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Walace marca primeiro gol com a camisa do Hamburgo; veja

11 de fevereiro de 2017 0
Hamburgo/Divulgação

Hamburgo/Divulgação

Com gol de Walace, o Hamburgo deixou a zona de rebaixamento da Bundesliga. O clube do ex-gremista fez 3 a 0 no vice-líder Leipzig – que não tomara três gols numa partida até então – neste sábado (dia 11). Com este resultado, o Hamburgo agora é o 15º colocado, com 19 pontos, três na frente doi Werder Bremen, que abre a zona da degola.

Walace foi titular durante os 90 minutos da partida com a camisa 12 e marcou um gol ainda no primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, o volante subiu mais alto que a defesa do Leipzig e marcou um belo gol de cabeça. Papadopoulos e Hunt marcaram os demais gols.

Vôo atrasado, ameaça de WO, ônibus a 130km/h e um uniforme da seleção da Argentina: como uma trapalhada do Tucumán virou uma partida épica

08 de fevereiro de 2017 0
Atlético Tucumán/Divulgação

Atlético Tucumán/Divulgação

Pense num dos grandes dias da sua vida. O dia do seu casamento, o primeiro dia de trabalho ou o nascimento de um filho. Tudo tem que dar certo. A roupa precisa estar alinhada, o deslocamento previsto com antecedência e provavelmente cada minuto deste momento histórico está milimetricamente desenhado na sua cabeça. Entretanto, imprevistos acontecem. Se um pequeno detalhe não sai como o planejado, tudo vira uma bagunça, não é? O que era para ser um momento feliz passa a ser tenso, sofrido e quiçá assustador. Agora imagine se TUDO der errado ao mesmo tempo.

O Atlético Tucumán passou por isso na madrugada desta quarta-feira (8).

O clube argentino nunca tinha disputado a Taça Libertadores da América. Em 114 anos de história, o estádio Monumental José Fierro recebeu milhares de torcedores que fizeram uma festa linda no jogo de ida da segunda fase da pré-Libertadores na semana passada. Nesta quarta, mais de 2,5 mil ingressos haviam sido vendidos para o jogo do Decano fora de casa, que consequentemente também era a partida mais importante da história da equipe.

Para jogar em Quito, uma velha discussão veio à tona: como se adaptar à altitude da melhor maneira? Como já visto em outrora, a direção e a comissão técnica do Tucumán acreditaram que chegar no dia do embate que estava marcado para às 22h15min seria benéfico para a preparação física dos atletas. O tiro saiu pela culatra.

Os comandados do técnico Juan Manuel Azconzábal ficaram três horas em Guayaquil (onde realizaram parte da sua adaptação à altitude) por conta de uma troca de aeronave. A chilena Mineral Airways não teria a documentação necessária e por isso a delegação precisou aguardar um novo embarque.

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Às 22h os 19 jogadores, a comissão técnica e mais 120 torcedores desembarcaram no Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, que fica há mais de 40min de distância do Estádio Olímpico Atahualpa. Não seria problema, não fosse a partida marcada para dali há 15min. A partir daí, uma “operação de guerra” foi montada.

Já no saguão do aeroporto, quem recepcionou os atrasados foi o embaixador argentino no Equador, Luis Juez. Ele fez um apelo a imprensa local para que a partida fosse disputada, já que o árbitro uruguaio Andrés Cunha ameaçava o WO no local do duelo, o que decretaria a vitória do El Nacional e uma eliminação vexatória para o time visitante. Assim que ficou sabendo que a delegação argentina desembarcara em solo equatoriano, o mesmo remarcou a partida para 23h45min com uma condição: o ônibus com todos os atletas e comissão técnica precisaria estar meia hora antes no estádio.

Meu caro leitor, se você nunca fez uma viagem internacional, vou ilustrar para você. Digamos que você brasileiro desembarcou às 22h em no Equador. Em quinze minutos você sai do avião, pega um ônibus na pista e chega até a esteira de suas que foram despachadas. Lá, você aguarda elas por mais tempo – sejamos otimistas – e digamos que em mais 20 minutos você está com ela nas mãos. Você se desloca até um táxi e precisa ir ao estádio, que são mais 40 minutos. Ou seja, sendo muito otimista com o trânsito você chegaria com o horário no limite. Certo? O Tucumán não poderia correr este risco. Afinal, dois mil e quinhentos ‘hinchas’ já estavam no estádio esperando o que tinha tudo para ser uma partida histórica.

E foi. Calma.

Juez aguardou adelegação no saguão e colocou a comissão técnica e 19 jogadores dentro de um ônibus, que seria escoltado pela polícia até o estádio. A imprensa local afirma que o mesmo foi flagrado a 130km/h para chegar a tempo no estádio. Para economizar tempo, foi sugerido que o clube não aguardasse a bagagem e fosse o mais rápido possível para o campo de jogo. Agora, vamos raciocinar. O que um clube defutebol despacha em suas malas? Bolas, cones, material de higiene e… uniformes! Camisetas, calções, meias e chuteiras, tudo ficou no aeroporto!

O embaixador mais uma vez teve uma sacada de mestre para manejar mais uma “presepada” da logística: telefonou para a delegação da Argentina que estava em Quito disputando o Sul-Americano sub-20. Isto mesmo! Um dos clubes mais modestos daquele país iria ter a honra e a responsabilidade de vestir o manto nacional – veja a ironia – justamente contra um adversário chamado El Nacional. Uma hora e meia depois os onze titulares estavam fardados com a camisa ostentando o escudo da AFA. Canuto, camisa 21, tinha o sobrenome de “Torres” às suas costas. O número 10, Gonzalez, era visto como “Barco” pela arbitragem. O goleiro Lucchetti, na verdade era… Lucchetti. O camisa 1 do time visitante era o único que carregava consigo o uniforme do clube e usou uma vestimenta ‘diferente’ durante a curiosa partida.

Depois de tantos parágrafos descrevendo o que se passou fora das quatro linhas, a bola finalmente rolou em Atahualpa. Aos 19 minutos do segundo tempo, a sequência de trapalhadas começou a tomar nuances épicas. Uma bola cruzada da esquerda do ataque do Tucumán desvia na zaga. A esfera sobe e fica alta o suficiente para que o goleiro Cuero não alcance. O camisa 9 Martinez – que na verdade era Zampedri – cabeceia alto, para cima. A bola faz um novo arco e morre no fundo da rede do adversário: 1 a 0 para a equipe que poderia ter Didi, Dedé, Mussum e Zacarias no departamento de logística. Fim de jogo. Festa em Quito. Festa em Tucumán. Festa no aeroporto, na estrada que viu um ônibus em alta velocidade e no hotel onde uma seleção – naquele momento sem uniforme – via os seus nomes fazerem história. O Decano estava classificado para a 3ª fase da pré-Libertadores.

Após a partida, os hermanos estavam ensandecidos nas redes sociais pedindo que o embaixador argentino em Quito, Juez, fosse nomeado presidente da Associação de Futebol Argentino. Afinal, nenhum outro dirigente fez tanto pelo futebol local quanto ele nos últimos tempos.
Agora o Atlético Tucumán enfrenta o Junior Barranquilla na última fase da competição antes que a disputa de grupos comece. Caso avançem, eles entram no Grupo 5 que já tem Palmeiras, Peñarol e Jorge Wilstermann. O jogo de ida é no próximo dia 16, fora de casa e eu apostaria que, desta vez, a delegação desembarcará com no mínimo 24h de antecedência.

Um agradecimento especial aos roupeiros da seleção da Argentina sub-20 para finalizar. Os mesmos provavelmente passaram madrugada à dentro lavando os uniformes utilizados na partida em questão, pois os “reais donos” entram em campo nesta quarta, às 23h30min, justamente contra a Seleção Brasileira. Torçamos para que estes uniformes já tenham gasto toda a pitada de sorte que neles estava embutida. Eu, se fosse roupeiro, tenho uma certeza: eu não lavaria as camisetas. Vai que dá sorte de novo?

Veja quem são os brasileiros que vão disputar o Campeonato Chinês

07 de fevereiro de 2017 0

FotorCreated

O mercado da China, mais uma vez, chegou com força na janela de transferências. A diferença deste ano, porém, é que a busca foi mais centralizada na Europa e em grandes nomes do futebol do velho continente, ao contrário de anos anteriores quando o Campeonato Brasileiro acabou desfalcado pelos asiáticos. Daqui, apenas o atacante Marinho acabou indo para o campeonato chinês.

Enquanto isso, Alexandre Pato, Oscar e, mais recentemente, Hernanes, deixaram a Europa rumo à Ásia. O Planeta Bola listou os brasileiros que estão nos elencos ativos dos clubes que disputam a Superliga. Alguns ainda podem ser cortados pelas regras de estrangeiros que começam a entrar em vigor nesta temporada.

Atualmente, a lista de brasileiros em times da Superliga Chinesa é esta:

Beijing Guoan – Ralf e Renato Augusto

Changchun Yatai – Bruno Meneghel e Marinho

Chongqing Lifan – Fernandinho e Alan Kardec

Guangzhou Evergrande – Paulinho, Alan e Ricardo Goulart

Guangzhou R&F – Junior Urso, Renatinho

Guizhou Hengfeng – Não há brasileiros

Hebei China Fortune – Aloísio e Hernanes (ainda em fase final de negociação)

Henan Jianye – Não há brasileiros

Jiangsu Suning – Ramires e Alex Teixeira

Liaoning Whowin – Não há brasileiros

Shandong Luneng – Gil, Diego Tardelli e Jucilei (negocia com o São Paulo)

Shanghai Greenland – Não há brasileiros

Shanghai SIPG – Oscar, Elkeson e Hulk

Tianjin Quanjian – Geuvânio e Pato

Tianjin TEDA – Não há brasileiros

Yanbian Funde – Não há brasileiros

Incansável, Camarões conquista Copa Africana de Nações com time jovem, rápido e sem estrelas

06 de fevereiro de 2017 0
Camarões vence Egito de virada e conquista Copa Africana de Nações. Foto: Reprodução / Facebook

Camarões vence Egito de virada e conquista Copa Africana de Nações. Foto: Reprodução / Facebook

Um time de força física, muita velocidade, bom preparo físico e sem grandes estrelas.

Assim pode ser resumida a seleção de Camarões, que venceu neste domingo o Egito por 2 a 1, de virada, e conquistou pela quinta vez a Copa Africana de Nações, realizada em 2017 no Gabão.

Mesmo sem contar com craques do futebol mundial, os Leões Indomáveis venceram ao longo da competição alguns dos mais badalados times da África, como Senegal e Gana.

Com um time muito jovem e incansável, a seleção camaronesa costuma definir as partidas nos minutos finais, se valendo da velocidade e da maior resistência física dos seus garotos em relação aos adversários.

A decisão

A final foi emocionante.

O Egito, treinado pelo argentino Hector Cúper, saiu na frente com gol do meio-campista Mohamed Elneny, do Arsenal, aos 22 minutos do primeiro tempo.

A reação camaronesa veio só no segundo tempo, com dois jogadores vindos do banco de reservas. Aos 14 minutos, o zagueiro do Lyon, Nicolas Nkoulou, empatou de cabeça após cruzamento do capitão Mukandjo.

Mas o melhor estaria reservado para os minutos finais.

Quando a partida se encaminhava para a prorrogação, o volante de Camarões, Sèbastian Siani, tentou uma jogada improvável. Aos 43 minutos, lançou a bola da intermediária defensiva para o atacante Vincent Aboubakar, do Besiktas, que era marcado por três defensores egípcios próximo à grande área.

Mesmo com pouco espaço, o camisa 10 camaronês deu um chapéu no zagueiro Ali Gabr e, antes dos dois outros adversários darem o bote, sem deixar a bola quicar, chutou cruzado. O goleiro El-Hadary sequer tentou ir na bola.

Camarões 2 a 1 e pentacampeão.

Bassogog é um dos destaques da nova geração de Camarões. Foto: Reprodução / Facebook

Meia-atacante Bassogog é um dos destaques da nova geração de Camarões. Foto: Reprodução / Facebook

Um time jovem e sem estrelas

A seleção camaronesa já havia vencido o torneio em 1984 e 1988, sob a liderança de Roger Milla, e em 2000 e 2002, tendo Samuel Eto’o como principal referência técnica.

Curiosamente, uma peculiaridade do time atual, treinado pelo belga Hugo Broos, é justamente não ter grandes estrelas.

Ao contrário das grandes equipes dos anos 80, 90 e 2000, Camarões não tem hoje nenhum atleta atuando em um gigante europeu.

Um exemplo da falta de individualidades é o fato de os sete gols marcados pela equipe nos seis jogos da competição terem sido anotados por seis jogadores diferentes

Outra característica é a juventude do grupo. A exceção do volante Sèbastian Siani, que tem 30 anos, todos os demais atletas estão na casa dos 20 anos.

Os principais destaques são o meia-atacante canhoto Christian Bassogog, 21 anos, que atua no futebol dinamarquês e costuma atuar aberto pela direita, e o atacante Benjamin Moukandjo, 28 anos, capitão do time e atleta do Lorient, da França. Uma das principais virtudes de Camarões é a força física dos atletas.

 

Aos 30 anos, volante Siani é o jogador mais velho de Camarões. Foto: Reprodução / Facebook

Aos 30 anos, volante Siani é o jogador mais velho de Camarões. Foto: Reprodução / Facebook

“É sobretudo uma seleção com consistência no meio-campo e que privilegia o contato físico”, explica o jornalista africano Mussa Baldé, correspondente da Agência Lusa em Guiné-Bissau.

Incansável, Camarões resolve os jogos nos minutos finais

Apesar de não ter grandes individualidades, Camarões preserva as características tradicionais do futebol africano, como a força física e a velocidade.

Um grande ponto forte é o preparo físico.

Aliás, é possível afirmar que a Copa Africana de Nações foi conquistada pelo fato de o time camaronês chegar ao final das partidas mais “inteiro” fisicamente que os adversários.

Um dos grandes momentos da equipe no torneio foi ainda na primeira fase, na segunda rodada, quando venceu Guiné-Bissua de virada por 2 a 1, com o gol da vitória sendo marcado aos 33 minutos do segundo tempo.

Nas quartas de final, Camarões segurou o poderoso time de Senegal por 120 minutos. Após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, Camarões teve 100% de aproveitamento nos pênaltis.

O destaque daquela partida foi o goleiro Fabrice Ondoa, 21 anos, que atua no Sevilla B.

Titular de Camarões, ele teve grande atuação no jogo e, nas penalidades, defendeu uma cobrança do atacante senegalês Sadio Mane, do Liverpool, um dos melhores atletas africanos da atualidade.

Na semifinal, contra o bom time de Gana, mais uma vez o fôlego camaronês foi decisivo. A vitória por 2 a 0 veio no segundo tempo, com gols de Ngadeu-Ngadjui, aos 27, e de Bassogog, aos 48 minutos.

Na final, mais uma vez o gol da vitória ocorreu no apagar das luzes do jogo, com o golaço de Vincent Aboubakar, atacante de 25 anos, que pertence ao Porto e está emprestado ao Besiktas, da Turquia.

“Quando o adversário fica com dificuldades físicas, Camarões utiliza a sua rapidez e faz gols”, completa Baldé.

O time camaronês jogou a final no esquema 4-3-3, com: Ondoa; Fai, Ngadeu-Ngadjui, Teikeu (Nkoulou) e Oyongo; Siani, Djoum e Zoua (Mandjek); Bassogog, Tambe (Aboubakar) e Moukandjo.

 

 

Após colecionar fracassos, português faz de Burkina Faso a sensação da Copa Africana de Nações

01 de fevereiro de 2017 0
Atacante Préjuce Nakoulma (de branco) é um dos principais nomes do time de Burkina Faso. Foto: Reprodução / Facebook

Atacante Préjuce Nakoulma (de branco) é um dos principais nomes do time de Burkina Faso. Foto: Reprodução / Facebook

A persistência é a chave da boa campanha de Burkina Faso, semifinalista da Copa Africana de Nações e sensação do torneio.

O retrospecto do técnico português Paulo Duarte no comando da seleção burquinense não era nenhum pouco animador até pouco tempo atrás. Em quatro anos comandando a equipe do noroeste da África, entre 2008 e 2012, o treinador colecionou fracassos na Copa Africana de Nações. Na edição de 2010, em Angola, e em 2012, no Gabão e Guiné Equatorial, Burkina Faso terminou ambas como lanterna no grupo. No total, foram cinco jogos, com quatro derrotas e apenas um empate.

A campanha terrível fez com que Duarte fosse demitido. Em 2012, ele foi contratado pela seleção do Gabão e o desempenho foi ainda pior: sequer conseguiu a classificação para a Copa Africana de Nações de 2013, na África do Sul.

Mas mesmo com resultados inexpressivos, a federação de futebol de Burkina Faso decidiu dar uma nova chance a Paulo Duarte, contratando-o novamente em 2015 para dirigir a seleção. E a entidade não tem motivo algum para se arrepender da decisão.

Aos 47 anos, o ex-zagueiro português, que já foi treinado pelo ainda jovem José Mourinho quando defendia o União de Leiria, na temporada 2000/2001, não só deu um padrão de jogo ao time, como, enfim, obteve resultados. A seleção de Burkina Faso é a sensação da Copa Africana de Nações de 2017, que está sendo realizada no Gabão.

Na primeira fase, o time burquinense se classificou em primeiro lugar do grupo A, com cinco pontos em três jogos, superando o time da casa e também o sempre poderoso time de Camarões, além de Guiné-Bissau. Nas quartas-de-final, a equipe venceu com autoridade o tradicional time da Tunísia. Nesta quarta, o selecionado de Paulo Duarte jogará a semifinal contra o Egito.

A meta é ao menos igualar a campanha da Copa Africana de Nações de 2013, quando Burkina Faso, então treinada pelo belga Paul Put, foi vice-campeã do torneio, perdendo para a Nigéria na final.

Com elenco jovem, Burkina Faso tem apenas dois jogadores acima dos 30 anos

A boa defesa é o principal ponto forte de Burkina Faso, com destaque para o excelente goleiro Herve Koffi, jovem de apenas 20 anos, que defende o ASEC Mimosas, da Costa do Marfim. Somando os seis jogos das eliminatórias e os quatro jogos da Copa Africana de Nações já disputados até aqui, o time burquinense sofreu apenas quatro gols em dez jogos.

O ataque também não deixa a desejar. Uma outra virtude da equipe é que o setor ofensivo não concentra as suas fichas em apenas um jogador. Nos mesmos dez jogos, o time marcou 12 gols, sendo que oito jogadores diferentes foram responsáveis por balançar as redes, tanto nas eliminatórias como no torneio.

O destaque ofensivo é o atacante Préjuce Nakoulma, 29 anos que defende o Kayserispor, da Turquia. Polivalente, pode atuar na beirada e também dentro da área, além de ser o artilheiro da equipe. Ele já balançou a rede duas vezes na Copa Africana de Nações, incluindo o gol da classificação para a semifinal, na vitória por 2 a 0 sobre a Tunísia, nas quartas.

Burkina Faso vai enfrentar o Egito na semifinal da Copa Africana de Nações. Foto: Reprodução / Youtube

Burkina Faso vai enfrentar o Egito na semifinal da Copa Africana de Nações. Foto: Reprodução / Youtube

A mobilidade do ataque burquinense é garantida também pelos irmãos Alain e Bertrandt Traoré.

O mais velho, Alain Traoré, tem 29 anos e tem a vantagem do entrosamento com Nakoulma, seu companheiro no Kayserispor, além de ter sido o artilheiro da equipe no vice-campeonato africano de 2013. Já o mais novo, Bertrandt Traoré, tem 21 anos e pertence ao Chelsea, onde atuou na Premier League, em 2015/2016, marcando quatro gols em 16 jogos naquela temporada. Hoje, o Traoré mais novo está atuando no Ajax, da Holanda, emprestado pelo gigante inglês.

Outro pilar importante do time de Paulo Duarte é o zagueiro Bakary Koné, 28 anos, que já defendeu o Lyon por cinco anos e hoje é atleta do Málaga, da Espanha. Por fim, destaque também para o meia-atacante Jonathan Pitroipa, 30 anos, ex-Hamburgo e hoje companheiro do brasileiro Nilmar, no Al-Nasr, dos Emirados Arábes. No vice-campeonato em 2013, ele foi eleito o melhor jogador do torneio, realizado na África do Sul.

Koné e Pitroipa, aliás estão na ambos disputando a quinta Copa Africana de Nações na carreira, ambos tendo participado das edições de 2010, 2012, 2013 e 2015.

O treinador valoriza também o fato de a maior parte do grupo estar na melhor fase atlética da carreira. “Hoje, lidamos com atletas que estão entre os 27 e os 29 anos, na sua melhor idade. Como resultado, nós estamos jogando melhor e aí fica mais fácil de integrar os jogadores mais jovens”, explica.

A curiosidade é que a seleção de Burkina Faso tem apenas dois atletas acima dos 30 anos. Os mais velhos são Pitroipa, que completará 31 anos em abril, e o atacante Aristide Bancé, que tem 32 anos.

O time-base burquinense tem: Herve Koffi; Yago, Dayo, Kone e Coulibaly; Kaboré e Abdou Traoré; Bertrand Traoré, Alain Traoré e Nakoulma; Bancé.

Burkina Faso e Egito se enfrentam nesta quarta, às 17h (horário de Brasília), pela semifinal da Copa Africana de Nações. A outra semifinal, na quinta, será disputada entre Gana e Camarões.

 

Com futebol feio e defesa sólida, Hector Cúper reinventa o Egito na Copa Africana de Nações

31 de janeiro de 2017 0
Após ficar de fora das últimas três edições, seleção do Egito vira favorita para ganhar a Copa Africana de Nações. Foto: Divulgação / Facebook

Após ficar de fora das últimas três edições, seleção do Egito vira favorita para ganhar a Copa Africana de Nações. Foto: Divulgação / Facebook

Uma das atrações da Copa Africana de Nações 2017 é a solidez defensiva da seleção do Egito.

Após ficar de fora das últimas três edições do torneio, a seleção egípcia fez uma transformação no seu estilo de jogo e conseguiu chegar às semifinais com a condição de favorito. O principal ponto forte é a defesa. A equipe é a única da competição que não sofreu gols nos quatro jogos disputados até agora.

O maior fator apontado pelos cronistas africanos pelo bom momento egípcio é o trabalho do técnico argentino Hector Cúper. Conhecido por levar o Valencia duas vezes à final da Liga dos Campeões da Uefa, em 2000 (contra o Real Madrid) e em 2001 (contra o Bayern de Munique), e por ter sido desafeto de Ronaldo Nazário quando treinava a Internazionale, o treinador estava há algum tempo desparecido do cenário internacional.

A principal medida de Cúper foi mudar totalmente a forma de jogar do Egito. Campeã africana em 2010 e conhecida por jogar um futebol bonito e ofensivo, como as principais equipes da África, a seleção egípcia passou a priorizar a defesa sob o comando do argentino. Nas eliminatórias para a Copa Africana de Nações, por exemplo, a equipe sofreu apenas um gol em quatro partidas, eliminando Nigéria e Tanzânia (a seleção de Chad desistiu de participar por questões financeiras).

Apesar de ter uma boa defesa, uma das características da seleção egípcia é ter dificuldades para marcar gols. Na estreia na Copa Africana de Nações 2017, que está sendo realizada no Gabão, o time apenas empatou por 0 a 0 com o modesto time de Mali. Depois, a classificação para a fase mata-mata foi garantida com duas vitórias magras por 1 a 0 contra Uganda e Gana. Nas quartas de final, uma nova vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos garantiu a vaga na semifinal, quando o Egito enfrentará a surpresa da competição Burkina Faso.

Dupla de cães de guarda garante solidez defensiva

Apesar dos bons resultados e do favoritismo na maior competição da África, Hector Cúper sofre muitas críticas dos egípcios pelo futebol feio apresentado e pela mudança brusca na forma de jogar da equipe. Quando conquistou a Copa Africana de Nações em 2010, o ataque do Egito foi avassalador, marcando 15 gols em seis jogos. No entanto, como a equipe ficou de fora das três edições seguintes, o técnico argentino achou melhor fazer uma reformulação total no estilo de jogo egípcio.

“Futebol não é apenas ataque. Eu entendo os torcedores egípcios que gostariam de nos ver ganhando por uma margem grande todas as partidas, mas o meu objetivo é controlar cada jogo. Nós somos um time que agota tem identidade. Nossa defesa é boa e estamos trabalhando para melhorar o nosso ataque”, disse Cúper, em uma das entrevistas coletivas concedidas no Gabão durante o torneio.

Um dos segredos para a solidez defensiva é a dupla de volantes. Os meio-campistas Mohamed Elneny, 24 anos, do Arsenal, e Tarek Hamed, 27 anos, que atua na equipe local Zamalek, funcionam como dois cães de guarda, que protegem de forma eficiente a dupla de zaga formada por Ahmed Hegazy, do Al Ahly, e Ali Gabr, também do Zamalek.

Mohamed Salah (fazendo embaixadinhas), atacante da Roma, é o principal nome do Egito. Foto: Divulgação / Facebook

Mohamed Salah (fazendo embaixadinhas), atacante da Roma, é o principal nome do Egito. Foto: Divulgação / Facebook

O astro do time é o atacante Mohamed Salah, 24 anos, que atua na Roma e foi campeão da Premier League na temporada 2014/2015, pelo Chelsea, comandado à época por José Mourinho. Veloz, driblador e artilheiro, o jogador vem atuando como meia-atacante aberto pela direita e marcou o gol da classificação, na terceira fase, contra Gana, em uma cobrança de falta.

Cúper em alguns momentos abre mão da técnica em nome de uma defesa sólida. O meia-atacante Ramadan Sobhi, 20 anos, um jogador habilidoso e driblador, é considerado uma das maiores promessas do futebol egípcio e, em 2016, foi negociado pelo Al-Ahly com o Stoke City, da Inglaterra, para jogar na Premier League. Mesmo assim, o técnico costuma deixá-lo no banco.

A vaga de meia pela esquerda foi conquistada por Mahmoud Hassan, 22 anos. Chamado popularmente de “Trezeguet“, pela semelhança com o ex-atacante francês, o jogador do Mouscron, da Bélgica, não é tão técnico quanto Sobhi, mas faz o que os treinadores chamam de “um trabalho tático importante” e costuma proteger com eficiência o lateral Karim Hafez no flanco esquerdo.

Merece destaque também o articulador de jogadas do time, o meia Abdullah Said, 31 anos, do Al Ahly, que costuma marcar gols importantes.

O time-base, no esquema 4-2-3-1, tem: El-Haday; Elmohamady, Ali Gabr, Hegazy e Hafez; Elneny e Hamed; Salah, Said e Trezeguet; Mohsen.

A semifinal entre Egito e Burkina Faso está marcada para esta quarta-feira (1), às 17h (horário de Brasília). A outra semifinal da Copa Africana de Nações será disputada na quinta (2) entre Gana e Camarões.

Jornal espanhol destaca pedido de Cannavaro para time chinês contratar Pato

26 de janeiro de 2017 0

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O jornal espanhol, Marca, publicou nesta quinta-feira, em sua sessão especializada sobre janela de transferências, a notícia de que Fábio Cannavaro solicitou ao time que treina, Tianjin Quanjian, a contratação de Alexandre Pato, do Villarreal. O salário seria três vezes maior do que o atual do brasileiro.

Pato iniciou bem a temporada no Villarreal, mas perdeu espaço no time. Os espanhóis não se oporiam a recuperar o investimento feito no atleta, mas Pato, que já rejeitou a China outras vezes, pode repetir o ato e não se transferir para o Tianjin.

O clube é o mesmo que contratou Vanderlei Luxemburgo para a disputa da segunda divisão, mas acabou rescindindo com o técnico. Cannavaro assumiu e conseguiu o acesso. Jádson e Luis Fabiano não estão mais nos planos. Geuvânio seguirá no grupo. O belga Witsel foi contratado. Resta uma vaga de estrangeiro para a disputa da temporada.

Liverpool renova com Coutinho até 2022 e afasta interesse do Barcelona

25 de janeiro de 2017 0

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Os elogios de pessoas ligadas ao Barcelona para Philippe Coutinho já estavam gerando um desconforto no Liverpool que tem no brasileiro o seu principal jogador. Por isso, os ingleses agiram rápido e renovaram o contrato do brasileiro por mais cinco anos, com a garantia do mesmo, que o vínculo será cumprido.

“Assinei este novo contrato para ficar aqui por mais cinco anos, porque é um grande honra para mim. Sou muito feliz aqui porque fui recebido de braços abertos por todos no clube e pelos torcedores, desde o primeiro dia”, destacou Coutinho.

Nos últimos meses, nomes como Xavi, Piqué , Ronaldinho e Rivaldo elogiaram o futebol do brasileiro e falaram sobre um possível crescimento de seu futebol no clube catalão. Com isso, o Liverpool correu contra o tempo e antes da abertura da próxima janela de transferências chamou o brasileiro para conversar e ofereceu, segundo a imprensa inglesa, o maior salário da história do clube para garantir sua permanência.

 

Cristiano Ronaldo cita o Grêmio e imita Felipão antes de jogo da Copa do Rei: "Tá bem, gurizinho?"

20 de janeiro de 2017 1

Sem título

O português Cristiano Ronaldo lembrou os tempos em que trabalhou com Felipão no vestiário antes do jogo contra o Celta de Vigo, pela Copa do Rei. Nas imagens, o português brinca com os brasileiros Danilo e Casemiro sobre expressões como “Tá bem, gurizinho”, que eram usadas pelo treinador.

Danilo explica que a fala é tradicional do Sul do Brasil e Cristiano cita o Grêmio, clube do coração do seu ex-treinador.

Manchester City oficializa Gabriel Jesus e ele pode estrear no sábado contra o Tottenham

19 de janeiro de 2017 0

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Com a documentação devidamente regularizada, o Manchester City oficializou nesta manhã a chegada de Gabriel Jesus ao time. O brasileiro já estava na Inglaterra desde o início do mês e aguardava os trâmites legais para poder estrear.

Em sua primeira entrevista ao site oficial do clube, Jesus falou sobre as expectativas para o novo desafio: “Eu quero conquistar títulos, e o Manchester City é um clube acostumado a vencer. É um clube que sempre briga por títulos nas competições em que entra, então é um importante fator. E por causa do técnico, Guardiola, e do elenco.”

O diretor de futebol do clube, Txiki Begiristian, que já trabalhou com muitos craques entre suas passagens por Barcelona e Manchester City, está otimista quanto à chegada do brasileiro: ” Ele tem potencial para se tornar um dos melhores atacantes do esporte, e esperamos vê-lo se desenvolver aqui em Manchester. Eu acho que com Guardiola como técnico e o elenco que já temos aqui, Jesus tem a plataforma perfeita para atingir seu potencial pleno.”

Gabriel Jesus vai vestir a camisa número 33 e pode estrear contra o Tottenham no sábado.