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Há um mês em Israel, Dudu Cearense diz: "Mesmo em guerra, país é mais seguro que o Brasil"

28 de julho de 2014 1

Dudu Cearense vive rotina tranquila de treinos até agora

Há cerca de um mês, Dudu Cearense, que estava no Vitória, foi anunciado pelo Maccabi Netanya, de Israel. Pouco tempo depois, três judeus tentaram pegar uma carona na Cisjordânia e foram sequestrados. Israel culpou o Hamas. O Hamas não se pronunciou e os conflitos na região iniciaram. Enquanto isso, o Maccaby Netanya viajava para a Hungria, para realizar a sua pré-temporada. Afinal, a Copa de Israel começa no próximo dia 2 de agosto e o Campeonato Israelense inicia pouco mais de 20 dias depois. Preocupado, Dudu Cearense fala sobre a situação.

“Eu estava em Israel há uma semana atrás. O conflito começou bem na época em que eu cheguei aqui. Eu fiquei praticamente duas semanas numa tensão. Na cidade do meu time (Netanya), não tem perigo. A cidade é linda e tranquila. Muito segura. Esta situação é estranha. Eu fiquei preocupado e tenso. Não sabia muito desta guerra milenar entre eles e comecei a estudar como tudo começou. Depois, fiquei mais aliviado. Claro que ainda estou tenso. Tomara a Deus que isto possa acabar em breve”, conta Dudu.

Entretanto, mesmo vivendo uma guerra, Dudu Cearense revela que se sente muito mais seguro em Israel do que no Brasil: “Eu já morei em vários países e já rodei o mundo. Eu fico preocupado com o Brasil. Israel tem pouco mais de 65 anos e tem uma segurança imensa. Crianças brincam de madrugada aqui. Não tem um trânsito caótico, não tem violência… Em Salvador, onde eu moro, a insegurança é total. Você fica preocupado em como se vestir. Mesmo em guerra, Israel é mais seguro que o Brasil. Parece mentira, mas é verdade. Eu quero estar vivo para ver o Brasil assim. Nós temos condições. É só querer. Para onde vai nosso dinheiro? Fizemos uma Copa do Mundo maravilhosa. Construímos estádios rapidamente e gastamos bilhões. Agora cadê a educação? Cadê os hospitais? Cadê a segurança?”

Recentemente, o Itamaraty considerou os conflitos na região inaceitáveis e desproporcional. Como resposta do Ministério das Relações Exteriores de Israel, ouviu que o Brasil seria um “anão diplomático” e que desproporcional era uma goleada por 7 a 1 numa semifinal de Copa do Mundo. Por isso, Dudu Cearense prefere não opinar sobre a guerra.

“A opinião brasileira não foi bem aceita aqui. Eu converso com os jogadores de Israel e poderia falar muitas coisas. Mas não vale a pena eu me maniefstar. Há muita coisa envolvida”, disse o atleta.

Partidas da Liga Uefa e da Champions League já foram canceladas na região. Faltando menos de uma semana para as competições locais iniciarem, a Federação Israelense de Futebol ainda não se pronunciou sobre eventuais cancelamentos. Na última quinta-feira, em um amistoso entre Lille e Maccabi Haifa, torcedores com a bandeira da Palestina invadiram o gramado para agredirem os torcedores.

“Esta briga repercutiu muito mal. A questão política chegou ao futebol. Torcedores agredindo jogadores que não tem nada a ver com a situação. Espero que não aconteça de novo. Estamos tomando alguns cuidados sobre isto em toda a Europa. Espero que não aconteça outra vez até a situação amenizar lá em Israel”, relata o jogador.

Crédito: Arquivo pessoal/Dudu Cearense

Crédito: Arquivo pessoal/Dudu Cearense

Até o final de semana, o Maccabi Netanya deve sair da Hungria e retornar para Israel à bordo de um avião ocupado com anti-mísseis. Dudu Cearense e seus companheiros de time sonham com um “cessar-fogo” para proteger o povo. Família e amigos estão ansiosos aqui no Brasil pelo fim da iminente guerra.

“Se é pra sonhar, vamos sonhar alto né? Tomara que isto acabe logo”, encerra Dudu Cearense.

Ouça a entrevista:

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Comentários (1)

  • edu diz: 28 de julho de 2014

    Israel está em guerra? Aonde está o outro exercito?

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