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Posts na categoria "Televisão"

Por que o Canal Futura não pertence à rede aberta?

16 de outubro de 2012 Comentários desativados

Pergunta:

Se e somente se há alguma preocupação com a educação — a não ser de forma demagógica —, por que o Canal Futura não é em rede aberta?

De Jorgeh Mendes, 40, arquiteto, Porto Alegre (RS)

Resposta:

Caro Jorge, obrigado pela pergunta. O Futura é um canal de interesse público, comprometido editorialmente com questões que o país precisa enfrentar, mas mantido pela iniciativa privada. No Brasil e no mundo, o mais comum é que a chamada “televisão educativa” seja organizada e mantida com recursos estatais e/ou públicos. Nesse sentido, o modelo de sustentabilidade do Futura é inovador e particular.

Fico contente em responder que, em vários locais do Brasil, o Futura pode ser visto na televisão aberta, além da TV por assinatura. Um dos pilares do canal é o trabalho em rede, por isso temos parcerias com diferentes segmentos da sociedade, incluindo universidades (já são 29 instituições no país). No Rio Grande do Sul, as televisões universitárias transmitem o Futura em São Leopoldo, Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Cruz, entre outros municípios. Na sua região você nos assiste por intermédio da TV Unisinos.

Por João Alegria, gerente de programação, jornalismo e engenharia do Canal Futura

Por que a televisão não abre mais espaço para programas educativos?

06 de setembro de 2012 Comentários desativados

Perguntas:

Em que aspectos a televisão brasileira contribui para a educação e para a deseducação das pessoas? Como a televisão poderia contribuir de maneira mais efetiva para elevar o nível educacional e cultural da população?

de Sérgio Furtado, 63 anos, publicitário de Porto Alegre

Por que a TV educa tão pouco? Programas educativos têm horários reduzidos, escondidos em meio a uma programação totalmente comercial. Não está na hora de isto mudar?

de Sandro Lopes, 43 anos, instalador eletricista de Novo Hamburgo


Resposta:

Tem duas respostas para essa excelente pergunta: a legal e a real. A legal é que nosso modelo de televisão segue o modelo norte-americano onde a TV comercial é a norma e a TV educativa é marginal, uma coadjuvante bem menor. Ainda neste mundo legal, não há nada de errado nisso. A TV é um serviço público administrado pelo setor privado (como acontece em outros setores como a saúde, educação e transportes) e, como tal, somos nós na sociedade que exigimos como ele deve ser.

Se isso não acontece, bem, é porque não incomoda a maioria das pessoas. Certamente, elas gostam mais da novela do que dos programas educativos. Lembre-se, as TVs comerciais não fazem TV para nós e sim para os anunciantes. E esses, por sua vez, querem audiência para seus comerciais, pouco se importando quais são os programas. Se o educativo der audiência, ok. Esse é nosso contrato social com essa turma. Assistimos TV de graça e o modelo de negócio para pagar os custos de produção da TV é esse.

Bem, já a resposta do real: de fato, está tudo errado! Qual o ponto fraco do meu argumento no parágrafo anterior? É que quando se reclama do hospital, da escola e das linhas de ônibus, são os próprios meios de comunicação eletrônicos, como a TV, que repercutem. Assim, como são parte mais do que interessada na questão, não há qualquer motivação para mudar como está e nem denunciar os abusos e a falta de coerência neste tal modelo de negócio que, afinal, está negociando um direito público à informação, ao conhecimento e ao apoio à educação que a TV tem enorme potencial para dar. Parte importante do problema é que quem deveria, então, fiscalizar e punir esses servidores privados do interesse público, poderes Executivo e Legislativos, embora tenham a lei do seu lado – que exige uma televisão da maneira como você gostaria – são reféns de mais da metade de congressistas que possuem emissoras de radiodifusão e que não querem mudar o que está aí.

Como sair desta sinuca? Primeiro, depois de muito tempo, abre-se a discussão de um novo marco regulatório da comunicação eletrônica que visa uma nova regulamentação e uma cobrança maior por uma televisão mais voltada para o interesse público. Segundo, cobrar das emissoras comerciais, enquanto cliente que você é, uma nova postura (assim como fazemos com a escola de nossos filhos). Os instrumentos para isso são vários, desde as redes sociais até simplesmente não assistir ao canal (sem audiência, eles são obrigados a mudar a programação, certo?) e ver outra coisa em outro canal. Ou até mesmo ler um livro ou ir ao cinema. Como vê, a resposta não é fácil. Já pensou, deixar de assistir a novela como forma de protesto?

de Cláudio Márcio Magalhães, doutor em Educação e professor do Centro Universitário UNA