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Posts na categoria "Música"

PodiCast - 1ª edição: A mistura do futebol com a música

17 de abril de 2014 13

blogfut

Hoje começo a publicar o PodiCast o meu podcast. Ele será publicado toda quinta-feira. Sugestões de pauta são aceitas, deixe sua ideia no comentário do post, por favor. A primeira edição é dedicada a mistura de futebol e música. Para falar do tema recebi o colega de Diário Catarinense o jornalista Fabiano Moraes.

Confira:

Sexta de música: o rock and roll do Dr Sin

12 de julho de 2013 2

Foto: Marcelo Rossi/Divulgação

Amanhã, dia 13, é o dia mundial do Rock. Por isso nessa Sexta de Música vamos falar de um clássico da Copa do Mundo de 1998. A música é Futebol, mulher e rock n’ roll, uma das faixas do terceiro álbum da banda Dr. Sin, Insinity de 1997. A música fez sucesso no Brasil entre 1997 e 1998, quando foi lançada e pela proximidade com a Copa do Mundo da França fez sucesso nas rádios.

O mais legal da música, que tem várias palavras de duplo sentido, é a participação do narrador Silvio Luiz com seu inconfundível: “Está valendo”. Eu só fui conhecer o Dr. Sin nos anos 2000 quando jogava Pro Evolution Soccer no Playstation. Muitos jogos feitos por fãs colocavam a música do Dr. Sin para tocar no menu do jogo.

Sexta de música: a onda de Kelly Slater no surf music

28 de junho de 2013 0

Foto: Júlio Cavalheiro

Kelly Slater é o surfista de maior sucesso de toda a história e já venceu o 11 vezes o campeonato mundial de surfe, com uma sequência de cinco títulos seguidos. Amante de uma boa música Slater já tocou com Ben Haper, em um show do cantos americano em Santa Barbara. Em julho de 2006, em San Diego, o surfista subiu ao palco com Pearl Jam para tocar Rockin’ in The Free World. Em 2013, Kelly Slater mais uma vez subiu ao palco desta vez com a banda hardcore californiana Pennywise. No entanto, sua melhor performance na música foi na década de 90.

Em 1998, junto com Rob Machado e Peter King, Kelly Slater formou a banda The Surfers. Na verdade a banda já existia desde o início da década, mas apenas em 98 foi gravado o CD Song Fron the Pipe, em referência a o famosa local de surfe Pipeline em Oahu, no Hawaii. No mesmo ano Slater saiu em turnê com sua banda na Austrália e chegou a tocar na Opera House em Sidnei.

• Curta uma das músicas do The Surfers – Alone By A Tree

Abaixo uma matéria com mais detalhes sobre a música de Kelly Slater (em inglês)

Sexta de música: o futebol do Mundo Livre S/A

21 de junho de 2013 0

Mundo Livre S/A Foto: Duda Lopes/Divulgação

A década de 90 foi marcada pelo surgimento do Mangue Beat, capitaneados pelo talento de Chico Science, da Nação Zumbi, Recife trouxe para o Brasil a mistura de acordes do frevo, maracatu r baião. E a banda que mais se aproximou do futebol nesse período foi o Mundo Livre S/A.

Formada em 1984 apenas 10 anos depois ela traria no disco Samba esquema noise uma faixa alusiva ao futebol. Era A bola do jogo, composta por Fred Zero Quatro.

- Escrevi a letra desta música num jogo que assistia na televisão. Não me lembro o jogo, mas era uma partida narrada pelo Silvio Luiz. Só me lembro que o narrador falou em determinado lance que era “a bola do jogo” e no momento eu pensei comigo que era isso que eu queria falar – explica o compositor, no livro O Futebol no País da Música, de Beto Xavier.

No CD Por pouco, de 2001, mais uma vez o futebol volta a aparecer na composição de Fred Zero Quatro. O Mundo Livre S/A grava um samba bem ao estilo de Jorge Bem Jor chamado de Meu esquema. A música usa o futebol para elogiar uma mulher e ainda lembra do craque Rivaldo, que é pernambucano.

- Quando ao Meu esquema, que cito o Rivaldo, acho que deu vontade de falar sobre ele, não só porque estava numa fase muito boa, no auge de sua performance, mas a gente comparava ele por ser pernambucano, o cara veio da favela – lembra.

Bola do jogo

Meu esquema

Sexta de música: Lamartine Babo o homem do tra-la-lá e dos hinos dos clubes do Rio de Janeiro

14 de junho de 2013 3

Lamartine Babo torceu até morrer. Um dos maiores torcedores do América levou ao pé da letra o hino do clube, que ele compôs em 1945.

Hei de torcer, torcer, torcer
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer
Pois a torcida americana é todo assim
A começar por mim

Lalá, como era carinhosamente conhecido, nasceu no Rio de Janeiro em 1904. Décimo primeiro filho e penúltimo filho de Leopoldo de Azeredo Babo e Bernarda Preciosa Gonçalves de Azeredo Babo o compositor carioca foi um dos três filhos do a atingir a idade adulta, já que quase todos morreram na primeira infância.

Lamartine venceu a barreira familiar e cresceu, mas sempre teve que ser acompanhado de perto pelos médicos a vida toda. Conhecido no Brasil por ser autor de famosas marchinhas de carnaval Lalá também era fera no futebol, não dentro de campo onde era um verdadeiro perna de pau mas sim nas arquibancadas do Rio de Janeiro que consagram até hoje Lamartine toda vez que cantam os hinos de seus times de coração.

Sucesso desde 1942, o programa Trem da Alegria da Rádio Mayrink Veiga era comandado pelo Trio de Osso, como eram conhecidos Héber de Bôscoli, Yara Sales e Lalá. Muito magros os três se intitulavam de Trio de Osso em alusão ao Trio de Ouro, famoso grupo constituído por Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas.

Foi exatamente no Trem da Alegria que certa vez Héber de Bôscoli desafio Lamartine Babo a fazer um hino para casa clube de futebol do Rio de Janeiro. Assim, Lalá passou a apresentar uma vez por sema, todas as terças, o hino dos times cariocas que ia compondo.

De fato Lamartine apresentou 11 hinos em 11 semanas seguidas, mas seu sobrinho Sargentelli tem uma outra versão para como ele compôs todos os hinos.

- Colocaram ele em um apartamento com dois seguranças e disseram para ele: “ Seu Lamartine a ordem é a seguinte o senhor tem uma geladeira cheia de comida, comida para seis dias. Na escrivaninha tem papel, lápis e um telefone. O senhor só sai daqui quando escrever o hino de todos os clubes” – conta Sargentelli.

Lamartine Babo compôs os hinos de 11 clubes. Além de Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense o compositor também escreveu os hinos do São Cristóvão, Bangu, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio. No entanto o mais especial e o que os críticos de música consideram o mais animado é o do América, time de coração de Lamartine.

Com sete para oito anos Lalá foi levado por Augusto Albuquerque, amigo da família, a um jogo entra Fluminense e América, vencido pelos americanos. E embora aliciado o tempo inteiro para torcer pelo Tricolor das Laranjeiras – Augusto chegou a prometer um anel de ouro para o garoto – o pequeno Lamartine voltou para casa encantado com o vermelho da camisa americana, uma paixão que o acompanharia até o fim da vida.

A paixão era tanta que Lamartine prometeu que se o América fosse campeão Carioca de 1960, em cima do Fluminense, ele sairia na rua fantasiado de Diabo, o mascote americano. E assim foi, com a vitória por 2 a 1 o América o compositor pegou uma fantasia de Diabo vermelha e saiu pelas ruas do Rio de Janeiro.

O hino do América foi adaptado de uma marcha norte-americana de remadores – Row, row, row de William Jerome e James V. Monaco. Perguntado por que introduzira o tra-la-lá na música ele respondia que não cabia nos compassos musicais a paixão que tinha ao clube.

Lamartine arrebatou as torcidas que abandonaram os hinos oficiais dos seus clubes e adotaram as composições de Lalá. Apenas a diretoria do Botafogo arrumou confusão com Lamartine. O Fogão protestou pois entendeu que o “de 1910” do trecho “Botafogo, Botafogo, campeão de 1910”, fazia as pessoas pensarem que o clube foi campeão apenas aquele ano.

Muito diplomático Lalá explicou que de maneira alguma aquela foi sua intensão. Se só citava o ano de 1910 era porque foi naquele ano o campeonato mais expressivo do time da estrela solitária, inclusive tendo o Botafogo ganho na ocasião o título de O Glorioso. Anos depois Lamartine contou outra versão para a polêmica. Segundo ele a letra original está escrito “desde 1910”, no entanto o cantor que gravou o hino alterou a letra, lhe causando uma tremenda dor de cabeça.

Apesar de toda a explicação e o vice-presidente do clube Ademar Bebiano proibiu que o hino fosse tocado no Maracanã em dia de jogo do Botafogo, o único hino que podia ser tocado era o de composição de Otacílio Gomes e Eduardo Souto, que era o hino oficial. Porém apesar da intransigência da diretoria alvinegra a torcida gostava mesmo era do hino feito por Lalá.

Em 1963 recuperado de um forte infarto, Lamartine deixou o hospital Prontocor e recebeu a notícia que o homem de espetáculos Carlos Machado, conhecido como o Rei da Noite, preparava um grande show baseado na vida e obra de Lalá e a ser montado no hotel Copacabana Palace. Muito emocionado Lamartine o disse várias vezes que sua vida não dava assunto para um show de tamanha envergadura. No entanto no dia 13 de junho no Golden Room do famoso hotel carioca no momento que o compositor entrou na sala foi recebido pela orquestra do show tocando o hino do América. Lamartine não se conteve e entrou no coro cantando o famoso ”Hei de torcer”.

Três dias depois da emocionante visita ao show em sua homenagem nos primeiros minutos da madrugada o coração de Lalá não resistiu a mais um infarto. Na tarde daquele dia envolto na bandeira do América, conforte desejo expresso, Lamartine de Azeredo Babo foi enterrado no Cemitério do Caju, na zona sul do Rio de Janeiro. Na sepultura 13 614, quadrado 66, descansa o homem dos hinos, o rei do carnaval, o torcedor que prometeu torcer até morrer, e cumpriu sua promessa.

Confira a baixo o hino do América

Se quiser conferir as outras composições feitas por Lamartine é só clicar no nome do time na lista abaixo:

Botago
Flamengo
Vasco
Fluminense
São Cristóvão
Madureira
Olaria
Bonsucesso
Canto do Rio
Bangu

Sexta de música: a homenagem de Tom Zé para Neto, ídolo do Corinthians

31 de maio de 2013 0

Foto: Divulgação

Tom Zé é um corintiano assumido. O cantor e compositor inclusive compôs um hino só para o centenário do Timão. A canção faz parte do livro Corinthians 100 anos de paixão, lançado em 2010. Mas, essa não foi a primeira vez que o músico compôs algo ligado ao Corinthians.

Em 1990, indignado com o técnico da Seleção Brasileira que não tinha o craque Neto entre os chamados, Tom Zé compôs: Neto. A música citava os jogadores convocados para a Seleção como Taffarel, Branco, Jorginho, Careca e Mazinho, mas com a inclusão de Neto. No música o cantor baiano ainda narrava um gol hipotético em que o craque corintiano acabava com a defesa adversária.

- Quando o Neto apareceu, eu fiquei muito curioso porque era um jogador driblava como Rivelino, que batia faltas como Zico, que batia faltas de longe como Nelinho, que batia escanteios como Éder. Dava passes de 50 metros como Gérson. Ai pendei que a CBF poderia fazer um espécie de trabalho psicológico bastante apurado para tirar dele pequenos defeitos. Já que ele tinha tantas qualidades. Qual era o seu defeito? Gostava de tomar uma cerveja, comer um prato de macarrão e não querer fazer força para marcar. Ora, é como uma grande bailarina que não gosta de fazer preparação física, você faz um trabalho metal e convence ela. O mais importante ela sabe, que é dançar. Era isso que eu pensava do Neto, por isso fiz a música – explica Tom Zé no livro A música no país do futebol, de Beto Xavier.

• Confira a música de Tom Zé para Neto e depois o hino do centenário do Corinthians.

Hino do centenário

Sexta de música: Jackson do Pandeiro, o homem que não gostava de empate

17 de maio de 2013 0

Chapéu na cabeça, um pouco inclinado para o lado esquerdo, um bigode fininho, e nas mãos um pandeiro. José Gomes Filho, o Jackson do Pandeiro, foi um dos principais divulgadores da cultura nordestina e tem seu destina na música intensamente conciliado com o futebol. É por causa de 1 x 1 que todo o Brasil conhece Jackson do Pandeiro. A composição é de Edgar Ferreira, um dos grandes parceiros de Jackson.

- Em todos os lugares do Brasil tem um time com essas cores – encarnado, preto-e-branco. No Rio tem, em São Paulo tem, na Bahia tem. Essa música foi feita mesmo assim, na base do pega todo mundo. Era local, era música só para Pernambuco, mas a gente entrosou. Eu e o Edgar Ferreira entrosamos o negócio para pegar todo o Brasil – explicou Jackson do Pandeiro no programa Ensaio da TV Cultura, em 1973.

O nome artístico de José Gomes Filho nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio que dizia que ficaria mais sonoro. O nome pegou e Jackson do Pandeiro ficou famoso, mas o apelido deixou a mãe do músico injuriada, como o próprio filho explicou no programa Ensaio da TV Cultura, em 1973.

- Mas é danado mesmo, batizar o filho com o nome de José e ver trocarem o nome assim para Jack. E eu disse: “Mãe é por causa do cinema”. E ela dizia: “Que demônio Jack, diabo”. Acabei levando uns tapas depois de gurizote por causa da minha mãe (risos) – contou.

Jackson do Pandeiro alcançou o sucesso nacional com a música de futebol 1 x 1, mas essa não foi a única vez que o paraibano tocaria canções relacionadas com o esporte. Outras cinco músicas relacionados ao futebol foram gravadas.

Antes do bicampeonato do Brasil no Chile, em 1962, Jackson gravou o Frevo do bi, de Braz Marques e Diógenes e Bezerra. No mesmo ano a música Samba do ziriguidum, de Jadir de Castro e Luiz Bittencourt, seria gravada também por Jackson. Apenas em 1963, seria lançado um disco com a música Scratch de ouro, mais uma homenagem ao time campeão no Chile, com destaque para Garrincha, grande responsável pelo triunfo brasileiro.

O melhor jogador de todos os tempos não poderia ficar de fora das homenagens de Jackson do Pandeiro. Por isso em 1973, ano da despedida de Pelé do Santos, Jackson gravou O Reio Pelé. Já a última que Jackson gravou em homenagem ao futebol foi Bola de pé em pé, em homenagem ao time do Flamengo, campeão da Libertadores. Uma homenagem também a outro grande jogador do Brasil: Zico.

Jackson do Pandeiro morreu no dia 10 de julho de 1982, cinco dias depois do Brasil ser eliminado na Copa do Mundo pela Itália, no Estádio Sarriá. O mesmo estádio que seria demolido no dia 31 de agosto de 1997, dia que nasceu Jackson.

• 1 x 1

• Frevo do bi

• Samba do Ziriguidum

• Scratch de ouro

• O Rei Pelé

• Bola de pé em pé

Sexta de música: as homenagens de Manu Chao para Maradona

26 de abril de 2013 3

Maradona e Manu Chao (D) na gravação do clipe. Foto: Divulgação site oficial Manu Chao

Diego Armando Maradona desperta diferentes reações ao redor do mundo. O jogador de futebol é reverenciado em todos os cantos e disputa com Pelé o título de melhor de todos os tempos. Fora de campo Maradona é polemico, por causa de suas declarações e dos problemas com as drogas. Mas, isso é algo que não incomoda muito os argentinos que tem em El Pibe um ídolo máximo, inclusive alguns criaram uma igreja em homenagem ao camisa 10.

Maradona também despertou interesse no músico francês Manu Chao que em 2008 fez uma música em homenagem ao argentino que fez parte da trilha sonora do documentário de Emir Kusturica sobre o craque.

Na letra de La Vida Tombola (que em tradução livre seria A vida é uma loteria) Manu Chao declara que se fosse Maradona viveria como ele. O músico francês é amigo de Don Diego desde 2005 e essa não foi a primeira homenagem ao argentino.

Em 1990, quando Manu Chao ainda estava na banda Mano Negra, o francês compôs Santa Maradona, uma música que fala da relação de divindade que o craque era tratado pela torcida do Napoli.

- Compus primeiro Santa Maradona, em 1990. Em todo bar que você entrasse tinha uma foto da Virgem Maria na parede ao lado de uma foto de Diego. É dai que a ideia veio. Queria escrever algo novo para o filme e estar com ele ajudou muito. Comecei a pensar em como seria estar no lugar dele. É fácil criticar quando você está do lado de fora – declarou Manu Chao em 2008 durante a divulgação do documentário Maradona.

Manu Chao é conhecido pela mistura de sons e ritmos e assim é o Manu Chao torcedor que traz no coração diversas agremiações.

- Eu torço por alguns times. Deportivo La Corunã e Athletic Bilbao, por motivos familiares. Sou um grande torcedor do Olympique de Marselha também. Gosto de qualquer time cujos torcedores gostem de festa. Osasunã, Cadiz, equipes assim.

• Confira abaixo o clipe de La Vida Tombola

• E aqui o vídeo de Santa Maradona, de 1990 com a banda Mano Negra

Sexta de música: canção de Carmen Miranda em homenagem a Leônidas da Silva

19 de abril de 2013 0

Leônidas da Silva é reconhecido como o primeiro craque brasileiro a alcançar fama e reconhecimento com o futebol. Criador do gol de bicicleta o apelido desse carioca era Diamante Negro e sua fama foi tão grande a fábrica de alimentos Lacta criou um chocolate em sua homenagem com o nome de Diamante Negro, pagando na época dois contos de reis.

Artilheiro da Copa do Mundo de 1938, quando o Brasil ficou em terceiro, Leônidas foi homenageado com uma música de Nelson Pertesen que foi interpretada por Carmen Miranda. A canção começa com uma narração de gol do Leônidas feita por Ary Barroso que logo após tocar sua inconfundível gaita dá espaço para a voz marcante de Carmen Miranda.

E todos têm seu valor (deixa falar!)
Este samba tem Flamengo
Tem São Paulo e São Cristóvão
Tem pimenta e vatapá
(Fluminense e Botafogo já têm seu lugar)
E todos têm seu valor (deixa falar!)
Este samba tem Flamengo
Tem São Paulo e São Cristóvão
Tem pimenta e vatapá
(Fluminense e Botafogo já têm seu lugar)

Você pensava que o “Diamante” fôsse jóia
de mentira para tapear
Você pensava que o “Caboclinho” fôsse negro
de senzala para se comprar
Só porque viu que ele tem um pé que deixou
o mundo inteiro em revolução
Quando ele bota aquele pé em movimento,
chuta tudo para dentro e não tem sopa não

A música mostra a fama que o atacante tinha conquistado e como o esporte com menos de 50 anos no país já tinha se transformado em uma febre. Na canção Carmen Miranda fala dos times cariocas e se observa a importância em 1938 do São Cristovam. Outro detalhe é que não se sabe se o São Paulo citado na música é o Tricolor paulista ou se é uma citação ao futebol do estado de São Paulo. Mesmo assim, a coincidência é enorme já que depois de deixar o Flamengo o Diamante Negro foi contratado pelo São Paulo por uma alta quantia, a maior transição do futebol brasileiro até então.

No Tricolor paulista Leônidas foi pentacampeão estadual e entrou para o hall da fama do clube.

Confira agora um vídeo com a música de Nelson Pertesen e interpretação de Carmen Miranda

Sexta de música: Rap, futebol e crítica

12 de abril de 2013 0

Foto: Divulgação

O futebol não desperta interesse apenas de sambistas e músicos da MPB. O rappers também gostam do esporte e não poderiam deixar o futebol fora de sua criativas letras. Alguns são muito envolvidos com o esporte.

Gabriel, o Pensador é um deles, além de flamenguista doente o cantor escreveu e gravou uma música que fala de futebol e desigualdade. Na verdade o que Gabriel faz em Brazuca é uma comparação entre a vida de um jogador de sucesso e de um trabalhador da favela.

Brazuca é a nona faixa do CD Nádegas a declarar de 1999. A música conta a história de irmãos que tiveram caminhos diferentes, enquanto um é herói da Seleção na Copa do Mundo o outro é um trabalhador que acaba sendo baleado pela polícia por engano.

- Usei a música para falar do Brasil. Sou apaixonado por futebol, mas queria escrever um lamento sobre a situação do país – disse Gabriel no livro Futebol no país da música.

O cantor carioca não limitou seu contato com o futebol apenas na a arquibancada e na música. Desde 2010 ele também é empresário de jogadores. Tudo aconteceu por acaso quando ele ajudou o filho de uma empregada da família que jogava bem, mas já havia passado da idade. Gabriel, que tinha amigos no futebol graças à música, levou o garoto até um empresário de Porto Alegre.

Rappin Hood também proporcionou uma bela homenagem ao futebol em seu primeiro CD, em 2001, com a faixa Gol. O rapper paulista é um fanático torcedor do Corinthians e chegou a gravar com Negra Li uma música em homenagem ao seu time de coração.