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Memória SC: Clebão torce pelo Figueira na Série B e sonha em treinar o time no futuro

04 de junho de 2013 13

Foto: Caio Cezar, BD, 06/08/2004

Com o acesso para a primeira divisão do futebol brasileiro, em 2001, o Figueirense começou a contratar jogadores famosos em fim de carreira. O método era simples, trazer bons atletas sem espaço em times grandes e dar uma nova oportunidade. Essa alternativa funcionou várias vezes no Orlando Scarpelli e um dos primeiros jogadores famosos a vingar no Scarpelli foi o zagueiro Cléber.

Conhecido no Brasil por fazer parte do time multicampeão do Palmeiras, aquele da parceria com a Parmalat, o zagueiro chegou em Florianópolis em 2003 após ficar seis meses no time suíço Yverdon. A contratação foi feita por Carlito Arini, então gerente de futebol alvinegro, e por Rivaldo e César Sampaio, na época parceiros do Figueirense.

— Eu vim da Suíça e fiquei seis meses lá. Logo depois através do César Sampaio, do Rivaldo e do Carlito, que na época era o gerente de futebol. Eles me falaram do projeto do Figueirense, que tinha acabado de subir e aceitei a proposta, que era interessante. O time tinha uma boa estrutura e condições de brigar por algo — lembra Cléber.

Conhecido pela torcida alvinegra como Clebão, o zagueiro foi campeão catarinense duas vezes pelo Furacão, em 2003 e 2004. No seu primeiro ano no Scarpelli o zagueiro fez dupla com Márcio Goiano e juntos levaram o Figueirense para a Copa Sul-Americana.

— A gente tinha uma equipe muito competitiva com jogadores experiente e jovens. Não tivemos dificuldades nos dois primeiros anos. O nosso objetivo era se manter na primeira divisão, mas a nossa equipe era de qualidade. Entravamos de igual com os outros times. Brigamos por uma vaga na Sul-Americana e conseguimos. Foram anos que a gente conseguiu se manter — explica.

Em 2005, seu último ano no Scarpelli, Cléber quase foi rebaixado. O time alvinegro flertou com a zona de rebaixamento durante todo o campeonato e só conseguiu se salvar na penúltima rodada. Méritos para Adilson Batista que chegou a tempo de reorganizar o time e salvar o Furacão. É o que garante o zagueiro.

— Com a chegada do Adilson Batista deu uma mudada significativa para a nossa equipe. Ele fez uma posicionamento diferente. Ele fez um grande trabalho e ajudou a salvar a nossa equipe. Ele foi fundamental para a permanência na Série A.

Foto: Roberto Scola, BD, 30/08/2004

Clebão queria ficar no Figueirense e encerrar a carreira por aqui, mas as negociações não andaram e ele decidiu ir para o São Caetano. Em 2006 o time paulista foi rebaixado para a segunda divisão. Decepcionado o jogador decidiu encerrar a carreira. Em 2010 deu os primeiros passos como técnico de futebol no Rio Claro, de São Paulo, e teve uma rápida passagem pelo Metropolitano, também em 2010.

Hoje, Cléber é técnico do pequeno Coimbra Esporte Clube, time do grupo BMG, de Belo Horizonte e sonha um dia voltar ao Figueirense.

— Sem dúvida quero ser treinador do Figueirense. Tenho que ganhar experiência e fazer um bom trabalho em outro clube antes disso, mas tenho esse desejo — confessa Clebão.

Foto: Júlio Cavalheiro, BD, 15/10/2005

Torcendo pelo Figueirense

Acompanhando de longe o Figueirense, Cléber torce pelo time na Série B. O ex-jogador confia no trabalho do técnico Adilson Batista, mas alerta que para voltar para a Série A o time tem que manter o ritmo.

— O Figueirense tem grandes chances de subir, principalmente pelo que conheço do trabalho do Adilson Batista. Mas, o Campeonato Brasileiro é muito difícil, competitivo. E depende dos atletas e da comissão técnica para fazer um bom trabalho e conseguir o objetivo — finalizou o Clebão.

Comentários (13)

  • Figueira diz: 4 de junho de 2013

    Po… que saudade do Clebão! até hoje o nome do cara é falado nas arquibancadas… fico impressionado como em tao pouco tempo, um jogador foi tao querido pela torcida e até hj deixa saudades.

    Com ctz teremos o prazer de contar com ele na comissão técnica um dia…
    abraços clebão e aprende bastante ai pra nao fazer besteira no figueira hahahaha

  • fernando Bernhardt diz: 4 de junho de 2013

    Quantos técnicos negros existem no Brasil, em times grandes? Não vão me dizer que o Luxemburgo é negro, negro como o Cléber eu digo. O racismo velado (que é o pior) do Brasil não deixa.

  • Marcelo diz: 4 de junho de 2013

    Fernando Bernhardt, o que uma coisa tem a ver com a outra?
    Mas, se isso te incomoda: Arthurzinho (jec); Helio dos Anjos (ex Figueirense rebaixado); Andrade (ex flamengo campeão). Só pra citar alguns!!!

  • Marcelo diz: 4 de junho de 2013

    Torcendo pelo figueira, ali do alambrado, presenciei o Clebão fazer um dos lances mais fantástico no Orlando Scarpelli, foi um Figueirense x Santos… 2004, 2005, não me recordo…

    No Santos, Diego, Robinho e Elano… era o timasso da época.

    O lance foi um contra-ataque do Santos… a defesa do Figueira não se atentou a movimentação do moleque Robinho e ele já estava indo sozinho para o gol, com toda aquela velocidade. E o Clebão saiu em disparada atrás…escutavamos a passada do Clébão, a fúria dele atrás da bola, não chegaria nunca! Um garotinho contra a experiência. O Robinho vendo aquele monstro chegar perdeu um pouco a velocidade, e o Clebão deu um bote certeiro, na bola, deixou o Robinho no chão. A torcida comemorou literalmente como um gol. Fantástico. Clébão honrava a camisa, diferentemente do que a gente vê hoje no nosso futebol… indisposições, mau-estar, fadiga muscular… que é isso?! Clebão vindo para cá ao menos teríamos um time de guerreiro.

  • zuleika batista diz: 4 de junho de 2013

    Acompanhei a carreira deste espetacular atleta desde a epoca do Palmeiras.
    Torço que adquira o mais rápido possivel experiência necessária como técnico, para ensinar estes atletas que não sabem o que é ser um zaqueiro…… kkkkkk Gostaria que não fosse com o figueira….mas fazer o que!!!!!

  • Renato Kammers diz: 4 de junho de 2013

    Ha se todos fossem iguais a você…Saudades do Clebão, não existem mais jogadores assim, pelo menos ninguém provou ainda.

  • FABIO RUAS diz: 4 de junho de 2013

    SEM DÚVIDA UM GRANDE NOME PARA O FUTURO DO FIGUEIRA, O CARA TEM EXPERIENCIA SOBRA DE DENTRO DE CAMPO, É UM LIDER, XERIFÃO, SUCESSO PRA ELE

  • Worli diz: 4 de junho de 2013

    Lembro de um lance (não lembro agora qual o jogo) em que o clebão pegou a bola na defesa, foi avançando, avançando, conduzindo a bola, quase chegando ao gol. Era um xerife…Saudade…

  • Fernando Bernhardt diz: 4 de junho de 2013

    Marcelo, desses que tu citaste, só o Andrade é de fato negro, os outros são no máximo mulatos ou sararás, e assim mesmo depois de ser campeão no flamengo foi mandado embora e nenhum deles treina um time grande ou de ponta. Ah! lembrei do Cristóvão que está no Bahia.
    Me incomoda que pela quantidade de jogadores negros no Brasil, tinha de haver muito mais técnicos negros na série A. Mas como eu disse o Racismo não deixa. E antes que tua “genialidade” te leve a tirar mais conclusões erradas eu sou branco e de origem alemã, como pode ver pelo sobrenome.

  • leo diz: 4 de junho de 2013

    O Luxemburgo nao é negro? Quem é, entao? No mínimo mulato. Mulato é branco e é negro tambem

  • Mauricio diz: 4 de junho de 2013

    Isso mesmo Marcelo, Figueira 2 x 1 Santos e assumiu a liderança do campeonato naquela rodada… Scarpeli lotado… E nesse mesmo jogo o Robinho foi pedalar pra cima do Clebão, o Clebão roubou a bola do Robinho e ainda deu nas caneta do moleque…. esse lance foi fod…..

  • Claiton diz: 4 de junho de 2013

    Marcelo, na verdade esse desarme não foi com esse drama todo que tu narrou..rsrsrs
    Um contrataque deixou o Robinho sozinho em alta velocidade e o Clebão tava parado,na defesa, consequentemente a mercê de um fácil drible do Robinho, mas o Clebão só esticou a perna e tirou a bola e nem tocou no Robinho…O lance foi na meia esquerda, do lado do setor A e ganhamos de 2X1 com gols de Fernandes e Sergio Manoel…realmente a torcida vibrou como se fosse um gol…Esse lance passou não faz muito tempo, na TV dentro do Scarpelli, numa apresentação do time no inicio de ano…

  • dirney diz: 5 de junho de 2013

    parabéns andré, eu era fan do cleber, e sinto saudades do grande jogador que ele foi!
    agora , como técnico, vamos esperar para ver!

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