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Posts com a tag "Futsal"

#4 - Foto do dia: Chico Lins com a camisa da Seleção Catarinense de Futsal em 1987

07 de março de 2014 0

Em 1987, antes de um jogo da seleção catarinense de futebol de salão o então Governador do Estado, Esperidião Amin, com os atletas Chico Lins (E) e Sérgio Abrahan.

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Chico Lins que já teve perfil publicado aqui no blog. Você pode reler o post e ver um webdocumentário aqui.

As polêmicas da origem do futsal

25 de abril de 2013 0

Foto: Lucas Amorelli

Aproveitando o embalo do post de ontem sobre o Chico Lins e a carreira dele no futsal espanhol, hoje escrevo sobre a origem do esporte da bola pesada.

Brasileiros e uruguaios discutem quem foi o primeiro a inventar o futebol de salão. A versão uruguaia da criação do futsal descreve que o sucesso da seleção celeste nas Olímpiadas de Paris, 1924, e Amsterdã, 1928, e da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai em 1930, fez crescer a vontade das crianças e adolescentes de praticar o esporte.

Por falta de campo e espaços ideais à pratica do futebol muitas pessoas começaram a utilizar quadras de vôlei e basquete como campo para partidas de futebol. Em 1933, tentando organizar este movimento cada vez mais crescente no país, o então professor e secretário do Departamento de Menores da Associação Cristã de Jovens de Montevidéu, Juan Carlos Ceriani Gravies, redigiu as primeiras regras do que foi denominado indoor-football.

Baseado no basquetebol, handebol, pólo aquático e do próprio futebol jogado nos campos, as primeiras regras definiram um jogo com dois períodos de 20 minutos, separados por 10 minutos de descanso. As equipes eram compostas de seis jogadores de cada lado, sendo cinco jogadores de quadra e um goleiro.

Juan Carlos Ceriani Gravies não definiu apenas os números de jogadores e o intervalo de descanso. Segundo Cris Fonseca, em seu livro “Futsal o berço do futebol brasileiro”, os jogos eram realizados em quadras de 26 metros de largura, o jogo logo passou a ser chamado ‘o jogo da bola pesada’, pois, buscando solucionar os problemas ocasionados com as tradicionais bolas de futebol de campo, que saltavam demais e dificultavam o controle dos jogadores no reduzido espaço das quadras, criou-se uma bola confeccionada com crina vegetal, serragem e cortiça granulada, que pesava aproximadamente um quilo.

Expansão do futebol de salão e polêmica

A Associação Cristã de moços, a ACM (Young Men’s Christian Association – YMCA), é apontada como maior responsável pela expansão da modalidade na América do Sul. Segundo Cris Fonseca, teria sido por meio da realização de um curso patrocinado pelo Instituto Técnico da ACM de Montevidéu que as primeiras regras do então indoor-football teriam sido distribuídas. Entre os participantes estariam Asdrúbal Monteiro e Ricardo Lotufo, representantes brasileiros, que, assim como os outros, teriam recebido uma cópia deste primeiro regulamento das mãos do próprio Juan Carlos Ceriani Gravies, o criador das primeiras regras.

Em entrevista para Francisco Carlos Tolussi, autor do livro “Futebol de Salão: tática, regra e história”, o próprio Asdrúbal Monteiro confirmou ter recebido o regulamento das mãos de Juan Carlos Ceriani Gravies, em 1933, sendo assim o primeiro a trazer para o Brasil as regras da modalidade. Esta versão é contestada abrindo espaço para a versão brasileira da história.

Os defensores da criação brasileira afirmam que a modalidade teria sido iniciada no Brasil, na ACM de São Paulo, onde, de maneira semelhante à apresentada na corrente uruguaia, muitos jovens que encontravam dificuldades para achar campos livres de futebol começaram a praticá-lo nas quadras vazias de basquetebol e em outros espaços reduzidos, desencadeando o surgimento das tradicionais “peladas”. Depois se desenvolveram para o nascimento do futsal organizado que se conhece hoje.

O primeiro nome a ser mencionado com destaque no histórico da origem brasileira é o de Habib Maphuz, um jovem militante da ACM de São Paulo que, nos anos 1950, juntamente com um grupo de entusiastas, elaborou na entidade paulista um regulamento com normas para a prática do futebol jogado em quadras, denominado futebol de salão. Fundador da primeira liga de futebol de salão, a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços, Habib Maphuz, ao longo da história, se tornaria também o primeiro presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão.

Outro brasileiro que aparece nos registros como importante peça para a regulamentação do futebol de salão no Brasil foi Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes, autor do primeiro Livro de Regras do Futebol de Salão, a ser editado no mundo. Segundo Cris Fonseca o grande passo para a difusão do futebol de salão teria sido dado em 1950 com a publicação de um livreto que fixava, pela primeira vez, as normas da modalidade. A partir desse fato, deu-se início às organizações administrativas e suas consequentes oficializações, surgindo, então, as primeiras federações estaduais de futebol de salão do Brasil.

* Com informações dos livros Futsal, o berço do futebol brasileiro, de Cris Fonseca e Futebol de Salão: tática, regra e história de Francisco Carlos Tolussi.

Memória SC: Chico Lins e uma carreira de sucesso no futsal da Espanha

24 de abril de 2013 7

Chico Lins comemora gol pelo Caja Toledo. Foto: Arquivo Pessoal

Chico Lins é conhecido por muitos pelo seu trabalho no futebol, como gerente de Futebol do Figueirense, e no vôlei em dois projetos de sucesso nos times da Unisul e da Cimed. Porém, o que muitos não sabem, ou não lembram, é que Francisco Eduardo Luz Lins é um dos pioneiros do Brasil a jogar futsal na Espanha.

Até hoje Chico é considerado um dos grandes atletas que passaram pelas quadras espanholas. Em nove anos de Espanha o beque defendeu quatro equipes, foi campeão nacional e construiu uma história de sucesso na Europa.

Tudo começou no colégio Catarinense em Florianópolis. Foi com o Colegial que Chico deu os primeiros chutes.

- O padre Roger, que era do colégio, viu o Chico jogando em algumas partidas de futebol de salão. E falou para mim: “Moreira tem um menino bom de bola”. E eu fui ver o Chico com 10 anos. E realmente achei que ele tinha potencial e levei para as minhas categorias de base – relembra o primeiro técnico de Chico, Valci Moreira.

Equipe do Colegial campeão catarinense em 1983. Foto: Arquivo Pessoal

O sonho de Chico Lins sempre foi ser jogador de futebol, porém no Catarinense em 1974 não existia equipe de futebol de campo, por isso sem opções o garoto aceitou jogar no salão.

- Eu fui estudar no Catarinense, mas não tinha uma equipe de futebol de campo. Um dia eu jogava uma partida com o pessoal da minha sala e o Moreira me convidou e por falta de opção eu fui e assim começou a desenhar a minha carreira – conta Chico.

No fim da adolescência, Chico tentou ser jogador de futebol e chegou a treinar nas categorias de base do Flamengo em 1979 no infantil e em 1981 no juvenil. Na temporada de 1984 ele jogou pelo Avaí durante 10 meses, mas desistiu da carreira no futebol e voltou para o futsal.

- Sempre foi um desejo meu ser jogador de futebol e quando a gente foi morar no Rio de Janeiro eu joguei na categoria de base do Flamengo, que era o meu time de coração. Depois eles queriam me dispensar e me disseram que dariam uma carta de recomendação para jogar no América, mas eu não queria. O que eu queria era jogar pelo Flamengo – recorda.

O tempo de jogador no Avaí foi a convite de Valci Moreira, que estava trabalhando na base do Leão, mas após divergências com o treinador do time azurra Chico decidiu se concentrar no que realmente era extraordinário: o futsal.

O primeiro time profissional de Chico Lins foi a Tigre, de Joinville, em 1988, equipe treinada por Fernando Ferretti, um dos maiores treinadores de toda a história do Brasil. Em 89, com o fim da equipe de Joinville Chico foi convidado por Ferretti para ir para a Perdigão. E foi na equipe de Videira, no meio-oeste de Santa Catarina, que o beque chamou a atenção dos espanhóis do Mitsubishi Ceuta.

- Eu o Fabinho fomos para o Ceuta. Mas, eu tive uma lesão no tornozelo e coloquei gesso. Não dava mais para jogar e como o contrato era curto acertei com os caras e voltei para o Brasil, mas nesse tempo já tinha alguns contatos para voltar e logo que cheguei ao Brasil, em junho, acertei meu retorno para a Espanha para jogar no Caja Toledo – explicou Chico.

Time da Perdigão em 1989. Foto: Arquivo Pessoal

Assim, o catarinense de Itajaí foi morar em definitivo na Espanha, mas não foi sozinho. O Caja Toledo pediu para Chico indicar um outro atleta brasileiro para jogar na equipe e ele recomendou o jovem Marcos Sorato, o Pipoca, seu amigo de tempos de Tigre.

- O time vinha da segunda divisão e pediram para contratar um jogador jovem. Eu levei o Pipoca. Ele era um cara de confiança meu e tinha características que eu gostava em um jogador, ele encaixava no meu jogo – conta.

Chico, o técnico brasileiro Zego e Pipoca no Caja Toledo. Foto: Arquivo Pessoal

A dupla fez história na Espanha e até hoje são lembrados como a melhor dupla de estrangeiros do futsal espanhol.

- Temos o nome marcado pelo profissionalismo e pela forma de jogo. Mostramos para eles que tínhamos que ser competitivos no treino – recorda Marcos Sorato, o Pipoca.

Em 1968, a família de Chico se muda para o Rio de Janeiro. Lá, o catarinense se encanta com o Flamengo. No entanto seu pai Eduardo Lins, conhecido como Pimpa, sempre torceu para o Vasco. Por isso, o pai tem tanto orgulho de ter visto o filho em seus últimos anos de carreira vestir o manto cruzmaltino.

Em 1999, após voltar da Espanha e de estar seis meses parado Chico Lins recebe o convite de Fernando Ferretti para jogar no Vasco. Chico volta às quadras e ajuda a equipe carioca a ser campeã estadual e realiza o sonho de Pimpa de ver o filho com a camisa do Vasco.

- Isso é um enfeite na minha casa. Mas sei que o coração dele é rubro-negro – disse Pimpa com o retrato de Chico com a camisa do Vasco na mão.

Depois de atuar no Vasco, o catarinense volta a jogar em sua terra natal defendendo a Unisul, onde era dirigente e jogador. No dia 13 de fevereiro de 2001 em partida amistosa entre a Unisul e o Vasco no ginásio Carlos Alberto Campos, no bairro Estreito em Florianópolis, Chico Lins se despediu da carreira profissional.

Faltou vestir a camisa da Seleção Brasileira

Em 1989, Chico Lins foi convocado para o Sul-Americano de Futebol de Salão. Essa foi a última convocação do catarinense. Até o mundial de 2000, na Guatemala, a Confederação Brasileira de Futebol de Salão não permitia que jogadores que atuassem fora do país estivessem na seleção.

Na época em que foi convocado, Chico jogava na Perdigão, mas ele não teve sorte, uma contusão no adutor fez ele ficar de fora da seleção e dois meses parado.

Pimpa e Chico na praia de Ipanema no Rio de Janeiro em 1969. Foto: Arquivo Pessoal

– Foi uma tristeza. Ainda mais porque a forma como me machuquei foi muito boba, em um aquecimento em um dia de muito frio em Videira, e aí eu perdi a oportunidade na seleção. Em dezembro recebi um convite para ir para a Espanha junto com o Fabinho. Porém, recebemos também uma certa ameaça da confederação brasileira, dizendo, se vocês forem, não serão mais convocados para a seleção – lembra Chico.

Para ele, era difícil resistir ao salário oferecido pela Europa e para ficar no Brasil sem a possibilidade de jogar uma Olimpíada. Como isso nunca aconteceu, Chico não voltou para disputar um campeonato brasileiro em sua melhor fase. Somente em 1999, com 35 anos, ele retornou ao Brasil para jogar no Vasco.

– Naquele tempo realmente jogador que atuava fora do Brasil não era convocado para a seleção. Eu acho que era opção da Confederação não querer o Chico jogando na seleção, como também dos outros brasileiros que estavam no exterior – analisa Valci Moreira, primeiro técnico do Chico no Colegial.

Marcos Sorato, o Pipoca, que foi técnico da seleção e campeão mundial em 2012, jogou com Chico Lins durante seis temporadas. Eles moraram juntos na Espanha, e foi Chico que o levou para o time Caja Toledo. Para ele, faltou no currículo vitorioso da dupla jogar pelo Brasil.

– Na nossa carreira faltou jogar em uma seleção, mas ao mesmo tempo tenho consciência de que hoje, eu que fui treinador da seleção, em algum momento a gente seria convocado se tivéssemos jogado no Brasil. Mas, o Brasil foi soberbo e não convocava jogadores de fora do país. Perdemos o Mundial de 2000, na Guatemala, para aí sim convocarmos jogadores de fora. Porque muito jogadores que defenderam a Espanha poderiam defender a seleção. Mas, fica a certeza que a gente poderia ter participado da seleção em algum momento – ressalta Pipoca.

Ídolo na Espanha

Durante oito anos na Espanha, Chico Lins foi campeão da Copa da Espanha e da Liga. Ele atuou em quatro equipes: três jogos pelo Mitsubishi Ceuta, em 1990; depois, cinco temporadas no Caja Toledo; duas, no El Pozo Murcia, e uma no Interviú de Madrid.

Neste tempo de Espanha, Chico, além de ajudar na evolução do futsal, tornou-se ídolo do esporte no país ibérico. Um exemplo disso é o depoimento de Juan Hernández Sanchez, torcedor do El Pozo Murcia:

– Para mim foi uma honra e um orgulho conhecer e poder ver um de meus ídolos, não só como um jogador, mas como um amigo. Ele sempre estava com um sorriso na cara. Fez uma grande dupla com Marcos Sorato, o Pipoca – disse o torcedor em entrevista pelo Facebook.

Orgulho para Pimpa, Chico com a camisa do Vasco. Foto: Arquivo Pessoal

No El Pozo Murcia Chico Lins fez dupla com Paulo Maravilla, um dos grandes brasileiros no futsal espanhol e que se naturalizou e foi campeão Mundial com a Espanha em 2000, na Guatemala. Porém, nas duas temporadas em que jogaram juntos o time de Murcia não conquistou títulos, mesmo assim Chico ainda é lembrado como um jogador de qualidade.

– Chico na Espanha foi muito importante. Ele foi um dos jogadores brasileiros com mais influência em nosso jogo, era um líder nato e um grande jogador. Todos aprenderam muitíssimo com seu futsal. Fisicamente era muito forte, tecnicamente muito bom, um grande passador e taticamente muito inteligente – analisou Juan.

Ainda hoje existem torcedores que lamentam não terem visto Chico Lins com as cores da Espanha.

– Gostaria de ter visto ele jogar pela Espanha, infelizmente não aconteceu – disse Juan.

• Para saber mais sobre a vida de Chico Lins você pode assistir o webdocumentário que eu fiz sobre em 2011 com imagens de gols dele na Espanha, Vasco e Unisul.

Futsal: conheça a história do clássico da linguiça

01 de abril de 2013 3

Time da Perdigão em 1989. Foto: Reprodução

Em 1985 uma partida de futebol de salão ficou conhecida no Brasil como o clássico da linguiça. A disputa entre duas grandes empresas de alimentos saiu das prateleiras dos mercados e foi parar na quadra com as equipes de Perdigão (Videira) e Sadia (Concórdia).

Durante seis anos esse foi o maior clássico do futsal catarinense, pois as duas equipes eram as principais do esporte da bola pesada em Santa Catarina. Ao total foram 15 partidas entre 1985 e 1991. Foram 11 vitórias para a equipe de Videira, três vitórias para a Sadia e um empate.

Chico Lins, um dos maiores jogadores de futsal da história de Santa Catarina, atuou na equipe da Perdigão em 1989 e participou de dois clássicos. Foram duas vitórias apertadas por 2 a 1.

– O clássico da linguiça era forte. A Sadia não tinha um time tão potente quanto a Perdigão na época, mas tinha um timaço –recorda Chico Lins.

Uma das diferenças entre as equipes era que a Perdigão contratava muitos jogadores de fora de Videira, enquanto a Sadia criava seus atletas na categoria de base.

– A Sadia tinha jogadores que eram muitos bons, mas formados nas categorias de base de Concórdia. Eu me lembro do Gil, do Xavantina, e do goleiro Jace – lembra Chico.

A rivalidade foi à marca registrada do encontro entre os times do clássico da linguiça. Afinal, as duas empresas que davam nome aos times eram grandes rivais no mercado de alimentos, antes da fusão entre Perdigão e Sadia em 2009, que deu origem a BRF.

– Eram duas empresas do mesmo ramo, duas equipes muito fortes do futebol de salão. Então, a rivalidade era muito grande – finalizou Chico Lins.

Em dezembro de 1991 a Perdigão botou fim ao supertime de futsal alegando problemas financeiros. Ao todo a equipe de Videira conquistou 21 títulos, incluindo o bicampeonato brasileiro (87 e 90) e o tri sul-americano (88, 89 e 90). A Sadia não demorou a acabar com seu time e no fim 1994, também por motivos financeiros, encerrou as atividades no futsal.

Confira abaixo a lista dos 15 jogos disputados entre as equipes:

14/09/1985 – Sadia 3 X 4 Perdigão – Partida em Concórdia
16/11/1985 – Perdigão 10 X 1 Sadia – Partida em Videira
28/12/1985 – Perdigão 2 X 1 Sadia – Partida em Videira
13/12/1986 – Sadia 3 X Sadia – Partida em Concórdia
18/12/1987 – Perdigão 8 X 2 Sadia – Partida em Videira
12/11/1988 – Perdigão 3 X 0 Sadia – Partida em Videira
28/11/1988 – Sadia 1 X 4 Perdigão – Partida em Concórdia
13/12/1988 – Perdigão 2 X 2 Sadia – Partida em Videira
28/12/1988 – Sadia 1 X 5 Perdigão – Partida em Concórdia
22/12/1989 – Perdigão 2 X 1 Sadia – Partida em Videira
29/12/1989 – Sadia 1 X Perdigão – Partida em Concórdia
07/12/1990 – Sadia 4 X 3 Perdigão – Partida em Concórdia
18/12/1990 – Perdigão 3 X 5 Sadia – Partida em Videira
07/07/1991 – Perdigão 4 X 3 Sadia – Partida em Goiás
27/08/1991 – Sadia 4 X 2 Perdigão – Partida em Concórdia