
Nenhum esporte pode montar uma frase tão potente, importante, grandiosa. O esporte mais praticado no planeta tem um novo campeão. O rico futebol espanhol - de craques estrangeiros - agora se ri porque seus craques fizeram história.

Iniesta sonhou acordado. Milhões de espanhóis choram emocionados. Nadal disse que foi às lágrimas feito criança...

O futebol agradece, Espanha. Venceu a melhor. A Fúria!
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Texto do Contra Copa de segunda, 12 de julho:
Justiça. Polvo Paul. Sara Carbonero. Título inédito. Toque de Bola. Iniesta.
Eis a Copa da África do Sul 2010. Mas as histórias, nunca, são tão simples assim. E o Soccer City com suas quase 85 mil pessoas foi o palco perfeito para um jogo de “final de Copa do Mundo”. A expressão é ouvida desde pequenino, em qualquer quadra de colégio, campo de várzea.
É o momento. É o extremo sonho futebolístico. Ali, se separam os “homi dus guri”. Ali se entra para a história. E foi assim que aconteceu: aos 116 minutos. No segundo tempo da prorrogação. No passe milimétrico do elegante Fabregas. E no pataço furioso de Iniesta. Aliás, Xavi não participou do gol, mas a Jo'bulani também poderia ter lambido seu pé no ato. Era o acerto derradeiro do invicto polvo Paul. Foi o momento máximo de um futebol que merece ser campeão do mundo.
De um país que tem duas grandezas: Barcelona e Real Madrid. A oitava campeã da história vestiu azul. Teve 57% da posse de bola. Marcou o que pode Sneijder. Correu atrás de todas as maneiras da lebre Robben. E foi feliz. Está sendo! Na verdade, para sempre será.
Mas, lá arriba, a primeira palavra escrita é “justiça”. Por quê? Porque não daria para aguentar mais um time como a Itália de 2006 campeão. A pior Holanda vice – 74, 78 e 2010 - foi a que mais mereceu a honraria. Time fechado. Objetivo, claro, mas o que seria do futebol se o jeito de jogar de uma campeã de seleções é copiado até pelo Flamenguinho do Alegrete? Não. Que bom que existe Iniesta.
Que maravilha que Mandela viu de perto. Que Shakira cantou antes. E que Casillas levantou a taça. De cor amarela. Do adjetivo que sempre bradaram para cima dos espanhóis: amarelões. A Taça Fifa – que pesa 6,17 Kg e destes, 4,92 Kg são de ouro puro – encontrou o beijo do goleiro-capitão. O homem mais feliz do planeta! Porque em um só dia, seus lábios encontraram a estatueta mais desejada do futebol e os carnudos beiços de Sara Carbonero. Que bom que foi assim. Um belo desfecho para a primeira Copa peleada na África.