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Posts na categoria "Liga dos Campeões"

Jogador brasileiro marca gol na Romênia e manda torcida calar a boca; lembre outros casos

23 de outubro de 2013 0
Leandro Tatu depois de mandar a torcida calar a boca ainda xingou o companheiro de time. Foto: Daniel Mihailescu/AFP

Leandro Tatu depois de mandar a torcida calar a boca ainda xingou o companheiro de time. Foto: Daniel Mihailescu/AFP

Aos 10 minutos do segundo tempo o técnico Laurentiu Reghecampf chamou o brasileiro Leandro Tatu, antes do jogador entrar em campo a torcida do Steaua Bucareste, da Romênia, não perdoou e vaiou o atacante. Sem simpatia da torcida o atleta canarinho entrou em campo e marcou o gol do empate aos 43 minutos do segundo tempo e evitou a derrota do Steaua em casa contra o Basel, na última terça-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Ao marcar o gol do Steaua o brasileiro incomodado pediu que a própria torcida se calasse. Se não bastasse, Tatu ainda começou uma calorosa discussão com o zagueiro polonês Szukala e a língua usada é a portuguesa. Não vou transcrever o que ele disse, porque é impublicável.

Aproveitando a situação vou lembrar alguns casos em que após um gol o jogador xingou a própria torcida.

1 — Romário, sempre ele

Em 2002, em uma goleada por 5 a 1 do Vasco sobre o Bangu pelo Torneio Rio-São Paulo, Romário mostrou o dedo do meio para sua própria torcida após marcar um de seus dois gols. Como de costume na época, mais uma vez não houve qualquer tipo de punição ao Baixinho.

2 — Dodô nem aí para a torcida

Após surgir como uma das grandes promessas do futebol brasileiro em 1997, o atacante Dodô vivia com problemas com a torcida do São Paulo. O atacante era alvo da torcida que pegava no pé do jovem atacante. No empate em 2 a 2 com o Guarani pelo Campeonato Paulista de 1999, Dodô perdeu a paciência e comemorou seu gol mandando uma banana para a torcida do tricolor.

3 — Elton e Amaral na Série B

O Vasco venceu o Vila Nova por 4 a 1 na Série B de 2009, em São Januário. O volante Amaral, hoje no Criciúma, marcou o segundo gol cruzmaltino no jogo e comemorou com a mão no ouvido e pediu silêncio. Após o gesto, alguns torcedores vaiaram o jogador cada vez que ele tocava na bola. No mesmo dia o atacante Elton foi outro que, ao marcar um gol, fez sinal de silêncio para alguns torcedores.

— Estávamos devendo uma boa apresentação ao nosso torcedor, já que não vínhamos fazendo jogos bons. Essa vitória foi para lavar a alma. A torcida tem que entender que somos os líderes do campeonato. As coisas não vinham acontecendo como a gente quer, mas o torcedor tem que estar do nosso lado. Algumas vezes, isso não tem acontecido — lamentou na época o atacante Elton.

Bônus: Robbie Fowler cheirando a linha

Essa comemoração não foi em resposta ao torcedor do próprio time, mas foi muito polêmica. Robbie Fowler comemorou o seu gol pelo Liverpool em um clássico contra o Everton, na Premier League de 1998/99 (Liverpool 3×2 Everton), cheirando a linha de fundo. A celebração foi uma resposta à acusação dos torcedores do Everton, que diziam que Fowler usava cocaína. O treinador Gerard Houllier tentou amenizar a polêmica, afirmando que o jogador estava comendo grama. A comemoração de Fowler rendeu ao atleta quatro jogos de suspensão e uma multa de € 44 mil.

• Assista o vídeo da comemoração

Você lembra de algum outro caso de jogador que mandou a torcida do próprio time calar a boca?

Bayern de Munique x Borussia Dortmund: a quarta final da Liga dos Campeões entre times do mesmo país

21 de maio de 2013 0

Foto: Odd Andersen/AFP

No próximo sábado acontece no Estádio de Wembley, em Londres na Inglaterra, a final da Liga dos Campeões. A maior competição de clubes do mundo foi criada na temporada 1955/56 e teve domínio do Real Madrid, que venceu as seis primeiras edições. O confronto do próximo dia 25 será a primeira final entre clubes da Alemanha. É o jogo entre os dois melhores times daquele país: Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Porém, essa não é a primeira vez que equipes do mesmo país se encontram em uma final de Liga dos Campeões.

Somente na temporada 1997/1998 a Uefa permitiu a participação de mais de um clube por país abrindo a possibilidade de uma final entre times de mesma nação. E os espanhóis foram os pioneiros. Na temporada 1999/2000 o Real Madrid encarou o Valencia no Stade de France, em Saint-Denis.

Os Merengues eram comandados por Vicente Del Bosque e disputavam pela 11ª vez a final da Liga dos Campeões. O time de Roberto Carlos, Redondo, Raúl e Helguera bateu o Valencia de Cláudio Lopes e Kily Gonzáles por 3 a 0, com gols de Fernando Morientes, Seteve McManaman e Raúl. Conquistando seu oito título.

Três anos depois da final espanhola foi a vez dos italianos decidirem a Liga. No Old Trafford, na Inglaterra, Milan e Juventus não conseguiram sair do empate de 0 a 0. Depois de 120 minutos a partida foi decidida nos pênaltis. A grande estrela da final foi o goleiro Dida. O brasileiro defendeu três penalidades (Trezeguet, Zalayeta e Paolo Monteiro), assim o Milan venceu por 3 a 2 e se sagrou campeão da temporada 2002/2003, levantando a taça pela sexta vez.

Depois de espanhóis e italianos os ingleses chegaram a final da Liga dos Campeões. Em campo a tradição do Manchester United contra o time do russo Roman Abramovitch. O Chelsea chegava a final da temporada 2007/2008 de forma inacreditável. A temporada começou com José Mourinho, mas depois de desentendimentos do português com o milionário Abramovitch o técnico deixou os Blues. O israelense Avram Grant assumiu o time e conseguiu levar a equipe de Londres para a final da Liga.

No Estádio Lujniki, em Moscou na Rússia, Cristiano Ronaldo abriu o placar para os Diabos Vermelhos, mas Frank Lampard deixou tudo igual. Com o empate também na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. O capitão Terry escorregou em uma das cobranças de pênalti colocando a bola longe do gol. No fim o goleiro Van der Sar defendeu a cobrança de Anelka, isso já nos pênaltis alternados, colocando um ponto final na partida e garantindo o título do Manchester United.

O jogo do próximo sábado promete muitas emoções. O Bayern de Munique conta com Frank Ribery, Muller, Mário Gomes, entre outros atletas e atualmente é apontado como a melhor equipe do mundo. Do lado do Borussia Dortmund tem jogadores como Mario Gotze, já negociado com o time de Munique, e Lewandowski.

O primeiro encontro entre PSG e Barcelona na Liga dos Campeões, em 1995

02 de abril de 2013 4

Matéria do jornal El Mundo Deportivo sobre a eliminação do Barcelona pelo PSG em 1995. Foto: Reprodução

A partida de hoje entre Paris Saint-Germain e Barcelona pelas quartas de final da Liga dos Campeões não é o primeiro confronto entre essas equipes na maior competição de clubes do mundo. Na temporada 1994/95 os dois times se encontraram na mesma fase.

Na época o craque do time de Paris era o brasileiro Raí que marcou um gol no jogo decisivo nos Parque dos Príncipes e ajudou na classificação do PSG para as semifinais. A primeira partida foi disputada no Camp Nou e teve o placar de 1 a 1, com gols de Igor Korneyev para o Barça e George Weah para o time francês.

No jogo da volta o PSG venceu o Barcelona de Guardiola, Hagi, Koeman e Stoichkov por 2 a 1 com direito a gol de Raí. Até hoje essa foi a melhor campanha do Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões. A campanha só acabaria na semifinal, contra o Milan (que seria derrotado pelo Ajax, o grande campeão).

Olhando o jornal El Mundo Deportivo do dia 16 de março de 1995 fica evidente que o time que um dia foi reconhecido como Dream Team estava desmoronando. Um dos craques da equipe, o búlgaro Hristo Stoichkov, de temperamento explosivo, tinha um desentendimento com o técnico Johan Cruyff e alguns dias antes da partida decisiva contra o PSG declarou:

- É Cruyff ou eu.

A diretoria ficou com o treinador, que continuaria no comando do time catalão até o fim da temporada 1995/96.

Ficha técnica da partida decisiva:

15/03/1995 – PSG 2 x 1 Barcelona

PSG

Lama, Cobos, Colleter, Kombouaré, Raí, Le Guen, Bravo, Guérin, Weah, Valdo, Ginola.

Técnico: Luis Fernández

Barcelona

Busquets, Ferrer, Sergi, Koeman, Nadal, Bakero, Iván, Stoichkov, Eusebio, Hagi, Óscar

Técnico: Johan Cruyff

Gols: Bakero, aos 49, Raí aos, 27, e Guérin, aos 37 minutos do 2º tempo
Árbitro: Gerd Grabher.
Estádio: Parc dels Prínceps
Público: 45.574

• Assista ao gol marcado por Raí