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Posts com a tag "Adilson Batista"

Nos últimos 10 anos apenas 11 técnicos estrearam com vitória no Figueirense

22 de agosto de 2013 0
Vinícius fará sua estreia no sábado contra o América-RN. Foto: Daniel Conzi

Vinícius fará sua estreia no sábado contra o América-RN. Foto: Daniel Conzi

No próximo sábado Vinícius Eutrópio fará sua estreia no comando do Figueirense. A partida contra o Oeste no Estádio Orlando Scarpelli, às 21h, pode ser de festa ou de mais cobrança da torcida. E começar com vitória no comando alvinegro não é algo fácil.

Fiz um levantamento e nos últimos 10 anos dos 26 técnicos que treinaram o Furacão apenas 11 começaram suas trajetórias alvinegras com vitória. Oito começaram com um empate e sete foram derrotados.

A melhor estreia foi de Paulo Comelli em 2005. Na primeira rodada do Campeonato Catarinense o técnico comandou o Furacão contra o fraco União de Timbó e jogando no interior de Santa Catarina o Figueira não teve problemas em ganhar por 7 a 1.

A pior estreia foi de Guilherme Macuglia que sofreu uma dolorosa derrota por 4 a 0 para o Vitória. Dos técnicos de maiores sucesso nos últimos 10 anos apenas um foi derrotado na estreia, e foi justamente Adilson Batista em sua primeira passagem pelo Alvinegro, em 2005. Dorival Júnior, Márcio Goiano e Jorginho empataram e Mário Sérgio e Alexandre Gallo venceram.

O resultado de sábado não será decisivo para Vinícius Eutrópio, mas começar com uma vitória não seria nada mal.

Desde 2003, o Figueirense teve 26 técnicos. Não considerei no levantamento treinador interinos, que trabalharam em apenas uma ou duas partidas.

Artur Neto

Dia da estreia: 22/06/2003
Jogo: Figueirense 2 x 2 Fortaleza
Campeonato: Série A
Curiosidade: O Figueirense saiu perdendo de 2 a 0 para o time cearense, no fim do primeiro tempo Léo Macaé descontou e na segunda etapa Luiz Fernando marcou o gol de empate.

Luiz Carlos Ferreira

Dia da estreia: 16/08/2003
Jogo: Figueirense 1 x 0 Santos
Campeonato: Série A
Curiosidade: Com essa vitória o Figueirense quebrou um jejum de três partidas sem vitória na primeira divisão, Triguinho marcou o gol alvinegro.

Dorival Júnior

Dia da estreia: 25/09/2003
Jogo: Figueirense 2 x 2 Fluminense
Campeonato: Série A
Curiosidade: Dorival Júnior era o diretor de Futebol da equipe e assumiu interinamente a função depois de Luiz Carlos Ferreira se demitiu para dirigir o Marília na Série B, após receber uma proposta irrecusável de R$ 70 mil. Os bons resultados fizeram Dorival comandar a equipe até dezembro de 2004.

Paulo Comelli

Dia da estreia: 24/01/2005
Jogo: União de Timbó 1 x 7 Figueirense
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Felipe Oliveira e Carlos Alberto foram os destaques da partida, cada um marcou dois gols.

Marco Aurélio

Dia da estreia: 20/03/2005
Jogo: Figueirense 0 x 1 Criciúma
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: A vitória do Tigre, com gol de Athos, impôs ao Figueirense sua quarta derrota seguida. No fim do campeonato o Criciúma seria campeão.

Zé Mário

Dia da estreia: 24/07/2005
Jogo: Juventude 1 x 4 Figueirense
Campeonato: Série A
Curiosidade: A partida foi anulada pelo STJD por causa das denuncias contra o árbitro Edilson Pereira de Carvalho. Ele manipulava os resultados das partidas em um esquema que ficou conhecido como a Máfia do Apito. Edílson deveria garantir a vitória dos gaúchos. Admitiu que até marcou um pênalti inexistente para os donos da casa (desperdiçado pelo atacante Zé Carlos), mas disse a Gibão (um dos pagadores) que não pôde fazer nada diante da grande atuação de Edmundo, que marcou três gols. “Você viu que barbaridade?”, disse a Gibão, sobre o Animal.

Adilson Batista

Dia da estreia: 21/08/2005
Jogo: Santos 4 x 3 Figueirense
Campeonato: Série A
Curiosidade: Essa foi a penúltima partida do atacante Robinho no Santos antes de ele ir para o Real Madrid, e a última do atacante na Vila Belmiro. Outra curiosidade é que o Figueirense terminou o primeiro tempo perdendo por 4 a 0 e na segunda etapa conseguiu diminuir e quase empatar, com uma forte cabeçada do zagueiro Cléber que fez a bola explodir no travessão.

Waldemar Lemos

Dia da estreia: 12/07/2006
Jogo: Figueirense 2 x 1 Santos
Campeonato: Série A
Curiosidade: Soares e Cícero marcaram os gols da vitória do Figueirense.

Heriberto da Cunha

Dia da estreia: 17/01/2007
Jogo: Chapecoense 1 x 0 Figueirense
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Depois de ser contratado em 2005 do Remo como uma grande promessa, Rogerinho voltava ao Figueirense de empréstimo e ganhava mais uma chance no time titular, hoje ele joga no Ceará.

Mário Sérgio

Dia da estreia: 21/02/2007
Jogo: Madureira 2 x 3 Figueirense
Campeonato: Copa do Brasil
Curiosidade: Ramon marcou dois gols e garantiu a vitória alvinegra, esse foi o primeiro jogo da competição. Naquele ano o Alvinegro chegou a final sendo derrotado pelo Fluminense.

Alexandre Gallo

Dia da estreia: 16/09/2007
Jogo: Figueirense 4 x 1 Juventude
Campeonato: Série A
Curiosidade: Otacílio Neto marcou duas vezes na goleada de 4 a 1.

Guilherme Macuglia

Dia da estreia: 24/05/2008
Jogo: Vitória 4 x 0 Figueirense
Campeonato: Série A
Curiosidade: Essa foi a pior estreia de um técnico do Figueirense na era Paulo Prisco Paraíso.

PC Gusmão

Dia da estreia: 29/06/2008
Jogo: Figueirense 1 x 1 Atlético-MG
Campeonato: Série A
Curiosidade: A torcida do Figueirense reencontrou Alexandre Gallo, técnico que deu o último título do Alvinegro, o Campeonato Catarinense de 2008.

Mário Sérgio

Dia da estreia: 21/09/2008
Jogo: Figueirense 3 x 4 Cruzeiro
Campeonato: Série A
Curiosidade: Após perder para a equipe mineira o Alvinegro chegou a seis derrotas consecutivas na Série A.

Pintado

Dia da estreia: 20/11/2008
Jogo: Figueirense 4 x 3 Náutico
Campeonato: Série A
Curiosidade: Com a vitória o Figueirense continuou sonhando com a permanência na Série A, fato que não aconteceu.

Roberto Fernandes

Dia da estreia: 15/03/2009
Jogo: Avaí 1 x 1 Figueirense
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Em sua estreia Roberto Fernandes escalou um trio de zagueiro com Bruno Perone, Régis e Dieyson, mesmo com a mudança o Furacão não conseguiu segurar a vitória, já que saiu na frente com um gol de Schwenck.

Márcio Araújo

Dia da estreia: 01/09/2009
Jogo: Portuguesa 3 x 1 Figueirense
Campeonato: Série B
Curiosidade: Márcio Araújo utilizou os laterais Egídio e Lucas no meio de campo, já na defesa fez uma linha com quatro zagueiro João Felipe, Toninho, Roger Carvalho e Edson.

Renê Weber

Dia da estreia: 18/01/2010
Jogo: Figueirense 3 x 1 Imbituba
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: A vitória no Orlando Scarpelli teve um gol de pênalti de Júnior Negão

Márcio Goiano

Dia da estreia: 04/02/2010
Jogo: Figueirense 2 x 2 Avaí
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Márcio Goiano começou como interino e após o empate de 2 a 2 no clássico e a vitória de 4 a 1 em cima do Juventus o treinador foi efetivado.

Jorginho

Dia da estreia: 09/03/2011
Jogo: Joinville 1 x 1 Figueirense
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Com o empate o Furacão perdeu a liderança do Campeonato Catarinense para a Chapecoense, que naquele ano seria a campeã.

Branco

Dia da estreia: 21/01/2012
Jogo: Figueirense 5 x 0 Marcílio Dias
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: Aloisio foi o artilheiro da noite marcando dois gols.

Argel

Dia da estreia: 19/05/2012
Jogo: Figueirense 2 x 1 Náutico
Campeonato: Série A
Curiosidade: Caio fez sua estreia no Figueirense e marcou o gol da vitória aos 48 minutos do segundo tempo.

Hélio dos Anjos

Dia da estreia: 25/07/2012
Jogo: Figueirense 0 x 1 Internacional
Campeonato: Série A
Curiosidade: Leandro Damião deixou o gramado do Orlando Scarpelli com uma grave lesão no coxa direita. Loco Abreu jogou os 90 minutos, fato raro em sua passagem pelo Furacão.

Márcio Goiano

Dia da estreia: 01/09/2012
Jogo: Figueirense 2 x 2 Fluminense
Campeonato: Série A
Curiosidade: No ano em que o Fluminense foi campeão o Furacão não foi derrotado pelo Tricolor.

Fernando Gil

Dia da estreia: 11/11/2012
Jogo: Figueirense 1 x 1 Sport
Campeonato: Série A
Curiosidade: Com o empate o Figueirense foi rebaixado, com a situação quase irreversível a diretoria alvinegra decidiu deixar Fernando Gil no comando do time até o fim da temporada.

Adilson Batista

Dia da estreia: 20/01/2013
Jogo: Guarani 1 x 2 Figueirense
Campeonato: Catarinense
Curiosidade: No retorno ao futebol brasileiro, e catarinense, o manezinho Douglas marcou o gol da vitória alvinegra.

Relação com o departamento de futebol do Figueirense atrapalhou o trabalho do técnico Adilson Batista

19 de agosto de 2013 3
Foto: Charles Guerra

Foto: Charles Guerra

Foram 292 dias no comando do Figueirense. No dia 8 de novembro de 2012, em sua casa em Curitiba, Adilson Batista assinou o contrato com o clube alvinegro. O presidente Wilfredo Brillinger foi pessoalmente negociar com o treinador. Por isso, Adilson tinha a confiança que terminaria o ano no comando do time. Não foi assim. Derrubado pelos resultados, a relação do técnico com o vice-presidente de Futebol, Marcos Moura Teixeira, e com o coordenador Leandro Niehues começou harmônica e no fim foi um dos grandes problemas do técnico no comando da equipe. Adilson não conseguia mais trabalhar com a dupla e nos últimos tempos o treinador andava mais estressado que o normal. Antes de ir embora, em uma conversa com o presidente o técnico indicou um nome de outro treinador para assumir a equipe. No comando do time foram 41 jogos, conquistando 19 vitórias, nove empates e 13 derrotas e a decepção de não ter levado o time de volta à elite do futebol brasileiro.

A história de Rubens Minelli no futebol catarinense e sua influência em Adilson Batista, do Figueirense

27 de março de 2013 0

Esse é o primeiro, espero, de muitos textos aqui no blog. E para começar eu escolhi falar de um dos principais profissionais do futebol brasileiro que teve seu último capitulo escrito aqui em Santa Catarina e que influenciou muito Adilson Batista, técnico do Figueirense, que sempre que tem a oportunidade cita o nome de Rubens Minelli.

Rubens Minelli, no Avaí em 2003. Foto: Júlio Cavalheiro/Agência RBS

Santa Catarina foi a casa de grandes jogadores que, geralmente, em fim de carreira desfilaram seu futebol por essas terras. Aqui, também foi o local que vários técnicos de ponta do Brasil deram seus primeiros gritos contra a arbitragem. No entanto, em 2002, João Nilson Zunino, no seu primeiro ano na presidência do Avaí, trouxe para a Ilha um dos homens mais importantes do futebol brasileiro: Rubens Minelli.

Minelli é um dos poucos treinadores que podem ser considerados completos. Ele é o primeiro tricampeão brasileiro genuíno vencendo o campeonato em 1975 e 76 com o Internacional e depois em 1977 com o São Paulo. Mesmo com toda a qualidade que tinha para administrar seus times em campo, Minelli chegou no Avaí para ser superintendente de Futebol, ou seja o homem de confiança de Zunino e responsável pelas contratações. Foi no Avaí que Rubens Minelli conheceu Adilson Batista.

Minelli em outubro de 1985 no Grêmio. Foto: Antônio Vargas/Agência RBS

Adilson é um treinador inteligente e que gosta de estudar a história do futebol e sua admiração por Minelli não é segredo. Diversas foram às vezes que o atual técnico do Figueirense falou sobre o trabalho do mestre Minelli e do que aprendeu com ele. Os poucos meses de convívio também serviram para que o tricampeão brasileiro se encantasse com Adilson Batista. Afinal, desde o início da carreira, Adilson sempre demonstrou sua veia criativa na montagem dos times.

- Eu já conhecia o Adilson e admirava ele como jogador e líder. Fomos trabalhar juntos e acredito que fizemos um bom trabalho. Alguns detalhes impediram o Avaí de ganhar o título, mas fizemos o que estava ao nosso alcance na época. Eu assistia todos os treinos e as preleções e trocávamos algumas ideias. A didática de treinamento dele era muito boa e agitada. Desde então eu acompanho ele de longe – contou Minelli por telefone.

O Avaí foi o último clube que Rubens Minelli trabalhou no futebol profissional. Hoje, o ex-treinador vive no bairro Paraíso, zona sul de São Paulo, e tem chácara em Valinhos, interior paulista. Está afastado dos campos, mas não longe do futebol. Minelli admite que é viciado no esporte que Charles Miller trouxe para o Brasil e que assiste quase todos os dias, e sem discriminação de divisão, muitos jogos.

- Eu resolvi parar logo depois de trabalhar no Avaí. Estava cansado. Mas, não sinto falta porque eu nunca larguei o futebol, porque assisto a tudo. Eu acompanho os estaduais, a primeira divisão do Brasil, a segunda, Copa do Brasil, futebol espanhol, inglês, Champions. O futebol faz parte da minha vida não tem como ficar longe – disse.

O que ficou para a história foram as inovações propostas por Minelli ao futebol brasileiro e elas não se limitaram às formas de trabalho, que contavam com fotos e videocassete. Seus métodos de lidar com os atletas e de estudar o esporte também anteciparam uma nova era, que hoje Adilson Batista faz parte.

- O Adilson foi um jogador líder e sempre foi capitão. Quando ele passou para treinador lançou o método dele de trabalho que é muito bom. O Adilson é um treinador que agrada o jogador porque não repete treino. O time entra em campo e ele não perder tempo e tenta sempre usar a bola, para não deixar os atletas entediados. O treinamento tático dele é muito bom. A preleção então, nem se fala. É uma pessoa de caráter, de muita liderança e conhecimento. O Figueirense está no caminho certo com ele, tenho certeza.

Por considerar Adilson Batista inteligente e inovador, Minelli defende as artimanhas do pupilo. É comum você ouvir alguém chamar o treinador do Figueirense de professor Pardal, em referência ao personagem da Disney. Em 2006, na sua primeira passagem pelo Orlando Scarpelli, Adilson chegou a colocar Marquinhos Paraná como zagueiro na escalação, com direito a número quatro na camisa, no entanto em campo Marquinhos fazia a função de meio-campo.

- O treinador deve e pode usar essas artimanhas. Eu era de um tempo em o centromédio usava o número cinco e eu comecei a usar o cinco como volante que apoiava. Me disseram que eu estava inventando, mas eu só mudei os números. Isso era algo apenas para confundir às vezes o time adversário, mas o Adilson tem as suas jogadas, e elas são boas. O futebol independentemente da tática é um duelo individual. O lateral vai jogar contra o ponta. O meio-de-campo contra outro o meio-de-campo e a superioridade técnica vai fazer a diferença – explicou.

Rubens no Maracanã na semifinal do Brasileirão de 1975. Foto: Hipólito Pereira/Agência RBS

O último trabalho no futebol foi em SC

Rubens Minelli chegou no Avaí em 2002 no primeiro ano de Zunino na presidência do Leão. Minelli dizia que não existe futebol profissional sem um centro de treinamento e de bons gramados. A criação de um CT era uma dos principais objetivos de Minelli. Porem a falta de resultados em campo derrubaram o superintendente e assim encerrou a carreira do ex-técnico que decidiu se aposentar aos 75 anos.

Para o lugar de Minelli, o presidente Zunino montou uma nova estrutura de futebol. O suíço Eric Lovey, responsável por levar Ronaldinho Gaúcho para o PSG da França, assumiu como diretor de Futebol. Lúcio Rodrigues ficou no lugar de Rubens Minelli como superintendente. Mesmo assim, Minelli elogiou Zunino por sua dedicação ao Avaí.

- Eu acho que ele (Zunino) foi um grande presidente e teve muitas dificuldades. Na época faltou alguém para ajudar ele, entrava pouco dinheiro e os patrocinadores não pagavam muito. O Zunino fazia de tudo para manter o pagamento em dia. Ele fazia um milagre para manter o time. Hoje eu parei de acompanhar, mas acredito que ele conseguiu mais aliados e ainda conseguiu o acesso em 2008 para a Série A – finalizou.