Não foram poucos os e-mails que recebi em função do post anterior, "Viva o vôlei, abaixo o futebol!". Achei que muitos xingamentos viriam, mas qual o quê? O apoio que recebi foi incondicional, o que me leva seriamente a colocar em xeque a simpatia de muita gente, homens, mulheres e crianças, por esta seleção que aí está.
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Tenho uma mania que não é necessariamente boa de achar que só eu sinto determinadas coisas - neste caso, desprezo por esta selecão de futebol e pela marra do Neymar e seus seguidores. Juro que já faz alguns dias, antes ainda do jogo contra a Venezuela, que vinha tentando encontrar dentro de mim, lá no fundo que fosse, algum motivo para torcer pelo que grande parte da imprensa anda lamentavelmente chamando de "Time do Neymar". Não encontrei nenhum. E isso me incomodou. Havia deixado de ser patriota? Até onde saiba, não. Então, como eu estava sendo capaz de menosprezar o esporte nacional às vésperas de uma Copa do Mundo no meu país? Tinha isso martelando e martelando na cabeça.
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Daí, hoje de manhã, vendo a seleção de vôlei jogar, me caiu a ficha: a questão é que eu me sinto representada pela "Seleção Brasileira de Vôlei" e não pelo "Time do Neymar". Eu não sou marrenta, não sou egoísta, não penso antes em mim em detrimento a uma equipe, entre tantas coisinhas mais. De onde vou tirar entusiasmo para torcer pela patota do Neymar, uma turminha de estrelas que não desvia o olho do próprio umbigo e que não vejo sofrerem com a derrota nem vibrarem energicamente com a vitória, conscientes que estão representando uma nação? Desculpa, mas tenho mais o que fazer. E, pelo visto, bem longe do campo, eles também.
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PS: Mal acabo de escrever esse post e vejo no Jornal Nacional a cena do Neymar assistindo (de boca aberta, frise-se) à performance dos jogadores da seleção de vôlei contra Cuba. Um sopro de esperança de que aprenda como se faz.




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