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Posts na categoria "Esporte Amador"

A origem e as primeiras modalidades dos Jogos Olímpicos

02 de julho de 2015 0

Faltam exatos 400 dias para a Olimpíada do Rio de Janeiro. No dia 5 de agosto de 2016 a capital carioca será a casa do esporte no mundo. Essa será a 31ª edição dos jogos modernos, que começaram em 1896, em Atenas no Grécia, por iniciativa do francês Pierre Coubertin.

::: Mais informações sobre o Rio 2016

Por isso, a partir de hoje uma vez por semana publicarei aqui no blog alguma curiosidade sobre os Jogos Olímpicos. Para começar nada melhor do que começar pelo início de tudo na Grécia Antiga.

Homenagem aos deuses

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em forma de homenagem a Zeus e aos outros deuses gregos. No início era disputada apenas uma modalidade: corrida de 170 metros. Aos poucos foram adicionados outros esportes. A competição era disputada apenas por homens livres, isso que dizer que mulheres e escravos eram proibidos de jogar.

As despesas das viagens e os materiais usados nas disputadas saiam dos bolsos dos próprios atletas. As Olimpíadas eram disputadas de quatro em quatro anos.

O fim dos jogos

A decadência dos Jogos Olímpicos começou em 456 a.C., quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia. A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Teodósio I proibiu a adoração aos deuses e creditou os jogos como uma festa pagã, assim cancelando a disputa da competição. A Era Antiga teve 293 edições.

Modalidades:

Corrida - Até 728 a.C. foi a única competição disputada. Ganhou novas distâncias e formatos, como o hoplitodromos em que os atletas corriam vestidos para a guerra _ com armaduras, escudos e armas

corirda

Salto em distância – Cada atleta competia com pesos nas mãos, usados para aumentar o momento do salto, impulso e ampliar o voo.

Arremesso de disco - O disco fez parte dos Jogos desde 708 a.C. na qual era usado um disco de pedra. Até hoje a técnica, porém, segue similar à usada na Grécia Antiga.

Lançamento de dardo - Originária do uso de lanças por soldados as competições de lançamento de dardo eram divididas em dois eventos. O primeiro era o ekebolon, em que os juízes avaliavam a distância alcançada pelo arremesso. A segunda, o stochastikon, era um arremesso de dardo em que o objetivo era atingir um alvo determinado.

pentatlo

Pentatlo

Pentatlo - Era considerado o evento mais importante dos Jogos. Eram disputados salto em distância, arremesso de disco e lançamento de dardo em uma só prova. O atleta que vencesse os três era considerado o campeão, sem precisar disputar as outras duas provas, o pancrácio e a corrida.

Luta livre – Já tinha regras que lembra o esporte atual. Os lutadores ganhavam pontos por jogar o oponente de costas no chão e um combate terminava na terceira queda.

Boxe - Os gregos foram os primeiros a estabelecer regras e realizar torneios e a modalidade chegou aos Jogos da Antiguidade 688 a.C. Os lutadores treinavam com luvas protegendo as mãos, mas lutavam com tiras de couro duro, para causar mais danos aos adversários durante o combate.

Pancrácio - A mistura de boxe e luta livre é relatada como uma das mais populares modalidades da Antiguidade. Mesmo assim, só entrou no currículo olímpico em 648 a.C.

Corrida de cavalos e bigas - Com várias modalidades disputadas sobre cela, as corridas de cavalo são as únicas que previam a disputa feminina. As mulheres não eram permitidas nos Jogos, mas como os vencedores eram os donos dos cavalos, não os cavaleiros, mulheres chegaram a conquistar títulos olímpicos. Já as corridas de bigas eram disputadas no hipódromo de Olímpia _ que era gigante e podia abrigar até 60 bigas ao mesmo tempo. As corridas tinham duas variáveis, com bigas puxadas por dois ou quatro cavalos.

O tênis catarinense em festa

20 de outubro de 2014 0
Foto: Alvarélio Kurossu

Foto: Alvarélio Kurossu

O tênis catarinense esteve em festa na última semana. A Copa Guga Kuerten foi uma celebração do esporte com as competições de categoria de base e de cadeirantes. No mesmo dia que terminou a Semana Guga, a Federação Catarinense de Tênis (FCT) completou 60 anos. Fundada em 19 de outubro de 1954, a FCT se reinventou nos últimos anos com as competições de tênis infanto juvenil e, principalmente, com o Brasil Tennis Cup, torneio WTA e que já trouxe para as quadras catarinenses atletas como Venus Williams e Francesca Shiavone.

No dia 19 de outubro de 1954, o professor João David Ferreira Lima — também fundador e primeiro reitor da UFSC — fundou a Federação Catarinense de Tênis.

— Tal qual o Barão Pierre de Coubertein, fundador do Comitê Olímpico Internacional, o professor Ferreira Lima tinha a visão de unir educação e esporte. E é com esta filosofia que a FCT executa seus projetos desde a sua fundação — explica Rafael Westrupp, atual presidente da FCT.

Ymanitu, esperança de medalha na Paralimpíada. Foto: Chales Guerra

Ymanitu, esperança de medalha na Paralimpíada. Foto: Chales Guerra

Ymanitu Silva, campeão na categoria Quad da Copa Guga e esperança catarinense para a Paralimpiada de 2016 no Rio de Janeiro, é um dos tenistas do projeto Tênis em Csdeira de Rodas da FCT:

— A inclusão e formação social acontecem através de atividades como o Tênis em Cadeira de Rodas e o Tênis Comunitário. No rendimento, torneios amadores, infanto-juvenis e profissionais, bem como eventos internacionais de grande porte — completa Westrupp.

Os últimos anos foram de mudanças. As quadras de saibro deram lugar para as de piso duro, de cor roxa dando uma identidade visual ao Brasil Tennis Cup que em 2015 promete ser ainda maior:

— Em nossos palcos (quadras), tivemos ainda a presença de tenistas renomados, como os australianos Patrick Rafter e Lleyton Hewitt; os franceses Cedric Pioline e Arnauld Clement; a norte americana Venus Willians; a italiana Francesca Schiavone; e por fim a canadense Euginie Bouchard — finaliza Rafael, sem esquecer pessoas importantes para a FCT:

— Logicamente nada disto seria possível, não fosse a visão do sr. João David Ferreira Lima, e a coragem de todos os presidentes que passaram pela FCT: Marcílio Medeiros; Pedro Goulart; Gercino Schmitt; Rubens Vianna; Jorge Lacerda e Ricardo Pereira.

PodiCast 5º edição - O vôlei em Santa Catarina vai voltar a disputar títulos?

15 de maio de 2014 0

O vôlei dominou Santa Catarina nos últimos 10 anos. Unisul e Cimed conquistaram títulos da Superliga. Estávamos no top do esporte, porém quando os patrocinadores decidiram parar de investir no vôlei os times acabaram. Será que ainda conseguimos voltar a disputa de títulos?

Essa é a quinta edição do PodiCast que conversa sobre esse assunto e outros com Bruna Bernardes, que além de jornalista é ex-atleta profissional de vôlei.

Edição, produção de áudio: André Podiacki | Locução: JB Schüler

Apresentação: André Podiacki
Convidada: Bruna Bernardes

Confira outras edições do PodiCast:

1ª edição: A mistura do futebol com a música
2ª edição: A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo
3ª edição: Vozes do Rádio, Miguel Livramento o manezinho que não fica em cima do muro
4ª edição: O MMA em Santa Catarina, um papo sobre luta

PodiCast 4º edição - O MMA em Santa Catarina, um papo sobre luta

08 de maio de 2014 0

O MMA está tomando conta do Brasil. O esporte cresce muito no pais do futebol e ainda tem muito a evoluir. Para falar sobre Santa Catarina no MMA conversei com um especialista no assunto, Jorge Jr do blog Na Guarda.

Confira a quarta edição do PodiCast. Nos comentários deixe sugestão de assuntos que vocês gostariam de ouvir. Até a semana que vem.

Edição, produção de áudio: André Podiacki | Locução: JB Schüler

Apresentação: André Podiacki
Convidado: Jorge Jr

Confira outras edições do PodiCast:

1ª edição: A mistura do futebol com a música
2ª edição: A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo
3ª edição: Vozes do Rádio, Miguel Livramento o manezinho que não fica em cima do muro

Histórias do Jasc: a inserção do futsal em 1961

06 de novembro de 2013 2
Com a Elase, Chico Lins foi descoberto no Jasc de 1987. Foto: Arquivo pessoal

Com a Elase, Chico Lins foi descoberto no Jasc de 1987. Foto: Arquivo pessoal

A 53ª edição do dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) começa no próximo dia 20 de novembro em Blumenau. Antes de começar, vou escrever alguns post com histórias do maior evento esportivo do Estado. O primeiro é sobre a inserção do futsal nos jogos.

Em 1961, nos II Jogos Aberto de Santa Catarina, em Florianópolis, o comitê organizador do evento decidiu incluir o futebol de salão como uma das novas modalidades dos jogos. A intenção da cúpula de organização da Capital era ganhar mais uma medalha, já que somente Joinville e Lages tinham times competitivos, e o recente esporte era mais forte na Capital.

O plano deu certo, e Florianópolis foi campeã na modalidade, Joinville ficou com a prata e Lages com o bronze. Apesar de o esporte ser novo no Estado, a Federação Catarinense foi criada em 1957, o futebol de salão ganhou rapidamente adeptos.

O Jasc é responsável por revelar grandes atletas catarinenses, entre eles o tenista Gustavo Kuerten, a jogadora de vôlei Ana Moser e o nadador Fernando Scherer. Foi lá também que Chico Lins foi descoberto pelo técnico Fernando Ferretti, na época comandando o time de Joinville, a S.E.R Tigre.

– Meu primeiro Jasc foi 1984. Em 1987 eu joguei pela Elase, que representava Florianópolis, e o Ferretti me viu e me convidou para jogar na Tigre – lembra Chico.

Não foi só Chico Lins que foi observado e convidado por Ferretti naquele ano. Jogando pela equipe de Criciúma, anfitriã do evento, Marcos Sorato, o Pipoca, também foi contratado para jogar na Tigre.

– Em 1988 participei em Joaçaba e fui campeão jogando por Joinville. Ginásio sempre lotado no futsal. O futebol de salão dentro do Jasc é um dos mais fortes, e foi lá que eu fui descoberto – explica Sorato, técnico campeão mundial pela seleção brasileira de futsal em 2012.

Chico Lins jogou oito anos na Espanha, mas depois que voltou para o país, ele também retornou ao Jasc. A última participação como jogador foi em 1999, pela equipe da Unisul, que representava São José. Anos depois, como dirigente do vôlei, participou de mais dez edições com as equipes da Unisul e Cimed.

Câmara aprova limites de mandato e reeleição de dirigentes esportivos

10 de setembro de 2013 0

Foi aprovados pelos deputados federais nesta terça-feira uma medida provisória que limita em no máximo quatro anos o mandato de dirigentes de entidades esportivas. Além disso será permitido apenas uma única reeleição. O texto também exige regras mais claras de transparência e gestão das entidades esportivas no Brasil. A proposta segue agora para votação do Senado.

A emenda também estipula que os gestores de associações esportivas disponibilizem informações sobre contratos, patrocinadores, direitos de imagem e propriedade intelectual. Outra imposição para que as entidades recebam recursos da União é que seus estatutos prevejam, por exemplo, regras de gestão democrática, transparência pública na movimentação de recursos e alternância nos cargos de direção. O texto também impõe a participação de atletas nos processos de eleição para cargos diretivos das organizações esportivas.

Se isso acontecer diversas federações terão que mudar em breve. A Federação Catarinense de Futebol, por exemplo, tem como presidente Delfim Pádua Peixoto Filho desde 1985 está no comando da FCF.

Catarinense Igor Amorelli fica em 16º no IronMan 70.3 de Las Vegas

09 de setembro de 2013 2
Amorelli na prova de ciclismo. Foto: Cristiano Andujar, Divulgação

Amorelli na prova de ciclismo. Foto: Cristiano Andujar, Divulgação

O catarinense Igor Amorelli ficou em 16º no IronMan 70.3 Las Vegas. O morador de Balneário Camboriú percorreu 1,9 quilômetros de natação, 90,1 de ciclismo e 21,1 de corrida em 4h04min. Segundo Amorelli o mau início na largada atrapalhou toda a prova:

- Foi uma prova bem difícil a minha natação não foi muito boa. A minha largada não foi boa e encaixei no meio do bloco e fiquei ali. No começo da bike tive que fazer bastante força para alcançar o grupo da frente eles e me cansei um pouco – disse Amorelli em entrevista ao site MundoTri.com.

Agora Igor Amorelli volta para casa para continuar sua preparação para a próxima prova. O resultado em Vegas pode não ter sido o melhor para o catarinense, que na prova de Brasília ficou com a segunda colocação, quase ficando com o primeiro lugar na reta final enquanto o francês Jérémy Jurkiewicz comemorava antes de ultrapassar a linha de chegada, como você pode ver no vídeo abaixo.

O doping volta ao debate no esporte

30 de julho de 2013 0

Neymar em seu primeiro treino no Barcelona. Foto: Quique Garcia/AFP

O doping voltou a pauta esportiva. Desde que foi revelado que os jamaicanos Asafa Powell e Sherone Simpson e o norte-americano Tyson Gay foram flagrados no exame voltas a discutir o doping. Na última semana mais casos foram revelados ou confirmados, como o do tenista croata Marin Cilic (número 15 do mundo) e o do ex-ciclista Erik Zabel.

O doping é definido pelo Código da Agência Mundial Antidoping (AMA) da seguinte maneira: a utilização de substâncias ou métodos capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo, sejam eles potencialmente prejudiciais à saúde do atleta ou de seus adversários, ou contrário ao espírito do jogo.

Sempre que vejo discussões sobre o tema percebo uma grande preocupação com o último item da definição da AMA: espírito do jogo. A discussão sempre é ética. Porém, neste último fim de semana o programa Histórias do Esporte, da ESPN Brasil, trouxe uma interessante entrevista com o médico Júlio César Alves, especialista em tratamento ortomolecular.

A declaração mais forte foi sobre Neymar. Segundo o médico, o atacante do Barcelona vai usar drogas nos próximos meses. A previsão foi feita porque, segundo Júlio, o jogador de futebol não conseguirá ganhar cinco quilos de massa magra sem usar substâncias ilícitas, com quer o clube catalão.

- O povo da Europa pensa que somos um bando de ignorantes ao dizer que o Neymar terá de ganhar cinco quilos de massa magra em um ano ou um ano e meio. É quase impossível, mesmo com musculação extensiva, que ele atinja isso. E ele não pode fazer musculação extensiva por causa do futebol. Mesmo com esteroides ele teria dificuldade, mas o Neymar vai aparecer daqui a um ano com cinco quilos a mais. Ele vai usar drogas – disse Alves em entrevista à ESPN Brasil.

O médico faz tratamentos para atletas que querem ganhar desempenho burlando o controle de doping. Segundo Alves, ele tem dois clientes que atualmente estão na seleção brasileira de futebol e mais 25 atletas de alto rendimento. Além disso, tem vários outros jovens que ele promete que ainda vamos escutar falar muito deles:

Doping sempre existiu e existirá. Hoje, com as próximas olimpíadas aqui, recebo muitos atletas jovens para que eu os prepare e para que eles não caiam no doping. Eles são de várias modalidades, e muitos vocês ainda vão conhecer. Tenho 25 atletas de alto rendimento, top, mas devo ter uns 50 ou 55 nomes das mais variadas áreas – explicou sem revelar os nomes dos atletas.

Formado em medicina ortomolecular pela Unicamp, Júlio César Alves atualmente tem consultório em Piracicaba, onde atende atletas de várias origens. O médico é procurado basicamente com a demanda de melhoria de performance através de recursos químicos que escondam qualquer traço de doping e você pode ver a matéria completa com ele neste no site da ESPN Brasil.

A credibilidade do ciclismo continua caindo

A credibilidade do ciclismo sofreu um abalo com uma série de confissões de doping de figuras importantes, como Lance Armstrong, o rosto mais popular do esporte, que venceu um câncer para conquistar a Volta da França sete vezes e perdeu os títulos quando o seu sofisticado esquema de doping foi descoberto em outubro pela Agência Anti-Doping dos Estados Unidos.

Neste semana, o ex-ciclista Erik Zabel admitiu ter usado substâncias ilegais, entre elas a EPO, cortisona e doping sanguíneo, durante anos, após ser citado pelo senado francês em uma investigação sobre uso de drogas.

O alemão Erik Zabel admitiu se dopar durante anos para continuar a competir em alto nível. Foto: Joel Saget/AFP

Em entrevista ao jornal Sueddeutsche Zeitung, o alemão, que liderou a classificação da Volta da França seis vezes antes de se aposentar em 2008, disse que usou drogas banidas e métodos ilegais entre 1996 e 2003.

- Eu me dopei por muito mais tempo, por muitos anos. Nunca tive um plano estruturado para me dopar, nunca tive especialistas em volta de mim e nunca me vi como um super dopado. Eu queria manter minha vida, o sonho da minha vida de ser profissional. Eu amava aquilo, o esporte, as viagens. Esse egoísmo era mais forte -

A luta contra o doping

A luta antidoping teve início na década de 60. Na época, cerca de 30% dos participantes dos eventos desportivos internacionais faziam uso de algum tipo de estimulante químico. Em 1967, o Comitê Olímpico Internacional (COI) condenou a prática do doping, onde 18 apresentou uma lista de substâncias consideradas proibidas e iniciou o controle antidoping sob sua responsabilidade. O ano de 1968 com os Jogos Olímpicos de Inverno em Grenoble na França, e nos Jogos Olímpicos de Verão na cidade do México pode ser considerado o marco do controle de doping no esporte.

Para finalizar

Será que entramos em uma era que o doping será liberados para atletas de alto rendimento? Qual será o próximo passo do COI e da AMA para impedir a utilização de substâncias proibidas. E o pior de toda essa discussão sobre o doping é que agora todos são suspeitos para a opinião pública. O que você acha?