagens, sejam elas escolares ou não.

Segundo, é preciso considerar que nem todo mundo tem acesso à Internet. Os resultados da pesquisa do IBGE de 2011 revelam que mais da metade da população brasileira com mais de 10 anos de idade não acessa a Internet. Algumas pessoas têm acesso apenas na escola, e, na maior parte dos casos, na modalidade de laboratório, com utilização agendada pelo professor. Apenas frequentar laboratórios de informática ou lanhouses de forma esporádica não tem surtido muito efeito no que se refere aos benefícios que a Internet oferece em termos de diversidade de informações e interações.

O terceiro e último ponto que gostaria de considerar é a necessidade de distinguir as aprendizagens sobre os conhecimentos escolares – aqueles basicamente propostos pelos currículos – do material que está disponível online, bem como dos modos de interação e produção de conteúdo na cultura digital. Nem sempre o que está na web diz respeito ao que está nos currículos, e as motivações para o acesso à rede não necessariamente estão ligadas às aprendizagens escolares. Estar na web ou fazer parte da cultura digital talvez não se adeque ao atual modo de funcionamento da escola.

Assim, esperar que o acesso à Internet seja suficiente para melhorar o rendimento escolar talvez seja um engano. Além de políticas públicas que garantam o direito ao acesso de qualidade à Internet, seja nos lares ou nas escolas, ainda é preciso investir na formação de professores e suporte técnico que possibilitem dar conta da complexidade que envolve a criação de propostas pedagógicas e currículos online, bem como a criação de uma rede de colaboração, apoio e troca de experiências entre as próprias escolas.

Finalizo propondo a seguinte reflexão: se fala muito que a escola conectada deve ser espaço para promoção da cultura digital. Mas, e a escola, ela mesma, está inserida ou faz parte da cultura digital?

Por Daniel de Queiroz Lopes, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos

Por que é tão difícil pôr em prática novas ideias?

09 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Atualmente sou supervisora de uma escola no meu município e encontro muita resistência por parte da gestão para implantar na escola novas metodologias de ensino para os professores. Por que a Secretaria de Educação não consegue mudar esta situação? Por que é tão difícil o novo dentro das escolas? Por que pessoas com ideias novas são muitas vezes afastadas das escolas? A direção não apoia estas mudanças por trazer muito trabalho, por que irá trazer resistência por parte de alguns professores?

Acredito que as pessoas que realmente querem e possuem capacidade para tal estão sozinhas e não conseguem realizar estas mudanças. Não acredito e nunca acreditei que um professor que ama sua profissão não queira mudar para melhor e trazer resultados que mudem o futuro do Brasil.

De Heloísa Sachs, 56, professora de Biologia, Ciências e Matemática de Eldorado do Sul (RS)

Resposta:

Profa. Heloísa,

Albert Einstein certa vez teria dito ser mais fácil quebrar partículas subatômicas do que mudar um preconceito ou realizar mudanças que alteram hábitos cristalizados. Assim, mesmo não conhecendo a situação específica ou sobre ela emitindo opinião específica, é verdade ser bastante comum enfrentarmos grandes dificuldades ao tentarmos mudar metodologias ou ousarmos adotar novas tecnologias.

A maioria das escolas infelizmente não sabe o que é inovação. Pensam que é modernizar comprando equipamentos. Inovação hoje é o motor que gera conhecimento, que ajuda a moldar os programas de pesquisa e o desenvolvimento tecnológico. Entre elas, aptidão desenvolvida para aprendizagem independente, espírito empreendedor e capacidade de iniciativa, aprender a trabalhar em equipe e com visão solidária, não ter medo de novas tecnologias e gosto por enfrentar desafios e imprevistos, saber falar e ouvir sem preconceitos e com espírito de tolerância desenvolvida e, por fim, mas não menos importante, extrema paixão pela cultura, especialmente pelas artes, e pelos esportes. Enfim, atributos essenciais que normalmente são subestimados, quando não reprimidos, pelas escolas.

A escola tradicional tem arraigados defensores que parecem não perceber que como está, não está funcionando. Faz parte da procura por soluções despertar novas idéias, incomodar a preguiça alheia, inovar e não ter receio de compartilhar novas estratégias.

Mas, cá entre nós, não há batalha mais gloriosa do que lutarmos por nossos ideais no mundo da educação. Com muita tolerância, muita complacência e todo amor que merecem nossos estudantes.

Por Ronaldo Mota, ex-secretário nacional de Educação à Distância do Ministério da Educação (MEC) e atual ocupante da cátedra Anísio Teixeira, no Instituto de Educação da Universidade de Londres

Qual é o melhor modo de fazer do Brasil um país rico em educação?

03 de outubro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Qual é o melhor modo de fazer do Brasil um país rico em educação? E qual seriam as primeiras iniciativas a ser implantadas nas escolas?

De Kizy Bruna, 18 anos, estudante de Porto Alegre

A educação foi qualificada como péssima. A arrecadação dos nossos impostos deveria ser revertida para as escolas e para os nossos professores. Como um país sem foco pode crescer?

De Francilene Ribeiro Cândido


Resposta:

Conforme reportagem publicada nos jornais do Grupo RBS no dia 30 de agosto, Por que o Brasil está em 88º lugar no ranking nacional da educação?, são muitos os nós envolvendo o déficit da educação no Brasil. Para que possamos reverter esse quadro muitos problemas precisam ser reparados. Entre eles:

- Aprimorar a gestão da educação, tanto no que diz respeito à administração escolar quanto a melhor distribuição e aplicação dos recursos financeiros;

- Tornar a carreira de professor mais atrativa. Para isso, é preciso elevar a remuneração desses profissionais;

- Agregar mais prática à teoria e ampliar o acesso dos educadores aos cursos superiores de licenciatura, visto que em muitos casos o profissional não tem a graduação adequada para dar aula;

- Elevar o investimento em educação. Atualmente 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) é gasto em educação. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) prevê um crescimento para até 10%;

- Tornar o ensino mais atraente, interativo e adequado ao mundo digital do século 21;

- Conscientização de que a educação é um dos temas mais importantes a serem debatidos entre a sociedade e o governo.

Leia: Por que o Brasil está no 88º lugar no ranking mundial da educação?

Bom exemplo:

O engajamento da comunidade do município de Tapera, norte do Rio Grande do Sul é exemplo. Desde 2010 o projeto Comece em Casa e Continue na Escola, ideia da professora aposentada Inês Bauermann, 64 anos, tem envolvido de perto as famílias na educação das crianças.

Leia: Projeto de Tapera promove participação dos pais na vida escolar

A tecnologia não deveria ser inserida em sala de aula?

01 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Não seria importante a tecnologia estar inserida dentro da sala de aula como forma de estimular e evitar a falta de interesse dos alunos?

De Carlos Autran

É valida a ideia de que a utilização de computadores nas salas de aula pode servir como ferramenta de aprendizado? Se sim, o quanto ele pode alavancar o aprendizado?

de Luis Claudio Boaventura, 20 anos, universitário de Araçatuba (SP)

Resposta:

Nós, tanto na condição de pais quanto de educadores, precisamos pensar que as nossas crianças hoje não são mais como as crianças de vinte anos atrás. As crianças da nova geração já nasceram com o acesso facilitado às novas tecnologias dentro de casa, desde o controle remoto da TV, até controles de videogames e telefones celulares.

Acredito que este seja um dos principais motivos pelo qual, atualmente, há um choque de realidade nas escolas. A maioria das escolas do mundo todo parou no tempo e ainda temos salas de aula e metodologias iguais ao que era praticado em séculos passados.

Mas o que aconteceu? Por que os estudantes estão desmotivados? Por que a educação e as nossas escolas pararam no tempo? Essas são perguntas complexas, mas que podem nos mostrar indícios de que algo precisa ser mudado.

Uma das alternativas para melhorar a qualidade da educação e evitar a falta de interesse dos estudantes é, sem dúvida, o uso das tecnologias em sala de aula. Mas o uso por si só não oferece melhoria na qualidade nem evita a falta de interesse dos estudantes. Precisamos ter professores inseridos no que chamamos de “cultura digital”, que saibam utilizar as tecnologias e que consigam motivar os alunos a estudarem usando as novidades tecnológicas.

As tecnologias na sala de aula são importantes, porque vivemos numa sociedade em rede. No entanto, as tecnologias precisam ser usadas de forma adequada, com professores preparados para o uso pedagógico, trabalhando com projetos de aprendizagem de interesse dos estudantes. Isto é, projetos que tenham significado para as crianças e que elas consigam relacionar o que estão estudando com a vida prática. Em paralelo ao desenvolvimento dos projetos de aprendizagem, a criança aprende sobre Matemática, Física, Química, História, Geografia, Português, como consequência dos estudos sobre um assunto de interesse dela mesma.

Trabalhar com projetos de aprendizagem na sala de aula não é fácil, mas acredito na formação permanente dos professores. Defendo a ideia de que antes de mais nada, os professores precisam ter formação especializada, acompanhamento pedagógico constante, e a escola precisa estar inserida na cultura digital.

Por Cristiane Koehler, doutoranda em Informática na Educação (PGIE/UFRGS)

Quando o Governo Federal irá distribuir os tablets para os professores do Ensino Médio?

27 de setembro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

O Governo Federal prometeu tablets para todos os professores, mas até agora nenhuma notícia sobre o assunto e nem sobre o curso de capacitação dos professores para o uso desses tablets. Quando eles irão chegar e quando será o curso?

de Rodnei Anacleto

Resposta:

O uso de tablets no ensino público é uma das ações do Proinfo Integrado, programa de formação voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano escolar, articulado à distribuição dos equipamentos tecnológicos nas escolas e à oferta de conteúdos e recursos multimídia e digitais.

Incialmente os tablets serão distribuídos para professores de escolas de Ensino Médio. Assim que for concluída a entrega, terá início a distribuição para os estabelecimentos do Ensino Fundamental que oferecem os anos finais e a seguir para os anos iniciais. Foram pré-requisitos para definir por onde começar a distribuição de tablets: ser escola urbana de Ensino Médio, ter internet banda larga, laboratório do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e rede sem fio (wi-fi).

Como são os próprios estados que realizam o contrato com as empresas vencedoras do pregão, o prazo de entrega dos equipamentos vai depender da assinatura dos contratos que cada um fará.  A previsão do FNDE é que as assinaturas dos contratos comecem a partir de setembro. Também teremos a fases de inclusão dos conteúdos e capacitação de multiplicadores e de professores.

Em 2012 foram adquiridos 409.793 tablets. Com investimento total de cerca de R$ 330 milhões em 2012, repassados aos estados.

de Ministério da Educação

O caso Isadora Faber (da fanpage Diário de Classe)

31 de agosto de 2012 Comentários desativados

Isadora Faber é uma adolescente de 13 anos que criou uma fanpage no Facebook chamada Diário de Classe para relatar as dificuldades e a precariedade da escola em que estuda. Acesse a página:  http://tinyurl.com/8sqkmv2

Pergunta:

Por que as denúncias da Isadora Faber, que não são novidade para ninguém que acompanha algum noticiário, não são levadas a sério e não são contabilizadas como responsáveis pela baixa qualidade da educação pública? Em tempo: Isadora Faber, de 13 anos, está dando um banho de cidadania falando de sua escola no Facebook.

de Rute Albuquerque

Resposta:

Acredito que as denúncias feitas pela Isadora, de alguma forma, são de conhecimento de todas as pessoas que se utilizam do Ensino Público: pais, professores, equipe diretiva e toda a comunidade escolar. O diferencial é que a aluna se utilizou de uma rede social bastante acessada e a repercussão foi imediata. Também precisamos lembrar que as crianças e os adolescente passam uma grande parte de seu tempo na escola e ninguém gosta que um lugar onde se passa tanto tempo esteja em estado estrutural tão crítico, não é?

Com certeza, a estrutura física adequada e uma proposta metodológica que privilegie os processos e que envolvam o conhecimento são fundamentais para a qualidade de  ensino, e isso, infelizmente, em se tratando do Ensino Público em nosso país, precisa avançar o mais rápido possível. Nesse sentido, a sociedade precisa se mobilizar e exigir de nossos dirigentes verbas, condições e políticas de formação para colocar o ensino de nosso país verdadeiramente como prioridade.

pela Profª Me Cristiane R. Vieira, Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Prática Docente no Contexto Universitário do Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes (ICHLA) da Feevale.