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Entrevista - presidente da Federação Catarinense de Tênis, Rafael Westrupp, avalia edição 2014 e projeta melhorias: "A mudança de data pode nos ajudar"

03 de março de 2014 0
Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

O Brasil Tennis Cup de 2014 não teve nenhuma estrela de renome como na primeira edição, quando Venus Williams esteve presente nas quadras roxas da FCT. Mas isso não quer dizer que o torneio não teve bons jogos. A final foi um exemplo disso. Em três sets, a tcheca Klara Zakopalova conseguiu uma virar sobre a espanhola Garbine Muguruza.
A organização se mostrou mais madura e vive a expectativa de melhores edições em 2015 e 2016. Isso porque o campeonato muda de data. Passa de fevereiro para julho e ainda pode entrar no US Open Series – torneios que antecedem o Grand Slam.

Diário Catarinense − A mudança de data do torneio para julho é melhor para atrair melhores atletas nas edições de 2015 e 2016?
Rafael Westrupp − Essa nossa data em fevereiro ficaria comprometida no próximo ano porque conflitaria com o torneio de Dubai, que paga dois milhões de dólares em prêmios. Assim, a chance de trazer uma grande jogadora seria remota. O Jorge Lacerda (presidente da Confederação Brasileira de Tênis) interveio nesse sentido e passamos pelos crivos do WTA. Em julho não teremos torneios premiere, maiores. Seremos nós e um outro em Baku, no Cazaquistão. Já em 2016 o nosso torneio vai anteceder a Olimpíada do Rio de Janeiro. Apenas duas atletas podem competir por país, isso abriria muitas possibilidades para a gente, porque várias ótimas atletas ficariam sem campeonatos para jogar.

DC − Você ainda sonha em trazer uma top 10?
Westrupp − A intenção de trazer uma top 10 é muito real e viva. O nosso torneio vai começar apenas uma semana depois de Wimbledon. Vamos fazer contatos com atletas, treinadores e agentes e até o final do ano devemos ter um posicionamento. Uma top 10 geralmente pede cachê para participar, mas vamos começar essa procura por agosto, setembro.
DC − Essa alteração também permite que o Brasil Tennis Cup entre no US Open Series?
Westrupp − Essa negociação é em outra escala e o Jorge Lacerda vai ver isso. A data teoricamente nos ajuda. O nosso fuso horário é quase igual, tem uma diferença de duas horas, a nossa quadra é igual, e a logística até os Estados Unidos também.

DC − No ano passado tivemos uma final com a casa lotada. O público decepcionou este ano?
Westrupp − A gente já esperava um público menor. Primeiro, não tínhamos um nome como a Venus Williams, mas por outro lado tivemos uma atleta top 20 (Carla Navarro). Em 2013, teve uma grande expectativa. Outra coisa que atrapalhou foi o Carnaval. Mas não tínhamos como mudar a data do torneio com o WTA.

DC − Vocês estão com negociações com o Costão do Santinho. Qual torneio vocês querem fazer no resort?
Westrupp − Queremos levar a Fed Cup (versão feminina da Copa Davis) para lá. Houve reuniões e deixamos o projeto pronto com o Governo do Estado. Vamos aguardar.

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