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Relembre a trajetória de Pittoni, um dos carrascos do Atlético-MG na Libertadores, no Figueirense

18 de julho de 2013 7

Pittoni comemora seu gol de falta contra o Galo. Foto: Norberto Duarte/AFP

Um dos carrascos do Atlético-MG na primeira decisão da Libertadores jogou no Figueirense. Autor de um gol de falta nos minutos finais da partida Wilson Pittoni tinha o sonho de jogar no Brasil e o Furacão catarinense que abriu as portas para ele no dia 6 de janeiro de 2011, o dia da apresentação do meio-de-campo no Alvinegro.

— Na verdade é um sonho meu jogar no Brasil, como eu já tinha dito é um país que muitos jogadores se destacam e crescem na carreira e eu também que isso — disse na época o jogador paraguaio.

Pittoni em ação na Libertadores. Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O sonho começou da melhor maneira possível, com certeza 2011 é um ano querido para Pittoni. Depois de um tempo de adaptação e de assistir muitas partidas do banco de reservas o jogador começou a ter oportunidades com o técnico Jorginho no Brasileirão. O meio de campo do Figueirense era formado por Ygor, Túlio, Maicon e Elias. Porém, após uma lesão de Maicon o paraguaio ganhou espaço. Contra o Corinthians, no Pacaembu, ele saiu do banco para marcar seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

Foi em Florianópolis que Pittoni recebeu a notícia que o técnico Arce, então treinador da seleção paraguaia, chamou o atleta do Figueira pela primeira vez para vestir a camisa vermelha e branca. Wilson Pittoni jogou eliminatórias e amistosos e no Furacão ganhava espaço, porém uma grave lesão tirou o jogador da reta final do Brasileirão e prejudicou muito o futuro do meio-campo no Brasil.

O meia paraguaio sofreu uma entorse no tornozelo direito em um treino do Figueirense, na manhã do dia 26 de outubro de 2011. Os atletas faziam um recreativo no gramado dentro de um sítio no município de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, quando o atleta saltou e na queda acabou se machucando.

O paraguaio passou por um exame de ressonância magnética que comprovou que a lesão era grave como explicou o médico do clube, Sérgio Parucker, na época.

— Ele teve uma lesão de grau dois, isso significa que ele rompeu o ligamento talo-fibular anterior, teve o rompimento do ligamento deutoide e teve um rompimento na região entre a fíbula e a tíbia e teve um estiramento. Isso demonstra uma gravidade do entrose e provavelmente, no mínimo de quatro semanas a seis semanas — disse o médico.

• Assista a lesão de Pittoni no vídeo do Diário Catarinense:

Com a lesão, Wilson Pittoni foi cortado da seleção paraguaia. O meia havia sido convocado para disputar dois jogos das Eliminatórias para a Copa de 2014.

O tempo de recuperação foi bem maior que o esperado e apenas na segunda parte do Estadual de 2012 Pittoni foi liberado pela preparação física para voltar aos gramados. Porém com o técnico Branco o meio-campo nunca teve chance no time. Mas desta vez ele tinha uma companhia paraguaia no Figueirense. Pittoni teve a função de recepcionar seu compatriota Mario Saldívar no clube do Estreito.

— Ele me perguntou, quando eu estava no Paraguai, se aqui é bonitinho. Daí falei que Florianópolis é um paraíso e estou muito feliz também por ele estar aqui — disse Pittoni no dia 12 de janeiro de 2012 na apresentação de Saldívar.

Pittoni e o também paraguaio Saldívar. Foto: Carlos Amorim/FFC/Divulgação

Mario Saldívar só entrou em campo uma vez. Contra o Vasco no Orlando Scarpelli na Série A o lateral entrou no segundo tempo e só. Mas, Pittoni teve mais chances. Tudo começou com a chegada de Argel ao comando alvinegro. Com o novo treinador, o paraguaio voltou a treinar com o elenco alvinegro. Não separadamente como vinha trabalhando com Branco. Fazia tempo que o meia não tinha uma chance.

Argel não esconde que gosta de jogadores sul-americanos. O treinador sempre deixou claro que a garra e a raça dos nossos vizinhos agradam e que isso é um dos pré-requisitos do seu trabalho. Para Pittoni, esse gosto do treinador foi uma nova chance.

— Não acho que ele tem que diferenciar jogador por causa do país, tem que escolher quem vai bem no treino. Mas, fico feliz por voltar a treinar e quero uma chance — disse Pittoni com um largo sorriso revelando sua motivação no dia 17 de maio de 2012 no Orlando Scarpelli antes de um treino.

Pittoni com sua filha Abighail, o meia estava em tratamento de uma grave lesão em 2011. Foto: Maurice Kisner, especial/Agência RBS

Apesar de toda a empolgação com Argel o paraguaio acabou sem chances com o técnico, mas ele foi importante para não deixar Pittoni sair do clube. Depois de muito tempo longe do time o meio-campo volto a ter chances com Abel Ribeiro que comandou o time interinamente contra o São Paulo no Scarpelli após a demissão de Argel. Hélio dos Anjos também deu oportunidades a Pittoni, mas o time alvinegro já estava imerso em problemas políticos, financeiros e na zona de rebaixamento.

No dia 22 de janeiro de 2013, dois anos e 16 dias depois de chegar no Figueirense o sonho de Pittoni de jogar no Brasil terminava com sua rescisão de contrato. Ele deixou Florianópolis e voltou para o Paraguai, para o Olimpia e hoje é uma das peças fundamentais do time na Libertadores, como demonstrou na cobrança de falta que decretou o 2 a 0 na vitória em cima do Atlético-MG.

Comentários (7)

  • da ilha diz: 18 de julho de 2013

    Ele deu sua contribuição para o Figueira, teve a fase boa foi contestado, mais depois de uma contusão não voltou mais, queriam até trocar pelo Eduardo do JEC, sorte dele que não deu certo, hoje ele está em um clube 4 vezes capeão da libertadores.

  • Janete Almeida diz: 18 de julho de 2013

    Na verdade conheci o jogador e o que sei é que não teve oportunidade no Figueirense. Assim como em outros times pelo brasil afora só jogam os jogadores indicados pelos técnicos. Isso no linguajar popular chamamos de panela…mas com certeza o que acontece está alem do que poderíamos imaginar.

  • carlos diz: 18 de julho de 2013

    Agora ele tem história no Figueirense… hahahahaha

  • MAURINO BASTOS diz: 18 de julho de 2013

    Aí eu pergunto: quem o liberou do clube em janeiro, não está roendo as unhas, pelo que se viu ele jogar ontem contra o Atlético? Mais uma trapalhada dessa diretoria e Depto. de Futebol. E nós temos que engolir esse Niheues e MMT.

  • Marcelo diz: 18 de julho de 2013

    Nossa, que história linda: lesões e banco.
    Piada!

  • alvinegro diz: 18 de julho de 2013

    quem foram os inteliJentes que mandaram o Pitoni embora do Figueira?…Era um ótimo jogador. Edmundo, Klebão, Evair, e outros foram craques que se deram bem no Figueira, só o Loco Abreu acho que não jogou nada no Figueira.

  • jose augusto diz: 18 de julho de 2013

    semana passada, um comentarista da cbn disse q ao ver o jogo do olimpia, com o pittoni em campo, entendia pq o figueirense tinha caído.
    queimou a lingua?

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