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Posts com a tag "goleiro"

Top 5: erros bizarros de goleiros

03 de junho de 2013 0

Ter Stegen correr para evitar seu erro contra os Estados Unidos. Foto: Nicholas Kamm/AFP

Motivado pelo erro do goleiro Camilo do Icasa na derrota de seu time para o Avaí na última sexta-feira decidi fazer um top 5 com erros de goleiros. Eles são solitários, geralmente chegam mais cedo nos treinos e são os últimos a sair. Além disso podem passar a partida inteira fazendo grandes defesas, mas um erro pode estragar tudo.

• Esse foi o erro que motivou o post.

Marcos foi um grande goleiro. Decisivo na Copa do Mundo de 2002 no titulo do Brasil e muitas vezes salvou o Palmeiras. Porém o São Marcos tem algumas páginas tristes. Marcão falhou mais de uma vez com a camisa do Palmeiras. Mas um jogo que resume todos esses lances é Palmeiras 2 x 7 Vitória, em 2003, nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Rodolfo Rodrigues ficou conhecido no Brasil por fazer grandes defesas pelo Santos. No entanto em 1993 ele deu mole e o jovem Ronaldo, com 17 anos, foi mais rápido. O goleiro do Bahia fez uma defesa rápida, quando quase deixou passar a bola por baixo das pernas, aliviado ele descansou e deixou a bola parada do seu lado. Ronaldo foi mais rápido e fez o gol.

Júlio Cesar já foi considerado o melhor goleiro do mundo. Principalmente em 2010, após o título da Inter de Milão na Liga dos Campões. Mas antes dessa fase gloriosa ele falhou feio. Isso foi em 2003 no Brasileirão. O Flamengo venceu o Bahia por 2 a 1, mas o gol baiano foi marcado por Fabinho, meio-campo do Fla contra. O detalhe é que quem errou foi Júlio Cesar. O goleiro foi sair jogando rápido e acabou chutando a bola na cabeça de Fabinho, ela explodiu no jogador e entrou no gol.

Na Copa do Mundo de 2010 a Inglaterra empatou com os Estados Unidos em 1 a 1. E o gol americano foi de Dempsey, o meio-campo arriscou de longe e o goleiro Green aceitou. Um frango clássico. O jogo foi pela estreia da Copa e depois os dois times conseguiram se classificar para as quartas de final.

Para fechar a lista um erro fresquinho. A Alemanha enfrentou o Estados Unidos em amistoso no último fim de semana. Sem poder contar com Neuer que foi liberado para jogar a final da Copa da Alemanha pelo Bayern de Munique. Assim, Ter Stegen, do Borussia Mönchengladbach, foi o titular. E protagonizou uma lance muito parecido com o do goleiro do Icasa contra o Avaí.

Milton Nienov, ex-goleiro do Figueirense, tem carreira de sucesso na África do Sul e sonha em voltar para o Brasil: 'Quero ser técnico'

10 de abril de 2013 6

Foto: Flávio Neves

Palmitos possui segundo o IBGE, no Senso de 2010, 16.021 habitantes. Essa cidade no Oeste de Santa Catarina, a 612 quilômetros de Florianópolis, é uma celeiro de bons goleiros. O titular do Figueirense, Ricardo, é de Palmitos. E, também, foi nessa pequena cidade que nasceu Milton Nienov que defendeu o Alvinegro em 1989 e 90.

Milton Nienov começou a carreira nos juniores da Chapecoense, mas depois se mudou para Florianópolis e começou a trabalhar no Figueirense. Foi no clube da Capital que Nienov se tornou profissional. A aposentadoria aconteceu em 2000 através de um convite do Furacão para que seu antigo goleiro voltasse para o clube, mas desta vez para treinar os goleiros da categoria de base.

- Em 2000, um amigo de Porto Alegre me ligou e disse que tinha dois jogadores que ele queria uma indicação para o Figueirense e perguntou se eu teria um amigo lá. Eu fui conversar com o seu Joel que era o supervisor do júnior. No meio da conversa ele me cortou e me fez uma oferta para ser o treinador de goleiro da base. Isso que eu ainda não estava pensando em me aposentar. Aceitei e fiquei 11 meses na base. Trabalhei e fui para o profissional em 2001 e a gente consegui o acesso para a Série A. E assim trabalhei até fui até 2005 – lembra Nienov.

Foi no Figueirense que Nienov conheceu Dorival Júnior que o levou para o Sport de Recife. Do time pernambucano o treinador de goleiros foi para o Vasco a convite de Celso Roth. Quando o técnico foi demitido do time carioca Nienov foi para a Chapecoense e depois Metropolitano, foi quando apareceu um convite inusitado:

- Eu tive uma indicação do Muricy Ramalho. Ele me disse: “Ó tem um amigo meu que está precisando de um treinador de goleiro na África do Sul, você quer ir?”. E fui com o maior prazer – revelou.

Nienov chegou na África do Sul em 2009 e foi recebido com muito carinho. Nos primeiros meses teve a ajuda de um moçambicano que trabalhava há 20 anos no clube. Foi ele que o ajudou a se adaptar a nova realidade.

- A adaptação foi maravilhosa, eu não achei que seria tão boa. Eu não conhecia nada de inglês, pouca coisa. Cheguei lá o meu time estava em 13º, em quatro messes de trabalhos fomos para a quarta posição. E no meu time tinha um auxiliar técnico que me ajudou muito. Ele era de Moçambique, então falava português, e estava lá há 20 anos e por isso conhecia todas as línguas do país. Então tudo que eu tinha para aprender ele me ensinou – conta.

Nienov e o goleiro titular do Free State Stars, Kennedy Mweene. Foto: Divulgação

Milton Nienov trabalha no Free State Stars, que atualmente está em nono do campeonato nacional. O seu goleiro é o Kennedy Mweene da Zâmbia.

- Na minha área é onde eu vejo mais qualidade nos atletas. Temos mais dois treinadores de goleiro lá. Então a gente conversa bastante e a evolução deles é muito grande. O Khune, goleiro titular da seleção africana, tem um potencial muito grande – analisa.

E não é apenas o professor que gosta do aluno. Em 2011, seu pupilo declarou:

- Eu gostaria de agradecer o meu treinador Milton Nienov que me inspira a esculpir as minha habilidades de goleiro – disse Kennedy Mweene.

A hora de virar técnico

Milton Nienov não perde a oportunidade de visitar o Figueirense quando está em Florianópolis. E foi em uma dessas visitas que eu conversei com ele. Milton é uma pessoal bem tranquila e que assim como a maioria dos ex-atletas sonha em ser treinador de futebol. E esse será seu passo seguinte. O contrato com o Free State Stars vai até o junho do próximo ano e o ex-goleiro do Figueirense pensa em assumir alguma equipe.

Foto: Dilvulgação

- A minha intensão é voltar para o Brasil, eu quero mudar de posição e virar técnico. Já tenho muitos anos de futebol e tenho certeza que tenho condições de ser treinador. E quando eu mudo de setor é porque tenho certeza que tenho condições de assumir. Estou atrás dessa oportunidade. Então, temos que esperar uma situação aparecer. Penso nisso, mas não é uma obsessão. É um objetivo e vai aparecer e vou virar treinar e tenho certeza que vou ser um dos grandes do Brasil – profetiza confiante.

Atrás desse sonho de ser treinador, Nienov vai deixar para trás a tranquilidade que tem na África do Sul, onde sua família está adaptada e vai voltar ao Brasil, mesmo sabendo que tem que começar por baixo.

- Conversando com muitos amigos aqui acredito que eu posso voltar. Claro, que você não vou começar em time grande, mas isso não tem problema eu vou buscar meu espaço – garantiu.

O dia que um goleiro derrubou um avião

28 de março de 2013 0

O avião paulistinha derrubado foi um igual ao da foto

No dia 17 de fevereiro de 1959 o goleiro do General Genes, de Assunção no Paraguai, descobriu o poder que tinha nos pés. Era terça-feira e no campo do Genes a equipe da casa enfrentava o Oriental. O público se acomodou na modesta arquibancada, mas um torcedor em especial gostava de ver o jogo por outro ângulo.

O piloto Alfredo Lird Flyer, hincha fanático do Genes, gostava de assistir as partida sobrevoando o campo com seu monomotor Paulistinha CAP-4, avião de fabricação brasileira. O problema é que além de assistir ele dava rasantes próximo ao campo. E foi em desses rasantes que o goleiro Roberto “Chingolo” Trigo, na época com 20 anos, entrou para a história do futebol paraguaio.

O goleiro fez uma defesa e com pressa quis repor a bola com velocidade, o problema é que a bola subiu demais e com demasiada força atingiu a hélice do Paulistinha. O Avião acabou caindo em algumas árvores que amorteceram a queda. Lird teve apenas contusões leves.

- Eu queria bater na bola com efeito, mas peguei ela muito em baixo e ela subiu e bateu entre a parte superior do motor e hélice – disse Roberto Trigo, agora com 73 anos, em entrevista a rádio paraguaia 1080 AM.

Dizem por ai…

Existe uma versão que Roberto Trigo correu para casa no momento que o avião caiu. Em sua residência ele teria se escondido em baixo da cama e só teria reaparecido no domingo. Porém, a versão de Roberto, e a mais confiável, é que ele correu em direção ao monomotor, para ver como estava o piloto. 35 anos depois, 1994, o piloto Alfredo, morreu em Assunção.

Essa história eu li no D10, um site de esporte paraguaio.