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Posts de junho 2010

Jeitinho brasileiro!

26 de junho de 2010 2

Na última sexta feira fui curtir o jogo do Brasil contra Portugal num Pub chamado Tiger Tiger London, localizado em Piccadilly Circus! Por lá, pude conferir como alguns dos brasileiros que aqui vivem têm acompanhado os jogos da Copa do Mundo.

Fiquei surpresa com tamanha festa no local – muita alegria, colorido, cerveja e… samba com axé, é claro!

Só faltaram os gols, mas tenho certeza que no próximo, a nossa querida seleção não vai deixar a desejar!!

Confira abaixo a festa brasileira, e sinta-se em um dia de Copa na capital inglesa!


Churrasquinho “a la inglesa”

22 de junho de 2010 5

O último domingo foi muito agradável! Antes de conferir a vitória do Brasil contra a Costa do Marfim por 3 x 1, fui com a minha nova amiga paulista Mariela a um churrasco inglês, na casa de seus colegas de trabalho.

Chegando lá, não pude deixar de registrar o agradável e diferente ambiente de confraternização entre o pessoal da casa de diferentes nacionalidades e nós, queridas brasileiras!

Confira abaixo um pouco mais sobre a cultura destes jovens e o nosso delicioso domingo (com sabor de vitória!!).



Ideia genial!!

20 de junho de 2010 13

É o fim da bagunça de carrinhos em supermercados. Fui a uma loja da popular rede Morison de supermercados aqui em Londres e fiquei surpresa positivamente com uma simples ideia que promete ajudar (e muito) na organização do ambiente.

Quando cheguei ao supermercado, me deparei com carrinhos enfileirados como comumente vemos no Brasil, porém presos uma espécie de corrente. Parei e fiquei tentado imaginar o que aquilo significava, porque eu já havia ido em outra rede de supermercados aqui e não havia visto nada disso. Então disfarcei um pouco (para não parecer tão burra!!) e fiquei esperando que algum anjo caísse do céu e me mostrasse qual era o esquema. Foi então que um casal foi chegando perto, e de repente… Pegou uma moeda de 1 libra do bolso, inseriu num compartimento que unia os carrinhos, e assim desprendeu um deles. Nossa, fiquei assustada, e pensei “como assim vou ter que pagar 1 libra só para usar um carrinho de supermercado???”. Então, resolvi ir conversar com um funcionário, que me explicou como funciona. Você põe uma moeda de 1 pound e retira o carrinho. Depois, quando finalizar as compras, devolve o carrinho e pega de volta! A explicação dele foi que havia muita bagunça de carrinhos soltos por tudo (sabemos bem o que é isto quando vamos a um supermercado brasileiro de carro, por exemplo), e que, desta forma, as pessoas sempre enfileiram novamente (ou perdem sua libra!). Genial a ideia, não??

Mas adivinha se eu assimilei de primeira?? Lógico que não! Depois que paguei minhas compras e coloquei-as no meu carrinho de apoio (ecologicamente correto), fui saindo pensando na “morte da bezerra”, como sempre fiz nos supermercados desde que me conheço por gente. De repente ouvi uma tosse alta e um “ahmm ahmmm” . Olhei para trás e vi um casal, que aguardava na fila para pagar suas contas, me olhando e engolindo com os olhos. Então peguei o carrinho e coloquei-o no seu devido lugar! Não vou dizer que foi a primeira vez que fiz isso, mas posso afirmar que sem dúvida foi a que eu fiz com “mais gosto”!!

E aí pessoal, será que a ideia cola no Brasil?? Vocês por um acaso conhecem algum outro lugar que faça esquema parecido?? Let´s talk!!

Abaixo segue um rápido vídeo para ilustrar as informações…

Aprendi a contar moedas!

18 de junho de 2010 8

Eu esperei ansiosa por poder pronunciar esta frase e escrever este post. Vocês não podem imaginar o caos de entender o e assimilar os valores de cada moedinha por aqui. Eu nunca havia pensado nisso, e tomei uma surra! O pior é a vergonha que se sente em ter que contar lenta e concentradamente moedinhas na frente dos outros! Não preciso nem falar do constrangimento que passei na minha primeira semana de trabalho no Pub, cobrando os clientes!

Bom, sem querer ficar para trás, pedi um help urgente para as meninas que moraram comigo na minha primeira semana. Fizemos um “joguinho da moeda”, onde eu pedia para elas misturarem todas elas e me pedirem algum valor quebrado. A libra esterlina é dividida em 100 pence (p), e o valor da moeda começa a partir de 01 p – e efetivamente em transações comerciais paga-se 01 p, ou seja, a desculpa da balinha não cola E o mais engraçado é ver que as pessoas esperam de mão aberta o seu troco!

Então, para aqueles mais curiosos, segue aqui abaixo uma pequena aulinha das moedas de libras. Elas existem nos seguintes valores: 01 -  02 – 05 – 10 – 20 – 50 p –  £ 1 e 2.

Pela foto, você poderá visualizá-las e, assim, já ir treinando o aprendizado! A minha primeira impressão foi de que não havia sentido uma moeda de 05 p ser menor que a de 02 p, e assim por diante. Mas, obviamente, há uma lógica nisto – a quantidade e diferenciação das moedas servem justamente para facilitar a contagem, segundo uma amiga me alertou. É, pode até ser! O que vale é que neste momento me sinto mais aliviada por estar entendo este complexo – sim, para mim foi muito nos primeiros dias! – funcionamento das coins (moedas)!

 Este foi o esquema que a paulista Carol fez para o meu ´estudo´!

Nem só de cinzas vive Londres...

15 de junho de 2010 20

Sim, também faz sol na capital inglesa! Dias lindos e coloridos! Sempre que eu dizia que viria para Londres, alguns afirmavam: “Oh, não, Londres é cinza.” Ok, desde que eu cheguei, posso dizer que não é a cidade mais ensolarada, mas sinceramente me sinto como no outono de Porto Alegre – dias mais quentes, e alguns com aquele ventinho gelado. À noite, a temperatura cai um pouco. Tudo bem que estamos falando da primavera londrina. By the way, aqui vale um registro importante sobre a capital inglesa: o clima na ilha britânica é chamado de temperado oceânico. Na prática, dias nublados e chuvosos e verões raramente quentes. Mas quem precisa de verões tão quentes? Ok, tudo bem, eu amo calor, mas é bom quando estamos na praia, não é?

Silvana Corrêa, internauta, este post foi feito também em sua homenagem, já  que, quando comentou meu post , falou sobre a fama de cinza eterna da cidade. A questão é que há, sim, uma luz no fim do túnel, e isto merece um registro, porque foi uma grande preocupação minha antes de embarcar… Obs.: Não é porque eu estou com uma blusa cavada no vídeo que você pode vir com uma mala levinha emocionado com estas informações. Sempre ando com um casaquinho junto, pois à noite pode fazer frio de 8 graus! So, take it easy…

De metrô... para o trabalho!

11 de junho de 2010 18

Logo no sábado eu já tinha uma entrevista de emprego marcada. Maria Júlia, uma amiga do Brasil, havia trabalhado com Robb num pub. Ele foi manager dela (tradução em português como gerente), e ela entrou em contato com ele para me indicar. A vaga era para a função de waitress (em português, garçonete) em um típico pub londrino, chamado Blue Posts. Em época de Copa do Mundo e pubs lotados transmitindo os jogos, a procura por trabalhadores é grande. Lembrando que na Grã-Bretanha estudantes têm atualmente permissão de trabalho de 10 horas por semana. Até janeiro, este tempo era de 20 horas, mas as regras mudaram para os novos vistos. Débora Guterres, gaúcha de Novo Hamburgo, é minha roommate (em português, colega de quarto), e estava sem trabalho. Levei-a junto para ver se ambas tínhamos sorte – e de fato, tivemos!

Eu havia andado de metrô apenas uma vez na vida, no Rio de Janeiro. Foi bom ter alguém ao meu lado neste momento, pois é um pouco complicado entender o funcionamento das linhas, por mais sinalizadas que sejam. A maioria das linhas de metrô tem, além do anúncio das estações em som dentro das cabines, um letreiro passando os nomes. O nome da estação sempre estará sinalizado nas paredes, como você vai poder conferir no vídeo abaixo – mas, mesmo assim, uma ajudinha inicial sempre é bem vinda, não esqueça!!

Ao chegar à estação, pode-se pegar um mapinha das linhas de metrô, distribuídos gratuitamente – o qual se torna um “amigo” inseparável por aqui.  Aliás não só para estrangeiros ou novatos no sistema, os próprios ingleses têm um no bolso para se localizarem.

A maneira mais econômica de usar o transporte público em Londres é o Oystercard. Um cartão que é lido eletronicamente nas catracas, e que pode ser adquirido nas próprias estações e em algumas casas comercias. O valor é de £ 3, e quando você não for mais usá-lo,  pode devolver e pegar seu dinheiro de volta. Comprando o passe semanal – denominado Weekly Travelcard (o valor varia conforme as zonas de Londres que você perambular!!), você economiza, pois pode viajar por sete dias em qualquer horário e ilimitadamente, tanto no metrô, ônibus ou trem. Para estudante, o valor do passe semanal é 30% mais barato. Mas na primeira semana, tive que pagar o passe normal, porque da solicitação do Oyster  até a chegada dele à sua casa, a espera é de uns 7 dias. Esta solicitação é feita pelo site  www.tfl.gov.uk , mediante o pagamento de £ 5. Neste mesmo site, há informações sobre os preços e registros para o Oyster.

Confira abaixo como foi a primeira vez que andei de metrô em Londres: da saída da estação Seven Sisters, pela Victoria Line, até a estação de Green Park, e a sorte que tive em achar facilmente o primeiro endereço londrino!!! Obs.: Eu e Débora acabamos o dia empregadas!


Partida e...chegada!!

11 de junho de 2010 8

Minha partida para Londres aconteceu no dia 03 de junho. Um dia muito complicado, antecedido de dias mais delicados ainda. Digo isso pela mistura de sentimentos, pelas estranhas sensações. Imagine ter vontade de gritar e de calar ao mesmo tempo, vontade de correr dando pulos de alegria, mas também um impulso de abraçar forte a quem se ama, as pessoas mais importantes da sua vida, que você sabe que ficará bons dias e noites sem ver, sem tocar, sem poder conversar ou desabafar verdadeiramente. Vontade de sorrir, mas uma angústia que faz chorar. Tudo isso e mais um pouco é reflexo da mistura de sensações que antecedem uma viagem como esta. Falei com algumas pessoas que passaram pela mesma situação e ouvi opiniões semelhantes, intitulada por um amigo como “confusão e avalanche sentimental”. Pode parecer bobagem para alguns, ou posso ser interpretada apenas como uma pessoa romântica, mas a verdade é que sempre numa partida e despedida, nunca sabemos o que será da volta, nem das pessoas que ficam. Neste momento, nos questionamos sobre inúmeras coisas e sobre a própria realidade da impermanência das coisas, tão estudada e absorvida pelos budistas. Nossos sentimentos ficam a flor da pele. Todos te abraçam e amam como nunca. Egoísmo do ser humano? Não seria tão radical na definição. Mas é sim um momento que valorizamos como nunca aquilo que sabemos que tem data e hora para partir, com um forte sentimento de incerteza no peito – agora, apenas as boas lembranças do sempre ficarão passando como um vídeo, um filme que emociona, apenas em nossa mente. Tudo isso tomou conta de mim quando a operadora de viagens fez meu check-in e falou: pronto, agora é só embarcar. Caí na real!

Bom, mas parando com toda esta descrição melosa que está quase me fazendo chorar (aqui estamos sempre muito sensíveis), vamos às informações que realmente interessam (viva o racional!!).

Tive um problema quando cheguei com minhas bagagens, importante para ser registrado. O peso permitido para Londres é de 32 quilos – 2 malas de 32 quilos cada uma – e nem mais um grama! Mas minha mala estava com 36! Bom, eu havia lido as informações sobre bagagens para o UK (United Kingdom – tradução para o português: Reino Unido), e pesei a mala antes de sair de casa. Porém, a balança estava de bom humor – ela marcou 4  quilos a menos!!!!!!!!!!!!!!!  Resultado : depois de ter enrolado a bagagem no plástic bag, ela foi pesada, tive que abri-lá no aeroporto e tirar um pouco de coisas! Coloquei numa sacola o excesso e dei para minha mãe levar de volta para casa.

Outros dois registros importantes para a viagem. Um deles também diz respeito ao peso – desta vez da mochila que vai nas costas!!!!!! Nossa, a minha estava extremante pesada, não me dei conta de o quanto ao sair de casa. Mas eu levei nela o que deveria levar mesmo – documentos, eletrônicos, livro, agenda, e mais algumas coisinhas entre guloseimas e higiene pessoal. Sinceramente, nada que fosse totalmente dispensável, porque para mim é complicado arriscar colocar coisas muito pessoais e de valores na mala – sabemos que sempre há risco de extravio. Da mesma forma, fica aqui a dica – atenção ao peso da bagagem de mão, pode ser muito incômodo carregá-lo em toda a jornada de uma viagem internacional.

O que me ajudou muito neste sentido foi usar, além da mochila na costas, uma bolsinha bem leve e pequena cruzada no peito - uma dica da minha mãe que relutei no início e que depois dei graças a Deus de ter acolhido – pude manter meu dinheiro e passaporte à mão todo o tempo, além de ter os documentos seguros junto ao corpo. Claro que não dispensei a pochete de pele - aquela que tem um elástico e colocamos pela cintura dentro da calça – o grosso do dinheiro tem que se levar da forma mais segura possível – nunca em bolsas ou mochilas – e o uso desta pochete proporciona isto. Já pensou se você pega no sono no vôo e a bolsa ou mochila está solta com algum mal intensionado ao lado? Ou se conhece alguém que se passa por bonzinho e depois de uma distração ou “cuida para mim”, você é roubado??? Enfim, o seguro morreu de velho, e tudo o que devemos evitar numa viagem são incomodações extras – não esqueça que só o emocional já vai pesar bastante na bagagem…

Dicas: Cuidar peso das malas – 2 malas de 32 quilos em cada;

Enrolar a mala no Plastic Bag e usar cadeado - diferente dos EUA, eles não abrem e bagunçam sua mala;

Pensar bem no que vai levar na bagagem de mão para facilitar e não complicar a viagem; Pochete de pele para o dinheiro;

Manter também o passaporte, um pouco de dinheiro em reais (não esqueça que você terá que se alimentar nas conexões – e dependo de onde elas serão, leve também dólar ou euro) e cartões de crédito também junto ao corpo;

Se você tem problemas de enjôo em viagens, consulte seu médico – você pode descobrir que tem sensibilidade no labirinto – órgão interno do ouvido responsável pela nossa orientação e equilíbrio -  que, quando afetado pela mudança de pressão do vôo, pode ocasionar tonturas  náuseas. Um remédio receitado por um especialista vai te ajudar;

Ficar ligado a portões e horários – não esqueça que para vôo internacional tem que chegar 2 horas antes para o check-in. Na conexão, antes de fazer um lanche ou tomar um café, situe-se no aeroporto;

Ao fazer o check-in na origem do vôo, avise que quer pegar as malas no destino final. Se a companhia do vôo para a Inglaterra for TAM – a cotação mais barata que consegui – saiba que este trecho ida e volta dá em pontuação no cartão fidelidade 10 mil pontos – ou seja, dependendo da promoção, até 2 trechos pelo Brasil. Na hora do check-in, apresente o número do seu cartão (mas tem que ser no primeiro check-in, se esquecer, não vale mais), que pode ser feito com facilidade pelo site da operadora;

Relaxar e se divertir na televisão que te espera na sua poltrona do vôo internacional!!!

Confira abaixo como foi minha jornada até Londres, da dolorosa partida do Salgado Filho até a chegada na charmosa (e congestionada!!)  capital inglesa…

Welcome!!!!!!

08 de junho de 2010 14

Olá internautas!  Sejam bem vindos ao Por aí a Europa. Meu nome é Rafaella Severo, sou jornalista e estou num momento muito novo e diferente da minha vida. Cheguei em Londres na última sexta feira, dia 04 de junho. Vim para estudar, aperfeiçoar meu inglês e vivenciar novas culturas. Meu curso terá duração de 6 meses, e começa na próxima segunda!! Mas consegui um visto para 9 meses de permanência e, em todo este período, pretendo viajar o máximo possível – claro que isto vai depender de tempo e de custos.

Por este canal pretendo postar minhas experiências de intercambista, de uma maneira dinâmica e prática. Servir de auxílio para aquelas pessoas que, assim como eu, sonham em viajar, e também aquelas que gostam de acompanhar aventuras, podendo, assim, se sentirem parte delas.

O planejamento de uma viagem é seguido de muitas dúvidas. E tenho a impressão de que, quanto mais velhos estamos, mais sentimos isto, pois o “compromisso” da escolha certa pesa ainda mais sob nossos ombros. De qualquer maneira, mais velhos ou não, elas existem. E atormentam. Acredito que a chance de erro e frustração é menor quando conseguimos acabar com no mínimo 70% – o restante fica a critério do destino e do acaso!

A verdade é que, desde o início, muitas me perseguiam. A começar pelo país que efetivamente mereceria o investimento do meu suado dinheirinho. E eu não tinha uma forma de focar esclarecimentos – era um pouco com as agências de viagens, outro pouco com amigos e conhecidos viajantes, outro com despachantes  - sendo que muitas das informações eram contraditórias. A veia jornalística me ajudou muito neste momento – andei, liguei, perguntei, e perguntei de novo muitas e muitas vezes – até realmente conseguir estar no estágio de agora – podendo, sim, auxiliar àqueles assim como eu têm sede pelo novo e a cabeça pipocando de questões.

Pois bem! Aqui começa uma grande aventura, que será descrita em textos, vídeos e fotos. Você vai poder conferir um blog diferente – além de acompanhar as novidades e acontecimentos, o internauta terá espaço para sugerir lugares que gostaria de conhecer, como ruas, bairros e pontos turísticos, e eu farei o possível para ir até lá e mostrar em vídeo minhas impressões – uma inovação que acredito fazer toda a diferença para os curiosos como eu!!

Muita informação, serviço e entretenimento com interatividade!

Welcome to Por aí na Europa, see you!!!!