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Zumbis de camisas vermelhas

16 de dezembro de 2010 0

Zumbis de camisas vermelhas. Assim andam os quase 8 mil colorados espalhados por Abu Dhabi e o maior contingente, em Dubai. É de dar pena, dó. Aliás, um grupo de Criciúma veio pra cá hoje, pois apostavam na final de sábado! O que restou para os torcedores é turismo. Na Ferrari World da montanha russa que vai de 0 a 240 km/h em menos de 10s, os colorados cantavam os hinos das arquibancadas. Nos shoppings, metendo compras em cartões de crédito que já estouraram nas prestações da viagem. Os Emirados Árabes viraram o parque de diversões mais triste do mundo. Do mundo colorado.

Odone debochado. Kroef feliz da vida. Palco: posse do presidente do Grêmio em Porto Alegre. Respostas vermelhas ríspidas de Carvalho, Siegmann e Píffero. Palco: ante-vésperas do terceiro lugar no Mundial, Abu Dhabi. Na capital gaúcha, flauta virando briga de soco. No lado da Inter, Lúcio - que faz a sobrancelha - gritando, Bolívar respondendo, rangendo os dentes. O Mazembe não tem ideia do quanto de paixão ele movimentou.

Dor para sempre

16 de dezembro de 2010 0

Dor

Duas horas de sono. Olheiras, cansaço, dor nas costas. Me alimentando mal, sorrindo sem os dentes e o trabalho todo atrapalhado pela dor do 14 de dezembro de 2010. Foco zero: toda hora lembro do Kidiaba. E se o gol de Sobis rolasse como o de Stankovic, da Inter? Cedinho para desestabilizar o adversário africano ou asiático (“Se”, Potter?! Vai te catar!) E tento seguir pensando que a dor vai diminuir. Vai passar, vai sumir, se escafeder. Não, ela não vai. Ela já está enraizada. É para sempre, eterna. O que me pergunto: os jogadores também estão sofrendo como eu?

Boate

Abobado com a derrota inesquecível fui para uma boate. Num hotel, porque tudo aqui é em hotel. Tudo. Pois no local as pessoas dançavam em cima dos sofás, das mesas, aquelas músicas árabes dançantes que a as mulheres e até os homens se balançam atirando as costas para trás e os braços ondulam para cima. Sem beijos na boca: isso é proibido. Fiquei meia hora, bebi 3 águas com gás e fui. Na boate só lembrava da cena da fatídica noite de Abu Dhabi, pós-jogo: os jogadores chegando ao hotel em silêncio e torcedores só observando. No maior silêncio que escutei. Um cortejo fúnebre.

Pérolas do Guerrinha:

“Potter?! Pro Mazembe?!”

Fome de Mundial

15 de dezembro de 2010 0

Aqui em Abu Dhabi quem entra em campo costuma ter fome de gols. Os colorados estavam "famintos" pelo título. E nós que estamos trabalhando (e muito) fora das quatro linhas também temos fome. Na correria o jeito é matá-la com um sandubão das arábias como nesse flagra da Fernanda Zaffari.

Corrida de camelos

15 de dezembro de 2010 0

Depois do tombo, uma corridinha de camelos para tocar a vida...

A Inesquecível Derrota

15 de dezembro de 2010 0

Caminhei atônito pelas ruas de Abu Dhabi. Cidade em construção, pomposa, de estrangeiros. Perdido, chutando pedras, tentando verter algo, alguma explicação para a maior derrota de um clube em competições intercontinentais da história. O Mazembe, da República Democrática do Congo, venceu o Internacional por 2 a 0. Justamente no dia da maior invasão de uma torcida em competições entre continentes.

Colorados deixaram as lágrimas rolar no Mohhamad bin Zayed Stadium. Foram mais de 5 mil. Foram bravos. Mas viram e sentiram o cheiro da “derrota inesquecível”. Torcedores me perguntam: “mas por que, potter? Por que tu relembrou aqui neste espaço, por esses dias, das maiores derrocadas de nossa história?”. Simples: porque todo clube grande de futebol do mundo as tem. E os maiores são aqueles que aprendem em meio à tristeza. Na dor, no choro, no silêncio sepulcral que um revés no futebol pode causar.

Agora, temos o nosso maior. Aquele do Olímpia no Beira-Rio foi ultrapassado. Um time do continente mais esquecido e alegre nos causou o lamentável. Salto alto? Não. Mazembe. Esta é a razão. Ganhou o eficiente. O que acertou dois belos arremates. O que marcou melhor. O sereno franco atirador. Mas o tamanho disso tudo ainda será amargo por anos. Lembro de perguntar, lá nos anos 90, ao meu pai: “Por que sofremos assim?”. “Pra levantar depois, filho. Olha esse jogo futebol. Ele é a metáfora da vida. Tu vais cair. E vais levantar. E vai ganhar. E vai se exibir, virar bobalhão e cair de novo e assim seguirá. O futebol é a vida, Luciano... a vida”.

Eu baixava a cabeça e chorava. Mas vi, anos depois que seu Luis Nei tinha razão. Temos ganhado muito, tudo. Hoje, dezembro de 2010, dá vontade de zarpar do mundo. De sumir. Amanhã, tem Gauchão, Libertadores, Recopa, Brasileirão e quem sabe... bueno, deixa o caminho mostrar. Por agora é saborear o fiasco. O maior de todos. O equivalente a ser eliminado na primeira fase da Copa FGF. Tipo um rebaixamento. Tipo decidir um terceiro lugar num Mundial.

Lambemos as feridas. Elas precisam fechar. Mas que esse amargo ensine. Que a dor se espalhe. No futebol, vitórias são posteriores às derrotas. Às derrotas inesquecíveis.

BLOG FORA DO AR

14 de dezembro de 2010 0

POTTER EM MANUTENÇÃO...

Invasão colorada

14 de dezembro de 2010 0

Maior invasão intercontinental de uma torcida na história do futebol.

VÍDEO: Inter sai do hotel rumo ao estádio

14 de dezembro de 2010 0

Time colorado deixou o hotel Rotana Beach rumo ao estádio Mohammed Bin Zayed, onde estreia no Mundial de Clubes contra o Mazembe logo mais às 14h, no horário de Brasília. Veja o vídeo!

Valdomiro está aqui

14 de dezembro de 2010 0

Ídolo colorado, Valdomiro veio de Dubai a Abu Dhabi acompanhar a partida de estreia do Inter no Mundial de Clubes.

Comboio

14 de dezembro de 2010 0

Comboio de colorados que vão de Dubai a Abu Dhabi para a partida de logo mais contra o Mazembe.