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Croácia: com pitada de Real, Barça e Juve no time, meta é repetir histórica campanha de 98

21 de abril de 2017 0

Um dos pontos fortes da Croácia na luta por uma vaga na Copa do Mundo 2018 é a presença de diversos jogadores de qualidade que encantam em grandes clubes europeus.

Com atletas como Rakitic (Barcelona), Modric (Barcelona) e Mandzukic (Juventus) no meio-campo e no ataque, o time croata está em primeiro lugar no Grupo I, das Eliminatórias da Europa, com quatro vitórias e um empate.

Seleção da Croácia tem vários meias e atacante talentosos. Foto: Divulgação / HNS

Seleção da Croácia tem vários meias e atacante talentosos. Foto: Divulgação / HNS

Legião de talentos.

Os destaques do Real e do Barça atuam pela seleção da Croácia em funções diferentes da que executam nos seus clubes.

Luka Modric joga no time croata de forma mais recuada, como um volante que dá qualidade á saída de bola.

Já Ivan Rakitic atua como uma meia-atacante centralizado bastante ofensivo, com a missão de invadir a área adversária.

Mandzukic, por sua vez, exerce o mesmo papel que vem fazendo com maestria na Juventus. Centroavante de origem, ele vem jogando aberto pelo lado esquerdo, conciliando a recomposição defensiva com as tarefas ofensivas.

O grupo croata ainda conta o meia da Inter de Milão, Ivan Perisic, pretendido pelo Manchester United, e o atacante Kalinic, que faz excelente temporada pela Fiorentina.

O volante Kovacic, também do Real Madrid, é reserva, pois o treinador prefere escalar no meio, ao lado de Modric, o volante Milan Badelj, também da Firorentina, que é mais forte na marcação.

Mandzukic (Juventus) e Perisic (Internazionale) são alguns dos principais nomes da Croácia. Foto: Divulgação / HNS

Mandzukic (Juventus) e Perisic (Internazionale) são alguns dos principais nomes da Croácia. Foto: Divulgação / HNS

Um treinador experiente e estudioso

O técnico croata Ante Cacic, 63 anos, é pouco conhecido no futebol mundial.

Na região dos Balcãs, no entanto, é bastante renomado pelos trabalhos que faz desde os anos 80 nos times locais com destaque para o Dinamo Zagreb, da Croácia, e o Maribor, da Eslovênia.

Cacic nunca foi jogador de futebol e nunca trabalhou como técnico fora da região da antiga Iugoslávia.

No entanto, uma das suas virtudes é buscar permanentemente se qualificar no futebol, já tendo completado todos os níveis do curso de treinador da Uefa.

A Croácia joga em um esquema 4-2-3-1.

Na vitória contra a Ucrânia, por 1 a 0, em março, pelas Eliminatórias, a equipe atuou com: Subasic; Jedvaj, Vida, Mitrovic e Pivaric; Modric e Badelj; Brozovic, Rakitic e Mandzukic; Kalinic.

A meta principal é repetir a histórica campanha da Copa do Mundo de 1998, na França, quando o time liderado pelo centroavante Davor Suker conquistou o terceiro lugar.

Vendido para a Juventus antes da estreia no profissional, lateral lamenta não ter jogado no Inter: "Infelizmente não tive oportunidade"

24 de março de 2017 0
Juventus/Divulgação

Juventus/Divulgação

Aos 19 anos, Rogério vive uma realidade que a maioria dos jogadores que surgem no futebol brasileiro querem ter. Jogador da Juventus, ele divide vestiário com estrelas mundiais como Buffon, Higuaín e Daniel Alves. Para tornar o caminho ainda mais incomum, o atleta criado nas categorias de base do Inter, nunca jogou uma partida profissional na carreira.

Infelizmente eu não tive esta oportunidade (de jogar profissionalmente pelo Inter). Era um sonho meu. Porém, apareceu uma coisa boa e eu achei que era o momento de sair. Eu procurei o que era melhor para a minha carreira e realizei um sonho de jogar na Europa”, falou o lateral em entrevista ao Planeta Bola.

Vendido ainda no ano passado para a “Vecchia Signora”, logo que chegou ele foi emprestado para o Sassuolo para não ocupar uma vaga de estrangeiro no elenco da Juve. No início deste ano, retornou para Turim, mas acabou sofrendo duas pequenas lesões, que fizeram com que o tempo no elenco profissional fosse mais curto e ele tivesse que descer para o time sub-20 que joga a Champions League da categoria.

Rafael Ribeiro/CBF/ Divulgação

Rafael Ribeiro/CBF/ Divulgação

“Os brasileiros me receberam bem aqui. Eles me passam conselhos e me dizem o que eu tenho que melhorar. Quando eu cheguei, criei uma amizade muito boa com o Alex Sandro, até por ele ser da minha posição. Com o Neto também. O Daniel Alves chegou um pouquinho depois, então tenho menos contato com ele”, revelou.

Destaque do Mundial sub-17 disputado em 2015, Rogério terá uma forte concorrência pela frente. Se no Inter Artur e Geferson frearam o crescimento dele, Alex Sandro e Asamoah disputam a titularidade.Para o futuro, ele espera receber mais oportunidades no elenco da Juvemtus quando a temporada 2017/2018 começar. Além disso, ele quer aproveitar este período de adaptação para treinar mais o jogo defensivo.

“Eu tenho uma característica muito forte de ataque. Foi um desafio muito bom vir para a Itália, para aprimorar aquilo que eu tenho de pior. Eu preciso melhorar a marcação e isto pode me beneficiar no futuro. Eu posso melhorar isto e ser um jogador mais completo”, avaliou.

 

Austrália: após conquista da Ásia, Socceros ligam sinal de alerta para Copa da Rússia

24 de março de 2017 0

O sinal de alerta está ligado na Austrália.

Após a euforia com a inédita conquista da Copa da Ásia em 2015 (os australianos competem pelo continente asiático), o time do técnico Ange Postecoglu passou a apresentar dificuldades sérias nas eliminatórias para a Copa do Mundo, colocando em risco inclusive a classificação para o Mundial.

Como o empate por 1 a 1 com o Iraque, na última quinta, os Socceros chegaram ao quarto empate consecutivo, estão apenas na terceira colocação do grupo B e, hoje, teriam que disputar uma repescagem para ir à Rússia em 2018.

As apostas para recuperar a boa fase são o jogo da próxima terça, contra os Emirados Árabes (que estão um ponto atrás) e, principalmente, a disputa da Copa das Confederações 2017, na Rússia, em junho.

Austrália conquistou a Copa da Ásia 2015. Foto: Divulgação

Austrália conquistou a Copa da Ásia 2015. Foto: Divulgação

Com futebol ofensivo com característica, australianos ainda buscam soluções para os problemas defensivos

A principal característica da seleção da Austrália é a ofensividade.

Desde que assumiu o comando da equipe, em 2013, Postecoglu na maioria das vezes optou pelo esquema 4-3-3, sempre com dois pontas bem abertos.

A agressividade pelas beiradas do campo, normalmente, é proporcionada por Robbie Kruse e Mathew Leckie.

O primeiro, ex-Bayer Leverkusen, tem 28 anos, atua no futebol chinês e acabou perdendo a chance de jogar a Copa do Mundo 2014 por conta de uma lesão.

Já o segundo tem 23 anos, joga no Ingolstadt, da Alemanha e já foi titular da equipe no Mundial do Brasil.

Nos últimos jogos, o time australiano vem sentindo falta do seu grande criador de jogadas, o meia Tom Rogic, 24 anos, do Melbourne Victory, que está lesionado.

Uma boa alternativa para substituí-lo é o polivalente Jackson Irvine, 24 anos, do Burton Albion, da segunda divisão inglesa.

O centroavante titular é Tomi Juric, 25 anos, do FC Luzern, da Suíça.

No banco, o veterano e grande nome da história do futebol australiano Tim Cahill, 37 anos, é sempre uma alternativa de peso.

O problema está na defesa.

Após sofrer seis gols nos últimos quatro jogos e apresentar muitos problemas nas laterais, Postecoglu mudou resolveu mudar o esquema e montou a equipe em um 3-4-3, recuando o experiente volante Mark Milligan para jogar com Degenek e Writght na defesa.

A ideia acabou não dando certo.

Mile Jedinak, 32 anos, é o capitão do time. Foto: Divulgação / FFA

Mile Jedinak, 32 anos, é o capitão do time. Foto: Divulgação / FFA

O capitão Mile Jedinak, 32 anos, que já foi titular na Copa 2014, ainda é uma grande referência do meio-campo.

Apesar de ele estar atuando na zaga no seu clube, o Aston Villa, da Inglaterra, Postecoglu não abre mão da sua qualidade técnica como volante.

Em contrapartida, o treinador vem mudando muito a defesa nos últimos jogos e, hoje, seria difícil apontar quem seriam os titulares.

No empate por 1 a 1, com o Iraque, a Austrália atuou com: Ryan; Degenek, Milligan e Wright; Mooy, Jedinak, Luongo e Irvine; Kruse, Juric e Leckie.

O caminho para a classificação

Os líderes do Grupo B das eliminatórias asiáticas são Arábia Saudita e Japão, ambos com 13 pontos em seis jogos. São os únicos que, hoje, conquistariam a vaga direta para a Rússia.

Em terceiro, com 10 pontos, está a Austrália.

Se permanecerem nesta posição, os Socceros terão que ir disputar uma repescagem contra o terceiro lugar do grupo A, para então fazer uma nova repescagem contra uma seleção da Concacaf.

Para evitar este drama, a meta é fazer uma boa pontuação nos próximos quatro jogos, contra Emirados Árabes, Arábia Saudita, Japão e Tailândia.

Na Copa das Confederações, que terá início no dia 17 de junho, a Austrália está no Grupo B, ao lado de Chile, Camarões e Alemanha.

Polônia: invicto, time de Lewandowski dispara no ranking da Fifa e promete incomodar na Rússia

17 de março de 2017 0
Polônia conta com um dos melhores times desde a geração de Boniek. Foto: Reprodução / Facebook

Polônia conta com um dos melhores times desde a geração de Boniek. Foto: Reprodução / Facebook

Ter um dos melhores centroavantes do mundo no elenco de fato é o principal ponto forte da seleção da Polônia na busca por carimbar o passaporte para a Copa do Mundo 2018.

Porém, não é só a presença de Robert Lewandowski que torna o time polonês um dos favoritos para conquistar a vaga e incomodar as seleções mais tradicionais na Rússia.

Com um trabalho de longo prazo, esquema organizado, grupo experiente e jogadores de qualidade em todos os setores, os poloneses estão invictos nas eliminatórias europeias e não devem ter dificuldades para garantir a vaga no Mundial.

É verdade que será difícil igualar o feito das gerações de Lato e Boniek, que conquistaram o 3º lugar nas Copas de 1974 e 1982, respectivamente. Porém, os poloneses já tem um time capaz de incomodar.

Desde que o atual técnico da equipe, o ex-meia Adam Nawalka, 59 anos, assumiu o cargo, em 2013, a Polônia saltou da 78ª para a 14ª posição no ranking da Fifa.

Além disso, na Euro 2016, o time polaco empatou por 0 a 0 com a atual campeã mundial Alemanha e, nas quartas de final, vendeu muito caro uma eliminação nos pênaltis para Portugal, que viria a conquistar o título.

Lewandowski é o craque da Polônia. Foto: Reprodução / Facebook

Lewandowski é o craque da Polônia. Foto: Reprodução / Facebook

A equipe tem bons jogadores em todos os setores. No gol, por exemplo, os poloneses se dão ao luxo de contar com dois grandes goleiros, ambos com passagem recente pelo Arsenal: o titular Lukasz Fabianski, 31 anos, do Swansea City, e o reserva Wojciech Szczęsny, 26 anos, da Roma.

A zaga é liderada pelo eficiente Kamil Glik, 26 anos, que defende o Monaco, sensação da Liga dos Campeões da Uefa. O ritmo do meio-campo é ditado pelo volante Grzegorz Krychowiak, ex-Sevilla, que ainda não conseguiu se firmar no time titular do PSG.

Nas beiradas, Nawalka conta com dois extremas rápidos. Pela direita, o titular é Jakub Błaszczykowski, 31 anos, vice-campeão europeu pelo Borussia Dortmund, em 2013, e que hoje defende o Wolfsburg. Já pela esquerda, joga Kamil Grosicki, 28 anos, do Hull City.

No ataque, o principal nome, claro, é o centroavante Robert Lewandowski, 28 anos, capitão e artilheiro das eliminatórias europeias com sete gols, ao lado de Cristiano Ronaldo. Mas o jogador do Bayern de Munique costuma também atrair a marcação e abrir espaço para o jovem Arkadiusz Milik, 23 anos, um dos destaques do Napoli e também muito útil para o ataque da Polônia.

A seleção polonesa costuma jogar em um 4-4-2 clássico, com duas linhas. O time-base tem: Fabiansky, Piszczek, Glik, Pazdan e Jedrzejczyk; Blaszczykowski, Krychowiak, Maczynski e Grosicki; Milik e Lewandowski.

A Polônia, que não joga uma Copa desde 2006, lidera o Grupo E das eliminatórias europeias com 10 pontos, três vitórias e um empate em quatro jogos. É a grande favorita para se classificar na chave, que conta também com Montenegro, Dinamarca, Romênia, Armênia e Cazaquistão.

 

Jornal espanhol afirma que Real Madrid e Barcelona brigam por destaque da Seleção Brasileira sub-17

16 de março de 2017 0

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O jornal Marca, da Espanha, publica hoje em sua capa uma chamada para o “Novo Neymar”. Trata-se de Vinícius Jr., destaque do Flamengo na Copa São Paulo e da Seleção Brasileira no Sul-Americano sub-17. O atleta, de 16 anos, é observado de perto, segundo a publicação, por olheiros do Barcelona e do Real Madrid.

Na notícia, o Marca exalta a artilharia do torneio sul-americano e o protagonismo de Vinícius Jr. na equipe brasileira. Uma possível transferência, porém, só deveria ocorrer no ano que vem, quando o garoto completa 18 anos. Sua multa rescisória é de 30 milhões de euros.

O Brasil é primeiro colocado no hexagonal final do Sul-Americano sub-17 com sete pontos em três jogos. Vinícius Júnior marcou cinco gols no torneio.

Xabi Alonso anuncia que vai se aposentar no final da temporada

09 de março de 2017 0

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O meia espanhol Xabi Alonso anunciou que vai se aposentar do futebol no final da atual temporada. Aos 35 anos, o jogador confirmou à TV do Bayern que quer parar em alto nível e pendurar as chuteiras antes de qualquer tipo de decadência em seu jogo.

“Não foi uma decisão fácil, mas eu penso que é o momento certo. Eu sempre quis parar mais cedo do que tarde demais. Eu me sinto bem, mas creio ser o momento certo”, afirmou.

A carreira do espanhol é recheada de títulos. Ele foi campeão da Champions League com o Liverpool na temporada 2004/05, repetiu o feito em 2013/14 com o Real Madrid e, por lá, ainda foi campeão espanhol em 2011/12. Pelo Bayern foram dois títulos do campeonato nacional, em 2014/15 e 2015/16.

Com a Seleção Espanhola veio o Mundial de 2010 e as Euros de 2008 e 2012. Tudo isso sem contar copas nacionais e prêmios individuais conquistados pelo meia.

Xabi é o segundo atleta do Bayern a anunciar a aposentadoria. O lateral Lahm é outro que para no final da temporada.

Vitória da Chapecoense na Libertadores repercute na Europa: "Triunfo histórico"

08 de março de 2017 0

A vitória da Chapecoense contra o Zulia na estreia da Libertadores, ontem, por 2 a 1, foi assunto no Brasil e no Mundo por conta de toda a comoção com o time catarinense após o acidente aéreo no final do ano passado. Os gols de Reinaldo e Luiz Antônio percorreram o mundo e ganharam destaque nos principais jornais da Europa. O Planeta Bola separou alguma destas manchetes.

O Jogo

ojogo

 

BBC

Chapecoense, do Brasil, estreia com vitória na Libertadores

Chapecoense, do Brasil, estreia com vitória na Libertadores

Mirror

Primeiro jogo da Chapecoense no exterior, desde o acidente de avião, termina em vitória contra Zulia na Venezuela

Primeiro jogo da Chapecoense no exterior, desde o acidente de avião, termina em vitória contra Zulia na Venezuela

Independent

Chapecoense vence no primeiro jogo continental desde o acidente aéreo

Chapecoense vence no primeiro jogo continental desde o acidente aéreo

AS

O triunfo histórico da Chapecoense na Libertadores

O triunfo histórico da Chapecoense na Libertadores

Sport

Estreia triunfal da Chapecoense na Libertadores

Estreia triunfal da Chapecoense na Libertadores

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Chapecoense triunfa no retorno internacional

Chapecoense triunfa no retorno internacional

Walace marca primeiro gol com a camisa do Hamburgo; veja

11 de fevereiro de 2017 0
Hamburgo/Divulgação

Hamburgo/Divulgação

Com gol de Walace, o Hamburgo deixou a zona de rebaixamento da Bundesliga. O clube do ex-gremista fez 3 a 0 no vice-líder Leipzig – que não tomara três gols numa partida até então – neste sábado (dia 11). Com este resultado, o Hamburgo agora é o 15º colocado, com 19 pontos, três na frente doi Werder Bremen, que abre a zona da degola.

Walace foi titular durante os 90 minutos da partida com a camisa 12 e marcou um gol ainda no primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, o volante subiu mais alto que a defesa do Leipzig e marcou um belo gol de cabeça. Papadopoulos e Hunt marcaram os demais gols.

Vôo atrasado, ameaça de WO, ônibus a 130km/h e um uniforme da seleção da Argentina: como uma trapalhada do Tucumán virou uma partida épica

08 de fevereiro de 2017 0
Atlético Tucumán/Divulgação

Atlético Tucumán/Divulgação

Pense num dos grandes dias da sua vida. O dia do seu casamento, o primeiro dia de trabalho ou o nascimento de um filho. Tudo tem que dar certo. A roupa precisa estar alinhada, o deslocamento previsto com antecedência e provavelmente cada minuto deste momento histórico está milimetricamente desenhado na sua cabeça. Entretanto, imprevistos acontecem. Se um pequeno detalhe não sai como o planejado, tudo vira uma bagunça, não é? O que era para ser um momento feliz passa a ser tenso, sofrido e quiçá assustador. Agora imagine se TUDO der errado ao mesmo tempo.

O Atlético Tucumán passou por isso na madrugada desta quarta-feira (8).

O clube argentino nunca tinha disputado a Taça Libertadores da América. Em 114 anos de história, o estádio Monumental José Fierro recebeu milhares de torcedores que fizeram uma festa linda no jogo de ida da segunda fase da pré-Libertadores na semana passada. Nesta quarta, mais de 2,5 mil ingressos haviam sido vendidos para o jogo do Decano fora de casa, que consequentemente também era a partida mais importante da história da equipe.

Para jogar em Quito, uma velha discussão veio à tona: como se adaptar à altitude da melhor maneira? Como já visto em outrora, a direção e a comissão técnica do Tucumán acreditaram que chegar no dia do embate que estava marcado para às 22h15min seria benéfico para a preparação física dos atletas. O tiro saiu pela culatra.

Os comandados do técnico Juan Manuel Azconzábal ficaram três horas em Guayaquil (onde realizaram parte da sua adaptação à altitude) por conta de uma troca de aeronave. A chilena Mineral Airways não teria a documentação necessária e por isso a delegação precisou aguardar um novo embarque.

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Às 22h os 19 jogadores, a comissão técnica e mais 120 torcedores desembarcaram no Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, que fica há mais de 40min de distância do Estádio Olímpico Atahualpa. Não seria problema, não fosse a partida marcada para dali há 15min. A partir daí, uma “operação de guerra” foi montada.

Já no saguão do aeroporto, quem recepcionou os atrasados foi o embaixador argentino no Equador, Luis Juez. Ele fez um apelo a imprensa local para que a partida fosse disputada, já que o árbitro uruguaio Andrés Cunha ameaçava o WO no local do duelo, o que decretaria a vitória do El Nacional e uma eliminação vexatória para o time visitante. Assim que ficou sabendo que a delegação argentina desembarcara em solo equatoriano, o mesmo remarcou a partida para 23h45min com uma condição: o ônibus com todos os atletas e comissão técnica precisaria estar meia hora antes no estádio.

Meu caro leitor, se você nunca fez uma viagem internacional, vou ilustrar para você. Digamos que você brasileiro desembarcou às 22h em no Equador. Em quinze minutos você sai do avião, pega um ônibus na pista e chega até a esteira de suas que foram despachadas. Lá, você aguarda elas por mais tempo – sejamos otimistas – e digamos que em mais 20 minutos você está com ela nas mãos. Você se desloca até um táxi e precisa ir ao estádio, que são mais 40 minutos. Ou seja, sendo muito otimista com o trânsito você chegaria com o horário no limite. Certo? O Tucumán não poderia correr este risco. Afinal, dois mil e quinhentos ‘hinchas’ já estavam no estádio esperando o que tinha tudo para ser uma partida histórica.

E foi. Calma.

Juez aguardou adelegação no saguão e colocou a comissão técnica e 19 jogadores dentro de um ônibus, que seria escoltado pela polícia até o estádio. A imprensa local afirma que o mesmo foi flagrado a 130km/h para chegar a tempo no estádio. Para economizar tempo, foi sugerido que o clube não aguardasse a bagagem e fosse o mais rápido possível para o campo de jogo. Agora, vamos raciocinar. O que um clube defutebol despacha em suas malas? Bolas, cones, material de higiene e… uniformes! Camisetas, calções, meias e chuteiras, tudo ficou no aeroporto!

O embaixador mais uma vez teve uma sacada de mestre para manejar mais uma “presepada” da logística: telefonou para a delegação da Argentina que estava em Quito disputando o Sul-Americano sub-20. Isto mesmo! Um dos clubes mais modestos daquele país iria ter a honra e a responsabilidade de vestir o manto nacional – veja a ironia – justamente contra um adversário chamado El Nacional. Uma hora e meia depois os onze titulares estavam fardados com a camisa ostentando o escudo da AFA. Canuto, camisa 21, tinha o sobrenome de “Torres” às suas costas. O número 10, Gonzalez, era visto como “Barco” pela arbitragem. O goleiro Lucchetti, na verdade era… Lucchetti. O camisa 1 do time visitante era o único que carregava consigo o uniforme do clube e usou uma vestimenta ‘diferente’ durante a curiosa partida.

Depois de tantos parágrafos descrevendo o que se passou fora das quatro linhas, a bola finalmente rolou em Atahualpa. Aos 19 minutos do segundo tempo, a sequência de trapalhadas começou a tomar nuances épicas. Uma bola cruzada da esquerda do ataque do Tucumán desvia na zaga. A esfera sobe e fica alta o suficiente para que o goleiro Cuero não alcance. O camisa 9 Martinez – que na verdade era Zampedri – cabeceia alto, para cima. A bola faz um novo arco e morre no fundo da rede do adversário: 1 a 0 para a equipe que poderia ter Didi, Dedé, Mussum e Zacarias no departamento de logística. Fim de jogo. Festa em Quito. Festa em Tucumán. Festa no aeroporto, na estrada que viu um ônibus em alta velocidade e no hotel onde uma seleção – naquele momento sem uniforme – via os seus nomes fazerem história. O Decano estava classificado para a 3ª fase da pré-Libertadores.

Após a partida, os hermanos estavam ensandecidos nas redes sociais pedindo que o embaixador argentino em Quito, Juez, fosse nomeado presidente da Associação de Futebol Argentino. Afinal, nenhum outro dirigente fez tanto pelo futebol local quanto ele nos últimos tempos.
Agora o Atlético Tucumán enfrenta o Junior Barranquilla na última fase da competição antes que a disputa de grupos comece. Caso avançem, eles entram no Grupo 5 que já tem Palmeiras, Peñarol e Jorge Wilstermann. O jogo de ida é no próximo dia 16, fora de casa e eu apostaria que, desta vez, a delegação desembarcará com no mínimo 24h de antecedência.

Um agradecimento especial aos roupeiros da seleção da Argentina sub-20 para finalizar. Os mesmos provavelmente passaram madrugada à dentro lavando os uniformes utilizados na partida em questão, pois os “reais donos” entram em campo nesta quarta, às 23h30min, justamente contra a Seleção Brasileira. Torçamos para que estes uniformes já tenham gasto toda a pitada de sorte que neles estava embutida. Eu, se fosse roupeiro, tenho uma certeza: eu não lavaria as camisetas. Vai que dá sorte de novo?

Veja quem são os brasileiros que vão disputar o Campeonato Chinês

07 de fevereiro de 2017 0

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O mercado da China, mais uma vez, chegou com força na janela de transferências. A diferença deste ano, porém, é que a busca foi mais centralizada na Europa e em grandes nomes do futebol do velho continente, ao contrário de anos anteriores quando o Campeonato Brasileiro acabou desfalcado pelos asiáticos. Daqui, apenas o atacante Marinho acabou indo para o campeonato chinês.

Enquanto isso, Alexandre Pato, Oscar e, mais recentemente, Hernanes, deixaram a Europa rumo à Ásia. O Planeta Bola listou os brasileiros que estão nos elencos ativos dos clubes que disputam a Superliga. Alguns ainda podem ser cortados pelas regras de estrangeiros que começam a entrar em vigor nesta temporada.

Atualmente, a lista de brasileiros em times da Superliga Chinesa é esta:

Beijing Guoan – Ralf e Renato Augusto

Changchun Yatai – Bruno Meneghel e Marinho

Chongqing Lifan – Fernandinho e Alan Kardec

Guangzhou Evergrande – Paulinho, Alan e Ricardo Goulart

Guangzhou R&F – Junior Urso, Renatinho

Guizhou Hengfeng – Não há brasileiros

Hebei China Fortune – Aloísio e Hernanes (ainda em fase final de negociação)

Henan Jianye – Não há brasileiros

Jiangsu Suning – Ramires e Alex Teixeira

Liaoning Whowin – Não há brasileiros

Shandong Luneng – Gil, Diego Tardelli e Jucilei (negocia com o São Paulo)

Shanghai Greenland – Não há brasileiros

Shanghai SIPG – Oscar, Elkeson e Hulk

Tianjin Quanjian – Geuvânio e Pato

Tianjin TEDA – Não há brasileiros

Yanbian Funde – Não há brasileiros