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Sexta de música: Escurinho o artilheiro do Internacional que também atacou de músico

24 de maio de 2013 0

Escurinho e seu violão. Foto: Emílio Pedroso, Banco de Dados

Luiz Carlos Machado, o Escurinho, é um dos maiores ídolos do Internacional. O atacante ficou famoso pelos seus gols de cabeça. Ele faleceu aos em 2011, aos 61 anos, mas não deixou apenas gols e títulos para a história do Colorado. Em 2008, poucos meses antes do centenário do Inter o ex-jogador compôs sua versão do hino do centenário.

Na letra o ex-atacante lembra das glórias do Mundial de 2006 e diz que o Colorado é campeão de tudo. O pessoal da Zero Hora gravou um vídeo com ele mostrando a música.

A composição do hino do centenário colorado não foi a primeira vez que Escurinho se arriscou na música. Em 1974, durante três madrugadas o então camisa nove do Inter gravou junto com as bandas Café, Som & Leite e Ka-Sambão o long play O Lance. Com músicas como Maldita Mulher, Homenagem a Chico, Dor de Amor e Quinze anos dos Imperadores do Samba, como explica Beto Xabier no livro A música no país do futebol. Segundo Beto, a influência de Lupicinio Rodrigues é nítida em Maldita Mulher.

Se ela te falou que eu ofereci o meu amor, mentiu
Quer que brigues comigo
Tu sabe como eu sou
Se ela aproveita, quer um atrito entre amigos
Maldita mulher, quer nos fazer inimigos

Infelizmente não encontrei nenhum música do disco O lance na internet. Mas, em 25 de janeiro de 2010 o jornalista Jones Lopes da Silva, do jornal Zero Hora, escreve uma boa matéria explicando todos os detalhes da gravação deste LP. Nela descobrimos que o técnico do Internacional na época Rubens Minelli era contra a paixão de Escurinho pelo violão. E cansado com as tentativas do jogador em se tornar músico interpelou Paulinho da Viola em um aeroporto no Rio de Janeiro. Antes um acordo com Escurinho:

– O dia que você for um sambista igual ao Paulinho, eu saio pelado na rua.

Minelli leva Escurinho até o artista:

– Paulinho, diga ao nosso craque aqui como é difícil fazer bom samba.

O compositor o aconselha:

– Olha, você tem de estudar muito, tocar samba é uma arte, é preciso dedicação…

Em vez de cortar o mal do samba pela raiz, como queria Minelli, Paulinho só coloca mais lenha na fogueira. Ao final do que Escurinho se vira para o técnico e replica:

– Chefe, o Paulinho disse que posso ser sambista, sim. Quero ver pagar a promessa.

Bom Jones gravou esse vídeo com Escurinho que ficou bem bacana, é uma entrevista com ele sobre seu primeiro violão. Se quiser você pode ler aqui a matéria da Zero Hora.

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