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Posts com a tag "Chico Lins"

#4 - Foto do dia: Chico Lins com a camisa da Seleção Catarinense de Futsal em 1987

07 de março de 2014 0

Em 1987, antes de um jogo da seleção catarinense de futebol de salão o então Governador do Estado, Esperidião Amin, com os atletas Chico Lins (E) e Sérgio Abrahan.

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Chico Lins que já teve perfil publicado aqui no blog. Você pode reler o post e ver um webdocumentário aqui.

Histórias do Jasc: a inserção do futsal em 1961

06 de novembro de 2013 2
Com a Elase, Chico Lins foi descoberto no Jasc de 1987. Foto: Arquivo pessoal

Com a Elase, Chico Lins foi descoberto no Jasc de 1987. Foto: Arquivo pessoal

A 53ª edição do dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) começa no próximo dia 20 de novembro em Blumenau. Antes de começar, vou escrever alguns post com histórias do maior evento esportivo do Estado. O primeiro é sobre a inserção do futsal nos jogos.

Em 1961, nos II Jogos Aberto de Santa Catarina, em Florianópolis, o comitê organizador do evento decidiu incluir o futebol de salão como uma das novas modalidades dos jogos. A intenção da cúpula de organização da Capital era ganhar mais uma medalha, já que somente Joinville e Lages tinham times competitivos, e o recente esporte era mais forte na Capital.

O plano deu certo, e Florianópolis foi campeã na modalidade, Joinville ficou com a prata e Lages com o bronze. Apesar de o esporte ser novo no Estado, a Federação Catarinense foi criada em 1957, o futebol de salão ganhou rapidamente adeptos.

O Jasc é responsável por revelar grandes atletas catarinenses, entre eles o tenista Gustavo Kuerten, a jogadora de vôlei Ana Moser e o nadador Fernando Scherer. Foi lá também que Chico Lins foi descoberto pelo técnico Fernando Ferretti, na época comandando o time de Joinville, a S.E.R Tigre.

– Meu primeiro Jasc foi 1984. Em 1987 eu joguei pela Elase, que representava Florianópolis, e o Ferretti me viu e me convidou para jogar na Tigre – lembra Chico.

Não foi só Chico Lins que foi observado e convidado por Ferretti naquele ano. Jogando pela equipe de Criciúma, anfitriã do evento, Marcos Sorato, o Pipoca, também foi contratado para jogar na Tigre.

– Em 1988 participei em Joaçaba e fui campeão jogando por Joinville. Ginásio sempre lotado no futsal. O futebol de salão dentro do Jasc é um dos mais fortes, e foi lá que eu fui descoberto – explica Sorato, técnico campeão mundial pela seleção brasileira de futsal em 2012.

Chico Lins jogou oito anos na Espanha, mas depois que voltou para o país, ele também retornou ao Jasc. A última participação como jogador foi em 1999, pela equipe da Unisul, que representava São José. Anos depois, como dirigente do vôlei, participou de mais dez edições com as equipes da Unisul e Cimed.

Memória SC: Chico Lins e uma carreira de sucesso no futsal da Espanha

24 de abril de 2013 7

Chico Lins comemora gol pelo Caja Toledo. Foto: Arquivo Pessoal

Chico Lins é conhecido por muitos pelo seu trabalho no futebol, como gerente de Futebol do Figueirense, e no vôlei em dois projetos de sucesso nos times da Unisul e da Cimed. Porém, o que muitos não sabem, ou não lembram, é que Francisco Eduardo Luz Lins é um dos pioneiros do Brasil a jogar futsal na Espanha.

Até hoje Chico é considerado um dos grandes atletas que passaram pelas quadras espanholas. Em nove anos de Espanha o beque defendeu quatro equipes, foi campeão nacional e construiu uma história de sucesso na Europa.

Tudo começou no colégio Catarinense em Florianópolis. Foi com o Colegial que Chico deu os primeiros chutes.

- O padre Roger, que era do colégio, viu o Chico jogando em algumas partidas de futebol de salão. E falou para mim: “Moreira tem um menino bom de bola”. E eu fui ver o Chico com 10 anos. E realmente achei que ele tinha potencial e levei para as minhas categorias de base – relembra o primeiro técnico de Chico, Valci Moreira.

Equipe do Colegial campeão catarinense em 1983. Foto: Arquivo Pessoal

O sonho de Chico Lins sempre foi ser jogador de futebol, porém no Catarinense em 1974 não existia equipe de futebol de campo, por isso sem opções o garoto aceitou jogar no salão.

- Eu fui estudar no Catarinense, mas não tinha uma equipe de futebol de campo. Um dia eu jogava uma partida com o pessoal da minha sala e o Moreira me convidou e por falta de opção eu fui e assim começou a desenhar a minha carreira – conta Chico.

No fim da adolescência, Chico tentou ser jogador de futebol e chegou a treinar nas categorias de base do Flamengo em 1979 no infantil e em 1981 no juvenil. Na temporada de 1984 ele jogou pelo Avaí durante 10 meses, mas desistiu da carreira no futebol e voltou para o futsal.

- Sempre foi um desejo meu ser jogador de futebol e quando a gente foi morar no Rio de Janeiro eu joguei na categoria de base do Flamengo, que era o meu time de coração. Depois eles queriam me dispensar e me disseram que dariam uma carta de recomendação para jogar no América, mas eu não queria. O que eu queria era jogar pelo Flamengo – recorda.

O tempo de jogador no Avaí foi a convite de Valci Moreira, que estava trabalhando na base do Leão, mas após divergências com o treinador do time azurra Chico decidiu se concentrar no que realmente era extraordinário: o futsal.

O primeiro time profissional de Chico Lins foi a Tigre, de Joinville, em 1988, equipe treinada por Fernando Ferretti, um dos maiores treinadores de toda a história do Brasil. Em 89, com o fim da equipe de Joinville Chico foi convidado por Ferretti para ir para a Perdigão. E foi na equipe de Videira, no meio-oeste de Santa Catarina, que o beque chamou a atenção dos espanhóis do Mitsubishi Ceuta.

- Eu o Fabinho fomos para o Ceuta. Mas, eu tive uma lesão no tornozelo e coloquei gesso. Não dava mais para jogar e como o contrato era curto acertei com os caras e voltei para o Brasil, mas nesse tempo já tinha alguns contatos para voltar e logo que cheguei ao Brasil, em junho, acertei meu retorno para a Espanha para jogar no Caja Toledo – explicou Chico.

Time da Perdigão em 1989. Foto: Arquivo Pessoal

Assim, o catarinense de Itajaí foi morar em definitivo na Espanha, mas não foi sozinho. O Caja Toledo pediu para Chico indicar um outro atleta brasileiro para jogar na equipe e ele recomendou o jovem Marcos Sorato, o Pipoca, seu amigo de tempos de Tigre.

- O time vinha da segunda divisão e pediram para contratar um jogador jovem. Eu levei o Pipoca. Ele era um cara de confiança meu e tinha características que eu gostava em um jogador, ele encaixava no meu jogo – conta.

Chico, o técnico brasileiro Zego e Pipoca no Caja Toledo. Foto: Arquivo Pessoal

A dupla fez história na Espanha e até hoje são lembrados como a melhor dupla de estrangeiros do futsal espanhol.

- Temos o nome marcado pelo profissionalismo e pela forma de jogo. Mostramos para eles que tínhamos que ser competitivos no treino – recorda Marcos Sorato, o Pipoca.

Em 1968, a família de Chico se muda para o Rio de Janeiro. Lá, o catarinense se encanta com o Flamengo. No entanto seu pai Eduardo Lins, conhecido como Pimpa, sempre torceu para o Vasco. Por isso, o pai tem tanto orgulho de ter visto o filho em seus últimos anos de carreira vestir o manto cruzmaltino.

Em 1999, após voltar da Espanha e de estar seis meses parado Chico Lins recebe o convite de Fernando Ferretti para jogar no Vasco. Chico volta às quadras e ajuda a equipe carioca a ser campeã estadual e realiza o sonho de Pimpa de ver o filho com a camisa do Vasco.

- Isso é um enfeite na minha casa. Mas sei que o coração dele é rubro-negro – disse Pimpa com o retrato de Chico com a camisa do Vasco na mão.

Depois de atuar no Vasco, o catarinense volta a jogar em sua terra natal defendendo a Unisul, onde era dirigente e jogador. No dia 13 de fevereiro de 2001 em partida amistosa entre a Unisul e o Vasco no ginásio Carlos Alberto Campos, no bairro Estreito em Florianópolis, Chico Lins se despediu da carreira profissional.

Faltou vestir a camisa da Seleção Brasileira

Em 1989, Chico Lins foi convocado para o Sul-Americano de Futebol de Salão. Essa foi a última convocação do catarinense. Até o mundial de 2000, na Guatemala, a Confederação Brasileira de Futebol de Salão não permitia que jogadores que atuassem fora do país estivessem na seleção.

Na época em que foi convocado, Chico jogava na Perdigão, mas ele não teve sorte, uma contusão no adutor fez ele ficar de fora da seleção e dois meses parado.

Pimpa e Chico na praia de Ipanema no Rio de Janeiro em 1969. Foto: Arquivo Pessoal

– Foi uma tristeza. Ainda mais porque a forma como me machuquei foi muito boba, em um aquecimento em um dia de muito frio em Videira, e aí eu perdi a oportunidade na seleção. Em dezembro recebi um convite para ir para a Espanha junto com o Fabinho. Porém, recebemos também uma certa ameaça da confederação brasileira, dizendo, se vocês forem, não serão mais convocados para a seleção – lembra Chico.

Para ele, era difícil resistir ao salário oferecido pela Europa e para ficar no Brasil sem a possibilidade de jogar uma Olimpíada. Como isso nunca aconteceu, Chico não voltou para disputar um campeonato brasileiro em sua melhor fase. Somente em 1999, com 35 anos, ele retornou ao Brasil para jogar no Vasco.

– Naquele tempo realmente jogador que atuava fora do Brasil não era convocado para a seleção. Eu acho que era opção da Confederação não querer o Chico jogando na seleção, como também dos outros brasileiros que estavam no exterior – analisa Valci Moreira, primeiro técnico do Chico no Colegial.

Marcos Sorato, o Pipoca, que foi técnico da seleção e campeão mundial em 2012, jogou com Chico Lins durante seis temporadas. Eles moraram juntos na Espanha, e foi Chico que o levou para o time Caja Toledo. Para ele, faltou no currículo vitorioso da dupla jogar pelo Brasil.

– Na nossa carreira faltou jogar em uma seleção, mas ao mesmo tempo tenho consciência de que hoje, eu que fui treinador da seleção, em algum momento a gente seria convocado se tivéssemos jogado no Brasil. Mas, o Brasil foi soberbo e não convocava jogadores de fora do país. Perdemos o Mundial de 2000, na Guatemala, para aí sim convocarmos jogadores de fora. Porque muito jogadores que defenderam a Espanha poderiam defender a seleção. Mas, fica a certeza que a gente poderia ter participado da seleção em algum momento – ressalta Pipoca.

Ídolo na Espanha

Durante oito anos na Espanha, Chico Lins foi campeão da Copa da Espanha e da Liga. Ele atuou em quatro equipes: três jogos pelo Mitsubishi Ceuta, em 1990; depois, cinco temporadas no Caja Toledo; duas, no El Pozo Murcia, e uma no Interviú de Madrid.

Neste tempo de Espanha, Chico, além de ajudar na evolução do futsal, tornou-se ídolo do esporte no país ibérico. Um exemplo disso é o depoimento de Juan Hernández Sanchez, torcedor do El Pozo Murcia:

– Para mim foi uma honra e um orgulho conhecer e poder ver um de meus ídolos, não só como um jogador, mas como um amigo. Ele sempre estava com um sorriso na cara. Fez uma grande dupla com Marcos Sorato, o Pipoca – disse o torcedor em entrevista pelo Facebook.

Orgulho para Pimpa, Chico com a camisa do Vasco. Foto: Arquivo Pessoal

No El Pozo Murcia Chico Lins fez dupla com Paulo Maravilla, um dos grandes brasileiros no futsal espanhol e que se naturalizou e foi campeão Mundial com a Espanha em 2000, na Guatemala. Porém, nas duas temporadas em que jogaram juntos o time de Murcia não conquistou títulos, mesmo assim Chico ainda é lembrado como um jogador de qualidade.

– Chico na Espanha foi muito importante. Ele foi um dos jogadores brasileiros com mais influência em nosso jogo, era um líder nato e um grande jogador. Todos aprenderam muitíssimo com seu futsal. Fisicamente era muito forte, tecnicamente muito bom, um grande passador e taticamente muito inteligente – analisou Juan.

Ainda hoje existem torcedores que lamentam não terem visto Chico Lins com as cores da Espanha.

– Gostaria de ter visto ele jogar pela Espanha, infelizmente não aconteceu – disse Juan.

• Para saber mais sobre a vida de Chico Lins você pode assistir o webdocumentário que eu fiz sobre em 2011 com imagens de gols dele na Espanha, Vasco e Unisul.

Futsal: conheça a história do clássico da linguiça

01 de abril de 2013 3

Time da Perdigão em 1989. Foto: Reprodução

Em 1985 uma partida de futebol de salão ficou conhecida no Brasil como o clássico da linguiça. A disputa entre duas grandes empresas de alimentos saiu das prateleiras dos mercados e foi parar na quadra com as equipes de Perdigão (Videira) e Sadia (Concórdia).

Durante seis anos esse foi o maior clássico do futsal catarinense, pois as duas equipes eram as principais do esporte da bola pesada em Santa Catarina. Ao total foram 15 partidas entre 1985 e 1991. Foram 11 vitórias para a equipe de Videira, três vitórias para a Sadia e um empate.

Chico Lins, um dos maiores jogadores de futsal da história de Santa Catarina, atuou na equipe da Perdigão em 1989 e participou de dois clássicos. Foram duas vitórias apertadas por 2 a 1.

– O clássico da linguiça era forte. A Sadia não tinha um time tão potente quanto a Perdigão na época, mas tinha um timaço –recorda Chico Lins.

Uma das diferenças entre as equipes era que a Perdigão contratava muitos jogadores de fora de Videira, enquanto a Sadia criava seus atletas na categoria de base.

– A Sadia tinha jogadores que eram muitos bons, mas formados nas categorias de base de Concórdia. Eu me lembro do Gil, do Xavantina, e do goleiro Jace – lembra Chico.

A rivalidade foi à marca registrada do encontro entre os times do clássico da linguiça. Afinal, as duas empresas que davam nome aos times eram grandes rivais no mercado de alimentos, antes da fusão entre Perdigão e Sadia em 2009, que deu origem a BRF.

– Eram duas empresas do mesmo ramo, duas equipes muito fortes do futebol de salão. Então, a rivalidade era muito grande – finalizou Chico Lins.

Em dezembro de 1991 a Perdigão botou fim ao supertime de futsal alegando problemas financeiros. Ao todo a equipe de Videira conquistou 21 títulos, incluindo o bicampeonato brasileiro (87 e 90) e o tri sul-americano (88, 89 e 90). A Sadia não demorou a acabar com seu time e no fim 1994, também por motivos financeiros, encerrou as atividades no futsal.

Confira abaixo a lista dos 15 jogos disputados entre as equipes:

14/09/1985 – Sadia 3 X 4 Perdigão – Partida em Concórdia
16/11/1985 – Perdigão 10 X 1 Sadia – Partida em Videira
28/12/1985 – Perdigão 2 X 1 Sadia – Partida em Videira
13/12/1986 – Sadia 3 X Sadia – Partida em Concórdia
18/12/1987 – Perdigão 8 X 2 Sadia – Partida em Videira
12/11/1988 – Perdigão 3 X 0 Sadia – Partida em Videira
28/11/1988 – Sadia 1 X 4 Perdigão – Partida em Concórdia
13/12/1988 – Perdigão 2 X 2 Sadia – Partida em Videira
28/12/1988 – Sadia 1 X 5 Perdigão – Partida em Concórdia
22/12/1989 – Perdigão 2 X 1 Sadia – Partida em Videira
29/12/1989 – Sadia 1 X Perdigão – Partida em Concórdia
07/12/1990 – Sadia 4 X 3 Perdigão – Partida em Concórdia
18/12/1990 – Perdigão 3 X 5 Sadia – Partida em Videira
07/07/1991 – Perdigão 4 X 3 Sadia – Partida em Goiás
27/08/1991 – Sadia 4 X 2 Perdigão – Partida em Concórdia