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Memória SC: o árbitro que expulsou todos os jogadores em uma clássico entre Avaí e Figueirense

09 de agosto de 2013 5

Nahas cercado pelos atletas de Avaí e Figueirense. Foto: Arquivo

Heber Roberto Lopes é o árbitro do clássico 403. Depois de muito polêmica e reclamação pelo Figueirense após o jogo com o Joinville onde Ronan Marques da Rosa desagradou muito a comissão técnica e a diretoria alvinegra, o Furacão pediu árbitro de fora para apitar Figueirense e Avaí neste sábado às 16h20min, no Orlando Scarpelli. A CBF colocou o paranaense Heber, e o árbitro agradou os dois lados mesmo ele sendo do quadro da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Arbitragem sempre foi alvo de muitas críticas em clássicos em todo o mundo, mas com certeza é raro encontrar um juiz como Gilberto Nahas. Em 31 de março de 1971, ele expulsou 22 jogadores no clássico 181.

O jogo ficou conhecido como o Clássico da Vergonha por ser um amistoso em homenagem aos sete anos do regime militar no Brasil. Mas o jogo terminou aos 10 minutos do segundo tempo depois uma briga generalizada, não sobrou ninguém dentro de campo: os 22 jogadores foram expulsos e a partida ficou no 0 a 0.

A confusão começou quando o centroavante Cláudio, do Figueirense, e o zagueiro Deodato, do Avaí, se desentenderam numa disputa de bola e começaram a brigar. Antes que o árbitro da partida, Gilberto Nahas, conseguisse tirar os dois de campo, os demais jogadores partiram para a violência.

— Não tinha o que fazer. Simplesmente eu peguei o cartão vermelho, girei no ar para todos os lados e disse ‘tá todo mundo expulso’ — relembrou Gilberto em entrevista ao jornal Hora de Santa Catarina em abril de 2008.

Outra versão seria que a briga começou por uma disputa amorosa. Um jogador do Figueirense e outro do Avaí disputavam o amor da mesma mulher.

Problemas com os militares

Contam que os militares que estavam sendo homenageados ficaram irritados com Gilberto Nahas por ele ter acabado o jogo com apenas 10 minutos do segundo tempo e por isso foram ao vestiário pressionar o árbitro. Como era sargento da marinha, ele recebeu recados do almirante, seu comandante, para que continuasse com o amistoso, até mesmo porque o governador estava presente no estádio. Não teve jeito.

— Eu disse que ali dentro de campo eu era a autoridade máxima e que tinha que cumprir as regras da Fifa — garantiu o ex-árbitro.

Comentários (5)

  • Ivan diz: 9 de agosto de 2013

    Eu estava neste jogo… o interessante é que nem a torcida do meu time, o Avaí, nem a do Figueira, se meteram na briga… A torcida só estimula um ou outro jogador para seguir brigando… Outros tempos… se fosse hoje em dia, que brigam por nada, inclusive quando nada passa em campo, a situação seria outra…

  • da ilha diz: 10 de agosto de 2013

    A história mudou, agora eles só expulsão jogadores do Figueira, é a nova era marquinhos o cara que manda na arbitragem

  • Marcelo Valério diz: 10 de agosto de 2013

    Parabens pelo resgate..até compartilhei na rede social.

  • Jonas diz: 10 de agosto de 2013

    Belíssima e merecida homenagem aos governantes da época. O clássico foi a cara daqueles tempos (e da medíocre elite local).

  • Arthur diz: 10 de agosto de 2013

    O Gilberto Nahas era peitudo e sério. Excelente árbitro.

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