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Campeão da Copa do Brasil em 1991, Itá analisa o próximo confronto do Criciúma

23 de julho de 2013 1

Jogando no Heriberto Hülse o Tigre empatou em 2 a 2 com o Vasco em 2008 na Copa do Brasil. Foto: Ulisses Job, BD, 23/04/2008

A vitória no último sábado por 2 a 1 em cima do Grêmio tirou uma grande pressão dos ombros dos atletas, e principalmente, do técnico do Criciúma. Depois de deixar a zona de rebaixamento o Tigre tem um novo desafio: pontuar fora de casa.

A próxima partida será contra o Vasco, em São Januário, no próximo sábado às 18h30min. O time carioca também estava pressionado e a vitória no clássico em cima do Fluminense, no novo Maracanã, tranquilizou o time comandado por Juninho Pernambucano.

O Criciúma tem reencontrado vários times nesta edição da Série A, por ter ficado oito anos longe da primeira divisão. Ao todo foram 16 jogos entre Vasco e Tigre na história com seis vitórias, oito derrotas e dois empates. No Brasileirão o confronto é equilibrado. Foram 10 encontros com cinco vitórias para cada lado.

O último jogo entre os dois time foi em 2008 na Copa do Brasil. Em casa o Tigre empatou em 2 a 2, já no Rio de Janeiro o Vasco venceu por 1 a 0 e passou de fase.

Pedi para o ex-jogador Itá, capitão do título da Copa do Brasil em 1991, analisar a situação do Criciúma e o próximo jogo. Confira:

Foto: Maurício Vieira

“O Criciúma ainda está em formação, mas o grande problema do time são as lesões que atrapalham o trabalho do Vadão. Um exemplo é o Daniel Carvalho que está no clube já há uns cinco meses e só agora começou a jogar, ter uma sequência e mesmo assim são 30 minutos só de jogo. E com ele em campo é todo mundo percebe que ele é o camisa 10 que o time precisa. Ele cadencia o jogo, tem toque de bola e sabe colocar os atacantes na frente do goleiro.

O Serginho, que para mim é o melhor jogador do Criciúma, também está machucado e tudo isso atrapalha. Ter que reformular o time é outro ponto que prejudica o time. Jogar a Série A com o mesmo time do Estadual é suicídio. Então, o Tigre contratou. Você vê que a Portuguesa e o Náutico mantiveram a base dos estaduais e estão sofrendo e são sérios candidatos ao rebaixamento.

Se perder no Rio de Janeiro será um resultado normal. Até porque com o Dorival Júnior o Vasco ficou mais organizado e com Juninho Pernambucano ficou mais perigoso. Ele é aquele tipo de jogador que já tem uma certa idade, mas consegue manter a forma física por se cuidar muito fora de campo e ele desequilibra.

O bom do Criciúma é que já tem uma espinha dorsal com o goleiro Bruno, com os zagueiros (principalmente o Fábio Ferreira que joga com uma perna só), com o Serginho e com o Wellington Paulista no ataque. Precisa é melhorar as laterais. O Marlon, que é lateral-esquerdo como eu fui, cruza todas as bolas da intermediária, se o Daniel Carvalho não tivesse entrada para dar toque de bola a zaga do Grêmio ia sair de cabeça inchada do Heriberto Hülse.

A vitória em cima do Grêmio veio em boa hora, principalmente para o Vadão. Não era a hora de demitir ele, não é para ele sair. Mas no futebol é assim se o time não vence que sempre paga o pato é o treinador.

O jogo será difícil, mas o Criciúma tem condições de trazer pontos de lá.“

Comentários (1)

  • Joao Schultz diz: 23 de julho de 2013

    Grande Itá… Fostes um dos grandes q tronaram o Criciúma um dos melhores do Brasil e tenho certeza q logo o time vai engrenar e dar orgulho a maior torcida e melhor torcida de SC… Dá lhe Tigre e dá lhe Itá…

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