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Posts na categoria "História"

Curiosidades sobre a tocha olímpica

09 de julho de 2015 0

tochaA tocha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi apresentada no dia 3 de julho. Pela primeira vez na história ela passará por cidades de Santa Catarina. Quatro cidades estão na lista: Blumenau, Criciúma, Florianópolis e Joinville.

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::: Outras informações sobre o Rio-2016

O revezamento da tocha olímpica começou em 1936 por iniciativa do alemão Theodore Lewald. Desde então uma tocha com o fogo olímpico deixa Olímpia, cidade que fica a 300 quilômetros de Atenas, e vai até a cidade sede dos Jogos, de preferência a maior parte por terra.

A primeira vez que algum brasileiro carregou a tocha foi em 1992. Lara de Castro, uma estudante de educação física então com 19 anos, venceu um concurso e teve a felicidade de levar a tocha.

A última pessoa que leva a tocha e que consequentemente acende a pira é mantida em segredo e revelada apenas instantes antes na abertura da Olimpíada.

E se a chama se apagar?

Normalmente as tochas levam gases infláveis em sua estrutura. Além disso, durante os anos as organizações desenvolveram tochas mais resistentes ao vento e chuva. Mas se por algum motiva a chama for apagada?

Em casos que a chama é apagada, como no revezamento de 1996 para a Olimpíada de Atlanta, um motoqueiro caiu e apagou a chama. Rapidamente uma das chamas de segurança foi usada para reacender a principal. Sim, eles levam chamas também acessas em Olímpia durante o trajeto da tocha até a cidade sede dos Jogos.

Outros posts da série olímpica:

• A origem e as primeiras modalidades dos Jogos Olímpicos

O tênis catarinense em festa

20 de outubro de 2014 0
Foto: Alvarélio Kurossu

Foto: Alvarélio Kurossu

O tênis catarinense esteve em festa na última semana. A Copa Guga Kuerten foi uma celebração do esporte com as competições de categoria de base e de cadeirantes. No mesmo dia que terminou a Semana Guga, a Federação Catarinense de Tênis (FCT) completou 60 anos. Fundada em 19 de outubro de 1954, a FCT se reinventou nos últimos anos com as competições de tênis infanto juvenil e, principalmente, com o Brasil Tennis Cup, torneio WTA e que já trouxe para as quadras catarinenses atletas como Venus Williams e Francesca Shiavone.

No dia 19 de outubro de 1954, o professor João David Ferreira Lima — também fundador e primeiro reitor da UFSC — fundou a Federação Catarinense de Tênis.

— Tal qual o Barão Pierre de Coubertein, fundador do Comitê Olímpico Internacional, o professor Ferreira Lima tinha a visão de unir educação e esporte. E é com esta filosofia que a FCT executa seus projetos desde a sua fundação — explica Rafael Westrupp, atual presidente da FCT.

Ymanitu, esperança de medalha na Paralimpíada. Foto: Chales Guerra

Ymanitu, esperança de medalha na Paralimpíada. Foto: Chales Guerra

Ymanitu Silva, campeão na categoria Quad da Copa Guga e esperança catarinense para a Paralimpiada de 2016 no Rio de Janeiro, é um dos tenistas do projeto Tênis em Csdeira de Rodas da FCT:

— A inclusão e formação social acontecem através de atividades como o Tênis em Cadeira de Rodas e o Tênis Comunitário. No rendimento, torneios amadores, infanto-juvenis e profissionais, bem como eventos internacionais de grande porte — completa Westrupp.

Os últimos anos foram de mudanças. As quadras de saibro deram lugar para as de piso duro, de cor roxa dando uma identidade visual ao Brasil Tennis Cup que em 2015 promete ser ainda maior:

— Em nossos palcos (quadras), tivemos ainda a presença de tenistas renomados, como os australianos Patrick Rafter e Lleyton Hewitt; os franceses Cedric Pioline e Arnauld Clement; a norte americana Venus Willians; a italiana Francesca Schiavone; e por fim a canadense Euginie Bouchard — finaliza Rafael, sem esquecer pessoas importantes para a FCT:

— Logicamente nada disto seria possível, não fosse a visão do sr. João David Ferreira Lima, e a coragem de todos os presidentes que passaram pela FCT: Marcílio Medeiros; Pedro Goulart; Gercino Schmitt; Rubens Vianna; Jorge Lacerda e Ricardo Pereira.

A primeira vez: Chile x Austrália

13 de junho de 2014 0
O primeiro jogo entre as seleções foi no Mundial de 1974, Foto via ak-tsc

O primeiro jogo entre as seleções foi no Mundial de 1974, Foto via ak-tsc

Depois de 40 anos Chile e Austrália voltam a se encontrar na Copa do Mundo. No dia 22 de junho de 1974 os dois países se enfrentaram pela primeira vez na história, na última rodada do da primeira fase do Grupo A do Mundial da Alemanha.

O jogo foi tedioso, o empate sem gols foi o placar perfeito para aquela partida sem sal. Mas isso não quer dizer que o jogo não tenha sido histórico. Quem deu gosto ao encontro foi um grupo de chilenos que invadiu o campo com uma bandeira do Chile com a seguinte frase escrita: “Chile socialista”.

Era um protesto contra a ditadura do General Augusto Pinochet. Nove meses antes da Copa, em 11 de setembro de 1973, houve um golpe e Salvador Allende, que havia sido eleito democraticamente, foi tirado do poder. Esse ato iniciou um domínio militar muito sangrento que durou 17 anos, machado por tortura, mortes e abusos.

O protesto chileno na Alemanha serviu para alertar o mundo da insatisfação com a ditadura em seu país.

Quatro décadas depois Chile e Austrália voltam a ser encontrar em um clima muito diferente e longe de problemas políticos. A preocupação das seleções agora é sobreviver no Grupo da Morte da Copa no Brasil. Os dois tentam passar da primeira fase, mas para isso tem que deixar para trás Espanha e Holanda. O jogo começa às 19h na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Assista a um vídeo com melhores momentos e com a imagem do protesto:

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA (0)

Reilly; Utjesenovic, Wilson, Schaefer, Curran (Williams); Richards, Rooney, Mackay, Abonyi; Alston (Ollerton) e Buljevic

Técnico: Rale Rasic

CHILE (0)

Vallejos; Garcia, Quintano, Arias, Figueroa, Caszely, Valdez (Farias), Ahumada, Veliz (Yavar), Reinoso, Paez

Técnico: Luis Alamos Morales

Cartão amarelo: Ray Richards (A)
Cartão vermelho: Ray Richards (A)
Arbitragem: Jafar Namdar (IRN), auxiliado por Vital Loraux (BEL) e Arie Van Gemert (HOL)
Data: 22/06/1974
Local: Estádio Olímpico de Berlim, em Berlim (ALE)

Com informações de The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation (RSSSF), Fifa, The Guardian e Southern Cross

OBS: A título de curiosidade vou publicar no blog a cada dia de jogo da Copa do Mundo um pequeno texto trazendo alguns detalhes — aqueles que as minhas pesquisas conseguirem achar —, dos primeiros encontros das seleções.

OBS 2: Se você quiser saber mais sobre a relação da ditadura chilena com o futebol indico o documentário Memórias do Chumbo, o futebol nos tempos do condor: Chile do jornalista da ESPN Brasil Lúcio de Castro.

Memória SC: O campeonato estadual paralelo que só tinha times do interior

20 de janeiro de 2014 2
Foto: Reprodução Almanaque do Futebol Catarinense

Time do Caxias, campeão de 1935 da ACD. Foto: Reprodução Almanaque do Futebol Catarinense

A Federação Catarinense de Futebol completa 90 anos em 2014. Organizadora do esporte no estado desde 1924, a federação comandada por Delfim Pádua Peixoto Filho não foi a única união entorno do futebol em Santa Catarina.

Em agosto de 1935 os clubes de Joinville formaram a Associação Catarinense de Desportos (ACD) e realizaram o seu próprio Estadual com América, Caxias, Cruzeiro, Grêmio, Glória e São Luiz. Isso porque o interior não estava satisfeito com a Federação Catarinense de Desportos (FCD hoje FCF).

As principais reclamações eram que as equipes da Capital eram beneficiadas nas competições estaduais. Disputando entre si os títulos ou sendo ajudadas pela arbitragem. A indignação já era grande antes de 1934, mas após o título homologado do Atlético Catarinense – em um campeonato sem os times de Joinville –, as equipes do interior se organizaram e criaram a ACD.

A Federação Catarinense de Desportos tinha acabado de se recuperar financeiramente de uma grave crise que fez o Estadual de 1933 ser cancelado e no ano que volta a ativa perdia os times do interior.

A nova liga confirmou sua legitimidade junto a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e representou Santa Catarina no Brasileiro de seleções, o que não mudou a rotina de derrotas do estado.

Em 1935, o primeiro campeão da ACD foi o Caxias, que no ano seguinte levou mais um caneco. No último ano da disputa do interior o título ficou com o Ypiranga (de São Francisco do Sul). Em 1938, interior e capital se entendem e o Estadual volta a ter equipes de toda SC. No entendo os títulos da ACD não foram reconhecidos pela FCD.

*Com informação do Almanaque do Futebol Catarinense, de Emerson Gasperin e Zé Dassilva

Todos os clássicos entre Avaí e Figueirense disputados no dia 3 de novembro

31 de outubro de 2013 1

Domingo, 3 de novembro, às 17h, Avaí e Figueirense entram em campo para o clássico 404. Essa será a quarta vez na história do confronto entre as equipes da Capital que a partida será disputada em um 3 de novembro. A primeira vez foi em 1935 em uma partida do Campeonato da Cidade e a última foi em 1985 no Campeonato Catarinense.

Nesses três confrontos a vantagem é do Furacão. São duas vitória e um empate. O jogo de domingo será o primeiro disputado na Ressacada. As outras partidas foram disputadas no Adolpho Konder e no Orlando Scarpelli.

Minha fonte de pesquisa foi o livro Figueirense x Avaí – O clássico de Florianópolis, do historiador Jairo Roberto de Sousa.

Clássico 32 – 3/11/1935 – Campeonato da Cidade

Figueirense 2 x 1 Avaí

FIGUEIRENSE

Pereira, Fred, Arnaldo, Carlos, Carioca, Haroldo, Pijon, Paraná, Ivo, Tião, e Calico

Técnico: Hercílio Poli

AVAÍ

Boos, Nito, Betinho, Zé Macaco, Chocolate, Aquino, Galego, Medeiros, Sapo, Zequinha e Daniel

Técnico: Não informado

Gols: Calico (F), Daniel (A) e Pijon (F)
Árbitro: Antônio Rodolfo de Paiva
Local: Estádio Adolpho Konder

Curiosidade: Essa foi a única vez que uma partida no dia 3 de novembro foi disputada no Estádio Adolpho Konder. Além disso foi o primeiro clássico nesta data.

Clássico 204 – 3/11/1974 – Campeonato Catarinense

Figueirense 1 x 1 Avaí

FIGUEIRENSE

Nilson, Pinga, Nelson, Moenda, Casagrande, Sérgio Lopes, Moacir (Caco), Zé Carlos, Marcos, Luís Éverton e Jací

Técnico: Lauro Búrigo

AVAÍ

Rubnes, Jaíco, Arí Prudente, Vilela, Orivaldo, Lourival, Zenon, Paulo Graça (Veneza), Toninho (Paulo Roberto), Juti e João Carlos

Técnico: Zezé Ferreira

Gols: Vilela (A) e Caco (F)
Árbitro: Dalmo Bozzano
Local: Estádio Orlando Scarpelli

Curiosidade: Esse foi o primeiro clássico apitado por Dalmo Bozzano, o juiz que mais vezes comandou o clássico da Capital, 41 jogos.

Clássico 292 – 3/11/1985 – Campeonato Catarinense

Figueirense 1 x 0 Avaí

FIGUEIRENSE

Braulino, Everaldo, Ozires, Carlos Alberto Batata, Hamilton, Vanuza, Cléo (Edson Nerí), Osmarí, Sérgio Luíz, Joel (Albeneir) e Abel

Técnico: Borba Filho

AVAÍ

Carlos Alberto, Roberto Teixeira, Sérgio Márcio, Fred, Miranda, Belmonte (Dudu), Júnior, Flávio Roberto (Branco), Catatau, Décio Antônio e Nelsinho

Técnico: Lauro Búrigo

Gol: Joel (F)
Árbitro: Dalmo Bozzano
Local: Estádio Orlando Scarpelli

Curiosidade: Esse foi o17ª clássico que Albeneir disputou, o atacante do Figueirense ficou no banco de reservas e entrou na segunda etapa.

Carlos Renaux chega aos 100 anos mirando o futuro

16 de setembro de 2013 2
Foto: André Podiacki

Foto: André Podiacki

A memória do público precisa ser exercitada, o Carlos Renaux voltou a ser pauta porque foi o primeiro time catarinense há completar 100 anos, comemorados no último sábado. Longe do futebol profissional há muito tempo o Vovô não pode ser esquecido. O que faz um time importante é sua torcida e a equipe de Brusque volta a caminhar no cenário estadual de olho em novos adeptos.

Celebrar o passado é importante, mas agora que o Carlos Renaux finalmente completou 100 anos a pergunta que fica no ar é: qual será o futuro do clube? Se depender dos antigos torcedores, do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e dos ex-jogadores do Vovô o próximo passo é voltar ao futebol profissional.

— Nós da Federação estamos inclusive fazendo um trabalho de ajuda ao Carlos Renaux para que ele volte no ano que vem ao futebol profissional. Aos 100 anos não é hora de ficar parado, é hora de voltar ao campo. Está tudo encaminhado para que o clube retorne na próxima temporada a Divisão de Acesso (terceira divisão estadual) — explicou o presidente da FCF, Delfim Pádua Peixoto Filho.

Delfim quer o Vovô na terceirona de 2014.Foto: André Podiacki

Delfim quer o Vovô na terceirona de 2014.Foto: André Podiacki

O desejo é de todos, mas o presidente do clube, Juca Loos, mantém os dois pés bem cravados no chão. Ele acredita em um trabalho mais em longo prazo e com mais investimentos na base do Carlos Renaux, mesmo assim garante que a decisão não é sua já que está no fim de seu mandato.

— A vontade é muito grande, mas no futebol temos que cuidar um pouquinho das decisões feitas com o coração, para não poder voltar aos problemas de antigamente: que é gastar mais do que tem. Realmente a terceira divisão é bem fácil e não há maiores problemas, mas o meu mandato termina no final do ano e é o presidente novo que terá que decidir — garantiu Juca que se diz satisfeito com seu trabalho.

O valor da tradição

As arquibancadas estavam pintadas em branco, azul e vermelho, as cores do Vovô. O Estádio Augusto Bauer estava preparado para a homenagem aos 100 anos do Carlos Renaux, o clube mais antigo de Santa Catarina.

A torcida, carente e com saudade, compareceu para assistir a partida entre o Carlos Renaux — representado pela Seleção Catarinense Sub-20 —, e a Seleção Brasileira Sub-20. A derrota para a equipe comandada pelo técnico Alexandre Gallo, ex-Avaí e Figueira, por 2 a 1 nem incomodou os antigos torcedores do Vovô, que voltaram a assistir o seu time de coração. No estádio, também, muitas crianças que já aprenderam o valor de uma tradição.

— Não vai ser fácil para eles (diretoria) montaram uma equipe, porque tem o Brusque que está no profissional também e o trabalho vai ser grande, o importante é começar com uma boa base, temos que cativar as crianças. Criar nelas o desejo de torcer pelo Carlos Renaux — analisou Airton Santos, de 64 anos, torcedor antigo do Vovô.

As vozes do Augusto Bauer

Valdir Appel comentando a partida pelo Canal X, de Brusque. Foto: André Podiacki

Valdir Appel comentando a partida pelo Canal X, de Brusque. Foto: André Podiacki

Por uma categoria de base: Na arquibancada do Estádio Augusto Bauer o ex-goleiro do Vasco, Valdir Appel não passa despercebido. Um dos catarinenses mais famosos no futebol o ex-jogador não poderia ficar de fora da festa do centenário do Vovô. Mesmo muito identificado com o Paysandu, rival do Carlos Renaux, Appel foi atleta do clube tricolor. Isso em 1963 quando assumiu a meta do Vovô por um breve momento, emprestado pelo Paysandu.

Com enorme carinho pelo Carlos Renaux, para Valdir Appel o ideal no momento é focar nas categorias de base.

— O Carlos Renaux e o Paysandu tem que focar nas categorias de base. Um trabalho forte para revelar bons jogadores. Mas se o clube quiser voltar ao futebol profissional agora terá todo o meu apoio — explicou Appel que comentou a partida para a emissora de tevê a cabo de Brusque Canal X.

Airton Santos, torcedor do Vovô. Foto: André Podiacki

Airton Santos, torcedor do Vovô. Foto: André Podiacki

Pela volta da charanga: Em cima de um caminhão uma charanga animava as partidas do Carlos Renaux nos meados da década de 1970. Época distante, mas guarda com carinho na memória do torcedor Airton Santos, 64 anos. Com as mãos nas grades do alambrado o torcedor lembra do time em que o estádio era animado não só pelo time, mas também por uma pequena banda.

— Era muito bom, as famílias se reuniam no estádio — lembra Airton que sonha em ver a charanga voltar ao Augusto Bauer junto com seu time de coração.

Ex-atletas do Clube Atlético Carlos Renaux. Foto: André Podiacki

Ex-atletas do Clube Atlético Carlos Renaux. Foto: André Podiacki

Por um muito obrigado: Um time sem ídolos, sem jogadores não pode ser considerado grande. Pois o Carlos Renaux soube agradecer muito bem aqueles que vestiram a camisa do Vovô nesses 100 anos. Durante o último ano várias homenagens, e no último sábado alguns desses ídolos estiveram no gramado do Augusto Bauer, não para jogar mas para mais uma vez serem homenageados.

— Fico feliz por ter sido lembrado — disse agradecido o ex-goleiro Delon.

Na foto da esquerda para a direita: Adalto, Bob, Messias, Egon Luiz, Dilon, Ricardo Hoffman, Agenor, Poli. Agachados: Aione, Nei, Zo, Moura, Niltinho, Badinho, Silvio e o massagista Nilo Cervi.

A Seleção venceu o jogo por 2 a 1. Foto: André Podiacki

A Seleção venceu o jogo por 2 a 1. Foto: André Podiacki

O jogo

Pouco entrosadas as duas equipes não proporcionaram um show, mas o jogo foi disputado e com bonitos lances. Aos 19 minutos confusão na área, a bola sobra para Yuri Mamute que chuta de primeira o goleiro Vitor defende e no rebote o zagueiro Wallace abre o placar para a Seleção. Depois de uma parada técnica, para hidratação dos jogadores, o Carlos Renaux voltou melhor e aos 42 minutos empatou com Anderson, de cabeça.

Na segunda etapa, muitas mudanças nas duas equipes. O goleiro Jean, do time catarinense, trabalhou bastante, mas aos 22 minutos foi impossível defender o chute de Leonardo Mello, que marcou um golaço da entrada da área. O jogo terminou com a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1, mas a torcida nem se importou, afinal o Vovô está de voltando aos poucos ao futebol catarinense.

Memória SC: o árbitro que expulsou todos os jogadores em uma clássico entre Avaí e Figueirense

09 de agosto de 2013 5

Nahas cercado pelos atletas de Avaí e Figueirense. Foto: Arquivo

Heber Roberto Lopes é o árbitro do clássico 403. Depois de muito polêmica e reclamação pelo Figueirense após o jogo com o Joinville onde Ronan Marques da Rosa desagradou muito a comissão técnica e a diretoria alvinegra, o Furacão pediu árbitro de fora para apitar Figueirense e Avaí neste sábado às 16h20min, no Orlando Scarpelli. A CBF colocou o paranaense Heber, e o árbitro agradou os dois lados mesmo ele sendo do quadro da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Arbitragem sempre foi alvo de muitas críticas em clássicos em todo o mundo, mas com certeza é raro encontrar um juiz como Gilberto Nahas. Em 31 de março de 1971, ele expulsou 22 jogadores no clássico 181.

O jogo ficou conhecido como o Clássico da Vergonha por ser um amistoso em homenagem aos sete anos do regime militar no Brasil. Mas o jogo terminou aos 10 minutos do segundo tempo depois uma briga generalizada, não sobrou ninguém dentro de campo: os 22 jogadores foram expulsos e a partida ficou no 0 a 0.

A confusão começou quando o centroavante Cláudio, do Figueirense, e o zagueiro Deodato, do Avaí, se desentenderam numa disputa de bola e começaram a brigar. Antes que o árbitro da partida, Gilberto Nahas, conseguisse tirar os dois de campo, os demais jogadores partiram para a violência.

— Não tinha o que fazer. Simplesmente eu peguei o cartão vermelho, girei no ar para todos os lados e disse ‘tá todo mundo expulso’ — relembrou Gilberto em entrevista ao jornal Hora de Santa Catarina em abril de 2008.

Outra versão seria que a briga começou por uma disputa amorosa. Um jogador do Figueirense e outro do Avaí disputavam o amor da mesma mulher.

Problemas com os militares

Contam que os militares que estavam sendo homenageados ficaram irritados com Gilberto Nahas por ele ter acabado o jogo com apenas 10 minutos do segundo tempo e por isso foram ao vestiário pressionar o árbitro. Como era sargento da marinha, ele recebeu recados do almirante, seu comandante, para que continuasse com o amistoso, até mesmo porque o governador estava presente no estádio. Não teve jeito.

— Eu disse que ali dentro de campo eu era a autoridade máxima e que tinha que cumprir as regras da Fifa — garantiu o ex-árbitro.

Memória SC: em 1931 o Lauro Müller conquistou o título catarinense com um WO

24 de junho de 2013 0

Lauro Müller campeão de 1931. Foto: Reprodução livro Almanaque do Futebol Catarinense

Lauro Müller nasceu em Itajaí em 8 de novembro de 1863 e além de ser deputado, governador, senador, ministro e diplomata conquistou o título do Campeonato Catarinense de 1931. Ops, não. Não foi o ex-governador que venceu e sim o time que foi criado em Itajaí e em homenagem ao itajaiense batizou o time de Lauro Müller.

Criado em 1930, apenas quatro anos depois da morte do ex-governador, o clube disputou ao total apenas três edições do Estadual. O departamento de futebol foi fechado em 1949, unindo-se ao Almirante Barroso, outro clube de Itajaí.

O maior feito do Lauro Müller foi chegar a final do Campeonato Catarinense de 1931, com apenas um ano de história o clube do Itajaí consegui chegar a grande decisão e a final prometei ser quente com o Atlético Catarinense, equipe de Florianópolis. A data da decisão foi 24 de janeiro de 1932, porém a Federação Catarinense de Desportos decidiu adiar o jogo por mais uma semana e isso irritou os cartolas do time da capital. Insatisfeitos mandaram que o time do Atlético não aparecesse no Adolfo Konder no dia 31 de janeiro e assim a FCD declarou o Lauro Müller campeão catarinense.

Essa foi a primeira vez que um título do Estadual era decidido com um WO (walk over, expressão inglesa utilizada quando uma equipe desiste da partida). A outra vez foi em !942 quando o Avaí levou o título quando o América, de Joinville, não apareceu.

Brasil não aprendeu com os erros do Pan 2007, mas dessa vez o povo saiu às ruas para protestar

19 de junho de 2013 2

Protesto em frente ao Mané Garrincha, em Brasília. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

O Brasil está nas ruas, protestando. O que começou com reivindicações contra as tarifas do transporte público se transformou em um movimento em que todos buscam um espaço para alertar, e reclamar contra o que acredita estar errado.

Em todo o país é possível vários tipos de cartazes nas manifestações – alguns muito bem humorados -, e é comum ver protestos contra os gastos com a Copa do Mundo. O mundo está de olho no Brasil, afinal somos sede não só do maior torneio de futebol mundial como também da Olímpiada, no Rio de Janeiro em 2016.

Muitos são os motivos para protestar. Em 2005 três instalações do Complexo do Maracanã foram reformadas visando aos Jogos Pan-americanos de 2007. Além do estádio, o ginásio do Maracanãzinho e o Parque Aquático Julio Delamare. O custo total da obra foi de R$ 304 milhões. Na ocasião a promessa era que com essa reforma o Maracanã já estaria pronto para a Copa do Mundo de 2014, o que só aconteceu com a reforma que custou mais R$ 951 milhões e praticamente reconstruiu o estádio. O ginásio do Maracanãzinho virou uma arena de primeiro mundo, mas ainda assim terá que sofrer intervenções para a Olimpíada de 2016. E o a pior parte é que o Parque Aquático Julio Delamare vai ser derrubado.

Foto: Tasso Marcelo/AFP

Pouco aprendemos com os erros dos jogos Pan-americanos. Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) foram encontrados vários indícios de irregularidades entre eles: subcontratação irregular, excesso de alterações contratuais, deficiência na fiscalização do contrato, atos de gestão antieconômicos e, principalmente, indícios de superfaturamento. Na época o ministro do TCU Marcos Vinicios Vilaça declarou:

- A imagem da série de problemas sofridos nesta área (custo e planejamento) deve permanecer como lição para futuros eventos de igual natureza, a exemplo da Copa do Mundo de 2014 ou, quem sabe, a Olimpíada de 2016.

A mensagem ficou, mas a lição não foi aprendida. Assim o velódromo do Rio de Janeiro, que custou R$ 14 milhões no Pan Rio 2007, será destruído. O motivo seria que o velódromo não se adequa as normas da Federação Internacional de Ciclismo. Uma nova instalação, com as especificações corretas será erguida em outro ponto do Parque Olímpico e deve custar R$ 147 milhões.

O governo promete que o velódromo não está sendo destruído por completo já que partes da pista está sendo enviado para Goiânia (GO) pelo Ministério do Esporte, em tese está sendo reciclado.

Eles não conhecem o Brasil

Em nenhum momento o futebol entrou na discussão, porque o que se discute não é o esporte e sim o que se fez em nome de megaeventos. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou ao jornal Estado de São Paulo que a onda de protestos em várias cidades brasileiras está se beneficiando da Copa das Confederações. Segundo o dirigente, os manifestantes estão utilizando a competição como uma espécie de plataforma. Ainda segundo o cartola o futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas. Blatter não conhece o Brasil e os brasileiros, as manifestações vão continuar e tenho certeza que a fiscalização com as obras da Olimpíada terão muito mais olhos do que as obras da Copa do Mundo tiveram.

Otto Glória, o técnico brasileiro de maior sucesso em Portugal

05 de junho de 2013 2

Otto levou a seleção portuguesa a terceira colocação no Mundial de 1966

Depois de ser demitido da Seleção Brasileira o técnico Mano Menezes sumiu. Seu nome é especulado a cada demissão de técnico de time grande, mas desta vez o treinador é cotado para assumir o Porto, de Portugal. Segundo o jornal “A Bola”, o brasileiro é o favorito do presidente Pinto da Costa para ocupar o cargo que será deixado por Vítor Pereira, que não deverá ter seu contrato renovado apesar de ter conquistado o bicampeonato nacional em suas duas temporadas à frente da equipe.

Essa não é a primeira vez que um técnico brasileiro é lembrado em Portugal. Ninguém esquece Felipão que foi técnico da seleção portuguesa e que conquistou o vice da Eurocopa e a quarta colocação na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Porém o brasileiro de maior sucesso em terras portuguesas foi o carioca Otto Glória.

Otto começou sua carreira de sucesso no Botafogo e depois de passar pelo Vasco o técnico foi contratado pelo Benfica. Otto Glória foi responsável por uma transformação no clube e ajudou a fundar um centro de treinamento, além de buscar novos talentos para o time. De 1954 a 1959 os encarnados conquistaram três Taças de Portugal e dois títulos nacionais. Depois de cinco anos no comando do Benfica Otto assume o Belenenses e conquista a Taça de Portugal na temporada de 1959/1960.

Foto: Arquivo

Depois de uma breve passagem pelo Sporting Lisboa, o técnico se aventura na França e ajuda o Olympique de Marselha a subir para a primeira divisão. Em 1968, retornou ao Benfica para mais dois anos de conquistas. Com dois títulos nacionais, duas Talas de Portugal e o vice-campeonato da Liga dos Campeões de 1968, sendo derrotado na final pelo Manchester United de Bobby Chalrton e George Best.

Seleção portuguesa, a glória de Otto

O melhor trabalho do treinador carioca foi na seleção portuguesa. Na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, o time liderado por Eusébio surpreendeu o mundo ao desclassificar o Brasil, então bicampeão mundial.

Os portugueses venceram o Brasil por 3 a 1 e se classificaram para a próxima fase. Derrotando a Coréia do Norte e parando apenas na Inglaterra, anfitriã e campeã da edição de 66 do Mundial. Mesmo derrota Otto Glória conseguiu levar seu time a terceira colocação, ao derrotar a União Soviética de Lev Yashin por 2 a 1.