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Posts com a tag "Florianópolis"

Curiosidades sobre a tocha olímpica

09 de julho de 2015 0

tochaA tocha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi apresentada no dia 3 de julho. Pela primeira vez na história ela passará por cidades de Santa Catarina. Quatro cidades estão na lista: Blumenau, Criciúma, Florianópolis e Joinville.

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O revezamento da tocha olímpica começou em 1936 por iniciativa do alemão Theodore Lewald. Desde então uma tocha com o fogo olímpico deixa Olímpia, cidade que fica a 300 quilômetros de Atenas, e vai até a cidade sede dos Jogos, de preferência a maior parte por terra.

A primeira vez que algum brasileiro carregou a tocha foi em 1992. Lara de Castro, uma estudante de educação física então com 19 anos, venceu um concurso e teve a felicidade de levar a tocha.

A última pessoa que leva a tocha e que consequentemente acende a pira é mantida em segredo e revelada apenas instantes antes na abertura da Olimpíada.

E se a chama se apagar?

Normalmente as tochas levam gases infláveis em sua estrutura. Além disso, durante os anos as organizações desenvolveram tochas mais resistentes ao vento e chuva. Mas se por algum motiva a chama for apagada?

Em casos que a chama é apagada, como no revezamento de 1996 para a Olimpíada de Atlanta, um motoqueiro caiu e apagou a chama. Rapidamente uma das chamas de segurança foi usada para reacender a principal. Sim, eles levam chamas também acessas em Olímpia durante o trajeto da tocha até a cidade sede dos Jogos.

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• A origem e as primeiras modalidades dos Jogos Olímpicos

Entrevista - presidente da Federação Catarinense de Tênis, Rafael Westrupp, avalia edição 2014 e projeta melhorias: "A mudança de data pode nos ajudar"

03 de março de 2014 0
Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

O Brasil Tennis Cup de 2014 não teve nenhuma estrela de renome como na primeira edição, quando Venus Williams esteve presente nas quadras roxas da FCT. Mas isso não quer dizer que o torneio não teve bons jogos. A final foi um exemplo disso. Em três sets, a tcheca Klara Zakopalova conseguiu uma virar sobre a espanhola Garbine Muguruza.
A organização se mostrou mais madura e vive a expectativa de melhores edições em 2015 e 2016. Isso porque o campeonato muda de data. Passa de fevereiro para julho e ainda pode entrar no US Open Series – torneios que antecedem o Grand Slam.

Diário Catarinense − A mudança de data do torneio para julho é melhor para atrair melhores atletas nas edições de 2015 e 2016?
Rafael Westrupp − Essa nossa data em fevereiro ficaria comprometida no próximo ano porque conflitaria com o torneio de Dubai, que paga dois milhões de dólares em prêmios. Assim, a chance de trazer uma grande jogadora seria remota. O Jorge Lacerda (presidente da Confederação Brasileira de Tênis) interveio nesse sentido e passamos pelos crivos do WTA. Em julho não teremos torneios premiere, maiores. Seremos nós e um outro em Baku, no Cazaquistão. Já em 2016 o nosso torneio vai anteceder a Olimpíada do Rio de Janeiro. Apenas duas atletas podem competir por país, isso abriria muitas possibilidades para a gente, porque várias ótimas atletas ficariam sem campeonatos para jogar.

DC − Você ainda sonha em trazer uma top 10?
Westrupp − A intenção de trazer uma top 10 é muito real e viva. O nosso torneio vai começar apenas uma semana depois de Wimbledon. Vamos fazer contatos com atletas, treinadores e agentes e até o final do ano devemos ter um posicionamento. Uma top 10 geralmente pede cachê para participar, mas vamos começar essa procura por agosto, setembro.
DC − Essa alteração também permite que o Brasil Tennis Cup entre no US Open Series?
Westrupp − Essa negociação é em outra escala e o Jorge Lacerda vai ver isso. A data teoricamente nos ajuda. O nosso fuso horário é quase igual, tem uma diferença de duas horas, a nossa quadra é igual, e a logística até os Estados Unidos também.

DC − No ano passado tivemos uma final com a casa lotada. O público decepcionou este ano?
Westrupp − A gente já esperava um público menor. Primeiro, não tínhamos um nome como a Venus Williams, mas por outro lado tivemos uma atleta top 20 (Carla Navarro). Em 2013, teve uma grande expectativa. Outra coisa que atrapalhou foi o Carnaval. Mas não tínhamos como mudar a data do torneio com o WTA.

DC − Vocês estão com negociações com o Costão do Santinho. Qual torneio vocês querem fazer no resort?
Westrupp − Queremos levar a Fed Cup (versão feminina da Copa Davis) para lá. Houve reuniões e deixamos o projeto pronto com o Governo do Estado. Vamos aguardar.

Bastidores do jantar do Congresso Técnico da Fifa no P12, em Florianópolis

19 de fevereiro de 2014 1
Foto do jantar do Congresso Técnico da Fifa no P12

Foto do jantar do Congresso Técnico da Fifa no P12

Ronaldo não foi ao jantar organizado para os técnicos e dirigentes do Congresso Técnico da Fifa, no P12 em Jurerê Internacional. O maior artilheiro da história da Copa do Mundo não foi, mas uma pessoa que estava no jantar contou alguns detalhes, curtos, desta noite que publico aqui no blog.

O vice-prefeito de Florianópolis, João Amin, e o secretário de turismo do Estado, Valdir Walendowsky, sentaram na mesa do secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke. Alias, Valcke era só elogios a Capital.

— Aproveitam Florianópolis — aconselhou Valcke antes do jantar em um pronunciamento.

CURTINHAS

Rússia: a possível decisão da seleção russa de trocar sua base de treinos antes da Copa do mundo da cidade de Itu, no interior de São Paulo, para Florianópolis também foi tema no jantar no P12. Lá, Fábio Capelo, treinador da Rússia, disse que estaria insatisfeito com o atraso na construção do campo de treinamentos em Itu e que Floripa seria uma possibilidade. Capelo vai visitar Itu antes de tomar uma decisão.

De volta em breve: Demetrio Albertini, ex-jogador italiano e que defendeu o Milan por 14 anos, disse que adorou a cidade e que vai passar as próximas férias aqui na Ilha de Santa Catarina.

Que pena: o técnico da França, Didier Deschamps, lamentou o pouco tempo em Florianópolis. Ele queria aproveitar um pouco mais da cidade e conhecer outros pontos da Capital.

Fã: Luis Fernando Suárez, treinador de Honduras, é super fã de Gustavo Kuerten e comemorou o fato de ter conhecido a cidade onde nasceu Guga.

Retorna com os parentes: o comandante do Uruguai, Óscar Tabarez, disse em entrevista na zona mista na tarde desta quarta-feira que apesar de sempre ouvir falar de Florianópolis nunca tinha vindo a cidade. Agora que conheceu, quer voltar com os parentes que sempre indicaram Floripa como destino.

Menu: uma grande mesa de saladas, com destaque para salada de polvo com marisco. Congro grelado, mignon grelhado ao molho do chefe e camarão flambado com creme de leite. Como acompanhamento mini moranga com aspargos, berinjela, arroz e farofa doce.

Capricho nos detalhes: em um dos cantos do P12 uma rendeira fazia renda de bilro ao vivo para mostrar uma das mais antigas tradições de Florianópolis. Além disso, os guardanapos tinham detalhes em bilro.

Quem também foi visto lá: foram Wilfredo Brillinger, presidente do Figueirense, e Delfim Pádua, Peixoto Filho, da Federação Catarinense de Futebol.

Brasil não aprendeu com os erros do Pan 2007, mas dessa vez o povo saiu às ruas para protestar

19 de junho de 2013 2

Protesto em frente ao Mané Garrincha, em Brasília. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

O Brasil está nas ruas, protestando. O que começou com reivindicações contra as tarifas do transporte público se transformou em um movimento em que todos buscam um espaço para alertar, e reclamar contra o que acredita estar errado.

Em todo o país é possível vários tipos de cartazes nas manifestações – alguns muito bem humorados -, e é comum ver protestos contra os gastos com a Copa do Mundo. O mundo está de olho no Brasil, afinal somos sede não só do maior torneio de futebol mundial como também da Olímpiada, no Rio de Janeiro em 2016.

Muitos são os motivos para protestar. Em 2005 três instalações do Complexo do Maracanã foram reformadas visando aos Jogos Pan-americanos de 2007. Além do estádio, o ginásio do Maracanãzinho e o Parque Aquático Julio Delamare. O custo total da obra foi de R$ 304 milhões. Na ocasião a promessa era que com essa reforma o Maracanã já estaria pronto para a Copa do Mundo de 2014, o que só aconteceu com a reforma que custou mais R$ 951 milhões e praticamente reconstruiu o estádio. O ginásio do Maracanãzinho virou uma arena de primeiro mundo, mas ainda assim terá que sofrer intervenções para a Olimpíada de 2016. E o a pior parte é que o Parque Aquático Julio Delamare vai ser derrubado.

Foto: Tasso Marcelo/AFP

Pouco aprendemos com os erros dos jogos Pan-americanos. Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) foram encontrados vários indícios de irregularidades entre eles: subcontratação irregular, excesso de alterações contratuais, deficiência na fiscalização do contrato, atos de gestão antieconômicos e, principalmente, indícios de superfaturamento. Na época o ministro do TCU Marcos Vinicios Vilaça declarou:

- A imagem da série de problemas sofridos nesta área (custo e planejamento) deve permanecer como lição para futuros eventos de igual natureza, a exemplo da Copa do Mundo de 2014 ou, quem sabe, a Olimpíada de 2016.

A mensagem ficou, mas a lição não foi aprendida. Assim o velódromo do Rio de Janeiro, que custou R$ 14 milhões no Pan Rio 2007, será destruído. O motivo seria que o velódromo não se adequa as normas da Federação Internacional de Ciclismo. Uma nova instalação, com as especificações corretas será erguida em outro ponto do Parque Olímpico e deve custar R$ 147 milhões.

O governo promete que o velódromo não está sendo destruído por completo já que partes da pista está sendo enviado para Goiânia (GO) pelo Ministério do Esporte, em tese está sendo reciclado.

Eles não conhecem o Brasil

Em nenhum momento o futebol entrou na discussão, porque o que se discute não é o esporte e sim o que se fez em nome de megaeventos. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou ao jornal Estado de São Paulo que a onda de protestos em várias cidades brasileiras está se beneficiando da Copa das Confederações. Segundo o dirigente, os manifestantes estão utilizando a competição como uma espécie de plataforma. Ainda segundo o cartola o futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas. Blatter não conhece o Brasil e os brasileiros, as manifestações vão continuar e tenho certeza que a fiscalização com as obras da Olimpíada terão muito mais olhos do que as obras da Copa do Mundo tiveram.

A visita de Arthur Friedenreich, o primeiro craque brasileiro, a Florianópolis

22 de maio de 2013 0

O primeiro craque do brasileiro pisou em Florianópolis no dia 27 de maio de 1941. Arthur Friedenreich esteve em Santa Catarina, mas não jogou bola. El Tigre viajava a trabalho como inspetor da cervejaria Antarctica, já que tinha pendurado as chuteiras em 1935 depois de defender o Flamengo.

O jornal A Gazeta noticiou assim a estadia do jogador na Capital:

“Em serviço de seu cargo (inspetor da Cia. Antartica), encontra-se nesta capital o sr. Arthur Friedenreich, glória do futebol nacional.

O distinto visitante tem sido alvo da administração da mocidade esportista da Ilha, que vê em Friedenreich o modelo da verdadeira fibra na prática do esporte rei.

Recordar as façanhas desenvolvidas em canchas nacionais pelo ‘reio do futebol’, é relembrar cenas surpreendentemente emocionantes.

A justa e merecida fama conquistada nos áureos tempos, foi além dos limitados campos de nossa Pátria, inda às terras longínquas das Americas e Europa, onde conquistou o cognome de ‘El Tigre’.

A presença de Friedenreich em nossa capital constitui a recordação sincera das velhas páginas do nosso futebol, que encheram de glórias e troféus o esporte nacional.

Em palestra mantida com amigos e admiradores, declarou em presença do sr. Aderbal Ramos da Silva, denodado presidente da Federação, que sentia bastante não dispor tempo suficiente para entrar em contacto com os esportistas da capital; mas, prontificou-se, ao retornar de sua viagem ao sul, a ficar uma semana à disposição dos amigos. E, a convite de sr. Aderbal Ramos da Silva, aceitou a incumbência de ser juiz, em nossas canchas, numa partida de futebol.

Se se realizar o que ouvimos durante a palestra entre aqueles senhores, teremos oportunidade de aplaudir em nossos gramados a figura do mais impressionante futebolista brasileiro de todos os tempos, o grande ‘El Tigre’, que aterrorizava, os keepers europeus na conquista de memoráveis louros para o nosso futebol.”

Quem foi Friedenreich

Problemas financeiros fizeram o alemão Oscar Friedenreich deixar Blumenau e embarcar para São Paulo, terra das oportunidades. Nela conheceu Matilde, uma lavadeira negra com que se casou. Desse casou nasceu no dia 18 de julho de 1892 um menino mulato, de olhos verdes, batizado como Arthur Friedenreich.

Na Seleção Brasileira disputou o Campeonato Sul-Americano de seleções em 1919. Marcou o gol da vitória em cima dos uruguaios e deu o título ao Brasil. Foi nessa disputa que ganhou o apelido El Tigre. Por causa dessa conquista Fried ganhou de Pixinguinha uma música em sua homenagem. Como já foi contato no primeiro post do Sexta de música.

Foi no dia 29 de maio de 1919 quando Friedenreich virou o primeiro herói do futebol brasileiro. Depois de empatar a final da Copa Sul-Americana por 0 a 0, a partida teve que ser definida na prorrogação. Após 30 minutos extenuantes o placar continuou igual e foi preciso de mais uma prorrogação para definir o campeão. E logo aos três minutos do primeiro tempo, Neco invadiu a área pelo lado direito e quase na linha de fundo cruzou para Heitor, que chutou para o gol. O goleiro uruguaio Saporiti defendeu e no rebote Friedenreich marcou o gol da vitória verde e amarela.

Depois de ver a vitória brasileira no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, Pixinguinha compôs o clássico choro 1 x 0. Em 1993, a música receberia letra feita pelo mineiro Nelson Ângelo no disco “A vida leva”. Na gravação ele dividiu o vocal com Chico Buarque.