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Posts com a tag "Santa Catarina"

Cariocas diferenciam preços dos ingressos de acordo com os jogos, SC tem que ficar de olho nessa ideia

19 de janeiro de 2015 0

Desde o dia 13 de janeiro estou fazendo interinamente a coluna do colega Miguel Livramento no Jornal Hora de Santa Catarina. Decidi publicar aqui no blog o que escrevo para a coluna.

Uma ideia interessante

Foram aprovados no Rio de Janeiro preços de ingressos de acordo com a partida e estádio. Exemplo: se o Volta Redonda enfrenta o Madureira o ingresso mínimo custará R$ 5. Em clássicos, o mais barato custará R$ 50. A ideia é interessante e tem como intenção aumentar o público nos estádios.

No ano passado, o Campeonato Catarinense teve um média de público de 3.610 torcedores. Quem sabe essa ideia carioca pode funcionar aqui no Estado. Vale a pena ficar de olho na experiência do Rio de Janeiro e ver se pode ser adaptada aqui. No ano passado, Atlético-Ib 3×1 Juventus teve apenas 122 pessoas no Estádio Hermann Aichinger, pela 2ª rodada do Hexagonal.

Prejuízo de R$ 9 milhões ao Timão

Matéria do jornal Lance! revela que o Corinthians já perdeu R$ 9 milhões com o goleiro Renan, revelado pelo o Avaí. O arqueiro chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira em 2010 e foi negociado com o time paulista em 2011. No entanto, lá não conseguiu ter uma sequência de jogos. Foram apenas três, com duas derrotas e uma vitória. Depois disso foi emprestado para cinco times. Na última sexta-feira foi apresentado no Caxias, time do técnico Paulo Turra, também ex-Avaí. Com salário de R$ 80 mil pago pelo Timão, o goleiro segue buscando uma regularidade para dar a volta por cima.

Foto: Renan foi apresentado no Caxias na última sexta-feira. Foto: Jonas Ramos/Agência RBS

Foto: Renan foi apresentado no Caxias na última sexta-feira. Foto: Jonas Ramos/Agência RBS

Ligeirinhas

• Assisti à partida Figueirense 1 (1) x 1 (4) São Caetano pela Copinha. O Alvinegro recuou bastante depois de abrir o placar e permitiu o empate na segunda etapa.

• Apesar da eliminação, o que vale a pena são as promessas da categoria de base alvinegra. Vale a pena ficar de olho em Matheusinho, meia-atacante que acabou perdendo um dos pênaltis.

• O Guarani perdeu para o Operário-PR por 1 a 0 em Palhoça. Nada de terra arrasada. O Bugre continua sua preparação para o Estadual, a missão de continuar na elite será dura este ano.

#5 - Foto do dia: a seleção catarinense de futebol na década de 1950

10 de março de 2014 0

A seleção catarinense na década de 1950, e que representou Santa Catarina no Campeonato Brasileiro de Seleções. Da esquerda para direita, de cima para baixo: Mosimann (Carlos Renaux), Antoninho (Marcílio Dias), Ivo (C. Renaux), Bráulio (Avaí e Figueirense), Valério (Paula Ramos), Bequinha (Paysandu), Petrusky (C. Renaux), Esnel (C. Renaux), Gaivota (América) , Teixeirinha (C. Renaux e outros), Saul (Avaí), e Helio Olinger, técnico natural de Brusque e ex-atleta do C. Renaux.

blgselecao

Entrevista - presidente da Federação Catarinense de Tênis, Rafael Westrupp, avalia edição 2014 e projeta melhorias: "A mudança de data pode nos ajudar"

03 de março de 2014 0
Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

Westrupp espera atrair melhores atletas com a mudança de data do Brasil Tennis Cup. Foto: Charles Guerra

O Brasil Tennis Cup de 2014 não teve nenhuma estrela de renome como na primeira edição, quando Venus Williams esteve presente nas quadras roxas da FCT. Mas isso não quer dizer que o torneio não teve bons jogos. A final foi um exemplo disso. Em três sets, a tcheca Klara Zakopalova conseguiu uma virar sobre a espanhola Garbine Muguruza.
A organização se mostrou mais madura e vive a expectativa de melhores edições em 2015 e 2016. Isso porque o campeonato muda de data. Passa de fevereiro para julho e ainda pode entrar no US Open Series – torneios que antecedem o Grand Slam.

Diário Catarinense − A mudança de data do torneio para julho é melhor para atrair melhores atletas nas edições de 2015 e 2016?
Rafael Westrupp − Essa nossa data em fevereiro ficaria comprometida no próximo ano porque conflitaria com o torneio de Dubai, que paga dois milhões de dólares em prêmios. Assim, a chance de trazer uma grande jogadora seria remota. O Jorge Lacerda (presidente da Confederação Brasileira de Tênis) interveio nesse sentido e passamos pelos crivos do WTA. Em julho não teremos torneios premiere, maiores. Seremos nós e um outro em Baku, no Cazaquistão. Já em 2016 o nosso torneio vai anteceder a Olimpíada do Rio de Janeiro. Apenas duas atletas podem competir por país, isso abriria muitas possibilidades para a gente, porque várias ótimas atletas ficariam sem campeonatos para jogar.

DC − Você ainda sonha em trazer uma top 10?
Westrupp − A intenção de trazer uma top 10 é muito real e viva. O nosso torneio vai começar apenas uma semana depois de Wimbledon. Vamos fazer contatos com atletas, treinadores e agentes e até o final do ano devemos ter um posicionamento. Uma top 10 geralmente pede cachê para participar, mas vamos começar essa procura por agosto, setembro.
DC − Essa alteração também permite que o Brasil Tennis Cup entre no US Open Series?
Westrupp − Essa negociação é em outra escala e o Jorge Lacerda vai ver isso. A data teoricamente nos ajuda. O nosso fuso horário é quase igual, tem uma diferença de duas horas, a nossa quadra é igual, e a logística até os Estados Unidos também.

DC − No ano passado tivemos uma final com a casa lotada. O público decepcionou este ano?
Westrupp − A gente já esperava um público menor. Primeiro, não tínhamos um nome como a Venus Williams, mas por outro lado tivemos uma atleta top 20 (Carla Navarro). Em 2013, teve uma grande expectativa. Outra coisa que atrapalhou foi o Carnaval. Mas não tínhamos como mudar a data do torneio com o WTA.

DC − Vocês estão com negociações com o Costão do Santinho. Qual torneio vocês querem fazer no resort?
Westrupp − Queremos levar a Fed Cup (versão feminina da Copa Davis) para lá. Houve reuniões e deixamos o projeto pronto com o Governo do Estado. Vamos aguardar.

Memória SC: O campeonato estadual paralelo que só tinha times do interior

20 de janeiro de 2014 2
Foto: Reprodução Almanaque do Futebol Catarinense

Time do Caxias, campeão de 1935 da ACD. Foto: Reprodução Almanaque do Futebol Catarinense

A Federação Catarinense de Futebol completa 90 anos em 2014. Organizadora do esporte no estado desde 1924, a federação comandada por Delfim Pádua Peixoto Filho não foi a única união entorno do futebol em Santa Catarina.

Em agosto de 1935 os clubes de Joinville formaram a Associação Catarinense de Desportos (ACD) e realizaram o seu próprio Estadual com América, Caxias, Cruzeiro, Grêmio, Glória e São Luiz. Isso porque o interior não estava satisfeito com a Federação Catarinense de Desportos (FCD hoje FCF).

As principais reclamações eram que as equipes da Capital eram beneficiadas nas competições estaduais. Disputando entre si os títulos ou sendo ajudadas pela arbitragem. A indignação já era grande antes de 1934, mas após o título homologado do Atlético Catarinense – em um campeonato sem os times de Joinville –, as equipes do interior se organizaram e criaram a ACD.

A Federação Catarinense de Desportos tinha acabado de se recuperar financeiramente de uma grave crise que fez o Estadual de 1933 ser cancelado e no ano que volta a ativa perdia os times do interior.

A nova liga confirmou sua legitimidade junto a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e representou Santa Catarina no Brasileiro de seleções, o que não mudou a rotina de derrotas do estado.

Em 1935, o primeiro campeão da ACD foi o Caxias, que no ano seguinte levou mais um caneco. No último ano da disputa do interior o título ficou com o Ypiranga (de São Francisco do Sul). Em 1938, interior e capital se entendem e o Estadual volta a ter equipes de toda SC. No entendo os títulos da ACD não foram reconhecidos pela FCD.

*Com informação do Almanaque do Futebol Catarinense, de Emerson Gasperin e Zé Dassilva

Associação de Clubes de SC prepara campanha enaltecendo sucesso do futebol catarinense

08 de dezembro de 2013 1

Santa Catarina terá três time na elite do futebol brasileiro em 2014 _ Criciúma, Chapecoense e Figueirense. O estado será o segundo com mais clubes na Série A, atrás apenas de São Paulo, com cinco representantes. Além disso ainda tem Avaí e Joinville na Série B. Um grande resultado para SC que cresceu demais nos últimos 10 anos.

— A partir do Século XXI o estado entrou no ritmo do pelotão de frente e desde que o Brasileirão começou a ser jogado no sistema de pontos corridos, em 2003, sempre teve representante na Série A — destacou o presidente da SCClubes e do Figueirense, Wilfredo Brillinger.

Nesta segunda-feira você verá nas tevês catarinenses essa propaganda (abaixo) do SCClubes. Ela enaltece o feito catarinense. Assista:

Carlos Renaux chega aos 100 anos mirando o futuro

16 de setembro de 2013 2
Foto: André Podiacki

Foto: André Podiacki

A memória do público precisa ser exercitada, o Carlos Renaux voltou a ser pauta porque foi o primeiro time catarinense há completar 100 anos, comemorados no último sábado. Longe do futebol profissional há muito tempo o Vovô não pode ser esquecido. O que faz um time importante é sua torcida e a equipe de Brusque volta a caminhar no cenário estadual de olho em novos adeptos.

Celebrar o passado é importante, mas agora que o Carlos Renaux finalmente completou 100 anos a pergunta que fica no ar é: qual será o futuro do clube? Se depender dos antigos torcedores, do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e dos ex-jogadores do Vovô o próximo passo é voltar ao futebol profissional.

— Nós da Federação estamos inclusive fazendo um trabalho de ajuda ao Carlos Renaux para que ele volte no ano que vem ao futebol profissional. Aos 100 anos não é hora de ficar parado, é hora de voltar ao campo. Está tudo encaminhado para que o clube retorne na próxima temporada a Divisão de Acesso (terceira divisão estadual) — explicou o presidente da FCF, Delfim Pádua Peixoto Filho.

Delfim quer o Vovô na terceirona de 2014.Foto: André Podiacki

Delfim quer o Vovô na terceirona de 2014.Foto: André Podiacki

O desejo é de todos, mas o presidente do clube, Juca Loos, mantém os dois pés bem cravados no chão. Ele acredita em um trabalho mais em longo prazo e com mais investimentos na base do Carlos Renaux, mesmo assim garante que a decisão não é sua já que está no fim de seu mandato.

— A vontade é muito grande, mas no futebol temos que cuidar um pouquinho das decisões feitas com o coração, para não poder voltar aos problemas de antigamente: que é gastar mais do que tem. Realmente a terceira divisão é bem fácil e não há maiores problemas, mas o meu mandato termina no final do ano e é o presidente novo que terá que decidir — garantiu Juca que se diz satisfeito com seu trabalho.

O valor da tradição

As arquibancadas estavam pintadas em branco, azul e vermelho, as cores do Vovô. O Estádio Augusto Bauer estava preparado para a homenagem aos 100 anos do Carlos Renaux, o clube mais antigo de Santa Catarina.

A torcida, carente e com saudade, compareceu para assistir a partida entre o Carlos Renaux — representado pela Seleção Catarinense Sub-20 —, e a Seleção Brasileira Sub-20. A derrota para a equipe comandada pelo técnico Alexandre Gallo, ex-Avaí e Figueira, por 2 a 1 nem incomodou os antigos torcedores do Vovô, que voltaram a assistir o seu time de coração. No estádio, também, muitas crianças que já aprenderam o valor de uma tradição.

— Não vai ser fácil para eles (diretoria) montaram uma equipe, porque tem o Brusque que está no profissional também e o trabalho vai ser grande, o importante é começar com uma boa base, temos que cativar as crianças. Criar nelas o desejo de torcer pelo Carlos Renaux — analisou Airton Santos, de 64 anos, torcedor antigo do Vovô.

As vozes do Augusto Bauer

Valdir Appel comentando a partida pelo Canal X, de Brusque. Foto: André Podiacki

Valdir Appel comentando a partida pelo Canal X, de Brusque. Foto: André Podiacki

Por uma categoria de base: Na arquibancada do Estádio Augusto Bauer o ex-goleiro do Vasco, Valdir Appel não passa despercebido. Um dos catarinenses mais famosos no futebol o ex-jogador não poderia ficar de fora da festa do centenário do Vovô. Mesmo muito identificado com o Paysandu, rival do Carlos Renaux, Appel foi atleta do clube tricolor. Isso em 1963 quando assumiu a meta do Vovô por um breve momento, emprestado pelo Paysandu.

Com enorme carinho pelo Carlos Renaux, para Valdir Appel o ideal no momento é focar nas categorias de base.

— O Carlos Renaux e o Paysandu tem que focar nas categorias de base. Um trabalho forte para revelar bons jogadores. Mas se o clube quiser voltar ao futebol profissional agora terá todo o meu apoio — explicou Appel que comentou a partida para a emissora de tevê a cabo de Brusque Canal X.

Airton Santos, torcedor do Vovô. Foto: André Podiacki

Airton Santos, torcedor do Vovô. Foto: André Podiacki

Pela volta da charanga: Em cima de um caminhão uma charanga animava as partidas do Carlos Renaux nos meados da década de 1970. Época distante, mas guarda com carinho na memória do torcedor Airton Santos, 64 anos. Com as mãos nas grades do alambrado o torcedor lembra do time em que o estádio era animado não só pelo time, mas também por uma pequena banda.

— Era muito bom, as famílias se reuniam no estádio — lembra Airton que sonha em ver a charanga voltar ao Augusto Bauer junto com seu time de coração.

Ex-atletas do Clube Atlético Carlos Renaux. Foto: André Podiacki

Ex-atletas do Clube Atlético Carlos Renaux. Foto: André Podiacki

Por um muito obrigado: Um time sem ídolos, sem jogadores não pode ser considerado grande. Pois o Carlos Renaux soube agradecer muito bem aqueles que vestiram a camisa do Vovô nesses 100 anos. Durante o último ano várias homenagens, e no último sábado alguns desses ídolos estiveram no gramado do Augusto Bauer, não para jogar mas para mais uma vez serem homenageados.

— Fico feliz por ter sido lembrado — disse agradecido o ex-goleiro Delon.

Na foto da esquerda para a direita: Adalto, Bob, Messias, Egon Luiz, Dilon, Ricardo Hoffman, Agenor, Poli. Agachados: Aione, Nei, Zo, Moura, Niltinho, Badinho, Silvio e o massagista Nilo Cervi.

A Seleção venceu o jogo por 2 a 1. Foto: André Podiacki

A Seleção venceu o jogo por 2 a 1. Foto: André Podiacki

O jogo

Pouco entrosadas as duas equipes não proporcionaram um show, mas o jogo foi disputado e com bonitos lances. Aos 19 minutos confusão na área, a bola sobra para Yuri Mamute que chuta de primeira o goleiro Vitor defende e no rebote o zagueiro Wallace abre o placar para a Seleção. Depois de uma parada técnica, para hidratação dos jogadores, o Carlos Renaux voltou melhor e aos 42 minutos empatou com Anderson, de cabeça.

Na segunda etapa, muitas mudanças nas duas equipes. O goleiro Jean, do time catarinense, trabalhou bastante, mas aos 22 minutos foi impossível defender o chute de Leonardo Mello, que marcou um golaço da entrada da área. O jogo terminou com a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1, mas a torcida nem se importou, afinal o Vovô está de voltando aos poucos ao futebol catarinense.

Carlos Renaux, o Vovô do futebol catarinense, recebe comenda ao Mérito Esportivo

11 de setembro de 2013 0
Foto: Eduardo Loos, Divulgação

Foto: Eduardo Loos, Divulgação

O Carlos Renaux continua recebendo homenagens pelo seu centenário, que será comemorado no próximo sábado 14 de setembro. Na noite desta terça-feira o Vovô do futebol catarinense recebeu na Câmara de Vereadores de Brusque, a Comenda ao Mérito Esportivo.

O presidente Jose Carlos Loos recebeu em nome do clube. Estiveram presentes também os ex-atletas do Carlos Renaux: Antonio Abelardo Bado e José Germano Schaefer “Pilolo”. A comenda foi proposição do Presidente da casa, vereador Guilherme Marchewsky e aprovada por unanimidade por todos os vereadores.

No sábado a grande festa em um jogo especial entre a seleção catarinense, que vestirá a camisa do Carlos Renaux, e a Seleção Brasileira Sub-20. A partida será no Estádio Augusto Bauer, às 15h. Confira aqui os pontos de venda do ingressos.

Associação de Clubes reúne presidentes para discutir nova fórmula do Campeonato Catarinense, relembre formados que não deram certo

16 de julho de 2013 4

Wilfredo Brillinger, presidente da SCClubes. Foto: Paulo Scarduelli/Divulgação

Na tarde de ontem foi realizado uma reunião da Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina (SCClubes) no Hotel Baía Norte, em Florianópolis. Os presidentes das oitos equipes confirmadas para a próxima edição do Campeonato Catarinense conversaram, entre outras coisas, a nova fórmula do Estadual. Depois da polêmica em 2012, quando o Figueirense venceu os dois turnos e na final do campeonato perdeu o título para o Avaí, se discute uma nova fórmula. Cinco propostas foram colocadas na mesa. Elas ainda vão ser analisadas e teremos mais detalhes em breve.

A proposta definitiva da entidade dependerá ainda do calendário do futebol brasileiro de 2014, que a CBF deve anunciar até o mês que vem.

— Assim que a CBF divulgar o calendário, chamaremos nova reunião da Associação para decidir qual proposta iremos levar para o Conselho Técnico que definirá o Regulamento do Catarinense de 2014 e 2015 — garantiu Wilfredo Brillinger, presidente da SCClubes.

Falando em fórmulas que geram polêmica essa não é a primeira vez que a reformulação do Catarinense está em pauta. Em 1924, na primeira edição do campeonato, Estadual era apenas o nome pois participaram em turno único — todos contra todos — seis equipes da Capital. O Figueirense tinha tudo para ficar com o título, no entanto descontente com a perda de pontos pela escalação irregular de uma jogador o Alvinegro deixou a disputa. Assim o caminho ficou aberto para o Avaí conquistar o primeiro Estadual, que mais parecia um citadino.

Operário campeão Catarinense de 1956. Foto: Arquivo

Mas, para a mim a pior fórmula foi a do Catarinense de 1956. Neste ano 10 dos principais clubes do Estado criaram a Liga Especial de Futebol Profissional e organizaram seu campeonato estadual, vencido pelo Paysandu, de Brusque. A Federação Catarinense de Futebol, embora reconhecesse a iniciativa da Liga, também promoveu a sua competição. O melhor time foi o Operário, time da Usina Metalúrgica de Joinville, uma equipe praticamente amadora.

A FCF decidiu unificar os títulos e ainda com protestos do Paysandu, que já tinha dispensado boa parte de seu elenco, realizou uma grande final. Com um plantel remendado o alviverde brusquense perdeu as duas partidas pra o tricolor de Joinville. O título ficou com o Operário, que mesmo sendo amador tem um troféu profissional na estante.

Memória SC: em 1931 o Lauro Müller conquistou o título catarinense com um WO

24 de junho de 2013 0

Lauro Müller campeão de 1931. Foto: Reprodução livro Almanaque do Futebol Catarinense

Lauro Müller nasceu em Itajaí em 8 de novembro de 1863 e além de ser deputado, governador, senador, ministro e diplomata conquistou o título do Campeonato Catarinense de 1931. Ops, não. Não foi o ex-governador que venceu e sim o time que foi criado em Itajaí e em homenagem ao itajaiense batizou o time de Lauro Müller.

Criado em 1930, apenas quatro anos depois da morte do ex-governador, o clube disputou ao total apenas três edições do Estadual. O departamento de futebol foi fechado em 1949, unindo-se ao Almirante Barroso, outro clube de Itajaí.

O maior feito do Lauro Müller foi chegar a final do Campeonato Catarinense de 1931, com apenas um ano de história o clube do Itajaí consegui chegar a grande decisão e a final prometei ser quente com o Atlético Catarinense, equipe de Florianópolis. A data da decisão foi 24 de janeiro de 1932, porém a Federação Catarinense de Desportos decidiu adiar o jogo por mais uma semana e isso irritou os cartolas do time da capital. Insatisfeitos mandaram que o time do Atlético não aparecesse no Adolfo Konder no dia 31 de janeiro e assim a FCD declarou o Lauro Müller campeão catarinense.

Essa foi a primeira vez que um título do Estadual era decidido com um WO (walk over, expressão inglesa utilizada quando uma equipe desiste da partida). A outra vez foi em !942 quando o Avaí levou o título quando o América, de Joinville, não apareceu.

Catarinão, o estádio de 55 mil pessoas que nunca saiu do papel em Florianópolis

13 de junho de 2013 6

Maquete do Catarinão. Foto: Reprodução/Almanaque do Futebol Catarinense

A Copa das Confederações começa no próximo sábado no Estádio Mané Garrincha em Brasília com a partida Brasil x Japão. Estamos a 364 dias dos inícios da Copa do Mundo e muito dinheiro foi investido para reformas e construções de novos estádios. Santa Catarina não quer ficar de fora do Mundial como vimos nas páginas e no site do Diário Catarinenses ontem.

Dos estádios da Copa do Mundo seis ainda não estão prontos e o prazo está fechando ao fim, até dezembro tudo deve estar terminado. O Mano Garrincha por exemplo custou 1.3 bilhões de reais. SC também sonhou com projetos grandiosos, muito antes de uma Copa do Mundo. No dia 29 de maio de 1969 o jornal O Estado publicou um reportagem que mostrava o projeto da Federação Catarinense de Futebol para construir o Catarinão, o estádio de Santa Catarina.

Para a construção do estádio estadual o governador Ivo Silveira prometeu 2 bilhões de cruzeiros para o inícios das obras em uma área de 150 mil metros quadrados nas imediações da Universidade Federal de Santa Catarina.

O Catarinão teria 55 mil lugares, seria iluminado por quatro postes com 43 metros de altura e 12 refletores cada e teria estacionamento com 3 mil vagas de estacionamento. Além disso teria uma pista de atletismo, 127 banheiros e 20 cabines para emissoras de rádio e televisão.

Obviamente que o projeto nunca saiu do papel e Santa Catarina nunca teve um estádio estadual.