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Agenda de Eventos - Fevereiro e Março

O ano mal está começando e a agenda de eventos...

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Agenda de Eventos - Fevereiro e Março

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Aprender, trocando experiências e compartilhando.

“Não vemos as coisas como elas são, nós as vemos...

A mentoria e o merthiolate que não arde… — by Rita Michel

20 de abril de 2017 0

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Construímos um mundo caracterizado pelos opostos — do merthiolate que ardia ao merthiolate que não arde. Sou de uma geração que tratava dor de cabeça com rodelas de batata na testa, virose com essência de olina e chá de marcela e outros males com benzedura. Não bastava ter sofrido um tombo, ainda tínhamos que enfrentar coisas como mercúrio e, pior, merthiolate que ardia de verdade. Evoluímos no tratamento de várias doenças — antes letais — e descobrimos formas de minimizar dores inevitáveis. O revês disso é que nos tornamos menos tolerantes e tratamos de nos “anestesiar” de todas as demais dores e sofrimentos da alma.

Não vou fazer a apologia de que a vida precisa ser um calvário e que somente a dor ensina a gemer. Me sinto provocada pelos efeitos psicológicos oriundos do uso indiscriminado de uma lógica binária, que enxerga somente os extremos do certo ou errado, verdadeiro ou falso, da dor ou da ausência de dor. Trazendo para a seara do aprendizado e do conhecimento, que é a área em que atuo, não me surpreende ver tantos profissionais perdidos, sem saber o que fazer com o patrimônio intelectual que para alguns significou anos de conquista e para outros, mais jovens, caiu no colo, beneficiados pela tecnologia.

Talvez o contraponto que criamos para fazer jus a lógica binária — o chamado conflito de gerações — nos dê pistas sobre a teimosia em empurrar um modelo que já não responde as necessidades do mundo complexo em que vivemos. Um dos meus hobbies é ler e estudar psicanálise. Particularmente, o tema da transmissão psíquica de uma geração para a outra (transgeracionalidade). Ou seja, o repasse de histórias, pensamentos, conhecimentos e afetos que ocorre de uma geração para a outra. Sabemos, empiricamente, que a construção de soluções mais efetivas ocorre quando nos propomos a flexibilizar posicionamentos individuais. Agindo assim, é possível criar uma terceira ou quarta possibilidade de solução em que todos, provavelmente, serão beneficiados.

Um problema não pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o gerou, dizia Einstein. Estamos comprando TV com quatro dimensões, mas insistimos em lidar com a realidade em duas dimensões: a minha ou a do outro, a pergunta e a resposta, com dor ou sem dor. Li que nos últimos dois anos em Harvard foram desenvolvidos estudos que trouxeram à tona um fato que não deveria nos causar surpresa. Características que até hoje foram consideradas unicamente pertencentes a geração milênio não são verdadeiras. O que os estudiosos descobriram é que a dimensão que incluía as diferenças em relação as gerações anteriores simplesmente não foi considerada. Tendências conservadoras e a busca por uma carreira tradicional, assim como a ousadia e o desejo de unir trabalho e vida, sempre estiveram presentes em todas as gerações. Não é possível tirar conclusões a cerca de uma geração sem olhar para as que a antecederam.

A mudança na posição de um objeto causado pela mudança na posição do observador ou por observadores em locais distintos chama-se efeito Parallax (paralaxe em português). Este é um fenômeno da física que permite o desenvolvimento de novas perspectivas considerando as diferentes dimensões da realidade. O exercício em si parece simples, mas pode arder de verdade. Requer abrir mão de um pensamento unilateral, considerar outras dimensões além daquilo que estamos percebendo e desafiar as verdades absolutas. Na minha empresa, a Parallax, somos diariamente provocados e desafiados no apoio à profissionais que buscam ampliar o olhar sobre suas carreiras visando o endereçamento de seu patrimônio intelectual, ao mesmo tempo em que buscam se manter abertos a novos aprendizados.

O processo que desenvolvemos para apoiar executivos e organizações nesta jornada chama-se Mentoria Parallax. A gestão do conhecimento não é um tema novo, assim como o termo Mentoria. Nosso foco é formar e capacitar profissionais que possuem expertise teórica e prática em determinadas áreas do conhecimento visando rentabilizar este patrimônio de forma estruturada e com método. O desafio inicial com o qual estes profissionais se deparam é justamente desenvolver uma visão paralaxe em relação ao seu conhecimento. Ou seja, não focar apenas na dimensão do contexto em que este conhecimento foi adquirido. Para isso é preciso considerar outras dimensões que envolvem, no mínimo, aspectos de mundo atual, da realidade de vida e trabalho do outro e o fato de que aprendemos de formas diversas.

A mentoria remonta à Odisséia de Homero, onde um imperador busca na academia a figura de um “Menthor” para acompanhar e orientar seu filho, tanto do ponto de vista de conhecimento quanto de valores, durante o tempo em que estaria envolvido com a guerra. Tomamos essa analogia para exemplificar um outro desafio dos profissionais (mentores), que é justamente definir os contornos de sua área de expertise para que o conhecimento a ser compartilhado, visando acelerar o desenvolvimento de seus mentorados, possa ser mais facilmente identificado e disponibilizado para o mercado.

A jornada que empreendemos tanto na Formação de Mentores Parallax quanto na implantação de Programas de Mentoria Interna em organizações tem nos desafiado e a nossos clientes no aprendizado de lidar com as várias dimensões do indivíduo e do aprendizado. Expandir a visão e nos tornarmos observadores diferentes de cenários já vividos e atuais favorece a criação de novas sinapses cerebrais e neste caminho os tombos são tratados com compaixão — um merthiolate que não arde, mas faz crescer.

Rita Michel — Idealizadora da Parallax — Move to Change

Informações: www.parallaxinstitute.com ou pelo e-mail: hello@parallaxinstitute.com

Perdoar é essencial para a sua felicidade, seus relacionamentos e sua saúde. Você sabe como perdoar? By Celso Delinghausen

18 de abril de 2017 0

 

 

 

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Perdoar não significa esquecer ou tolerar o que aconteceu. Perdoar inclui a determinação de evitar que aconteça novamente. E o risco que corremos em não perdoar é de perder nossa compaixão, fator essencial para a felicidade. Para entendermos o real significado de perdoar e a sua importância para nossa felicidade, é preciso olhar para as origens do nosso desejo de vingança. O desejo de vingança é uma característica intrínseca da natureza humana, e há três excelentes razões para sermos vingativos.

 

A primeira, é que ao longo da evolução humana a vingança ajudou a dissuadir agressões entre os indivíduos. Por viverem em grupos, nossos antepassados estavam constantemente na presença uns dos outros e conflitos ocorriam a todo o momento. E caso alguém não buscasse por vingança depois de ter sido prejudicado, concluía–se que era uma pessoa fácil de tirar proveito.

A segunda razão é que a propensão para se vingar deteve os agressores de novas investidas. Hoje podemos nos afastar do agressor, mas nas sociedades antigas isso não era uma opção. Viver longe do grupo era, na verdade, uma imensa punição que poderia determinar inclusive a morte. Isso fez com que tivéssemos de encontrar uma forma mais direta de lidar com os agressores e aproveitadores, no caso, a vingança.

E a terceira razão é que a vingança foi útil para punir os que se aproveitam dos benefícios gerados pelo esforço do grupo sem fazer a sua parte. Para incentivar a cooperação entre os indivíduos, era assegurado que aqueles que não contribuíssem para o bem comum sofreriam consequências.

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A vingança é um recurso incorporado à natureza humana que pode ser vista hoje como algo negativo. Porém, sob o ponto de vista da evolução humana é também uma forma milenar de solucionar problemas, estimular a cooperação e garantir a evolução e a sobrevivência da nossa espécie.

 

Mas este texto é sobre perdoar, certo? Então, com base nos estudos da Ciência da Felicidade, posso afirmar taxativamente: perdoar aumenta a felicidade.

 

A chave para a felicidade não está em evitar as experiências negativas que nos causam dor e desconforto, mas sim na forma como reagimos e em como nos recuperamos deste tipo de experiência.

 

É óbvio que tais situações afetam nosso bem-estar, tanto psicológico como físico, e frente a elas temos duas opções:

Opção A – insistir na vingança a qualquer preço mesmo correndo o risco de sermos injustos;

Opção B – perdoar, o que, segundo estudos, reduz a angústia e gera felicidade.

Perdoar envolve quatro componentes distintos, vamos a eles:

- Aceitar o erro ou o dano que foi gerado a você;

- Engajar-se em uma mudança para que sua busca por punição/reparação ou vingança seja diminuída;

- Inverter a tendência de evitar a pessoa que o tratou injustamente ou que lhe gerou frustração aproximando-se dela; e

- Compreender que quem o prejudicou pode estar também sofrendo ou se equivocou nas suas intenções.

 

Ao compreender você desenvolve compaixão pela pessoa.

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Perdoar não transforma o errado em certo. Perdoar não é aprovar o ato, ou isentar o infrator das suas responsabilidades. É uma forma de avaliar honestamente o dano que foi cometido a você. Perdoar não significa esquecer. Não significa necessariamente se reconciliar com a pessoa que o feriu. Ao contrário, significa mudar sua própria atitude em relação a essa dor para que ela não continue a ferir você.

Infelizmente em nossa cultura o perdão é percebido como um sinal de fraqueza e submissão, onde é mais fácil estigmatizar nossos inimigos do que perdoá-los. Em sociedades competitivas as pessoas hesitam em perdoar para não renunciarem à prepotência e ao sentimento de superioridade em um relacionamento. Nietzsche escreveu que é mais agradável para nós ofender e mais tarde pedir perdão do que ser ofendido e conceder perdão.

Perdão e saúde

A ausência do perdão gera um estado emocional negativo, em que uma pessoa ofendida mantém sentimentos de ressentimento, hostilidade, raiva e ódio contra a pessoa que o ofendeu. Já vimos que a pessoa que perdoa torna-se menos motivada a retaliar alguém que a ofendeu e a se distanciar do ofensor. Além disso, torna-se mais motivada por sentimentos de boa vontade. Assim, o perdão não apenas nos move para além das emoções negativas, mas também para um sentimento positivo. Embora o ofendido nunca esqueça ou tolere a situação, através do perdão ele substitui tais emoções negativas e o desejo de retaliação, por sentimentos de compaixão e reconciliação. Caso essa mudança nas emoções não ocorra, haverá impacto sobre a saúde física, mental, relacional e até espiritual. Em seu estudo, Charlotte vanOyen Witvliet, psicóloga do Hope College, pediu às pessoas que pensassem em alguém que as havia magoado, maltratado ou ofendido. Enquanto eles pensavam sobre essa pessoa e sua ofensa passada, ela monitorou sua pressão arterial, frequência cardíaca, tensão muscular facial e atividade da glândula sudorípara. Na pesquisa, quando as pessoas lembraram um ressentimento, sua excitação física disparou. Sua pressão arterial e frequência cardíaca aumentaram, e suaram mais. Ruminar sobre rancores é estressante, e fez os indivíduos se sentirem zangados, tristes, ansiosos e menos no controle da situação. Witvliet também pediu que tentassem gerar empatia para com seus ofensores ou imaginassem perdoá-los. Quando eles praticavam o perdão, sua excitação física reduziu. Eles não apresentavam mais o estresse anterior.

Em outro estudo, o psicólogo Loren Toussaint, do Luther College, em Iowa, descobriu que as pessoas mais velhas e de meia-idade perdoavam os outros com mais frequência do que os jovens e também se sentiam mais perdoadas por Deus. Eles encontraram uma relação significativa entre perdoar os outros e a saúde. Pessoas com mais de 45 anos e que tinham perdoado outros relataram maior satisfação com suas vidas e menos sintomas de sofrimento psicológico, como sentimentos de nervosismo, inquietação e tristeza.

Falta de perdão e saúde

Considere que a hostilidade é uma parte central da falta de perdão. A hostilidade tem efeitos perniciosos para a saúde, como o aumento do risco de doença cardiovascular. Abandonar um rancor também pode libertar uma pessoa da hostilidade e todas as suas consequências insalubres para o corpo. Além disso, estudos afirmam que a falta de perdão pode comprometer o sistema imunológico em diversos níveis. A falta de perdão pode eliminar a produção de hormônios importantes e até mesmo perturbar a maneira como nossas células combatem doenças e infecções.

Perdão e relacionamentos

O perdão é benéfico para os relacionamentos tanto pessoais como profissionais. Entretanto a dificuldade que temos em perdoar é a mesma, seja a pessoa íntima ou não, esteja ela viva ou morta. Em relacionamentos próximos somos mais dispostos a perdoar caso sintamos confiança e a vontade do parceiro em se sacrificar. Os pesquisadores descobriram que as pessoas em relacionamentos altamente comprometidos têm mais a perder se o relacionamento falhar e, assim, estariam mais dispostos a fazer certos sacrifícios. Os pesquisadores também descobriram que a relação entre perdão e bem-estar nos casamentos era mais forte do que em outros relacionamentos. Suas descobertas sugerem que quanto mais investimos em um relacionamento, mais precisamos de um repertório de boas estratégias para guiá-lo através de tempos difíceis – e mais essas estratégias se mostraram satisfatórias e gratificantes, sendo o perdão uma dessas estratégias.

Ao desenvolver uma escala para medir o perdão entre as pessoas, os pesquisadores pediram às pessoas que se lembrassem de uma ofensa específica em que alguém lhes fez mal, e então foram perguntados sobre sua vontade de vingança e de evitar o ofensor. As pessoas que relataram motivações elevadas para vingança apresentaram uma menor satisfação nos relacionamentos. As pessoas que tendiam a perdoar relataram maior comprometimento e qualidade nos relacionamentos. Os estudos sugerem que quando parceiros se machucam, ocorre uma mudança em seus objetivos para com seu relacionamento. Podem ter prometido amor eterno e trabalhado duro para cooperar com seu parceiro, mas se este parceiro os trai, de repente eles se tornam mais competitivos. Eles se concentram em igualar ao invés de desfrutar um do outro. Concentram-se em não perder discussões e não em fortalecer compromissos. Usam erros do passado para lembrar o parceiro de suas falhas. O perdão pode ajudar a restaurar metas mais favoráveis e cooperativas para os relacionamentos.

 Aprendendo a perdoar

O perdão tem benefícios como elevação da autoestima, melhoria do estado de humor e relacionamentos mais felizes. As evidências sugerem que pessoas de diferentes origens e temperamentos podem aprender a perdoar. Por exemplo, Robert Enright desenvolveu uma intervenção específica de 20 passos que ele testou rigorosamente, com resultados encorajadores. Em um estudo, os homens que relataram terem sido magoados por decisão da sua parceira de fazer um aborto, passaram por 12 sessões semanais de 90 minutos destinadas a ajudá-los a perdoar. Estes homens mostraram um aumento significativo nos seus níveis de perdão e reduções significativas nos seus níveis de ansiedade, raiva e dor, quando comparados com um grupo de controle. Enright relatou resultados semelhantes em outras populações, incluindo vítimas de incesto.

Quando as pessoas sentem emoções positivas em relação a quem as ofendeu – como quando recebem desculpas ou restituição por ofensas – experimentam mudanças na fisiologia, incluindo redução na pressão arterial, frequência cardíaca e sudorese, bem como diminuição da tensão nos músculos da face. As emoções positivas em relação a quem as ofendeu as torna também mais propensas a perdoá-los. Sinceras desculpas ajudaram as pessoas a perdoar e se acalmar, assim como obter uma restituição justa em cima de uma desculpa ampliou o efeito.

Democracia, inovação e comunicação: as pautas do 30º Fórum da Liberdade

11 de abril de 2017 0
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www.forumdaliberdade.com.br

 

Hoje quero contar um pouco do que vi e escutei ontem no 30º Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), no Centro de Eventos da PUCRS em Porto Alegre. Foi incrível a participação especialmente de jovens no evento que teve mais de 5 mil inscritos.

O Instituto de Estudos Empresariais foi fundado em Porto Alegre há 32 anos por 20 integrantes. A entidade tem como intuito a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais e orientado à defesa e manutenção dos valores da economia de mercado e da livre-iniciativa. Desde 1988 o IEE promove anualmente o Fórum da Liberdade – consagrado nacionalmente e considerado o maior evento liberal da América Latina.

Para abertura o evento contou com a participação do atual prefeito de São Paulo, João Doria, que celebrou 100 dias de gestão comemora com as maiores avaliações positiva da história política de São Paulo, segundo o Datafolha e o Instituto de Pesquisas do Paraná.

Doria contou que acredita ter vencido a eleição em São Paulo devido a sua postura em campanha, que priorizou a verdade e apresentação de propostas claras. “Não ataquei meus concorrentes, nem paguei jornalistas para falar mal de outros candidatos, busquei falar a verdade e apresentar boas propostas”. Empresário, publicitário e jornalista, o governante conta que entrou para a política quando viu seus filhos desgostosos com a situação no país e com a ideia de morar fora. “Eu não vou me calar diante desta minoria que destruiu o Brasil, amo minha pátria e vou fazer dela um lugar melhor”, salientou.

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Monica Tonial

 

O prefeito afirma que colhe bons resultados devido à capacidade de enxergar o problema e encontrar soluções criativas e inovadoras junto de uma equipe competente e integrada. “Não existe negócio solitário, o bom empresário sabe disso, é preciso formar um grupo sem ideologias políticas, mas com ficha limpa e adequações aos cargos”, pondera. Durante a palestra, como um dos cases de sucesso dos 100 dias de governo, Doria citou como exemplo o Corujão da Saúde, que em 83 dias de gestão zerou a fila de espera para exames na saúde pública devido a convênios com diversos hospitais na cidade. “Não importa se meu antecessor deixou déficits, a partir de 1° de janeiro a responsabilidade é minha”, afirma.

 

Doria também contou que a vida ensinou que é o trabalho, a verdade e bom caráter que faz com que uma pessoa tenha sucesso. “Não sou candidato a governador, nem a presidente, meu objetivo agora é ser o melhor prefeito para essa cidade e, para conseguir isso, não preciso ser candidato a mais nada”. Numa fala cheia de emoção, o prefeito foi bastante aplaudido e encerrou com um convite para que as pessoas não se calem e sim gritem pelo Brasil, pois acredita que a salvação está nos brasileiros de bem, que lutam pelo desenvolvimento social e econômico do país.

 

Finalizo este post com parte da apresentação do jornalista do Grupo RBS, Luciano Potter, que referiu não existir mais a possibilidade de um governo revolucionar: “O governo deve se comportar como um pai atento que deixa seu filho crescer”. Durante a palestra, o jornalista exemplificou as mudanças na comunicação através de gifs, que interferem no jornalismo como meios de contar histórias e a necessidade que a imprensa e os profissionais têm de se adaptar a mudanças, que acontecem até em empresas novas: “A Netflix entregava Dvds pelo correio. Se adaptou às mudanças e hoje produz entretenimento de qualidade, ou seja, até os negócios mais novos já estão sofrendo mudanças”.

 

Potter mencionou ainda que a única coisa que não muda, é a paixão que as pessoas sentem por seres humanos que deram certo. Exemplificou com as propagandas feitas pelo jogador de futebol Neymar e a influenciadora digital Kéfera: “A publicidade e a forma de vender mudam, não temos mais propagandas de cigarros, por exemplo, mas o ser humano ainda é o motor que faz as coisas andarem” – salientou.

 

Como os seus hábitos de infância podem te ensinar algo hoje

06 de abril de 2017 0

Há poucos dias, voltei a dançar! Durante a minha infância toda, eu dancei balé, jazz, dança moderna, sapateado americano, e também joguei capoeira, handebol e vôlei. Grande parte do meu aprendizado se deu a partir e através do corpo e dos diferentes movimentos que essas atividades me trouxeram.

Quando vim morar em Porto Alegre para fazer o ensino médio, parei de dançar. Lembro que, naquele momento, comecei a ocupar todo meu tempo com estudos e preparação para o vestibular. A carga cognitiva foi ganhando cada vez mais espaço e, eu me ocupando com diferentes conhecimentos, todos eles a partir da cabeça, dos pensamentos e não do corpo, mal lembrava que tinha um dia sonhado em ser bailarina e que disse jamais deixar de dançar.

O que resultou disso? Bem, me dei conta depois de trinta anos que havia esquecido que podia seguir aprendendo desde o corpo, assim deixei de alimentar e explorar esta parte da minha expressão e comunicação com o mundo.

 

Fonte: shutterstock

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A dança, enquanto um processo educacional, não se resume simplesmente em aquisição de habilidades, mas sim, pode contribuir para o aprimoramento de habilidades básicas, no desenvolvimento das capacidades humanas e na sua relação com o mundo. O uso da dança como espaço de aprendizagem favorece a criatividade e o processo de construção de conhecimento.

Escrever este post faz com que eu crie para mim mesma um espaço e tempo para refletir sobre a importância da dança na vida das pessoas, movimentar-se significa investir em nossa capacidade de nos relacionarmos mais e melhor com nosso corpo, com nossos pensamentos e sentimentos. Dançar abre espaço para socialização, para a formação de cidadãos mais críticos, participativos e responsáveis. A dança, sendo uma experiência corporal, possibilita às pessoas novas formas de expressão e comunicação, levando-as à descobertas sobre a sua linguagem corporal, que contribui para o auto conhecimento e desenvolvimento permanente.

Vários estudos têm nos mostrado que, através da dança, caminhamos para o entendimento de como a mente é expressa por meio do corpo em movimento. Nosso corpo move-se como nossa mente se move. As qualidades de qualquer movimento são as manifestações de como a mente é expressa através do corpo que está em movimento.

Em minhas práticas como Coach e facilitadora de programas de desenvolvimento de lideranças e equipes, tenho observado as pessoas fazendo grandes esforços para aumentar o seu poder de influência, de assertividade, criatividade, bem como gerar mudanças necessárias para a expansão ou mesmo manutenção dos negócios que atuam. São quase unânimes as alternativas e possibilidades encontradas para buscar esses objetivos: aprender através de modelos lineares, pragmáticos e tradicionais, onde a valorização da cognição e do pensamento se destaca.

Durante algum tempo, esse modelo também me atendeu e foi suficiente, porém neste momento não mais, tenho aprendido a conectar o meu corpo e minhas emoções aos meus pensamentos. Após resgatar, entender e incorporar essa aprendizagem, me sinto ainda mais confiante e segura para colocar tudo isso a serviço de outras pessoas.

E você, o que tem aprendido a partir do que dizem e mostram os movimentos e expressões do teu corpo?

Agenda de eventos - Abril

03 de abril de 2017 0

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Fórum da Liberdade

10 E 11 de abril

 

AMCHAM

WORKSHOP | INCLUSÃO DE PCD: UM OLHAR ALÉM DA DEFICIÊNCIA

18 de abril

 

WORKSHOP | FAST TRACK: EXPERIMENTANDO DESIGN THINKING

27-de Abril

 

IEL-RS

Workshop de Inovação – TeleScopio

04 de abril

 

Workshop de Inovação – METAmorfose

11 de abril

 

Workshop de Inovação – EVOLUÇÃO

18 de abril

 

PERESTRÓIKA

Empreendedorismo Criativo

4, 5, 6, 8, 11,18,25 ou 27 de abril

 

Gestão escolar

3, 4 e 5

 

Refresh Gestão e Liderança

18 e 25 de abril

 

Como uma Secretaria de Governança pode ajudar o seu negócio familiar

31 de março de 2017 0

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Você já ouviu falar em Secretaria de Governança? Nos últimos anos, o seu papel passou a ganhar formato mais robusto com o desenvolvimento da Governança Corporativa no país, principalmente pela necessidade que surgiu a partir da estruturação da Governança em empresas familiares e famílias empresárias mais complexas.

Mais do que um papel administrativo e burocrático, hoje a Secretaria de Governança tem incorporado um papel também de articulação, informando e servindo de elo de comunicação entre as estruturas de governança: Assembleia Geral, Conselho de Administração, Comitês e área Executiva. Em termos práticos, vai interagir com os sócios, conselheiros, diretor-presidente, com a área jurídica, financeira, RH, auditoria, riscos e compliance, entre outros.

Considerando este olhar mais amplificado sobre o papel da Secretaria de Governança, podemos citar como algumas de suas atividades, conforme o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em seu caderno sobre as Boas Práticas para Secretaria de Governança:

  1. Elaboração das atas das reuniões, arquivamento e publicação do conteúdo às esferas competentes;
  2. Apoio às discussões técnicas, atentando sobre as competências dos órgãos de deliberação;
  3. Suporte nas reuniões ao presidente do Conselho de Administração e aos coordenadores de comitês, através da preparação da agenda, incluindo temas pendentes sobre o negócio;
  4. Contribuição para o presidente do Conselho de Administração no período de avaliação dos Conselheiros;
  5. Apoio na integração de novos agentes da Governança como também no seu desligamento.

O profissional que ocupa a Secretaria de Governança transita nas diferentes esferas da governança. Desta forma, a pessoa que exerce este papel deve apresentar algumas características pessoais, que garantam isso como:

  1. Capacidade de articulação e integração, em outras palavras, bom em comunicação e habilidade política, porque vai ser o link entre os agentes de governança, debelando potenciais conflitos;

 

  1. Ética e Confidencialidade são de enorme importância, pelo fato de participar de reuniões onde são tratados conteúdos estratégicos e sigilosos. Além do mais, a postura reservada é interessante para quem é um articulador;

 

  1. Visão Estratégica e Sensibilidade, justamente pelo fato de ser articulador, buscando aparar as arestas ou dificuldades de comunicação entre os agentes da governança e evitando futuro prejuízo na relação com o presidente do Conselho de Administração, conselheiros e diretor-presidente. Em outras palavras, tem o papel de alinhamento de interesses, o esclarecimento de dúvidas e prestação de informações adicionais;

 

  1. Inteligência emocional e discernimento nos momentos de estresse, a fim de colaborar para um ambiente favorável às tomadas de decisão;

 

 

  1. Comprometimento, credibilidade e independência garantem confiança nas informações fornecidas e na capacidade de suportar jogos de interesses e pressões, agregando valor nas suas contribuições.

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Fora estes aspectos do perfil do profissional da Secretaria de Governança, é importante que apresente forte conhecimento sobre o setor de negócios em que a empresa trabalha, sobre aspectos internos e estratégias de curto e longo prazos, independente de sua formação acadêmica. Logo, um aperfeiçoamento constante é esperado.

Agora, esta pessoa com tantos atributos deve ser alguém de dentro ou de fora do negócio? Bem, considerando uma empresa com cultura forte e com o processo de governança adiantado, parece ser o recrutamento de alguém de dentro algo mais  esperado. Empresas em processo recente de implantação de governança podem optar por trazer alguém de fora com tais características. Enfim, cada empresa familiar deve avaliar o seu momento e as pessoas com as quais podem contar para fazer a sua escolha.

É fundamental que a comunicação e as informações entre os agentes da governança  fluam de forma transparente, sem equívocos, para as pessoas adequadas, sem margem para possíveis conflitos, garantindo a solidez das estruturas de governança que dão suporte à empresa. Para isso temos a Secretaria de Governança.

Elaine Martin

Consultora da Tondo Consultoria Desenvolvimento de Famílias Empresárias e Empresas Familiares

Os pastores do coaching e suas ovelhas — by Rita Michel

30 de março de 2017 0

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Assim caminha a humanidade, com passos de formiga diz a música do Lulu Santos. Mesmo sabendo disso, para escrever este texto precisei respirar fundo e exercitar minha capacidade de compaixão. Espero contar com o mesmo sentimento sobre as reflexões que proponho acerca do uso indiscriminado e abusivo do coaching. Com o intuito de ficarmos na mesma página — o coaching é um método desenvolvido para ampliar o autoconhecimento e acelerar o desenvolvimento de habilidades comportamentais visando a atingir metas pessoais e/ou profissionais. Simples assim.

O Coaching não é uma atividade profissional regulamentada. Portanto, não está sujeito a fiscalização que é delegada pela união através de lei especifica imputada a cada profissão. Ou seja, não existe um conselho federal e nem regional de Coaches cuja atribuição seria de registrar, fiscalizar e disciplinar essa atividade a exemplo de outras que são regulamentadas. A existência da regulamentação não impede que existam profissionais que atuem a revelia da lei, mas como sociedade civil podemos contar com alguma instância, além da Divina, para recorrer no caso de nos sentirmos prejudicados por uma propaganda enganosa.

É sabido que os recursos são sempre finitos se comparados às necessidades, estas infinitas. Cada vez mais estamos tendo que lidar com esses limites, aprender a administrar nossas expectativas e frustrações já que não é possível ter tudo na vida. É natural e humano querer ser inovador e criativo tanto na busca quanto na oferta de soluções para os problemas que envolvem a alma humana. O objetivo ou o argumento de venda é implacável, ou seja, minimizar o impacto de não termos atendidas no curto ou médio prazo nossas necessidades de cunho material, emocional ou social. Um solo propício onde tudo o que se planta cresce também faz surgir soluções mágicas. Uma delas atende pelo nome de Coaching. Quase sempre é a lei da oferta e da procura que determina a vida útil de uma solução. No menu de soluções mágicas o Coaching com certeza tem ocupado um lugar de destaque.

O sociólogo polonês Zygmund Bauman trouxe o conceito de modernidade liquida onde as relações escorrem pelo vão dos dedos e a insegurança é característica do homem pós-moderno. Na mesma medida em que nos sentimos mais solitários e incompetentes para dar conta de uma vida que igualmente nos escore pelo vão dos dedos, proliferam nas redes sociais (Facebook, Linkedin e Youtube) messias do Coaching em busca de sua legião de seguidores. Como bons pastores prometem entre outras coisas que você irá resolver boa parte de seus problemas: de emagrecimento até planejamento financeiro. De quebra, ficará rico caso decida tornar-se um membro da comunidade de Coaches.

Numa lógica que guarda semelhança com o surgimento de diferentes seitas, temos assistido a proliferação do Coaching. Ou seja, individuos que se apoderam de uma verdade e passam a disseminá-la como sendo a solução para os males daqueles que o seguem. O problema não é proclamar o que acredito e que considero verdade, o risco é não existir espaço para reconhecer que o Coaching não é a solução mais adequada e indicada para esta ou aquela situação. O Coaching tem por objetivo ampliar as possibilidades do sujeito. Logo, é preciso haver lugar para outras verdades, assim como para outras soluções que sejam igualmente válidas.

É neste cenário que a necessidade de muitos encontra o oportunismo de outros tantos individuos que enxergam em sua capacidade de persuasão a principal competência para tornarem-se Coaches bem sucedidos. Vivemos tempos em que muitos profissionais se lançavam na atividade de consultores, porém a exigência de um conhecimento especializado no negócio foi o fiel da balança, definindo quem seguiria ou não no mercado. No caso do Coaching por se tratar de algo subjetivo, o comportamento humano, e não haver exigência de formação superior e muito menos na área das ciências humanas, separar o joio do trigo torna-se uma tarefa quase impossível.

Por um lado, vejo profissionais qualificados e competentes para o exercício desta atividade que deveria — a partir de minha experiência de 15 anos na área — requerer: formação sólida na área de humanas, prática supervisionada, expertise em comportamento humano, background cultural e experiência na condução de processos de mudança comportamental.

Na contrapartida, vejo crescerem os pastores do Coaching arrecadando ovelhas para seus rebanhos, com discursos e práticas nem um pouco aderentes a uma abordagem que tem como pressuposto básico o respeito ao outro como um legítimo outro. Que empresta perguntas e aporta percepções para que cada indivíduo descubra suas próprias respostas e verdades.

Para evitar fazer parte do rebanho tenha em mente que:

Coaching não é panacéia — solução para todos os problemas.

Coaching não é mágica.

Coaching é técnica somada à experiência, competência e ética do profissional!

Rita Michel — Idealizadora da Parallax — Move to Change

Informações: www.parallaxinstitute.com ou pelo e-mail: hello@parallaxinstitute.com

Cultura de Coaching: como fazer pessoas se engajarem

24 de março de 2017 0

Na última 4ª feira, participei do “Diálogos para o Futuro”, evento que o IEL-RS realiza desde 2007 e que nesta edição trás um olhar mais focado para Gestores e profissionais de Recursos Humanos de empresas.

O evento contou com a participação do coach, escritor, empreendedor e palestrante Alexandre Prates, que trouxe o seu olhar sobre a cultura de coaching na construção de times de alto desempenho. Após, a ex-atleta e medalhista olímpica, Virna Dias, complementou o assunto falando da importância do feedback em times campeões.

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Imagem: Monica Tonial

Alexandre iniciou trazendo algumas reflexões e ideias sobre a capacidade dos líderes em relação ao que eles podem controlar e não frente ao que não controlam. Por exemplo, antes de pensar em alterar as ações, o líder precisa ajudar a si mesmo e as pessoas a alterarem as percepções que estão tendo diante dos fatos, assim, novas ações acontecerão, pois as pessoas se comportam a partir das suas percepções, e isso vem de suas crenças, modelos, aprendizados etc.

Se eu quero mudar o meu comportamento ou dos outros, preciso entender o porquê de estarmos nos comportando assim, pois somos observadores únicos e provavelmente diferentes diante de cenários iguais.

Para conseguir engajar as pessoas em um projeto, um nova ideia ou mesmo em uma forma de executar um processo, é importante compreendermos o que é engajamento.

“Engajamento é quando uma pessoa faz por livre e espontânea vontade o que deve ser feito. É quando ela faz porque quer fazer, ou seja, tem a liberdade de ficar e fazer pelo desejo e não pela obrigação”, diz Alexandre.

Assim, engajamento tem haver com um processo emocional e não racional. Por exemplo: eu posso ser comprometido e não ser engajado – já no compromisso, a pessoa tende a fazer e ficar porque se não fizer terá consequência.

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Imagem: Monica Tonial

Como fazer então para as pessoas se engajarem e trabalharem numa cultura de Coaching?

Confira as dicas!

1 – Participação das pessoas nas decisões, isso faz com que as pessoas se sintam parte do processo e a participação trás a sensação de aprendizado e evolução.

2 – Senso de realização, oportunizar desafios, pois as pessoas adoram ser reconhecidas por suas conquistas.

3 – Avaliar a Missão – missão aqui é quando uma pessoa sabe fazer algo e deseja fazer.

Neste sentido, existe três tipos de profissionais:

  •   Não sabe fazer, mas quer fazer – aqui, o líder deve aportar conhecimento.
  • Sabe fazer, mas insiste em não fazer – aqui, o problema é comportamento, então o líder deve abrir espaço para conversa e, coletivamente, identificar o que está acontecendo, bem como o que deverá ser feito dali para frente.
  •  Sabe fazer, quer fazer, mas ainda assim não consegue – aqui o problema é emocional, então o líder precisa ajudar a trabalhar a autoconfiança.

4 – Metas - nós crescemos na medida em que nos desafiamos!

A criação de metas de performance acontece quando o líder ajuda o outro a olhar como está atuando na zona de incompetência, ou seja, quando foi a última vez que a pessoa sentiu “frio na barriga”. Construir metas de incompetência ajuda as pessoas a aprenderem algo novo.

5 – Planejamento - identificar os ponto produtivos, a produtividade é planejada e trabalhada, precisando ser construída.

 

 

Como obter mais produtividade na sua vida seguindo o exemplo de Michael Phelps

22 de março de 2017 0
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A revista HSM Management deste mês traz uma reportagem na sessão – liderança e pessoas sobre o modelo de alta performance desenvolvido pelo nadador Michael Phelps, onde mostra que a excelência tem alguns pilares que podem ser erguidos por qualquer gestor. Confira aqui no blog! Já no início da matéria, o técnico do atleta, Bob Bowman, diz que além dos fatores físicos, o que fez o Michael ser um nadador excelente foram quatro fatores: a sua constituição mental, o apoio da família, o treinamento e a chama competitiva. Bob acredita que o primeiro passo é ter a disposição de investir toda a energia possível em algo que ninguém mais faria. “Bob me ajudou, sem dúvida, a refinar meu foco intenso e minha determinação. Ele também me fez acreditar que tudo é possível. Você pode nadar tão rápido quanto quiser. Só tem de sonhar, acredita, trabalhar nisso e se entregar”. Escreve Phelps em sua biografia, Sem Limites. Michael Fred Phelps nasceu em Baltimore, Maryland, EUA, em 30 de junho de 1974. Começou a nadar aos sete anos, com nado costas, pois tinha medo de colocar o rosto na água. Aos dez anos, quebrou seu primeiro recorde em sua faixa etária, nos 100 metros nado borboleta. Foi o nadador mais jovem a competir em Olimpíadas, em 68 anos quando foi a Sydney – tinha quinze anos; lá quebrou seu primeiro recorde profissional. Foi o único atleta a ganhar medalhas em quatro Olimpíadas. Para Bob Bowman, as seis características de um campeão e que podem construir um modelo perfeito de alta performance são:

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1 – Campeões têm um plano (bem-sucedido) para atingir suas metas. 2 – Campeões dão boas-vindas aos desafios como meios de aprender e crescer, e boa parte disso inclui fracasso. 3 – Campeões produzem desempenhos normais e previsíveis em ambientes anormais e imprevisíveis. 4 – Campeões ensaiam o sucesso diariamente – mental, física e emocionalmente. 5 – Campeões valorizam o processo bem-sucedido mais do que qualquer resultado específico. 6 – Mais importante de tudo, campeões têm um sonho. E para você, quais têm sido as principais características e hábitos praticados para buscar os seus sonhos?

Saiba como a felicidade vem sendo definida ao longo do tempo

17 de março de 2017 0

Hoje, estamos buscando respostas para a velha pergunta: afinal, o que é felicidade?

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Antes de nós, muitos outros já se depararam com esta questão. Portanto, vamos entender de que forma ela foi respondida ao longo do tempo.

Respeitando a linha do tempo, iniciamos com o filósofo chinês Confúcio, que buscou respostas para o significado de ser feliz. Ele desenvolveu o conceito de Jen, onde a felicidade tem uma orientação externa. Ser feliz é fazer o bem aos outros, melhorando seu bem estar e transmitindo humanidade para com os outros.

Esta mesma orientação externa encontramos no Budismo. Dalai Lama, líder do budismo tibetano, ao escrever sobre o assunto, revela: “Se você quer que os outros sejam felizes, pratique a compaixão.  Se você quer ser feliz, pratique a compaixão“. Enfatiza assim a atenção para outras pessoas, e que a compaixão é um dos caminhos para a felicidade.

O filósofo grego Aristóteles, questionado sobre como encontrar a felicidade na vida, desenvolveu o Princípio da Moderação. Segundo ele, temos que aceitar todas as diferentes paixões e emoções, pois todas têm o seu lugar e função quando cultivadas no caminho certo. Qualquer um pode ficar bravo, porém estar bravo com a pessoa certa, pelo motivo certo, na forma e intensidade correta não é fácil. Entretanto, este é o caminho: quando nossas emoções são cultivadas no contexto correto, nos trazem felicidade. Até emoções como a raiva, quando, por exemplo, engajada em injustiça social, nos trazer felicidade. A moderação e aceitação de nossas emoções e paixões é o caminho para a felicidade.

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Outra leitura sobre felicidade, surgida na Grécia, é o Hedonismo, onde a felicidade é encontrada no prazer e nas sensações. O Hedonismo sustenta que a felicidade é, na realidade, a soma de todos os prazeres sensoriais e a ausência da dor. Para saber se sou feliz, preciso fazer um balanço dos prazeres e sensações que tive nas refeições, nas relações e atividades, por exemplo. O balanço de todos os prazeres e sensações dirá se sou feliz hoje.

Bem mais próximo aos dias atuais, os filósofos do Iluminismo afirmam que a nossa felicidade está no Utilitarismo.  O Utilitarismo insiste que devemos agir sempre de forma a gerar a maior quantidade de bem estar. A felicidade está nas nossas ações que geram mais felicidade e bem estar para o maior número de pessoas possível. As recentes pesquisas do centro de estudos dedicado à felicidade, o GGSC – Great Good Science Center, têm reforçado o entendimento de que nossa felicidade reside na capacidade de fazermos os outros felizes.