Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "On the road"

De volta ao paraíso

12 de agosto de 2011 0

Existem lugares que conheço, aproveito cada momento, mas ok. Está visto. Não preciso mais voltar. E há aqueles que são mágicos, que, por alguma razão, me tocam de tal forma que parece que já vivi outras vidas ali. Antes mesmo de ir embora, já fico planejando o dia em que vou voltar. Um desses destinos encantadores é a Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula. Não por acaso, é considerada a melhor da América do Sul pelo guia Condé Nast Johansens.

Estive na Pousada do Engenho durante um fim de semana de junho de 2009. Nunca mais esqueci. Além da cabana, que é um aconchego sem fim, do delicioso restaurante, do ofurô, do serviço e da hospitalidade dos funcionários, fiz uns passeios completamente fora da rota turística. Conheci, por exemplo, o restaurante O Casarão, em Cambará do Sul, onde comi a melhor truta na chapa com polenta da História.

Pois conto tudo isso porque estou prestes a voltar à Pousada do Engenho após dois anos de saudade - e também porque aconselho muito esse passeio de fim de semana. Se Deus quiser estarei bem instalada no paraíso no domingo, 21, quando o chef francês Antoine Chepy e a pâtissier brasileira Bianca Müller assumirão a cozinha do restaurante da pousada, o Casa de Babette, para oferecer um jantar divino.

Dá uma olhada no menu:

Soupe à l'oignon, allumette au fromage
Linguado à la Dieppoise
Carottes confites à l'orange
Côte de veau, champignons, purée de pomme de terre à l'ancienne
Granité mangue kiwi frais rafraîchit à la cachaça

Doces
Cannelé de Bordeaux, Madeleines de Commercy, Truffes praliné à l'ancienne

Oui, oui, chérie! Il n'est pas le paradis?

Hot Leblon Spot

26 de maio de 2011 3

- Mari, qual hotel tu te hospedas no Rio?

Essa é a Didica. A Didica é minha amiga que mais me faz perguntas. E eu adoro as perguntas da Didica porque sempre me fazem procurar boas soluções. Na verdade, quando vou ao Rio costumo alugar apartamento. Sai bem mais em conta. Mas existe um hotel diferenciado no Leblon que tenho muita vontade de conhecer, o Leblon Spot Design Hostel (www.leblonspot.com).
***
Na Europa, existem hostels aos borbotões, não entendo por que aqui esse tipo de hospedagem ainda é artigo raro. Pois o Leblon Spot funciona em vários sistemas. Oferece desde quartos coletivos com 10 camas a R$ 55 a diária por pessoa até suíte master por R$ 250. Levando-se em conta os absurdos dos preços de hotéis no Rio, achei esse hostel bem em conta - além de bonito e bem localizado. Viu, Didica? Depois me conta!
(foto: leblon spot, divulgação)

O espírito da Almaúnica

16 de maio de 2011 1


É linda, linda, linda a entrada da vinícola Almaúnica, com uma estradinha estreita, cercada de parreiras pelos dois lados e uma moderna construção ao fundo. Quem está sempre lá, de domingo a domingo, faça chuva ou faça sol, é Márcio Brandelli, o proprietário. Foi ele quem nos recebeu para apresentar a vinícola com aquele orgulho próprio de pai que mostra os dotes do filho. E que dotes.
***
A Almaúnica é recente, foi fundada em 2008 por Márcio e pela irmã dele, Magda. Eles fazem parte da quarta geração de uma família que nasceu produzindo vinhos - e aí está a grande diferença: a paixão. Márcio fala do vinho com paixão. Fizemos três degustações: Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah. O Merlot já havíamos experimentado no restaurante Cantamaria. Todos são muito bons. O Syrah, por sinal, foi o vinho brasileiro mais bem pontuado por enólogos.
***
A ideia do Márcio não é fazer vinhos em larga escala. Ele quer manter essa aura de exclusividade da Almaúnica. Tanto é que, aqui em Porto Alegre, as garrafas da vinícola só estão à venda na Banca 38 do Mercado Público e em uma loja especializada na Cidade Baixa.
***
Achei ótimo o logotipo da empresa (espia lá em cima): um cálice de vinho, com os pés na terra, o topo aberto para entrar conhecimento e o símbolo do infinito unindo as iniciais A e U, de Almaúnica.
***
Ficamos um bom tempo por lá, escutando as histórias do Márcio, da sua família, do negócio, do custo do empreendimento, degustando vinhos... Só essa primeira parada já havia valido o passeio. Mas ainda tinha a noite de sábado e o domingo pela frente. Seguimos nosso rumo. Rola o mouse e adiciona o site da Almaúnica nos favoritos para conhecer mais a história: www.almaunica.com.br

A chegada ao destino de pouso

16 de maio de 2011 0

Chegamos à pousada Borghetto Santanna debaixo de chuva forte. O Sr. Rubens, proprietário da pousada, que transformou o terreno onde ele morava com a família nessa charmosa hospedagem premiada pelo Guia 4Rodas, abriu o portão e nos mostrou nossa casa-loft, a Casa das Fronteiras. Como havíamos comprado duas garrafas de Almaúnica e como estava frio e chovendo, decidimos que nossa noite seria na companhia da lareira acesa, dos vinhos e de uma trilha-sonora indicada pelo próprio Sr. Rubens. Ele gravou vários CDs de blues e afins e sugere que os hóspedes não liguem a TV. Nós obedecemos sem nenhuma objeção.
***
Acordamos no domingo com um pouco de sol, abrimos a janela e esta foi a vista do quarto. Escrevi um agradecimento em um dos cadernos de Registos de Passagem, tomamos café e seguimos viagem. Queria muito conhecer a casa da Famiglia Tasca. Me contaram que eles fazem o melhor suco de uva da região. E lá nos fomos nós. Rolem o mouse.

Adorável Famiglia Tasca

16 de maio de 2011 0

Se não houvesse sinalizações pelo caminho até a casa da Famiglia Tasca, eu podia jurar que estávamos perdidos. Aliás, é impressionante a padronização de identidade e identificações de vinícolas em todo o vale. Juro: não deixa nada a dever para muitas regiões da Europa. É de dar muito orgulho mesmo que tudo isso esteja aqui, tão pertinho. E é obrigatório conhecer. Digo isso com a autoridade de quem se enrolou durante quatro anos para fazer este passeio. Ou seja: não cometam o mesmo erro que eu.
***
Bom, voltando à Famiglia Tasca. Chegamos até a casa onde são produzidos, de forma inteiramente artesanal, sucos de uva de excelente qualidade. A familia estabeleceu-se neste local por volta de 1874, no início da imigração italiana, e permanece no lote original até hoje. A casa é uma construção típica, com porão de pedra e parte superior feita com tábuas largas. Serviu como residência dos Tasca por muitos anos. Atualmente, ali funciona um museu com peças do mobiliário colonial, ferramentas agrícolas e utensílios domésticos diversos, muita coisa trazida da Itália.
***
Há também uma lojinha onde é possível experimentar e adquirir suco de uva, geléias, compotas e conservas, queijos e embutidos produzidos na colônia, além de peças de artesanato produzidas em palha de trigo como chapéus, bolsas e sacolas.
***
Foi com toda a empolgação para ver tudo isso que batemos na porta, tocamos a campainha... E nada. Espiei o horário de atendimento, nada de errado. Apitamos de novo. Nada. Resolvemos, então, dar uma volta pelo terreno, recepcionados por dois cachorros queridos.
***
De repente, lá do fundo do terreno, vem o caseiro (minha amnésia momentânea não me permite lembrar o nome dele). Estava sozinho, a funcionária não tinha ido trabalhar.
- O senhor não tem nem um suco de uva para nos vender... - supliquei a ele.
- Não tenho, minha filha.
- Mas a gente veio lá de Porto Alegre só para experimentar o suco de uva - insisti.
- Vou ver se tem alguma caixinha lá embaixo - disse ele.
E saiu andando.
***
Enquanto isso, sentamos em um mirante e ficamos olhando a paisagem linda, com folhas amarelas e vermelhas de outono nos parreirais. Passaram-se uns 10 minutos, ele voltou com uma caixinha com seis garrafas de suco de uva de 500ml cada uma e mais 3 garrafinhas avulsas de presente para a gente degustar.
***
O suco é uma delícia mesmo. Feito de forma artesanal, não tem conservantes nem açúcar. A garrafinha que a gente provou era da safra do ano passado - para ter uma idéia de como o suco se mantém mesmo sem conservantes e afins.
***
O simpático caseiro encheu nossos bolsos de noz pecan que caía da árvore e ainda colheu várias laranjas de umbigo do Pomar do Nono para trazermos para casa. O fim do passeio ao Vale dos Vinhedos foi com o porta-mala do carro cheio de laranja de umbigo, suco de uva,vinhos Almaúnica e TRÊS QUILOS de sopa de capeletti. Rola o mouse que eu explico.

Passeio pelo Vale

06 de maio de 2011 0

Faz anos que eu sempre digo a mesma coisa: "Quando o inverno chegar, vou fazer o passeio do Vale dos Vinhedos". O inverno chega, vai embora, chega de novo, vai embora e eu sigo no mesmo lugar. Só que deste inverno o passeio não passará. Já estou até com as dicas quentes sobre o que visitar, caso interesse a vocês.
1) A Alma Única fica na entrada do Vale e é a vinícola que teve os vinhos melhor avalisados entre todos os brasileiros.
2) A Casa da Madeira (da Valduga) tem um restaurante na casa antiga que, dizem, é ótimo. Além de geleias, sucos de uva e vinhos tops.
3) E tem também a família Tasca, que faz um maravilhoso suco de uva e tem um pequeno museu italiano em casa.